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sábado, 15 de setembro de 2012

Há 70 anos, um discurso de indelével memória

O IV Congresso Eucarístico Nacional — de 4 a 7 de setembro de 1942 — foi um marco na história do Catolicismo no Brasil 
No grandioso congresso Eucarístico Nacional de 1942, observou-se um entusiasmo religioso ímpar, fruto da vitalidade do Movimento Católico em cuja liderança estava Plinio Corrêa de Oliveira. E desse evento guardam saudosa recordação todos os que a ele assistiram presenciando manifestações como a da foto acima e a do final. Sobretudo de seu encerramento, realizado no centro da capital paulista, no Vale do Anhangabaú tomado por uma multidão — mais de 500.000 pessoas, vindas de todo o Estado e de diversas partes do Brasil. Este número, impressionante mesmo para nossos dias, o era incomparavelmente mais para a pequena cidade de São Paulo do início da década de 40, cuja população não passava de 1.500.000 almas. 

Nesse brilhante encerramento, coube a Plinio Corrêa de Oliveira [foto] fazer o discurso de saudação oficial às autoridades civis e militares. O público entusiasmado ovacionou o orador, na ocasião Presidente da Junta Arquidiocesana da Ação Católica. 

Ocupava a presidência de honra desse evento o Núncio Apostólico e Legado Pontifício, D. Bento Aloisi Masella, tendo à sua direita o Interventor Federal Dr. Fernando Costa, representando o Presidente da República. Presentes aproximadamente 60 Arcebispos e Bispos, numeroso clero, autoridades, representações de outros Estados e de alguns países da América do Sul.

A seguir alguns tópicos desse memorável discurso:


“No curso já quatro vezes secular da História do Brasil, jamais se reuniu assembléia mais solene e ilustre que esta. No momento em que a vida nacional caminha para rumos definitivos, quis a Divina Providência reunir em pleno coração de São Paulo os elementos representativos de tudo quanto fomos e somos, de todas as glórias de nosso passado e de nossas melhores esperanças para o futuro. [...]

“Senhores, é hoje o dia 7 de setembro. A data é expressiva, e estou absolutamente certo de que um imenso clamor se levantará neste glorioso dia, transpondo os limites do Estado e do País, para notificar ao mundo inteiro que, como um só homem, o Brasil se ergue contra o imperialismo nazista pagão que trama sua ruína e parece ter chamado a si, exatamente como seu sósia vermelho de Moscou, a diabólica empreitada de destruir a Igreja em todo o mundo.

“Contra os inimigos da Pátria que estremecemos, e de Cristo que adoramos, os católicos brasileiros saberão mostrar sempre uma invencível resistência. Loucos e temerários! Mais fácil vos seria arrancar de nosso céu o Cruzeiro do Sul, do que arrancar a soberania e a Fé a um povo fiel a Cristo, e que colocará sempre seu mais alto título de ufania em uma adesão filialmente obediente e entusiasticamente vigorosa à Cátedra de São Pedro. [...]
As montanhas do Brasil parecem convidar o homem às supremas afoitezas dos heroísmo cristão
 “Talvez não fosse ousado afirmar que Deus colocou os povos de sua eleição em panoramas adequados à realização dos grandes destinos a que os chama. E não há quem, viajando por nosso Brasil, não experimente a confusa impressão de que Deus destinou para teatro de grandes feitos este País, cujas montanhas trágicas e misteriosas penedias parecem convidar o homem às supremas afoitezas do heroísmo cristão, cujas verdejantes planícies parecem querer inspirar o surto de novas escolas artísticas e literárias, de novas formas e tipos de belezas, e na orla de cujo litoral os mares parecem cantar a glória futura de um dos maiores povos da Terra.
"Os mares parecem cantar a glória futura de um dos maiores povos da Terra" 
“Quando nosso poeta cantava que nossa terra tem palmeiras onde canta o sabiá, e as aves que aqui gorjeiam não gorjeiam como lá', percebeu, talvez confusamente, que a Providência depositou na natureza brasileira a promessa de um porvir igual ao dos maiores povos da Terra.

“E hoje, que o Brasil emerge de sua adolescência para a maturidade, e titubeia nas mãos da velha Europa o cetro da cultura cristã que o totalitarismo quereria destruir, aos olhos de todos se patenteia que os países católicos da América são na realidade o grande celeiro da Igreja e da Civilização, o terreno fecundo onde poderão reflorir, com brilho maior do que nunca, as plantas que a barbárie devasta no velho mundo. A América inteira é uma constelação de povos irmãos. Nessa constelação, inútil é dizer que as dimensões materiais do Brasil são uma figura da magnitude de seu papel providencial.
*          *          *
“Tempo houve em que a História do mundo se pôde intitular 'Gesta Dei per Francos'. Dia virá em que se escreverá 'Gesta Dei per brasilienses' — as ações de Deus pelos brasileiros.

“A missão providencial do Brasil consiste em crescer dentro de suas próprias fronteiras, em desdobrar aqui os esplendores de uma civilização genuinamente católica, apostólica, romana, e em iluminar amorosamente todo o mundo com o facho desta grande luz, que será verdadeiramente o 'lumen Christi' que a Igreja irradia. Nossa índole meiga e hospitaleira, a pluralidade das raças que aqui vivem em fraternal harmonia, o concurso providencial dos imigrantes que tão intimamente se inseriram na vida nacional, e mais do que tudo as normas do Santo Evangelho, jamais farão de nossos anseios de grandeza um pretexto para jacobinismos tacanhos, para racismos estultos, para imperialismos criminosos. Se algum dia o Brasil for grande, sê-lo-á para bem do mundo inteiro.

“'Sejam entre vós os que governam como os que obedecem', diz o Redentor. O Brasil não será grande pela conquista, mas pela Fé; não será rico pelo dinheiro tanto quanto pela generosidade. Realmente, se soubermos ser fiéis à Roma dos Papas, poderá nossa cidade ser uma nova Jerusalém, de beleza perfeita, honra, glória e gáudio do mundo inteiro. [...]
*          *          * 
“Em um Brasil imensamente rico, vereis florescer um povo imensamente rico, vereis florescer um povo imensamente grande, porque dele se poderá dizer:

“Bem-aventurado este povo sóbrio e desapegado, no esplendor embora de sua riqueza, porque dele é o reino dos Céus.

“Bem-aventurado este povo generoso e acolhedor, que ama a paz mais do que as riquezas, porque ele possui a Terra.

“Bem-aventurado este povo de coração sensível ao amor e às dores do Homem-Deus, às dores e ao amor de seu próximo, porque nisto mesmo encontrará sua consolação.

“Bem-aventurado este povo varonil e forte, intrépido e corajoso, faminto e sedento das virtudes heroicas e totais, porque será saciado em seu apetite de santidade e grandeza sobrenatural. 

“Bem-aventurado este povo misericordioso, porque ele alcançará misericórdia.

“Bem-aventurado este povo casto e limpo de coração, bem aventurada a inviolável pureza de suas famílias cristãs, porque verá a Deus.

“Bem-aventurado este povo pacífico, de idealismo limpo de jacobismos e racismos, porque será chamado filho de Deus.

“Bem-aventurado este povo que leva seu amor à Igreja a ponto de lutar e sofrer por ela, porque dele é o reino dos Céus”.
_________ 
Transcrito de “O Legionário” de 7-9-1942 — Órgão oficioso da Arquidiocese de São Paulo. A íntegra desse memorável discurso encontra-se disponível em:

http://www.pliniocorreadeoliveira.info/Disc_Congr_Eucar_42.htm


terça-feira, 19 de janeiro de 2010

“Isto é o meu corpo”


Pe. David Francisquini (*)
Instituições, cerimônias, manifestações de piedade surgidas misteriosamente pela ação da graça divina foram registradas na História da Igreja. A parábola evangélica que compara o Reino de Deus – a Igreja Católica – ao grão de mostarda pode-se aplicar aqui. A menor das sementes ao germinar e crescer torna-se a maior de todas as hortaliças, a tal ponto que as aves do céu podem fazer ninhos em seus ramos.

Com a vinda do Espírito Santo, a Igreja – minúscula comunidade em Jerusalém – difundiu-se por toda parte, à semelhança de imensa árvore que estende seus galhos. Um aspecto da ação do Espírito Santo na Igreja e nas almas é a devoção ao Santíssimo Sacramento. Com aquele grupinho reunido com Nosso Senhor Jesus Cristo no Cenáculo, na Quinta-feira Santa, passou-se algo de transcendental importância.

O Divino Mestre instituiu o Sacramento da Eucaristia, ao mesmo tempo em que tornou-se presente aos homens sob as espécies eucarísticas do pão e do vinho consagrados no sacrifício da Nova Lei, a santa Missa. Essa semente de vida teve tamanha força de expansão que a Eucaristia foi colocada no centro da vida cristã. E tendo Ela fecundado, fez desabrochar a civilização católica, cujo apogeu se deu na Idade Média.

A Igreja lançou raízes profundas nos povos e é inegável que a civilização cristã deitou benfazeja influência na Terra inteira. No momento mesmo em que seria traído, no ápice de sua aparente derrota, Nosso Senhor Jesus Cristo obtinha a vitória, pois ali o Homem-Deus nos cumulou com o Sacramento do divino amor: “Isto é o meu corpo”, “Este é o cálice do meu sangue”.

Para enriquecer o culto sagrado e preservar o Sacramento da Eucaristia de abusos, profanações e sacrilégios, surgiram costumes, leis e normas. O que transparece em torno de tais normas é o respeito, a compostura, o espírito de piedade e devoção, todo um modo de agir e de ser que atestam a nossa fé e o nosso amor na presença real de Nosso Senhor na Hóstia consagrada.

Tudo feito com precisão, dignidade e elevação, pois se trata do culto ao verdadeiro Deus. Exemplos de culto eucarístico são as genuflexões, os ricos e adornados sacrários, os ostensórios, os cálices, as âmbulas e as tecas para levar a comunhão aos enfermos. E até mesmo as patenas, utilizadas para evitar a queda de hóstias e de seus fragmentos no momento da distribuição da comunhão as fiéis.

Aspecto mais belo e tocante do culto divino é a bênção solene do Santíssimo Sacramento. Doze velas são acesas no altar, seis de cada lado do sacrário. A sagrada Hóstia é colocada num rico ostensório. O sacerdote usa paramentos solenes, como a sobrepeliz, a estola, o pluvial e o véu umeral. Ele sustenta o ostensório e traça grande cruz sobre os fiéis ajoelhados, e depois reza e canta hinos de adoração.

Enquanto isso, um acólito com o turíbulo incensa o Santíssimo Sacramento, enchendo o ambiente com um aroma perfumado que acaba por dominar suavemente todo o recinto. Aquela fumaça branca e odorífica se impregna na igreja inteira, podendo ser sentida até fora do edifício da Igreja.
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Sacerdote da igreja do Imaculado Coração de Maria –– Cardoso Moreira (RJ)

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

O catolicismo no âmago das grandes questões mundiais

● No Japão, o novo primeiro-ministro conservador, Taro Aso, é católico. De nobre estirpe, é tido como “falcão”, morou no Brasil e fala o português.

● Na Grã-Bretanha, o Partido Trabalhista (socialista), visando lucros eleitoreiros, anunciou projeto que permitiria a um católico tornar-se rei. Pela atual legislação inglesa, é categoricamente proibido o monarca ser católico.

● Na Índia, os fundamentalistas hindus estão furiosos com o crescimento do catolicismo e têm martirizado incontáveis católicos.

● Nos EUA, a recusa do sacramento da Eucaristia aos católicos abortistas repercute a fundo na campanha eleitoral dos candidatos.

● Na Argentina, mais de 800.000 fiéis foram à cidade de San Nicolás para comemorar o 25º aniversário das aparições atribuídas a Nossa Senhora do Rosário; centenas de milhares de jovens dirigiram-se em peregrinação à basílica da padroeira da nação, Nossa Senhora de Luján.

● A mídia local concluiu que o laicismo não tem mais vez no país. Todos estes fatos são sintomas incipientes, mas promissores, de que o futuro será genuína e intensamente católico, como Nossa Senhora prometeu em Fátima.
(Agência Boa Imprensa – ABIM)

terça-feira, 4 de novembro de 2008

Quem pratica o aborto não pode comungar

O Prefeito da Signatura Apostólica — Supremo Tribunal da Santa Sé — D. Raymond Leo Burke (foto), declarou à revista italiana “Radici Cristiane” que os abortistas, sejam simples cidadãos ou políticos, não podem receber a santa comunhão, e acrescentou que os ministros têm obrigação de lhes negar o sacramento enquanto não desistirem de apoiar esse crime abominável. O arcebispo lembrou que “receber indignamente o Corpo e o Sangue de Cristo é um sacrilégio, quando ocorre deliberadamente em pecado mortal”. Entra neste caso qualquer “funcionário público que, com conhecimento e consentimento, sustenta ações que vão contra a lei moral divina e eterna. Por exemplo, se apóia publicamente o aborto provocado”. É “simplesmente errôneo” achar que a fé deve se reduzir ao âmbito privado esquecendo o âmbito público, por isso esta norma não interfere indevidamente no plano político, esclareceu Mons. Burke.
(Agência Boa Imprensa – ABIM)

terça-feira, 7 de outubro de 2008

A comunhão distribuída na mão enfraquece a fé

A recepção da sagrada Comunhão de joelhos e na língua será norma nas liturgias pontifícias, informou Mons. Guido Marini, mestre de cerimônias do Vaticano. A comunhão de joelhos põe em relevo “a verdade da presença de Nosso Senhor Jesus Cristo na Eucaristia e ajuda a devoção dos fiéis”, declarou ele a “L'Osservatore Romano”. E Mons. Malcolm Ranjith, secretário da Congregação para o Culto Divino, disse ao diário “La Republica” que a recepção da Sagrada Hóstia na mão leva o fiel a considerar que a Hóstia é pão comum.
(Agência Boa Imprensa – ABIM)

quarta-feira, 13 de agosto de 2008

Perseguição religiosa e sacrilégios no Equador

  • Hélio Viana (*)
Inconformados com o fato de a Conferência Episcopal vir advertindo os fiéis contra a nova Constituição, recentemente votada pelos socialistas, a qual estabelece o aborto e o “casamento” homossexual, subtrai dos pais o direito sobre a educação dos filhos, além de conceder poderes ilimitados ao Presidente da República, militantes do partido governista Alianza País vêm perpetrando ultimamente terríveis sacrilégios em templos católicos do Equador.

“A Sagrada Eucaristia, o tesouro mais precioso de todo católico, foi profanada em três ocasiões nas últimas semanas”, declarou Francisco Soyos, porta-voz da Arquidiocese de Guayaquil.

E acrescentou: “Não se pode pensar que se trata de fatos isolados e sem importância. Estamos diante de um ato igual ao que sofreu Nosso Senhor em Sua Paixão e Crucifixão. Em Guayaquil, estamos flagelando novamente Nosso Senhor, que tal como um silencioso Cordeiro, recebeu todas essas ofensas.”

A primeira profanação ocorreu na Paróquia da Santíssima Trindade, em Nobol, da qual os aludidos militantes roubaram uma hóstia que estava exposta à adoração dos fiéis. A segunda se deu no dia 31 de julho, na Capela do Menino Jesus de Praga, pertencente à Paróquia de Nossa Senhora de Loreto: os profanadores retiraram as Sagradas Espécies do cibório, espalharam-Nas pelo chão, cuspiram-Lhes e depois As pisotearam.

Um sacrilégio análogo foi perpetrado depois, na noite de domingo, 3 de agosto, na Igreja da Santa Ceia, cujo cibório foi retirado do Sacrário, e as hóstias atiradas ao chão e pisoteadas.

Em reparação por esses terríveis sacrilégios, próprios a atraírem a cólera divina, a Arquidiocese de Guayaquil mandou celebrar no domingo, 10 de agosto, uma Missa de desagravo na Catedral, bem como emitiu uma nota na qual afirma: “Quando ocorre um sacrilégio, especialmente no tocante às Sagradas Espécies eucarísticas, toda a Igreja é chamada a rezar junto, em reparação pela ofensa cometida contra Nosso Senhor Jesus Cristo, que está vivo e presente nessas hóstias”.

É o que informa a agência norte-americana Life Style, citando a Agência Católica de Imprensa ACI, segundo a qual o Arcebispo de Guayaquil, D. Antonio Arregui, vem inclusive recebendo ameaças de morte depois que, no estrito cumprimento de sua missão apostólica, fez críticas à referida Constituição. Ameaças análogas vêm sendo dirigidas também contra o líder anti-aborto, Sr. Amparo Medina.

O próprio Presidente da República, o socialista Rafael Correa, amigo de Chávez, de Lula e de Morales, vociferou mais de uma vez contra os dignitários eclesiásticos e a Igreja Católica, por sua oposição à nova Constituição, acusando-os equivocadamente de ingerência nos assuntos do Estado.

Nisso ele imita o seu antepassado, o ex-presidente José Eloy Alfaro (1842-1912), um socialista e grande perseguidor da Igreja que certa vez teria tentado entrar numa igreja montado a cavalo. A população enfurecida o apeou, mutilou, arrastou pelas ruas de Quito e depois incinerou. Quanto ao animal, deve ter ido parar numa fábrica de salame.

Por fim, é bom recordar que partidários de Hugo Chávez também já praticaram na Venezuela diversos sacrilégios. O que mostra mais uma vez como, à medida que se implanta, o socialismo desfecha necessariamente na perseguição ao Catolicismo.
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(*) Hélio Viana é colaborador da Agência Boa Imprensa (ABIM)