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quinta-feira, 29 de agosto de 2013

Apelos desesperados escondidos em produtos chineses


Luis Dufaur (*)

Em outubro de 2012, Julie Keith, [foto abaixo] uma mãe do Oregon (EUA), enregelou-se: num pacote para Halloween “made in China” que ela comprara na loja Kmart havia uma carta escondida meticulosamente. Grafada num inglês trêmulo, a mensagem [foto abaixo] falava de um cenário de horror. O autor estava preso num campo de trabalho forçado no norte da China, trabalhando 15 horas diárias durante toda a semana sob o látego de desapiedados guardas.

“Se você comprar este produto, por favor, mande esta carta para a Organização Mundial de Direitos Humanos” – leu Julie. “Milhares de pessoas na China, que sofrem a perseguição do Partido Comunista, ficar-lhe-ão gratas para sempre”.

Entrementes, o autor – Zhang, 47 – conseguiu sair da fábrica-prisão. Como muitos outros ex-detentos, ele descreveu o universo carcerário socialista marcado por abusos estarrecedores, espancamentos frequentes e privação de sono de prisioneiros acorrentados semanas a fio em posições doloridas. A morte de colegas por suicídio ou doenças fazia parte do pão quotidiano.

Corrobora-o Chen Shenchun, 55, que passou dois anos num desses campos: “Às vezes os guardas puxavam-me pelos cabelos, colavam na minha pele barras ligadas à eletricidade, até que o cheiro de carne queimada enchia a sala”, disse.

A maioria dos escravos-operários de Masanjia foi presa por causa de sua crença. Mas o regime os mistura com prostitutas, drogados e ativistas políticos. As violências se concentram naqueles que se recusam a renegar sua fé.

Nem os responsáveis do campo de concentração, nem a Sears Holdings, dona da loja Kmart, quiseram atender pedidos de entrevista. Julie repassou a carta para um órgão governamental americano, mas a administração Obama adota uma atitude de subserviência diante das práticas inumanas chinesas. Por exemplo, um funcionário disse que o esclarecimento deste caso levaria muito tempo. O que equivale mais ou menos dizer que ele nunca será esclarecido.

Como aconteceu com Zhang...

Da próxima vez que o leitor for comprar algum produto chinês, pense na tragédia que pode estar levando para sua casa.
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(*) Luis Dufaur é colaborador da Agência Boa Imprensa (ABIM)

sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

China: repressão ao descontentamento de trabalhadores

Revoltados pelas extenuantes jornadas, milhares de operários da fábrica Foxconn, em Taiyuan (norte da China), onde trabalham 79.000 pessoas, enfrentaram os seguranças reforçados por 5.000 agentes da polícia marxista. A jornada de trabalho pode chegar a 24 horas/dia. Redes metálicas foram instaladas para evitar o suicídio dos trabalhadores. Geoffrey Crothall, porta-voz do China Labour Bulletin, de Hong Kong, denunciou que nas fábricas chinesas, incluídas as mais modernas, com participação de engenheiros ocidentais, “os operários são tratados como simples unidades de produção, como robôs, e não como seres humanos”. É a consequência necessária do igualitarismo e materialismo marxistas.
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Agência Boa Imprensa (ABIM)

segunda-feira, 23 de julho de 2012

Trabalho escravo: presos são explorados em Cuba

A empresa estatal cubana Provari fabrica muitos produtos e a quase totalidade de seus operários são “trabalhadores escravos”, denunciou Elizardo Sánchez, chefe da Comissão Cubana para os Direitos Humanos e a Reconciliação Nacional. O Grupo Internacional pela Responsabilidade Social Corporativa informou que uma fábrica da Prisão 1580, perto de Havana, obrigava os presos a trabalhar até 12 horas por dia para fabricar blocos de construção, sendo que eles raramente recebiam os US$ 10 mensais prometidos. Mas os “amigos” estrangeiros de Fidel Castro — chefes de Estado, ministros, teólogos ou simples admiradores, por vezes ex-guerrilheiros — que hoje frequentam a ilha-senzala só veem “trabalho escravo” em seus países de origem...
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Agência Boa Imprensa

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Conflitos multiplicam-se em fábricas chinesas

Os últimos meses foram os mais tumultuados nas fábricas chinesas. Houve greves nas linhas de produção da Honda, Apple e IBM. Segundo a associação China Labor Watch, os gerentes impunham jornadas de trabalho das 7h30 até meia-noite ou ainda mais rigorosas aos empregados. Milhares de operários paralisaram cinco fábricas da Pepsi e sete mil empregados de uma fornecedora para as marcas New Balance e Nike interromperam a produção. Os descontentes coordenam-se através de torpedos e microblogs. Em Dongguan, cidade do trabalho em regime semi-escravo, o governo socialista prometeu mitigações. Mas 400 operárias suspenderam o trabalho em protesto contra “um sistema de pagamento por peça e cotas de produção diária impossíveis de cumprir”. O estopim se acendeu quando o gerente de uma fábrica, respondendo a uma das operárias sobre os suicídios de trabalhadores imigrantes, disse: “Pule do telhado e vá para o inferno!”.
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Agência Boa Imprensa

domingo, 10 de julho de 2011

Onda de revoltas alastra-se pela China vermelha


A ditadura chinesa passou dificuldades para recuperar o controle das ruas de Cantão (Guangzhou), centro industrial do sudeste, após um fim de semana de protestos populares. Na semana precedente, enfrentamentos entre operários e a repressão socialista ocorreram também em Chaozhou, a 340 quilômetros de Cantão. “Uma pequena faísca pode fazer explodir tudo”, escreveu Geoffrey Crothall, analista do “China Labor Bulletin”, de Hong Kong. Apenas em 2010, os motins populares ultrapassaram 130 mil (em 2006 foram 60 mil). A população está revoltada devido às limitações impostas aos seus anseios pelo direito de propriedade particular e melhores salários.
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Agência Boa Imprensa

China: escravos explorados para jogos virtuais


Prisioneiros chineses são obrigados a jogar videogames até desmaiarem, a fim de angariar dinheiro para o regime, denunciou o diário britânico “The Guardian”. No Ocidente, o jogador crê estar jogando com outro cidadão que procura entretenimento. Na China comunista, por trás do nome fictício, há um escravo submetido às violências dos carcereiros. Liu Dali, prisioneiro numa mina de carvão, contou que os trabalhadores forçados que não atingiam a quota estabelecida sofriam sovas e torturas físicas. “Ficávamos jogando até não conseguirmos enxergar mais nada”, disse. Que contas prestarão a Deus aqueles que, no Ocidente, por um prazer passageiro contribuem para manter esse cruel sistema de exploração de seres humanos?
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Agência Boa Imprensa

quarta-feira, 6 de julho de 2011

PESADELO CHINÊS


Hélio Dias Viana (*)

Se os pesadelos fossem só um fenômeno individual, a vida não seria tão difícil; mas quando eles se tornam coletivos, aí a coisa de fato se complica.

Se a falta de trabalho pode causar insônia, trabalho em excesso geralmente causa pesadelo. Quanto mais se o excesso não for voluntário, mas exigência de um patrão desalmado, que mantém seus empregados em regime de trabalho escravo!

E, entretanto, somos obrigados a conviver cada vez mais com produtos de um país cuja população inteira vive em constante pesadelo: a China. Sem nos darmos conta de que tais produtos provêem do suor de pessoas que são privadas de trabalhar livremente, de receber justo salário, e cuja parcela católica – por exemplo – não goza de liberdade de culto!

Ao mesmo tempo, nossos governos tratam com os ditadores chineses com a mesma naturalidade com que se entendem com os dirigentes de qualquer país democrático. E vão permitindo que o dragão amarelo vá deitando cada vez mais seus tentáculos em atividades que freqüentemente comprometem a própria segurança interna de seus respectivos países.

É o que, por exemplo, acaba de suceder na Grécia. Para “salvá-la” da crise, a China literalmente aportou ali, adquirindo o importante Porto de Pireu (ela já comprara, bem próximo de nós e entre muitos outros, um porto no Peru. Só para falar de portos...). Ela já se ofereceu para “salvar” da crise outros países civilizados, entre eles a Espanha, que vão assim ficando na sua dependência.

É também sabido que no Brasil a cobiça chinesa se tem feito sentir de modo preocupante, tanto pela conivência de nossos dirigentes como pela falta de atenção da opinião pública, desinformada ou distraída, muitas vezes com coisas secundárias.

Precisamos estar vigilantes. Enquanto o mundo oficial de inúmeros países faz todo tipo de mesuras e concessões à China, nosso próprio direito de conhecer o que ali se passa está sendo cerceado pelo seu regime opressor; publicações que denunciam a verdadeira realidade chinesa são proibidas. É o caso, por exemplo, do blog Pesadelo chinês (www.pesadelochines.blogspot.com), cuja leitura recomendo vivamente. Conselho que infelizmente não pode ser dado às populações de Pequim, Shangai ou Guangzhou... O leitor entenderá por quê.
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(*)  Hélio Dias Viana é colaborar da ABIM