Na China vermelha, o ano passado foi o pior da última década sob o prisma dos direitos humanos. 3.832 dissidentes foram encarcerados, tendo 159 deles sido repetidas vezes torturados, alguns ficando aleijados para sempre. 86% dos encarceramentos não tiveram pretexto legal algum, e em outros 6% dos casos a base legal foi contestável. Esses dados foram registrados no Relatório Anual da organização Chinese Human Rights Defender, que monitora o estado da dissidência no país. 2.795 dissidentes acabaram nas “black jail”, ou prisões ocultas, sem que os familiares ou advogados tivessem notícias deles. Nas prisões “legais” colocaram 89 dissidentes, dos quais 72 foram encerrados em “detenções criminosas” — dependências especializadas dos cárceres. 60 foram condenados a trabalhos forçados.
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terça-feira, 4 de setembro de 2012
2011: Ano recorde de repressões e torturas na China
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segunda-feira, 27 de agosto de 2012
População cubana diminui e envelhece na miséria
A imoralidade intrínseca ao sistema comunista – que inclui a extinção oficial da família e o aborto – está reduzindo a população de Cuba, que decresceu entre 2006-2010, com exceção apenas de 2009. No fim de 2010, havia na ilha-prisão 2.675 habitantes a menos que no fim de 2005. Cuba virou o país latino-americano com maior proporção de idosos, para os quais o catastrófico sistema de saúde do país é uma ameaça constante. O estudo oficial Proyecciones de la población cubana 2011-2035 calcula que em 2035 Cuba terá perdido 478.544 habitantes; 34% das pessoas serão idosas e haverá 827.296 mulheres em idade fértil (15-49 anos) a menos. Fidel e Raul Castro poderão ostentar estes números, próprios da extinção gradual de um povo, como contribuição eficaz do socialismo para o apregoado “desenvolvimento sustentável”...
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China: bispo renuncia ao regime marxista e “desaparece”
A sagração do novo bispo-auxiliar de Xangai, combinada entre o governo comunista chinês e a Santa Sé, teve um desfecho inesperado. Dom Thaddeus Ma Daqin [foto] recusou a imposição das mãos de Dom Zhan Silu, bispo “oficial” de Mindong, não reconhecido por Roma e afiliado à ditadura anticristã. Também se recusou a receber a comunhão das mãos do prelado ilegal. Em sua homilia, Dom Thaddeus, que era membro do Comitê Nacional da Associação Patriótica, disse: “Eu acredito que não convém continuar servindo a Associação Patriótica”. O povo aplaudiu o bispo e se emocionou diante de seu ato de coragem. Mas Dom Thaddeus “desapareceu” logo após a cerimônia. O regime alega que ele “foi repousar porque sofria de esgotamento físico e moral” — desculpa que deve encobrir alguma forma de intimidação psicológica ou até prisão.
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segunda-feira, 16 de julho de 2012
China: repressão “por pontos” silencia usuários da Internet
A China está implantando mais um método de censura na Internet: a “disciplina por pontos”. O sistema concede ao usuário de qualquer microblog, como o Twitter, pontos que lhe serão tirados caso ele desobedeça. A lista das condutas puníveis é infinda e continuamente modificada. Entre os itens proibidos figuram a “publicação de informações falsas” (como as que criticam as empresas estatais); a “difusão de boatos ou banalidades” (que as autoridades julguem como tais); “comentários difamatórios e vilipêndio da nação” (críticas ao governo); propaganda religiosa “não-oficial”; acreditar em “superstições” (fórmula aplicada contra grupos religiosos sincréticos) etc. A fantasia dos internautas chineses faz coisas inacreditáveis para escapar ao cerco, que vai se fechando com as perspectivas de prisão, tortura e morte para quem ousar desobedecer.
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terça-feira, 15 de maio de 2012
Igreja Ortodoxa russa foi instrumento de Stalin
“A Igreja Ortodoxa russa foi utilizada pelo regime de Stalin para a liquidação pela força da Igreja Greco-Católica ucraniana”, mas “o clero ortodoxo [= cismático] russo ainda não se desculpou perante o greco-católico pela apropriação indevida de todos os seus bens”, afirmou Sua Beatitude Sviatoslav Shevchuk, arcebispo-mor do rito greco-católico ucraniano.[foto] “Muito frequentemente, eles falam da dificuldade em ter um encontro com o Papa, a qual, segundo o patriarca Kirill [russo cismático], é causada pelos Uniatas [greco-católicos]. Isso vem se repetindo há perto de 20 anos, quase todo ano, em vários foros. Mas o verdadeiro obstáculo é a incapacidade de admitirem os próprios erros”.
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segunda-feira, 7 de maio de 2012
China desencadeia ondas de repressão na Internet
Pequim iniciou uma operação de controle e repressão da Internet de extensão inédita. A medida mais espetacular consistiu no bloqueio dos dois maiores microblogs do país: o Weibo e o QQ, equivalentes ao Twitter. Ao menos 16 sites da Internet foram fechados, enquanto numerosas pessoas eram presas pelo suposto crime de “fabricar e propagar falsos boatos online”. “É a mais pesada campanha de repressão na Internet ocorrida há muito tempo, jamais se viram tantos sites censurados”, explicou Renaud de Spens, especialista da Web chinesa. Ele acrescentou que os dirigentes socialistas “tratam o povo como se fosse um bando de crianças imaturas ou de idiotas, a quem se corta qualquer coisa quando bem entendem”.
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quarta-feira, 2 de maio de 2012
Países do Leste europeu não aceitam a ditadura da UE
A Polônia e a Lituânia apoiaram a Hungria em meio à onda de ataques que esta sofreu por ter aprovado uma Constituição que adota valores cristãos. O secretário do Ministério do Exterior húngaro, Zsolt Nemeth, pediu ao Parlamento magiar a aprovação de um “decreto de gratidão” aos líderes daqueles dois países. As nações da Europa Central compreendem bem “o que é o Estado pós-comunista do ponto de vista psicológico, político e econômico, e como é difícil operar mudanças profundas para eliminar as redes pós-comunistas”, divulgou o site www.politcs.hu.
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A monstruosa economia estatal chinesa ameaça ruir
O Banco Mundial alertou a China comunista para o tamanho monstruoso do setor estatal de sua economia, cujo modelo considerou “insustentável”: depende de 120 superestatais, enquanto outras 150.000 pequenas estatais respondem por 30% da atividade econômica. A expansão de empresas chinesas no exterior obedece a intuitos ideológicos baseados em financiamentos estatais de mastodontes inviáveis. Ocidentais ingênuos ou comprometidos ainda julgam que os argumentos econômicos são capazes de impressionar os líderes chineses, formados na ideia de Mao-tsé-Tung de que não se deve hesitar em executar milhões de seres humanos se tal for necessário para o triunfo mundial do comunismo.
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segunda-feira, 16 de abril de 2012
Cardeal Mindszenty — 120 anos
Herói da resistência anticomunista, o Cardeal József Mindszenty foi Arcebispo-Príncipe de Esztergom e Primaz da Hungria. Mesmo preso pelo regime comunista [foto ao lado], cruelmente torturado e obrigado a ausentar-se de seu povo, jamais dobrou os joelhos diante da tirania vermelha.
Hoje em dia, quando a Hungria vem sendo perseguida por órgãos internacionais pelo fato de ter adotado uma Constituição contrária ao comunismo, ao aborto e ao “casamento” homossexual e ter rememorado as glórias de seu passado cristão, a figura do Cardeal Mindszenty paira sobre a nação como uma bênção e uma inspiração.
Em homenagem pelos 120 anos do nascimento desse imortal Purpurado — nascido em Csehimindsent (Áustria-Hungria), em 29 de março de 1892, e falecido em Viena (Áustria), em 6 de maio de 1975 —, reproduzimos o trecho de artigo de Plinio Corrêa de Oliveira, publicado na “Folha de S. Paulo” em 10-2-1974, sob o título: A glória, a alegria, a honra...
Comemora-se neste ano [1974] o 25º aniversário de sua encarceração pelos comunistas. Ficou célebre a fotografia [a cima] que o mostra no banco dos réus com olhar aterrado mas inquebrantável na resolução de cumprir até o fim seu dever. O mundo inteiro viu essa fotografia, e estremeceu de horror e de admiração. Veio depois o rápido intermezzo da sublevação anticomunista. E começou então para Mons. Mindszenty o longo cativeiro na embaixada norte-americana.
Cativeiro no qual — ó mistério! — lhe era vedado o contato até com os habitantes do edifício. Mas, como coluna solitária no meio das ruínas de sua pátria, Mons. Mindszenty permanecia de pé, continuando na sua conduta as grandezas religiosas e nacionais do reino de Santo Estêvão, e preparando, por seu exemplo, a ressurreição de seu povo".
Hoje em dia, quando a Hungria vem sendo perseguida por órgãos internacionais pelo fato de ter adotado uma Constituição contrária ao comunismo, ao aborto e ao “casamento” homossexual e ter rememorado as glórias de seu passado cristão, a figura do Cardeal Mindszenty paira sobre a nação como uma bênção e uma inspiração.
Em homenagem pelos 120 anos do nascimento desse imortal Purpurado — nascido em Csehimindsent (Áustria-Hungria), em 29 de março de 1892, e falecido em Viena (Áustria), em 6 de maio de 1975 —, reproduzimos o trecho de artigo de Plinio Corrêa de Oliveira, publicado na “Folha de S. Paulo” em 10-2-1974, sob o título: A glória, a alegria, a honra...
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“O bom pastor dá a vida por suas ovelhas” (S. João 10,11).
Nestes tristes dias, marcados por sua destituição [por Paulo VI] do Arcebispado de Esztergon, o Cardeal Mindszenty mais uma vez deu provas de que é um bom pastor, representante genuíno e íntegro do Bom Pastor por excelência. Para lutar contra o comunismo, que reduziu à miséria espiritual e material as suas ovelhas, o Purpurado magiar acaba de sofrer o último sacrifício. E talvez o mais doloroso.Comemora-se neste ano [1974] o 25º aniversário de sua encarceração pelos comunistas. Ficou célebre a fotografia [a cima] que o mostra no banco dos réus com olhar aterrado mas inquebrantável na resolução de cumprir até o fim seu dever. O mundo inteiro viu essa fotografia, e estremeceu de horror e de admiração. Veio depois o rápido intermezzo da sublevação anticomunista. E começou então para Mons. Mindszenty o longo cativeiro na embaixada norte-americana.
Cativeiro no qual — ó mistério! — lhe era vedado o contato até com os habitantes do edifício. Mas, como coluna solitária no meio das ruínas de sua pátria, Mons. Mindszenty permanecia de pé, continuando na sua conduta as grandezas religiosas e nacionais do reino de Santo Estêvão, e preparando, por seu exemplo, a ressurreição de seu povo".
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terça-feira, 3 de abril de 2012
De Henrique IV a Raul Castro
Hélio Dias Viana (*)
Na esteira dos acontecimentos relacionados com a recente visita de Bento XVI a Cuba, a imprensa noticiou que em atendimento a um pedido do Sumo Pontífice, o regime comunista e ateu de Cuba decidiu decretar que a próxima Sexta-Feira Santa será feriado na ilha-prisão.
Para quem conhece a índole do regime comunista, negador de todos os Mandamentos do Decálogo e da Lei Natural, essa concessão do tirano Raul Castro nos remete ao fato histórico sucedido em 25 de julho de 1593, quando o rei calvinista Henrique IV, para fazer-se aceitar pelos católicos franceses, teria se “convertido” por segunda vez ao catolicismo, afirmando: “Paris vale bem uma Missa”.
Em fidelidade não só às raízes igualitárias herdadas do protestantismo, mas também às táticas que os fautores do erro costumam usar ao longo da História para conseguirem prevalecer, Raul Castro bem poderia agora dizer: “Cuba vale bem uma Sexta-Feira Santa”.
E enquanto nesta nossa “civilização da imagem” as palavras que Bento XVI pronunciou sobre Cuba tenderão a cair no olvido, o mesmo não sucederá com as suas vistosas fotografias com Raul e Fidel Castro, as quais, negadas aos dissidentes, que queriam posar ao lado do Sumo Pontífice, continuarão sendo exploradas largamente pela propaganda comunista para impressionar em seu favor o infinito número de estultos que imaginam que a essência do comunismo mudou ou pode algum dia mudar.
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(*) Helio Dias Viana é colaborar da Agência Boa Imprensa (ABIM)
sábado, 10 de março de 2012
“Vitória” de Putin na Rússia revive os tempos da URSS
Além das fraudes generalizadas, e evidenciadas, nas últimas eleições presidenciais na Rússia, que deram vitória a Vladimir Putin já no primeiro turno, a Justiça Eleitoral russa “deletou” candidatos.
O candidato liberal russo à presidência, Grigory Yavlinsky, podia impedir a vitória pré-programada de Putin nas eleições. Mas ele foi “apagado” das listas oficiais pela Comissão Eleitoral — tribunal acusado de organizar e acobertar a falsificação maciça dos resultados das eleições parlamentares em dezembro último. Para a oposição, “é absolutamente clara a ilegitimidade da eleição presidencial”. Outros candidatos independentes foram riscados pela Justiça Eleitoral com pretextos legais obscuros. A mídia e os governos ocidentais verteram lágrimas de crocodilo na eleição que coroou Putin como presidente do soviete supremo russo. Apesar de este não mais usar o nome de soviete, na realidade funciona como tal.
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Mandatários esquerdistas com câncer
Em mais um exibicionismo de retórica pró-comunista, o presidente venezuelano Hugo Chávez aventou a hipótese de os EUA inocularem câncer nos líderes latino-americanos. Logo após o anúncio de um não comprovado câncer da presidente da Argentina, ele disse: “É muito, muito esquisito, é difícil explicar, [...] até se apoiando nas leis da probabilidade”. Opositores atribuíram jocosamente o “contágio” a uma réplica da espada de Bolívar presenteada a dirigentes latino-americanos pelo venezuelano. De fato, é incomum que alguns presidentes de esquerda de um mesmo continente contraiam câncer na mesma época. Uma intervenção da Providência divina? Como hipótese, ela é bem mais verossímil do que a risível hipótese do gênero “teoria conspiratória” aventada por Chávez.
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segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012
O inferno cubano e o silêncio vaticano
Armando F. Valladares
No dia 19 de janeiro p.p. — a dois meses da viagem de S.S. Bento XVI à ilha-prisão de Cuba e 24 horas antes da chegada de uma delegação vaticana de alto nível para ultimar detalhes da visita papal — o regime cubano, à maneira de uma gargalhada macabra, deixava morrer o jovem preso político Wilman Villar Mendoza [foto ao lado]. Ele era pai das meninas Geormaris e Wilmari, de 7 e 5 anos. Uma morte cruel que sua esposa, Maritza Pelegrino, não duvidou em qualificar de “assassinato”.
Tendo sido condenado a prisão em 24 de novembro de 2011, Wilman decidiu, num ato de desespero, protestar diante do mundo contra a sua condenação — e, sobretudo, contra a situação de escravidão em que jaz seu querido povo cubano — com a única coisa que julgou ter em mãos: uma greve de fome, cujo objetivo não era o de atentar contra a sua própria vida, mas de usá-la, em seu extremo abandono e aflição no fundo das masmorras castristas, como um modo muito arriscado de protesto.
Ele foi isolado e deixado nu numa cela úmida e fria, contraindo pneumonia. Seus verdugos — como já haviam feito com o também preso político e dirigente estudantil Pedro Luis Boitel, por ordens do próprio Fidel Castro, em 1972, e com Orlando Zapata Tamayo em 2010 — não lhe deram a devida atenção médica, nem água para ingerir. Ainda tentaram, mediante promessas mentirosas de libertação, que ele renegasse suas ideias em prol de uma Cuba liberta, digna e próspera. Mas percebendo que não podiam quebrar-lhe a resistência, não somente o deixaram morrer, como aceleraram a sua morte com a falta de atenção médica adequada.
Em Cuba, as Damas de Branco, das quais fazem parte a viúva de Wilman e opositoras da estatura de Martha Beatriz Roque Cabello, foram as primeiras a denunciar ao mundo, no dia 24 de novembro de 2011, a arbitrária prisão de Wilman. Foram também as primeiras a condenar a atitude criminosa do regime comunista, consumada em 19 de janeiro, tendo sido secundadas pelos governos da Espanha, Estados Unidos e Chile. Elas receberam a solidariedade emocionante de cubanos da ilha, bem como de desterrados e de amantes da dignidade humana, da liberdade e do direito no mundo inteiro. A fundadora das Damas de Branco, Laura Pollán, morreu no ano passado num hospital, por falta de assistência médica.
Em sentido contrário, os silêncios mais clamorosos, que me conste, foram os da Secretaria de Estado da Santa Sé, do Cardeal de Havana, D. Jaime Lucas Ortega y Alamino, e da Conferência Episcopal Cubana.
O caso desesperador do jovem Wilman era de conhecimento público havia dois meses. Aqueles Pastores tiveram, portanto, muito tempo para falar, interceder pela sua liberdade e dar-lhe assistência espiritual no cárcere, e inclusive para lhe advertir com caridade que a Igreja se opõe às greves de fome, apresentando as razões de tal oposição. Eles tiveram muito tempo para exigir uma assistência médica adequada e deixar claro aos carcereiros que estes já não mais podiam continuar agindo impunemente. Mas, até hoje, que me conste, eles permanecem num inexplicável silêncio.
Será que tais Pastores não conhecem o opróbrio e a injustiça de que são vítimas os presos políticos em Cuba, ou conhecem e permanecem indiferentes? Será que não estão a par da violação institucionalizada de todos e de cada um dos Mandamentos da Lei de Deus, ou estão e também são indiferentes a esse fato marcante? Não ouvem esses gritos de desespero e angústia que brotam dos cárceres cubanos? Esse drama inimaginável nada lhes fala e não lhes sugere outra atitude a não ser esse pesado silêncio?
Através de conhecidos motores de busca da Internet, procurei localizar, da parte de alguma autoridade eclesiástica vaticana ou cubana, sequer uma declaração de consolo cristão para a família do preso político; ou a narração de eventuais tratativas junto aos carcereiros; ou ainda uma oração pedindo misericórdia divina para Wilman e alento para o escravizado povo cubano. Mas, até o momento, nada disso encontrei.
Também de modo infrutífero tentei encontrar ao menos uma referência noticiosa à morte de Wilman no “Osservatore Romano”, na Rádio Vaticano, nas duas maiores agências católicas — Zenit e ACI —, no site web da Conferência Episcopal Cubana, nos sites web Espacio Laical y Palabra Nueva, da Arquidiocese de Havana. Quanto eu desejaria que os fatos me desmentissem!
Esse silêncio de Pastores chamados a dar a vida pelas suas ovelhas produz tanto ou mais sofrimento do que o próprio assassinato de um jovem membro do rebanho.
Silêncio mais pesado pelo fato de ter sido clamorosa a insistência pública de SS. Bento XVI e da Santa Sé em prol da defesa dos direitos da pessoa humana. Silêncio enigmático e desconcertante da diplomacia vaticana do qual, segundo destacados jornalistas, uma das raízes históricas parece estar no próprio silêncio do Concílio Vaticano II em relação ao comunismo, ao conceder aos lobos total liberdade para dizimar o rebanho em Cuba, nos países do Leste europeu, na Rússia, na China, no Vietnã etc.
O regime castrista, aparentemente tão seguro de sua impunidade, nem sequer teve o trabalho de fuzilar Wilman, Boitel e Orlando. Deixou-os morrer de um modo como não se faz sequer com animais selvagens.
O desamparo em que ficaram sua jovem viúva e suas duas filhinhas [foto] doentes — uma epiléptica e a outra com sérios problemas respiratórios — é um reflexo dilacerante do atual drama do povo cubano. Segundo versão recebida de Cuba pelo meu companheiro de presídio e hoje brilhante jornalista Carlos Alberto Montaner, as duas crianças não entendem o que aconteceu com o seu querido pai. Como a família tem influência cristã, a mãe lhes explicou que ele foi para o Céu. “E onde está o Céu, mamãe?” — perguntaram. “Muito longe de Cuba. Muito longe” — respondeu a jovem viúva.É aos artífices, aos propulsores e aos mantenedores do Inferno cubano — tão, mas tão longe do Céu — a quem o silêncio vaticano favorece em primeiro lugar.
Sobre a viagem papal à ilha-prisão, escrevi no dia 1º. de janeiro de 2011 o artigo “A viagem de Bento XVI a Cuba: esperanças e preocupações”, publicado dois dias depois no “Diário Las Américas” de Miami e difundido por centenas de blogs, sites web e redes sociais de cubanos desterrados e defensores da liberdade do mundo inteiro.
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Armando Valladares – Escritor, pintor e poeta, padeceu durante 22 anos nos cárceres políticos de Cuba. É autor do best-seller Contra toda a esperança, onde narra o horror das prisões castristas. Foi embaixador dos Estados Unidos ante a Comissão de Direitos Humanos da ONU nas administrações Reagan e Bush. Recebeu a Medalha Presidencial do Cidadão e o Superior Award do Departamento de Estado. Escreveu numerosos artigos sobre a colaboração eclesiástica com o comunismo cubano e sobre a Ostpolitik vaticana em relação a Cuba.
quinta-feira, 19 de janeiro de 2012
Carro chinês bate recorde de insegurança
O CK1, sedan da montadora chinesa Geely, que deseja fabricar carros no Brasil, participou do Latin NCAP, programa de avaliação dos veículos em caso de colisão. Obteve o pior resultado e nenhuma das cinco estrelas possíveis. Até então, nenhum carro havia “zerado” na prova, cujo formato existe há décadas na Europa e EUA. Entre as realizações da Geely figura a apresentação, no Salão de Xangai 2009, de uma cópia do Rolls-Royce Phantom. Até a estatueta “Spirit of Ecstasy”, símbolo da fabricante inglesa, foi pirateada. A montadora existe há menos de 30 anos, mas já é uma das maiores da China. Em 2009 ela comprou a Volvo, da Suécia, e tornou-se um dos tentáculos do governo comunista para ir penetrando a indústria ocidental e destruindo-a, garantindo assim a supremacia chinesa.
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quarta-feira, 4 de janeiro de 2012
Conflitos multiplicam-se em fábricas chinesas
Os últimos meses foram os mais tumultuados nas fábricas chinesas. Houve greves nas linhas de produção da Honda, Apple e IBM. Segundo a associação China Labor Watch, os gerentes impunham jornadas de trabalho das 7h30 até meia-noite ou ainda mais rigorosas aos empregados. Milhares de operários paralisaram cinco fábricas da Pepsi e sete mil empregados de uma fornecedora para as marcas New Balance e Nike interromperam a produção. Os descontentes coordenam-se através de torpedos e microblogs. Em Dongguan, cidade do trabalho em regime semi-escravo, o governo socialista prometeu mitigações. Mas 400 operárias suspenderam o trabalho em protesto contra “um sistema de pagamento por peça e cotas de produção diária impossíveis de cumprir”. O estopim se acendeu quando o gerente de uma fábrica, respondendo a uma das operárias sobre os suicídios de trabalhadores imigrantes, disse: “Pule do telhado e vá para o inferno!”.
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Putin falsifica eleições e reprime opositores
Na Rússia, a perda de prestígio do ex-coronel da KGB, Vladimir Putin, patenteou-se em estrepitosas vaias públicas e na perda da esmagadora maioria que seu partido possuía na Duma (Parlamento). Nas eleições de dezembro, mais de cinco mil casos de fraude foram denunciados e entre 20 e 25% dos votos teriam sido fabricados. A fraude maciça foi confirmada pelos observadores internacionais e até pela secretária norte-americana de Estado, Hillary Clinton. Dezenas de milhares de oposicionistas manifestaram-se contra a falcatrua e foram reprimidos com violência [foto acima]; mais de 500 foram presos. Dezenas de bilhões de dólares teriam saído do país diante do sombrio panorama criado pela conduta ditatorial dos oficiais da ex-polícia política soviética.
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sábado, 19 de novembro de 2011
China mascara passado de crimes em história oficial
Causou espanto o livro oficial sobre a História do Partido Comunista Chinês, 1949-1978, publicado por ocasião dos 90 anos do partido. Ele silencia dezenas de milhões de assassinatos cometidos para a implantação da utopia socialista. “Não menos de 60 milhões”, disse Frank Dikötter [foto], da Universidade de Hong Kong. Entre dois e três milhões de proprietários foram mortos em 1949-51 em decorrência da reforma agrária e de reformas análogas. Na Campanha Anti-Direitista de 1957, mais de 550 mil intelectuais foram torturados e enviados para campos de trabalho onde muitos morreram. O novo livro ensina que esses morticínios foram “necessários e corretos”. Sobre o Grande Salto Adiante, de 1958-62, o livro só constata que a população caiu em 10 milhões de habitantes. O presidente da China, Hu Jintao, apadrinhou a equipe encarregada de suprimir fatos ou interpretações indesejáveis dessa história. Essa é a China que hoje tenta seduzir o Ocidente.
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domingo, 9 de outubro de 2011
Meio século de espera
Meio século de espera
Nilo Fujimoto
Você gostaria de viver num paraíso onde liberdade é apenas um sonho, onde todos são iguais (na miséria e no infortúnio) exceto os “mais iguais que os outros” e a fraternidade é o conluio entre os dirigentes.
Cuba é esse paraíso, a ilha da fantasia do socialismo latino-americano para o qual alguns se dirigem apenas de passagem, óbvio, para prestigiá-la e privar com “el comandante” e receber seus “conselhos” e os “bons” influxos de um ambiente resultante da aplicação brutal do ideal comunista.
No outro extremo, a realidade dos “proletários unidos” é outra, como se pode deduzir da notícia publicada na Folha de São Paulo ( 29/9/2011), sob o título “Cuba autoriza comercialização de carros”. Diz o vespertino que, com a edição digital da Gazeta Oficial (www.gacetaoficial.cu) de 28 de setembro último, o pobre “endinheirado” cubano poderá – após um espera de meio século (!) – realizar o que qualquer pessoa nos países não comunista pode: a livre comercialização de um simples veículo.
Segundo a reportagem da Folha, a lei estabelece que “quem comprar ou vender carros na ilha deverá pagar um imposto de 4% sobre o valor do veículo. Os consumidores ainda deverão apresentar uma declaração de que o dinheiro usado para a compra foi obtido de forma legal. Até agora, apenas carros fabricados antes da revolução de 1959 — em sua maioria, americanos — podiam ser comercializados em Cuba. Com a mudança, não haverá restrição de ano ou modelo para a compra, e será permitido que cada cidadão adquira mais de um carro.”
Triste situação a de nossos infortunados irmãos cubanos. Se não há nada para invejar do paraíso cubano, devemos sim recear a ditadura anunciada pelos dirigentes de esquerda no Brasil. Num passado não muito distante houve grupos armados que justificaram seus atos de terrorismo e formação de guerrilha arguindo não suportar viver em regime ditatorial. Porém, o que hoje não querem confessar – e estão ocupando atualmente as mais altas esferas políticas e sociais – é que a derrubada daquele regime tinha como meta o estabelecimento de um regime nos moldes cubanos e houvera logrado realizar não fosse a atuação de forças vivas anticomunistas.
Ocupou o Prof. Plinio Corrêa de Oliveira um lugar de inegável destaque no panorama nacional e internacional como líder e orientador, intrépido na trincheira polêmica, paladino da luta anticomunista. Nossas homenagens pela passagem do décimo sexto ano de seu falecimento ocorrido em 3 de outubro de 1995. Maior homenagem, seguramente, é seguir defendendo os ideais por ele proclamado com tanta galhardia.
quarta-feira, 14 de setembro de 2011
Stalinismo: fossa comum com os restos de 495 pessoas
Hélio Dias Viana (*)
Quando será estabelecida uma Nurenberg para julgar os casos das vítimas do comunismo? – Eis uma nova e estarrecedora descoberta.
Stalinismo: fossa comum com os restos de 495 pessoas
Giovanni Bensi, “Avvenire”, 17 julho de 2010
MOSCOU
A macabra descoberta ocorreu no corrente mês, mas sua confirmação só chegou agora: trata-se de esqueletos de nada menos 495 pessoas, a maioria com sinais de disparo na nuca, e de umas 3,5 toneladas de outros ossos, trazidos à luz numa fossa comum por operários empenhados em trabalhos na estrada.
O prefeito de Vladivostok emitiu um comunicado, no qual afirma que “a hipótese de que os restos pertencem a vítimas da repressão está confirmada”. As vítimas, segunda conclusão da perícia, foram mortas presumivelmente durante o “grande terror” dos anos 30 do século passado, quando milhões de cidadãos soviéticos foram fuzilados ou eliminados nos campos de trabalhos forçados siberanianos do Gulag, do qual Vladivostok era um centro de desova. Agora os restos serão sepultados num memorial.
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(*) Hélio Dias Viana é colaborar da ABIM
quinta-feira, 25 de agosto de 2011
Rússia e China aliam-se contra escudo americano
A Rússia, quatro repúblicas da ex-URSS e a China assinaram acordo em Astana, capital do Cazaquistão, contra o projeto defensivo americano de antimísseis, que deveria ser instalado na Europa. Na ocasião, o presidente russo, Dmitri Medvedev [na foto com Hu Jintao], ameaçou ressuscitar a corrida armamentista como ocorreu durante a Guerra Fria. Na verdade, a Rússia teme que o escudo antimíssil americano, oficialmente voltado contra a ameaça iraniana, neutralize os foguetes atômicos russos e impossibilite Moscou de lançar uma cartada decisiva contra o Ocidente num futuro — mas não tão improvável — conflito. E Pequim apressou-se a apoiar o Kremlin, como na trágica época de Stalin, Brejenev e Mao Tsé-tung.
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