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segunda-feira, 14 de junho de 2010

Cardeal reza missa por Fidel, mas não por dissidente

O dissidente político cubano Guillermo Fariñas, que faz greve de fome há mais de dois meses, reprovou o fato de o arcebispo de Havana, Cardeal Jaime Ortega, ter celebrado uma missa quando adoeceu o ditador comunista Fidel Castro, mas não rezou nenhuma missa pelo dissidente Orlando Zapata, falecido na ilha durante a visita do presidente Lula. O Cardeal assumiu posição análoga à do presidente brasileiro e pediu ao dissidente abandonar a greve de fome, que prejudica a imagem internacional da Cuba comunista. Fariñas respondeu que agora é momento “não de conciliar, mas de se colocar a favor das vítimas ou de vitimá-las”.
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Agência Boa Imprensa

quinta-feira, 18 de março de 2010

Miséria cubana tornou-se indisfarçável

A miséria de Cuba atingiu dimensões abismáticas. A rede de água e esgotos não recebe manutenção há meio século. No aeroporto de Havana, telas ainda exibem clips de propaganda da companhia aérea AirComet, falida há anos, pois não há quem desligue o vetusto anúncio. Mais da metade da água potável não chega ao destino, devido à decrepitude da rede pública. O governo afirma consertar 18.000 vazamentos por mês, mas a situação é “insustentável”, confessou o próprio diário oficial “Granma”. As estradas estão intransitáveis, mas a produção local de asfalto é de apenas um milhão de toneladas, insuficiente para uma demanda de 19 milhões. 94% dos trilhos e das locomotivas estão inutilizáveis. A produção de coco em 2009 foi 80% menor que a de 1990. “Em Cuba perdemos até o costume de trabalhar”, comentam os frustrados habitantes da ilha-prisão. Eis algumas das mazelas inevitáveis do comunismo, agora faceiramente rebatizado como “socialismo do século XXI” por Chávez, outro ditador a caminho do colapso.
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(Agência Boa Imprensa)

domingo, 17 de janeiro de 2010

O submarino comunista

Pe. David Francisquini (*)


Como sabemos, em Cuba mantém-se o regime marxista-leninista clássico. Castro, depois de tomar o poder pelas armas e instalar o paredón, “reelegeu-se” desde 1959, até o momento em que problemas de saúde obrigaram-no a entregar o poder a seu irmão.

Por sua vez, o venezuelano Hugo Chávez e seus companheiros bolivarianos –– Correa no Equador, Morales na Bolívia, Lugo no Paraguai, Ortega na Nicarágua –– tornaram-se coadjuvantes de Cuba. Logo atrás, com variadas velocidades, caminham na mesma direção Lula, o casal Kirchner, Bachelet e outros dirigentes latino-americanos.

Assim, a América Latina –– continente de maior população católica do mundo, esperança da Igreja no futuro –– vê-se diante da triste e ameaçadora realidade do “socialismo do século XXI”, que não é senão uma adaptação do antigo comunismo ateu, materialista, violento, sanguinário e persecutório. O submarino comunista voltou à tona e ameaça tragar um continente inteiro.

Tudo ia caminhando, quando um pequeno país, Honduras, percebendo o rumo trágico que seu dirigente ia dando à nação, levantou-se como o pequeno David diante do gigante Golias. E com o apoio de todas as forças vivas daquela nação, suas autoridades puseram para fora do governo o presidente “chavista” Manoel Zelaya. Pois este, com o apoio escancarado de Hugo Chávez, violara gravemente a Constituição do país.

Embora se intitulem democratas e promovam constantes eleições e referendos para mascarar suas tiranias e se perpetuarem no poder, os “chavistas” reprimem tudo o que se lhes oponha. Ao mesmo tempo eles estatizam a economia, promovem a “idolatria” de seus chefes, amordaçam a imprensa, perseguem seus opositores e implantam leis cada vez mais atentatórias à moral cristã e ao Direito natural, numa ruptura com o passado de seus povos. São leis como o divórcio, o aborto, a eutanásia, o pseudo-casamento homossexual, além de pesquisas com células-tronco embrionárias. E, no campo sócio-econômico, luta de classes, Reforma Agrária confiscatória, estatização das empresas, atiçamento dos índios contra os brancos, discórdias raciais, impostos extorsivos, descriminalização das drogas, sem falar do controle do Estado em todos os campos, como na educação e na saúde.

Assim como a Áustria, ocupada pelos soviéticos no fim da II Grande Guerra mundial, só conseguiu expulsar os invasores mediante a recitação do santo rosário, numa verdadeira cruzada de oração à Maria Santíssima, rezemos também Àquela que é “terrível como um exército em ordem de batalha” para que nos liberte da presente ameaça que nos circunda.

Que Nossa Senhora de Guadalupe, Padroeira das Américas, proteja Honduras e todo nosso continente de tal perigo.
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* Sacerdote da igreja do Imaculado Coração de Maria –– Cardoso Moreira (RJ)

domingo, 30 de agosto de 2009

Honduras-Cuba: kerenkismo político e kerenkismo eclesiástico

O kerenkismo político e o kerenkismo eclesiástico formam neste momento, independentemente das intenções de seus protagonistas, os dois dentes de um mesmo alicate que se esgrime contra a causa da liberdade em Honduras e Cuba, porém também na Venezuela, Bolívia e Equador.
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A seguir, tradução do artigo de Armando Valladares, publicado no “El Heraldo” (Tegucigalpa) em 30-8-09
e no “Diario Las Américas” (Miami) em 26-8-09.

Cardeal Sean O’Malley, Arcebispo de Boston

Armando F. Valladares (*)

A América Central e o Caribe vivem uma das situações mais paradoxais de toda sua história: enquanto o “kerenkismo político” trata por todos os meios de dobrar a Honduras anti-comunista e empurrá-la ao abismo chavista, o “kerenkismo eclesiástico” estende suas mãos a Cuba comunista para perpetuá-la no pantanal castrista.

Uma importante comissão de eclesiásticos norte-americanos encabeçada pelo “moderado” cardeal Sean O’Malley, arcebispo de Boston [foto acima], e integrada por monsenhor Thomas Wenski, bispo de Orlando, Flórida, monsenhor Oscar Cantu, bispo de San Antonio, Texas, o padre Andrew Small, encarregado do episcopado norte-americano para as relações com a Igreja latino-americana e caribenha, e o padre Jonathan Gaspar, acaba de fazer uma prolongada visita à ilha-cárcere de Cuba, de 17 a 21 de agosto pp.

Desde sua chegada à ilha-cárcere, os altos prelados cobraram do presidente Obama a promessa que fizera de “um novo começo” nas relações dos Estados Unidos com Cuba comunista acrescentaram que Obama está sendo “muito lento” em cumprir essa promessa de reconciliação com o regime e lhe recomendaram “que não desperdice a oportunidade” de levantar o chamado “embargo” econômico norte-americano. Não em vão, o Granma, órgão oficial do PC cubano, apresentou essas notícias de uma maneira quase eufórica (cf. "Granma", Cuba, 19 de agosto de 2009). Ao mesmo tempo, a "Rádio Vaticana", citando como fonte o secretário da Conferência de Bispos de Cuba, monsenhor Juan de Dios Hernández, ressaltou o “clima de amizade e cordialidade” que imperou no encontro dos altos prelados com Ricardo Alarcón, presidente do Parlamento comunista, insistindo na “grande cordialidade” e “dialogo fraterno” (cf. "Radio Vaticana", 22 de agosto de 2009, Ed, em italiano www.oecumene.radiovaticana.org) entre os Pastores e o representante dos lobos.


Ao cardeal O’Malley, que revelou que viaja à Cuba há 20 anos, pouco lhe faltou para ver milagres nas relações entre a hierarquia da Igreja cubana e os ditadores cubanos, dizendo que existe uma “notável melhoria”, porém fez silêncio sobre a continuação da perseguição psicológica, política e policialesca contra os fiéis católicos abandonados por seus Pastores, e contra a população em geral (cf. Associated Press, 18 de agosto de 2009).
Monsenhor Wenski, membro do comitê de política internacional da Conferência dos Bispos Católicos dos Estados Unidos, pediu explicitamente o levantamento do “embargo” externo norte-americano, sem dizer uma palavra sobre a causa do problema cubano que é o implacável “embargo” interno, que já passa de meio século, contra a população cubana (cf. Associated Press, idem, ibid.). O alto prelado invocou também a “liberdade”, não precisamente para os fiéis católicos e o povo escravizado, senão para o intercâmbio entre Cuba e os Estados Unidos, um meio com o qual o regime conta para não sucumbir economicamente. Por fim, monsenhor Wenski desejou também que “ambas as partes”, governo norte-americano e regime comunista, cheguem a um entendimento e conciliação, e concluiu que para isso seria preciso que “escutem seus melhores anjos” (cf. "Granma", idem, ibid.).

Quem poderão ser os “anjos” dos tiranos comunistas de Cuba, aos quais ingenuamente monsenhor Wenski invoca como mediadores-iluminadores, se considerarmos que o Papa Pio XI, em sua célebre Encíclica “Divini Redemptoris”, qualificou o comunismo não somente como “intrinsecamente perverso”, mas como “flagelo satânico”?

De qualquer maneira, estamos na presença de um dos mais lamentáveis episódios de colaboração comuno-católica, com rosto eclesiokerenskiano que, do lado norte-americano se remonta às viagens a Cuba dos “conservadores” cardeais Law, de Boston e O’Connor, de Nova York, com suas respectivas entrevistas com o ditador Castro e suas posteriores declarações elogiosas com relação a esse tirano. Tudo isso faz parte de uma sucessão de fatos que foram narrados cronologicamente e devidamente documentados em um livro editado por exilados cubanos, e que agora alcança sua maior atualidade (cf. “Duas décadas de progressiva aproximação comuno-católico na ilha-presídio do Caribe”, "Cubanos Desterrados", Miami-Nova York, 1990).

O kerenkismo eclesiástico simula ignorar a causa do problema cubano, que é o implacável “embargo interno” do regime comunista contra toda a população cubana, e dessa maneira desvia a atenção e as críticas para um dos efeitos da instauração do regime comunista na ilha-cárcere, o chamado “embargo externo”. É a triste cena de Pastores que fortalecem os lobos e deixam as ovelhas famintas e indefesas.

Assim também, o kerenkismo político finge ignorar a raiz do problema hondurenho, as reiteradas ações inconstitucionais do destituído presidente Zelaya para chavizar Honduras com eleições populistas à margem da Constituição, as leis e o sistema eleitoral, que lhe permitiriam perpetuar-se no poder e impor o chamado “socialismo do século XXI”, que não é senão um sucedâneo do moribundo regime castro-comunista.

O recente informe da Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) da OEA sobre Honduras, que acaba de visitar esse país, é o mais recente exemplo de uma longa sucessão de parcialidades, marcadas por dois indignantes pesos e medidas que afundam em um desprestígio moral maior ainda à OEA e os governos dos países que se prestam a essas manobras. Se os membros da CIDH reconhecem o destituído Zelaya como o legítimo presidente, isso é uma razão a mais para analisar com honestidade e imparcialidade não somente as alegadas violações de direitos do atual governo, como sobretudo para assinalar a causa do problema, que radica nas atitudes inconstitucionais de Zelaya, o verdadeiro e grande responsável pela encruzilhada na qual se encontra Honduras, assim como de maneira similar os ditadores Castro são os maiores responsáveis pela tragédia de Cuba.

Escrevo este artigo horas antes da chegada a Honduras de uma comissão de chanceleres e no momento em que a Corte Suprema de Justiça de Honduras emitiu um importante pronunciamento no qual se afirmam, dentre outros aspectos, que “a aplicação do plano de San José somente se pode fazer se apega-se à legislação nacional” e se adverte que os julgamentos iniciados por delitos contra a forma de governo, traição à pátria, abuso de autoridade e usurpação de funções devem se realizar porque, em caso contrário, “seria um autêntico contra-senso que a busca e a construção de acordos em um Estado de Direito se faça violentando ou deixando de lado a Constituição e as leis” (cf. "El Heraldo" (Tegucigalpa), 22 de agosto de 2009).

Da esq. para a dir.: Morales, Zelaya, Ortega, Chávez, Correa

O kerenkismo político e o kerenkismo eclesiástico formam neste momento, independentemente das intenções de seus protagonistas, os dois dentes de um mesmo alicate que se esgrime contra a causa da liberdade em Honduras e Cuba, porém também na Venezuela, Bolívia e Equador. Inclusive, o chamado “eixo do mal” somente conseguiu avançar na América Latina pela complacência e pelo apoio, às vezes implícito, às vezes explícito, do “eixo kerenkista” ou “eixo da moderação” dos Obamas, Insulzas, Arias e Lulas.

Alexander Fyodorovich Kerenski (1881-1970), um socialista “moderado”, ocupou o cargo de último Presidente da Rússia antes da revolução bolchevique de outubro de 1917, tendo preparado a tomada do poder por parte do comunismo com sua política de concessões e, segundo alguns historiadores, até de traições.



O espectro de Alexander Fyodorovich Kerenski parece ter voltado a rondar nas
Américas, por onde vaga periodicamente desde que se “encarnou” no presidente chileno Eduardo Frei Montalva, que pavimentou o caminho para o comunismo allendista e por isso passou para a História com a merecida pecha de “o Kerenski chileno” estampada indelevelmente em sua fronte. Tive ocasião de escrever um aspecto desse delicado problema em recente artigo “Kerenkismo obamista, Honduras e abismo chavista” (cf. "Diario Las Américas" (Miami", EUA), 24 de julho de 2009; "El Heraldo" (Tegucigalpa, Honduras), 23 de julho de 2009; "Destaque Internacional" (Internet), 21 de julho de 2009; texto reproduzido inclusive em lituano, com a ajuda de uma rede de voluntários, através de milhares de blogs, twitters, facebooks, orkuts e outras páginas web de mais de 30 países, especialmente do Brasil).

Porém, o espectro de Kerenski ronda em outros importantes governos e chancelarias das Américas, o qual, dependendo das circunstâncias, poderá chegar a ser motivo de próximos artigos-denúncia, todos os que sejam necessários, doa a quem doer, embora invariavelmente escritos de uma maneira respeitosa e documentada. Que a Providência ajude e fortaleça os defensores da liberdade em Honduras, em Cuba e no resto das Américas, porém, neste momento crucial, especialmente aos hondurenhos, dando-lhes o cêntuplo do espírito que deu a David em sua desigual luta contra Golias.
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(*) Armando Valladares, ex-preso político cubano, foi embaixador dos Estados Unidos ante a Comissão de Direitos Humanos da ONU, em Genebra, durante as administrações Reagan e Bush. Acaba de receber em Roma um importante prêmio de jornalismo por seus artigos em favor da liberdade em Cuba e no mundo inteiro.

segunda-feira, 9 de março de 2009

Após 50 anos de castrismo, cubanos gemem na miséria

O 50º aniversário da revolução castrista exibiu uma Cuba desfeita, esfomeada, doente, miserável e escravizada. Para que a infeliz população comemorasse o nefasto aniversário, a Argentina doou carne, a qual foi moída — para render mais... — e distribuída aos açougues do Estado, únicos locais onde a população pode receber alimentos racionados. Durante pelo menos duas décadas não se via carne de boi nos açougues, e ninguém sabia quando haveria novamente –– explicou um açougueiro de Havana. 60% dos açougues não têm freezer para conservar a carne; onde ele existe, não funciona. Raúl Castro anunciou mais sacrifícios à população. Essa é a verdadeira face do país que a Teologia da Libertação e o esquerdismo tupiniquim apontam como modelo para o Brasil!
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Agência Boa Imprensa

quarta-feira, 20 de agosto de 2008

Foge novamente pugilista cubano entregue pelo Brasil

O pugilista cubano Erislandy Lara, que o governo brasileiro mandou de volta para Cuba, após fugir durante os Jogos Pan-Americanos do Rio (vide Catolicismo, setembro/2007), voltou a evadir-se do “paraíso cubano” e está em Hamburgo (Alemanha). Lá revelou que em Cuba ficou submetido a dura perseguição. Ele e seu companheiro Guillermo Rigondeaux perderam tudo o que tinham, quando foram entregues pelo governo petista às garras do regime castrista. Em Cuba, foram banidos de todos os eventos esportivos, e até proibidos de obter algum emprego. Lara vendeu a única coisa que tinha, uma motocicleta, para sustentar a mulher e os filhos, que estão retidos em Cuba, e Lara não sabe como tirá-los da ilha-prisão, sendo impossível a emigração normal. (Agência Boa Imprensa – ABIM)

sexta-feira, 27 de junho de 2008

EUA recriam frota para a América do Sul

A Marinha norte-americana recriará sua 4ª Frota para agir na América do Sul, Central e Caribe. Fidel Castro esperneou, como sempre, patenteando o mal-estar das esquerdas com a notícia. Isto ocorre quando Chávez se arma às pressas. Já o presidente Lula quer criar um órgão de defesa da América do Sul, ao que tudo indica para contrariar a influência dos EUA na região, onde a presença do Irã procura firmar-se. Teerã dará US$ 1,1 bilhão a Evo Morales em troca de minérios radioativos. O relatório anual dos EUA sobre o terrorismo cita a Bolívia como foco da penetração fundamentalista. A tríplice fronteira (Brasil-Argentina-Paraguai) é outro foco provável de operações iranianas. (Agência Boa Imprensa)