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segunda-feira, 2 de maio de 2011

Continuam as perseguições aos cristãos no mundo islâmico

Missa pelo repouso da alma de Shahbaz  Bhatti, o único ministro católico do governo  paquistanês, assassinado pelo terrorismo islâmico

Heitor Abdalla Buchaul (*)

Vivemos numa época em que as palavras paz, amor, compreensão são banalizadas, esquecendo-se seu significado nobre e profundo, enquanto todos os erros, imoralidades e pecados são justificados. Ao mesmo tempo, a grande mídia e os órgãos políticos internacionais parecem fechar os olhos para a escalada da perseguição contra os cristãos no mundo islâmico.

É neste contexto que no último sábado, dia 30 de abril, uma turba de muçulmanos atacou uma escola dirigida por missionários cristãos no Paquistão, destruindo seus móveis e causando diversos outros danos materiais. Os manifestantes, que diziam estar agindo contra uma suposta “profanação” do Alcorão, eram mais de 500 e tencionavam fazer o mesmo em uma igreja na localidade de Lahore, no centro do país, mas foram impedidos pela polícia.

Anteriormente, no dia 2 de março, em plena luz do dia e após receber diversas ameaças de morte, foi assassinado Shahbaz Bhatti, de 42 anos [foto], o único ministro católico do governo paquistanês. Seu crime? Opor-se à lei islâmica da blasfêmia que castiga com pena de morte quem ofender o Alcorão. Fato análogo aconteceu em janeiro com Salman Taseer, governador do Punjab, morto por um dos seus guarda-costas.

A lei da blasfêmia fora alegada no famoso caso de Asia Bibi [foto], católica condenada à morte naquele país. Em 2009, após discutir com colegas de trabalho que tentavam pervertê-la ao islamismo, ela lhes respondeu com estas corajosas palavras: “Jesus está vivo, mas Maomé está morto; nosso Cristo é o verdadeiro profeta de Deus”. Ela está presa desde então, aguardando a sentença, mas ficou muito doente devido às péssimas condições de higiene da solitária em que foi alojada.

quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

Kazakistão: catedral em antigo campo de concentração


Na cidade de Karaganda, capital do Kazakistão, segundo a agência vaticana Fides, será inaugurada uma nova catedral (foto) dedicada a Nossa Senhora de Fátima. Durante mais de 50 anos o comunismo tentou apagar a fé no país. A região virou “um imenso campo de concentração”, para o qual foram deportadas milhões de pessoas de 120 etnias. Ali foram martirizados inúmeros católicos, entre os quais o Pe. Alexis Saritski, beatificado em 2001. A nova catedral, construída em estilo gótico e revestida com pedras do Cáucaso, honrará a memória desses mártires. Fiéis de todo o mundo, organizados por campanhas como a da italiana Luci sull’Est, obtiveram os recursos para esta vitória de Nossa Senhora de Fátima.
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(Agência Boa Imprensa – ABIM)