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sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

Trabalhador-próspero-conservador ou hippie-vagabundo-esquerdista?

Especialistas da Universidade de Yale estudaram o público que recusa ou aceita as crenças ambientalistas. Ele se dividiria em dois polos: os “hierárquicos/individualistas” que desejam ordem social, autoridades constituídas, trabalho, progresso e livre iniciativa. Na linguagem não-técnica seriam conservadores de direita. No sentido oposto os “igualitários/comunitaristas” desejam abolir as diferenças de gênero, riqueza e raciais, e acham que o Estado está obrigado a lhes fornecer tudo o que precisam. No linguajar comum, estes seriam esquerdistas que desejam viver de bolsas do Estado sem trabalhar. Os “hierárquicos/individualistas” são “céticos diante das alegações ambientalistas”, enquanto “igualitários/comunitaristas” se dizem preocupados com as “mudanças climáticas”. A cultura científica polariza a oposição entre os dois grupos, pois cada um tem uma posição já assumida antes de adquirir os conhecimentos.
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Agência Boa Imprensa (ABIM)

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Hábito tradicional e disciplina atraem vocações


Os conventos de religiosas que se modernizaram segundo o figurino da “Igreja nova” estão vazios, devido às desistências, apostasias e falta de vocações. Porém, conventos como o das dominicanas de Santa Cecília em Nashville, EUA, (foto acima) vivem repletos de noviças. Elas usam hábitos tradicionais e obedecem a uma estrita disciplina de oração, ensino e silêncio. O hábito antigo “é maravilhoso, é uma lembrança contínua de sermos esposas de Cristo; e aos outros ele diz que existe uma realidade além deste mundo – o Céu. Nós todas estamos voltadas para o Céu” – diz a irmã Mara Rose McDonnell. A irmã Anna Joseph Van Acker explica: “Nossa geração está sedenta de ortodoxia”. A rádio NPR afirma que esses conventos estão fazendo do conservadorismo o novo pólo de radicalidade na Igreja Católica.
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Agência Boa Imprensa

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Reconstituições medievais na São Paulo moderna

A Idade Média, antes vilipendiada pela doutrina iluminista do século XVIII e por autores anticatólicos do século XIX, vem sendo reestudada e revalidada pela historiografia moderna, conhecendo um renascimento na consideração de muitos. O Medieval Reenactment – reconstituição de evento histórico medieval já largamente difundido nos EUA – encontra entusiastas na maior capital brasileira. Artesãos fabricam armaduras, armas, roupas, pratos, enquanto artistas exumam partituras medievais e ateliês recriam roupas de época. Olivier Georges Decroix, chef de cozinha do Consulado-Geral da França, prepara receitas medievais com faisões, javalis, patos, gansos e pães, não só para medievalistas, mas para “ocasiões especiais do consulado”. O grupo Les Folies revive a música da Idade Média.
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Agência Boa Imprensa

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Suécia: as recentes eleições confirmam a crise da social-democracia européia


  • Heitor Abdalla Buchaul (*)

O governo de centro-direita venceu as eleições legislativas suecas em 19 de setembro, mas não obteve a maioria absoluta no Parlamento, onde o partido de extrema-direita, os Democratas Suecos (SD), ocupará uma posição-chave. A esquerda, liderada pelos Trabalhistas, saiu derrotada com menos de 44 por cento dos votos — um dos piores resultados do pós-guerra.

Realizando uma campanha que prometia leis de imigração mais rígida, num país onde os imigrantes já representam 14 % da população, os Democratas conquistaram 20 das 349 vagas no Parlamento do país.

A Suécia tem sido um dos países da União Européia que mais recebeu imigrantes em busca de asilo ou refugiados nos últimos anos, sendo um dos principais destinos de iraquianos desde o começo da ação militar liderada pelos Estados Unidos.

Os Democratas Suecos, conhecidos por sua linguagem “não politicamente correta”, conquistaram prestígio ao afirmar o que pensam muitos europeus a respeito da imigração, dos muçulmanos e do seu futuro. Um exemplo são as seguintes declarações de Björn Söder (na foto à direita), secretário e segundo homem do partido, atrás apenas do jovem líder Jimmie Âkesson (na foto à esquerda). De acordo com Söder, todos os muçulmanos são "portadores de uma ideologia. Uma ideologia política disfarçada de religião. E eu acho que é um assunto muito apropriado para discutir, pois, caso contrário, estaremos enfrentando o mesmo problema que o Irã sofreu em 1979. Pode acontecer muito rápido". Essa declaração foi feita após o secretário internacional do partido Kent Ekerot fazer uma analogia entre a crescente influência islâmica na atualidade e o que chamou de 1400 anos de agressão muçulmana.

Söder explicou seu argumento ressaltando que os socialistas se aliaram com os islamitas para derrubar o Xá no Irã, “mas quando os islamitas chegaram ao poder, exterminaram os socialistas; também estou dizendo que se não tomarmos a sério a islamização que está ocorrendo atualmente na Europa ocidental, talvez a história se repita. Sim, a Suécia está sendo islamizada. Analisamos inúmeros exemplos de como a Suécia está se adaptando às demandas muçulmanas e observamos as mesquitas surgirem como cogumelos do solo, na Suécia e em toda a Europa. Não é o caso de que todos necessariamente nos tornemos muçulmanos, mas de termos que obedecer à charia", denunciou Söder, acrescentando: "Através da imigração muçulmana e de sua rápida propagação, bem como pela entrada da Turquia na União Européia, a Europa pode ser dominada por muçulmanos".


Não é o caso de analisar os partidos e a verdadeira ideologia dos mesmos, mas sim o que passa pela cabeça dos eleitores, através do resultado das urnas. Segundo a tese da democracia, é a opinião pública que deve decidir os destinos do país. Portanto, as eleições suecas devem ser motivo de reflexão. Mesmo na Europa, já tão descristianizada, as pessoas vêem o perigo ameaçador do islamismo, bem como da crescente intromissão da União Européia em todas as leis internas do país em questões de caráter social e moral — a meta de uma Republica Universal. Tudo isso causa uma reação: “Precisamos nos proteger, algo está errado, onde acharemos quem nos represente?”. Por isso uma linguagem em tom forte, expondo problemas que ainda se conservam no fundo de muitas consciências tende a ganhar força e o esquerdismo afunda cada vez mais na própria desordem que criou. Na aparente apatia das massas ressurge um sentimento de identidade, um instinto de conservação que aflora e impõe limites ao multissecular processo revolucionário que vem desagregando o Ocidente.
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(*) Heitor Abdalla Buchaul é colaborar da ABIM

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Jovens pernambucanos tornam-se mais conservadores

Pesquisa da Universidade Federal de Pernambuco constatou que os estudantes universitários do estado são muito mais conservadores do que se imaginava: 81% deles não querem a liberação da maconha; 76% são contra a ampliação dos casos de aborto; apóiam uma lei que limite o consumo de álcool; nada de rebeldia, nem de inconformismo. O antigo hippie –– revoltado, drogado, permissivo sexual –– hoje pertence a uma geração envelhecida, que enche as manchetes e até a direção dos jornais. “A gente vê questões como a religião influenciando muito na vida dos jovens", explicou o coordenador da pesquisa, Pierre Lucena.
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Agência Boa Imprensa

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Estados esquerdistas americanos limitam mais as liberdades

Estudo publicado pelo Mercatus Center, da Universidade George Mason, indica que os estados americanos mais esquerdistas (liberals) são os que mais cerceiam as liberdades individuais e econômicas. Os estados mais conservadores preenchem os primeiros dez lugares em matéria de liberdades. Na pior pontuação encontra-se o estado de Nova York, que cobra os mais altos impostos do país, especialmente sobre a propriedade e a renda. O custo dos serviços sociais e a quantidade de empregados públicos superam com folga a média nacional; a dívida pública estadual bate recordes; as leis de desarmamento são extremamente restritivas, mas o uso da maconha é facilitado; os motoristas são pesadamente controlados, mas jogatinas dos mais variados tipos são permitidas; restrições ao homeschooling (escola em casa) são esmagadoras; e os controles sobre os planos de saúde são asfixiantes. O estado limita a entrada dos cidadãos na política, mas não controla os sindicatos.
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Agência Boa Imprensa

domingo, 14 de junho de 2009

Renascimento de tradições em Detroit e Québec

Para o diário “The Detroit News”, cada vez mais católicos voltam-se para as tradições religiosas. Seja em Nova York ou em Québec (Canadá), eles procuram as indulgências que resgatam a pena devida pelos pecados. Também fazem cada vez mais peregrinações a santuários de Nossa Senhora, de santos, e adotam formas tradicionais de culto, incluindo a Missa em latim e a adoração do Santíssimo Sacramento. Sacerdotes e seminaristas estão voltando a usar batina e submetem-se a antigas normas de disciplina eclesiástica. O “The Detroit News” comenta o desafio que essa nova tendência significa para a modernidade inaugurada pelo Vaticano II há 45 anos. A arquidiocese de Detroit aprovou 14 horários de Missas no rito dito de São Pio V, rezado em latim. A maioria dos que participam da nova tendência contam entre 30 e 40 anos de idade.
(foto acima: Missa no rito São Pio V, na Igreja de Saint Josaphat, Detroit)
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Agência Boa Imprensa