terça-feira, 17 de julho de 2012

Até as formigas e os esquilos


Pe. David Francisquini  (*)

Antes de construir uma torre ou enfrentar um exército inimigo, o homem prudente e sério deve planejar. Sentar-se e calcular os gastos de seu empreendimento. Eis o que nos ensina o Divino Mestre numa parábola sobre as virtudes cardeais, aquelas que pautam a nossa vida neste vale de lágrimas. 

Por que cardeais? Cardo, em latim, significa gonzo, eixo em torno do qual gira alguma coisa. No caso de dobradiças, giram a porta; no caso do eixo da Terra, giram os quatro pontos cardeais; no caso das virtudes da prudência, justiça, fortaleza e temperança, giram as demais virtudes. Esta é a doutrina da Santa Igreja.

A história do homem não é outra senão um reflexo do seu constante pensar sobre o presente, passado e futuro. Se na natureza até as formigas e os esquilos fazem suas previsões e aprovisionam para o futuro, o que seria do homem se não planejasse sua vida, de modo particular em nossos atribulados dias?

Nesse contínuo ato de planejar inerente à vida, a pessoa deve hierarquizar prioridades. E isso lhe exige virtude, força de vontade na aquisição desse bom hábito. Portanto, as virtudes cardeais devem constituir as balizas desse ato instintivo e ao mesmo tempo racional de organizar a vida. 

Consta na História Sagrada que o Simão Cirineu vinha despreocupado pela estrada, pensando tão-somente nos pequenos problemas e nos pequenos interesses de que se compõe a vida miúda da maior parte dos homens, quando de repente se deparou com Nosso Senhor carregando sua Cruz!

Se um homem que há dois mil anos entrou para a História com o seu heroico gesto pensava tão-só nos pequenos problemas da vida cotidiana, imaginemos o que acontece em nossos dias quando tudo parece tramar contra as virtudes? Não podendo nos privar de pensar, os artífices da sociedade atual nos distraem com suas lantejoulas.

Quantas coruscações falsas à beira dos nossos caminhos! Poucos são aqueles que procuram ver a finalidade da vida, poucos os que lutam contra os seus próprios defeitos e cuidam de formar seu caráter e sua personalidade, e, certamente um número ainda menor se preocupa com os seus deveres para com Deus.

Ao deparar com uma criança, sou muitas vezes levado a me preocupar com a importância de sua educação, como ela deveria ser instruída nos seus deveres para com Deus, como despertar nela a noção de prêmio e de castigo, como proceder para que assimile as virtudes que, apesar de muito diluídas, ainda subsistem nas famílias.

A sede e a fome de Deus a que especialmente nós, religiosos, somos chamados, deveria assemelhar-se aos objetos que se desprendem de determinada altura, e que atraídos pela força da gravidade rumam em direção ao centro da Terra. Metafisicamente cada pessoa possui um movimento que a impulsiona para Deus, para o bem, para o verdadeiro e para o belo.

Contudo, existe verdadeira pressão contra aqueles que procuram levar suas vidas segundo a ordem criada e querida por Deus. Por medo de represálias, quantos preferem a despreocupação, a inércia e a indiferença, não tomando uma atitude em consonância com o seu fim supremo, como que desligados de Deus.

Grassa hoje um ateísmo prático no qual as orações mais elementares são ignoradas por um cristão. E como se tratasse apenas de um simples cristão! Há poucos dias, um fiel digno de minha consideração contou-me que após se confessar numa importante capital do Brasil e rezar o Ato de contrição, o sacerdote lhe pediu uma cópia da oração...

Ainda jovem sacerdote, repleto de esperança e otimismo, eu acreditava ser fácil converter as almas. Promovia missões, visitava as casas, dava conferências e lançava mão de tantos outros meios empregados para tornar uma paróquia exemplar. Mas percebi logo que sem despertar nas almas a tendência para se moverem rumo a Deus, pouco adiantava.

É o que pretendo com essas despretensiosas linhas.
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(*) Sacerdote da igreja do Imaculado Coração de Maria, Cardoso Moreira - RJ 

segunda-feira, 16 de julho de 2012

China: repressão “por pontos” silencia usuários da Internet

A China está implantando mais um método de censura na Internet: a “disciplina por pontos”. O sistema concede ao usuário de qualquer microblog, como o Twitter, pontos que lhe serão tirados caso ele desobedeça. A lista das condutas puníveis é infinda e continuamente modificada. Entre os itens proibidos figuram a “publicação de informações falsas” (como as que criticam as empresas estatais); a “difusão de boatos ou banalidades” (que as autoridades julguem como tais); “comentários difamatórios e vilipêndio da nação” (críticas ao governo); propaganda religiosa “não-oficial”; acreditar em “superstições” (fórmula aplicada contra grupos religiosos sincréticos) etc. A fantasia dos internautas chineses faz coisas inacreditáveis para escapar ao cerco, que vai se fechando com as perspectivas de prisão, tortura e morte para quem ousar desobedecer.
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Agência Boa Imprensa

domingo, 15 de julho de 2012

Ideologia em vez de competência: critério do governo para a importação de médicos cubanos



Hélio Viana (*)
Isolado na América Latina até o advento do Foro de São Paulo – segundo declarou Lula em vídeo-mensagem à 18ª. versão do referido foro, realizado em Caracas (Foto acima e vídeo abaixo) –, o regime comunista cubano está em vias de “exportar” para o Brasil, entre janeiro de fevereiro de 2013, nada menos que 1.500 médicos, para atender às regiões do interior do País. A escolha dessa data teria sido para não repercutir no resultado das eleições municipais de 2012. 

O principal “mercado consumidor” de tais médicos – cuja capacidade para o exercício da profissão é mais do que duvidosa, como se verá, ao passo que sua formação ideológica não deixa lugar a nenhuma dúvida – foi até o momento a Venezuela chavista, onde não se sabe bem até que ponto eles se restringiram a simples atendimentos médicos e com que resultados.

Contudo, nos termos do referido vídeo-mensagem de Lula, no qual ele se jacta da militância hegemônica do PT e de seus aliados cubanos e bolivarianos para a implantação da “democracia” em todo o continente latino-americano (a Alemanha comunista também se chamava República Democrática Alemã – DDR), a pergunta que se depreende é se os tais 1.500 médicos não serão agentes comunistas destinados a colaborar na consecução de tal fim.

Tanto mais quanto ficou patente aos olhos de todos a inconformidade do bloco petista-bolivariano em face do impeachment inteiramente legal do ex-presidente paraguaio Fernando Lugo, a exemplo do que ocorrera em Honduras em relação a Manuel Zelaya, quando o então ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, declarou que era algo inadmissível, porque a direita não podia ter mais vez na América Latina. Que democracia sui generis é essa, que só admite a esquerda?

Existe grande preocupação de que Hugo Chávez não se reeleja pela terceira vez ao cargo (sua nova candidatura foi obtida graças a mudanças arbitrárias feitas por ele na Constituição, sem que a esquerda protestasse – a mesma esquerda que gritou furiosa quando Álvaro Uribe quis fazer o mesmo na Colômbia, só que com fortíssimo respaldo popular) –, e foi para evitá-lo que o internacionalismo petista deslocou para a Venezuela a equipe de marketing de João Santana, sob os protestos da opinião pública, que reclama de interferência externa.

Não se sabe se além do João marqueteiro e de outro João – o “João de Deus”, curandeiro goiano que teria viajado à Venezuela em avião da FAB para tratar de Chávez –, a solidariedade petista enviará também, a exemplo do que ocorreu nas eleições anteriores do período chavista, as urnas eletrônicas brasileiras, as quais, não se sabe bem por que, Hugo Chávez, responsável pelo “excesso de democracia” em vigor na Venezuela, como disse Lula, quis introduzir sorrateiramente em Honduras antes da queda de Zelaya.

Voltando ao tema de Cuba – para cuja sobrevivência o regime chavista foi até aqui imprescindível –, cumpre lembrar que tudo, menos a “exportação” de médicos, poderia ser o resultado imediato da vultosa soma de dinheiro destinada pelo governo da presidente Dilma para a reforma do Porto de Mariel.

Para o leitor aquilatar a qualidade do “produto” a ser importado pelo governo petista, finalizo transcrevendo estes dois trechos de um artigo publicado por “O Estado de S. Paulo” em 3 de janeiro de 2011, sob o título de “Médicos reprovados”: 
“Os resultados do projeto-piloto criado pelos Ministérios da Saúde e da Educação para validar diplomas de médicos formados no exterior confirmaram os temores das associações médicas brasileiras. Dos 628 profissionais que se inscreveram para os exames de proficiência e habilitação, 626 foram reprovados e apenas 2 conseguiram autorização para clinicar. A maioria dos candidatos se formou em faculdades argentinas, bolivianas e, principalmente, cubanas. “[...] As faculdades cubanas – a mais conhecida é a Escola Latino-Americana de Medicina (Elam) de Havana – são estatais e seus alunos são escolhidos não por mérito, mas por afinidade ideológica. Os brasileiros que nelas estudam não se submeteram a um processo seletivo, tendo sido indicados por movimentos sociais, organizações não governamentais e partidos políticos. Dos 160 brasileiros que obtiveram diploma numa faculdade cubana de medicina, entre 1999 e 2007, 26 foram indicados pelo Movimento dos Sem-Terra (MST). Entre 2007 e 2008, organizações indígenas enviaram para lá 36 jovens índios". 
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(*) Helio Dias Viana é colaborar da Agência Boa Imprensa (ABIM)



sexta-feira, 13 de julho de 2012

Aliança internacional dispara contra o Paraguai: Mercosul e Unasul abrem as portas da América Latina para um neo-totalitarismo de esquerda

A SOCIEDADE PARAGUAIA DE DEFESA DA TRADIÇÃO, FAMÍLIA E PROPRIEDADE (TFP), uma vez desfeita a poeira levantada pela arbitrária sanção imposta ao Paraguai pelos governos sul-americanos, alerta para o abismo que este inusitado fato pressagia e o precedente que estabelece.

Por um “crime” que não houve o Mercosul e a Unasul aplicaram uma pena que não existe. Não houve [crime] porque tudo foi estritamente legal. Não existe [a pena], porque o texto que a prescreve estabelece em seu art. 11: “somente se aplicam aos Estados que o tenham ratificado”, e Paraguai não o ratificou. Portanto, o que houve foi um ato de prepotência contra um país-membro, uma efetiva execução daquilo mesmo de que nos acusa, assim como um golpe de força contra o Paraguai e a própria institucionalidade do Mercosul. Foi uma coordenada intromissão estrangeira nos assuntos internos paraguaios.

Por que tanta acrimônia e violência? Pelo simples fato de não agradar a esses governantes e a essas instituições o fato de o Poder Legislativo, no livre e pacífico exercício de seus direitos constitucionais, destituir o Presidente da República num ato de legítima defesa da Nação agredida por uma subversão interna patrocinada pelo próprio chefe de Estado! (1)

O ex-presidente Lugo, reconhecido partidário do Socialismo do Século XXI e da Teologia da Libertação, administrou como Bispo — quando exercia esse cargo — a Diocese de San Pedro, a qual, por não mera coincidência, é hoje uma das zonas mais transtornadas pelo monstruoso contubérnio comunismo-religioso e religiosidade comunista. Conceitos contraditórios que a Teologia da Libertação — que de Teologia só tem o nome, e de substância o mecanismo comunista — pretende amalgamar.

Dom Rogelio Livieres denunciou como o ex-mandatário politizava as paróquias: “Arrastou boa parte do clero e uma grande quantidade de monjas” e, “com a organização do Governo e a ajuda de sacerdotes, tirava os meninos das capelas e paróquias para irem à Venezuela por 15 dias”,(2) obviamente para serem doutrinados com os nefastos dogmas do socialismo chavista. Nessa mesma zona existe a subversão sob a forma de falsos camponeses sem terra intoxicados da luta de classes e da guerrilha do EPP [Exército Paraguaio do Povo], um campo de manobra e uma capacidade incendiária que, com um eventual apoio de Chávez, de Evo e de outros, ainda pode tornar-se muito perigosa.

Diante do quadro que em nível nacional e internacional se configura, é surpreendente constatar a inoperância dos presidentes sul-americanos e dos organismos internacionais, que simulam nada ouvir e nada ver. Como são imprevidentes! E, pelo contrário, quanto desvelo em proteger o avanço da neo-subversão esquerdista, quanta impunidade diante de seus atropelos, seus golpes à lei, ao Estado e às instituições! Enfurece-os que um país pequeno como o nosso resista à extorsão, não siga a palavra de ordem que lhe dão, e nem se intimide com o precedente criado com a prepotente intervenção em Honduras, em caso similar ao nosso.

“Eles coam um mosquito — o pretenso golpe no Paraguai e em Honduras – e engolem um camelo: a iníqua e cinquentenária tirania cubana”. Ou a descarada intromissão, durante o auge da crise, do chanceler venezuelano Maduro e do embaixador do Equador, tentando sublevar as Forças Armadas contra o Congresso Nacional e incitando os altos comandos a tomarem partido em favor do presidente deposto, o que teria desembocado num Golpe de Estado.

Facsimile do manifesto da TFP paraguaia:  MERCOSUL-UNASUL abre as portas da América Latina a um neo-totalitarismo de esquerda
Facsimile do manifesto da TFP paraguaia:
MERCOSUL-UNASUL 
abre as portas da América Latina 
a um neo-totalitarismo de esquerda

Os chefes de Estado do Mercosul e da Unasul foram levados a tomar por unanimidade — o que é misterioso e inquietante — uma atitude que, embora deflagrada imediatamente contra o Paraguai, tem também outro objetivo: os demais países latino-americanos. Para eles vai o aviso: Unanimemente — com razão, sem razão ou contra a razão — os avassalaremos como estamos fazendo agora com o Paraguai, caso se atrevam a usar a Lei e a Constituição para defender-se, quaisquer que sejam os seus direitos. Pelo contrário, os Castro, Chávez, Kirchner, Correa são intocáveis e podem avançar sem perigo, porque têm toda a nossa solidariedade e contra eles o Mercosul e a Unasul não serão nem freio nem obstáculo, contando com todo o nosso apoio.

A execução desta manobra redundou na injusta suspensão do Paraguai e na cínica e imediata proposta de aprovação de entrada no Mercosul da antidemocrática Venezuela.

Qual será esta neo-subversão em cuja face esses governantes e organismos abrem com tanta imprevisão as portas e janelas, deixando indefesas as nações e os povos sul-americanos?

É uma metamorfose do comunismo; é o mesmo comunismo, por outros meios mais subtis e efetivos; é um requinte do comunismo.

Como ensinou nosso inspirador, o célebre pensador católico e homem de ação Plinio Corrêa de Oliveira, esta neo-revolução “torna-se capaz de vencer mais pelo aniquilamento do adversário do que pela multiplicação de seus amigos”. Interessa-lhe mais adormecer, desconcertar ou simplesmente acabar com as oposições, do que estimular seus adeptos ostensivos. Ilustrativo disto é a ausência de oposição a esta neo-revolução na região, característica particularmente no Brasil e na Argentina.

Analogamente, a reunião de presidentes em Mendoza condenou o Paraguai, sem que a menor oposição se fizesse notar. Mansamente, todos os presidentes sul-americanos ali reunidos foram levados a colaborar com esse desígnio. Inclusive os de “centro-direita” Piñera e Santos, que quais novos Kerenskys e novos Freis(3) emprestaram a essa manobra sua imagem e seu prestígio de homens de ordem e de alternativa a Dilma, Kirchner, Lugo, Evo, Correa... Que ilusão!

O mais grave é que no século XXI, com as metamorfoses da Revolução, o risco não está nos Golpes de Estado, mas nos Golpes a partir do Estado. Já não é o autoritarismo clássico que ameaça as nossas nações, mas o eleitoral-populista. Quer dizer, o controle da arena política por meio da restrição da liberdade de imprensa, a tendência ao monopólio da informação, à politização das Forças Armadas, à sedução populista das populações, à intervenção estrangeira descarada em favor da expansão dos desígnios esquerdistas.

A TFP paraguaia faz um apelo às lideranças naturais da Nação e dos países irmãos para que não se deixem adormecer diante desta realidade, nem se intimidar com a prepotência com a qual pretendem nos avassalar, mas, muito pelo contrário, os exorta a desmascarar esta neo-subversão que ameaça nos levar ao maior dos abismos: o Caos. Insta-os, nesta emergência, a defender com novo ardor os restos ainda vivos da ordem católica tradicional.

Que a Santíssima Virgem de Caacupé abençoe as nossas nações, nos livre dos perigos e das emboscadas que nos cercam. Ensinai-nos, ó Mãe nossa, a caminhar pelas vossas vias rumo à restauração da Civilização Cristã e ao triunfo de vosso Coração Imaculado prometido em Fátima!
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Notas: 
1. Cfr. Texto da Acusação aprovada pelo Congresso Nacional 
2. Cfr. Jornal ABC Color 10/07/12 
3. Cfr Frei El Kerensky Chileno, Fábio Vidigal Xavier da Silveira 

SOCIEDAD PARAGUAYA DE DEFENSA DE LA TRADICION, FAMILIA Y PROPIEDAD – TFP 

JAVIER PEÑA MORA 
Diretor
GERARDO SCHULZ 
Secretário 
Eng. RAUL ZAVAN 
 Adv. OMAR PEÑA 

Tel: 443653

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Manifesto publicado pela TFP Paraguaia no diario "ABC Color", de Assunção, em 13-7-12.
  



terça-feira, 10 de julho de 2012

O dinossauro invisível

Leo Daniele  (*)

Deus criou o universo tomando cuidado para que o homem não se sinta esmagado. Teve o critério de colocar as estrelas tão longe, que o homem não se sentisse senão iluminado e divertido por elas. Uma bolinha que brilha no céu, para nós é uma coisa que respeita nossa pequenez, nossa fragilidade.

E criou os seres formando uma hierarquia: os anjos, os homens, os animais, as plantas e os minerais. Cada um destes seres tem alguma coisa da natureza do ser superior, e tem alguma coisa também da natureza do ser inferior, numa harmonia perfeita[1].

A inimizade a essa sublime hierarquia é a essência do igualitarismo. Mas em certas épocas esse erro fatal, tão grosseiro, não deixando de existir de modo algum, passa entretanto quase desapercebido. 

O movimento igualitário pretende anular toda desigualdade, e portanto toda harmonia. Mesmo a desigualdade entre seres inanimados. Em plena Revolução Francesa, durante o Terror, o Comité de la Salut Publique baixou uma ordem para que fossem derrubadas todas as torres ‒ de igrejas, castelos, residências ‒ que sobressaíssem do casario. Deveriam todas as construções ter a mesma altura. O que mostra bem o ódio do Igualitarismo a tudo que sobressai.

Trata-se de um inimigo de tudo o que é bonito, ordenado e requintado, por uma antipatia, por uma reação alérgica a tudo isso. O que é fino e selecionado o irrita, e o vulgar lhe desperta simpatia.

É a mentalidade de tantos turistas que vão ver as figuras do Aleijadinho: quebram seus dedos, escrevem o próprio nome na pedra, fazem inúmeros estragos. Por quê? Porque é preciso quebrar tudo aquilo que está direito, que é elevado.

Estes exemplos mostram bem que o Igualitarismo não se limita ‒ como muitos pensam ‒ ao campo sócio-econômico.

O igualitarismo é como uma doença de sintomas confusos que infecte nossa cidade, produzindo efeitos diferentes: num, uma pequena indisposição de estômago; noutro, uma coceirazinha; noutro, um pequeno ardor de olhos; noutro, uma dor de ouvido. A doença pode ser enérgica, fatal, porém difícil de ser diagnosticada.

Descreve Dr. Plinio: Imaginemos que estivéssemos reunidos em uma praça, e que também estivesse ali uma pequena multidão. Nisso, nós vemos um dinossauro entrar na praça, e começamos a gritar, avisando os outros daquela presença estranha e indesejável. Todo mundo olha assustado, e pergunta: “Onde está o dinossauro?” Ninguém o vê, e nós o vemos. Ele está enchendo a praça, e sua presença é dominante. Continuamos a dizer-lhes que todos estão sendo de algum modo dominados, circunscritos e orientados por ele, e perguntamos: “Vocês não estão vendo o dinossauro?” E a resposta é: “Não! Não estamos vendo”.[2]

É um tanto ridícula a posição de quem não enxerga ou só vê no Igualitarismo aspectos secundários. Mas se não o virmos nos outros, façamos um exame de consciência.e o encontraremos dentro de nós.

Dizia o Dr. Plinio: “O fato mais importante de nossos dias é uma imensa Revolução igualitária, que dirige em seu benefício o curso de todos os acontecimentos, visando à igualdade completa, por meios ora graduais e pacíficos, ora abertos e brutais” (conferência pronunciada em 1967).

Caro Leitor, porventura Você já viu este “dinossauro”?

Notas:
[1] Estes dois parágrafos com que iniciamos o presente artigo são de autoria de Plinio Corrêa de Oliveira, em conferência sem data proferida nos anos sessenta. 
[2] Idem ibidem.
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(*) Leo Daniele é colaborar da Agência Boa Imprensa (ABIM)

sábado, 7 de julho de 2012

MERCOSUL-UNASUL: “dupla aliança” chavista-castrista contra o Paraguai


Por uma ironia da História, o julgamento sumário e o consequente Golpe Internacional de Estado contra o Paraguai padeceram exatamente dos vícios que se alegam contra o Poder Legislativo paraguaio. 

Armando Valladares  (*)
Miami (FL), 30 de junho de 2012 

Na sexta-feira, 29 de junho, a Dupla Aliança Mercosul-Unasul promoveu um virtual Golpe Internacional de Estado contra o Paraguai, suspendendo-o como país-membro. Mercosul e Unasul reeditaram assim, no plano político, a chamada Tríplice Aliança, um pacto militar articulado no século XIX por dois países gigantes limítrofes contra esse pequeno país sul-americano.

A escusa para esse novo golpe dos governos sul-americanos contra o pequeno Paraguai foi a de que a destituição do ex-presidente Lugo pelo Poder Legislativo teria violado as regras de jogo democráticas e que o mandatário não teria tido todo o tempo necessário para se defender devido à celeridade do processo de destituição.

Por uma ironia da História, o julgamento sumário e o consequente Golpe Internacional de Estado contra o Paraguai padeceram exatamente dos vícios que se alegam contra o Poder Legislativo paraguaio. A contradição não poderia ser maior nem mais flagrante. Foram violadas sistematicamente as normas mais elementares da justiça, da equidade, do respeito e da convivência democrática entre Estados, a ponto de o novo Presidente do Paraguai, Federico Franco, e seu chanceler terem sido proibidos de participar das reuniões do Mercosul e da Unasul. Os gigantes condenaram o pequeno Paraguai sem sequer dar às suas autoridades a menor possibilidade de se defenderem.

A jornalista Tânia Monteiro, enviada especial do jornal brasileiro “O Estado de S. Paulo” à reunião Mercosul-Unasul, revela que os mandatários do Mercosul, enquanto tramavam a expulsão do Paraguai por uma porta e articulavam a não menos sumária entrada da Venezuela chavista pela outra, não conseguiam ocultar a preocupação de que essas decisões arbitrárias possam ser denunciadas pelo governo paraguaio ante as cortes internacionais de justiça e organismos análogos. 

Por ocasião de acontecimentos políticos, sociais e até criminais de envergadura, para encontrar as motivações profundas de seus protagonistas e identificar devidamente os responsáveis, os analistas costumam levantar a clássica pergunta: A quem favorece o ocorrido?

No caso do Golpe Internacional de Estado contra o Paraguai, tal pergunta resulta supérflua em 50%, pois fica claro que se aproveitou da suspensão desse país para colocar no Mercosul a Venezuela chavista, inclusão esta cujo maior obstáculo provinha precisamente do Senado paraguaio. Os outros 50% encontram sua resposta no ânimo pró-castrista quase generalizado dos mandatários presentes, os quais na recente Cúpula das Américas rasgaram as vestes por ter sido vetada a presença do “democrático” regime comunista de Cuba que há mais de meio século comete um sistemático e criminoso genocídio material e espiritual contra minha querida Pátria cubana. 

A quem favorece então esse Golpe Internacional de Estado contra o Paraguai promovido por essa sui generis Dupla Aliança Mercosul-Unasul? Sem dúvida, ao “eixo do mal” chavista-castrista da América Latina.

Em 2009, ao produzir-se em Honduras a destituição do presidente pró-chavista Manuel Zelaya, levantou-se, da parte de mandatários, dirigentes esquerdistas, pró-esquerdistas e inocentes úteis do Hemisfério, uma das maiores gritarias internacionais jamais presenciadas.

Poucos dias antes da destituição de Zelaya, a OEA, reunida em Honduras e tendo à frente seu nefasto secretário-geral, havia aberto de par em par suas portas para a Cuba comunista, sem impor-lhe condições.

Na condição de cubano e de ex-preso político que passou 22 anos nas masmorras de Cuba, e também na de iberoamericano, assumi imediatamente a defesa de Honduras, escrevendo numerosos artigos nos quais denunciava a cumplicidade da OEA com as esquerdas hondurenhas. Mostrei os ‘dois pesos e as duas medidas’ da “política do garrote” para Honduras e da “política de sorrisos” para a Cuba comunista, e também a responsabilidade do kerenkismo político e eclesiástico iberoamericano pavimentando o caminho para as esquerdas.

Em 2012, três anos depois da crise hondurenha, minha consciência de cubano e de iberoamericano não me permite permanecer em silêncio diante de uma conspiração política contra a pequena, sofrida e heroica nação paraguaia. Conspiração que tem, entre suas lamentáveis consequências imediatas, o fortalecimento do chavismo e, portanto, do cordão umbilical que a partir da Venezuela mantém com vida os carcereiros castristas. Peço a ajuda da Divina Providência para a nação paraguaia, a fim de que ela possa resistir às pressões internacionais inspirando-se no conselho do Apóstolo São Paulo: “Esperando contra toda a esperança”. 
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Armando Valladares, escritor, pintor e poeta, passou 22 anos nos cárceres políticos de Cuba. É autor do best-seller Contra toda esperanza, onde narra o horror das prisões castristas. Foi embaixador dos Estados Unidos ante a Comissão de Direitos Humanos da ONU nas administrações Reagan e Bush. Recebeu a Medalha Presidencial do Cidadão e o Superior Award do Departamento de Estado. Escreveu numerosos artigos sobre a colaboração eclesiástica com o comunismo cubano e sobre a “Ostpolitik” vaticana em relação a Cuba.

terça-feira, 3 de julho de 2012

Enquanto as FARC rearticuladas atacam, seus opositores militares purgam na cadeia!

Hélio Dias Viana (*)
A Colômbia sob o governo de Álvaro Uribe era o único país latino-americano que vinha tomando uma atitude firme e coerente em face da subversão comunista coadjuvada pelo bloco bolivariano, travando contra as FARC uma vitoriosa guerra, em visível contraste com a política entreguista e concessiva dos governos anteriores.

Contudo, colaboradores da narcoguerrilha aninhados em movimentos de direitos humanos e Ongs da mesma orientação, prevalecendo-se de uma brecha deixada por Uribe – a transferência do foro militar para a alçada civil – vêm obtendo das instâncias judiciais a prisão de milhares de militares, acusando-os da prática de crimes diversos.

Entre eles encontra-se a elite das Forças Armadas, cujos membros são detentores de uma inigualável folha de serviços prestados à Colômbia e, por consequência, ao continente. Assim, nada menos que seis generais, trinta coronéis, centenas de oficiais e suboficiais figuram entre os 2.420 militares atualmente presos.

Estão, por exemplo, nessa situação, o general Del Río e o coronel Plazas, ambos da reserva. O primeiro foi o mais destacado comandante militar colombiano na luta contra a subversão, tendo sido destituído pelo governo claudicante do ex-presidente Andrés Pastrana por imposição das FARC. E o segundo ficou imortalizado pela sensacional invasão e resgate, em 1985, do Palácio de Justiça (foto acima), ocupado por terroristas do M-19. Enquanto o general Del Río aguarda na prisão há cinco anos por julgamento, o coronel Plazas foi recentemente sentenciado a pagar 30 anos de reclusão por conta de uma acusação cujo autor se desconhece...

Figuram ainda, entre os presos, um coronel que foi um dos militares mais condecorados, considerado um dos maiores oficiais colombianos de todos os tempos (na prisão há cinco anos aguardando julgamento), e o major responsável pela organização e execução da espetacular Operación Jaque (xeque-mate), em decorrência da qual foram libertados, sem necessidade de um só tiro, Ingrid Bettancourt e diversos reféns da narcoguerrilha farcista.

Enquanto defensores da Pátria são assim jogados inexoravelmente nas prisões, ex-guerrilheiros ocupam cada vez mais posições de destaque no cenário político, chegando alguns deles à desfaçatez de propor o desarmamento das pessoas honestas. E os ataques terroristas crescem ao mesmo tempo em todo o país, um dos quais foi perpetrado recentemente em movimentada artéria de Bogotá, ceifando a vida de dois guarda-costas do ex-ministro da Justiça, Fernando Londoño, ferindo a este e diversas pessoas do público.

A ofensiva contra as Forças Armadas adquiriu tal proporção que “El Tiempo”, o principal jornal colombiano, noticiou em sua edição de 25 de junho de 2012, que dos 2.420 militares atualmente presos, somente 16% foram julgados. E que outros cinco mil encontram-se sob investigação. Mas que os atualmente presos que assinarem um termo de aceitação prévia de culpa – de acordo com o referido jornal, 2.200 já o fizeram – terão suas penas mitigadas.

Segundo o jornal, essa clamorosa situação levou o presidente da Associação Colombiana de Oficiais da Reserva, general Jaime Ruiz, a declarar: “Os militares não estão combatendo. Como o país se encontra hoje e com as garantias que está dando a seus soldados, não vale a pena defendê-lo”. A esta declaração – que ele diz traduzir o pensamento dos oficiais da ativa que não podem falar – soma-se uma dura carta enviada pelos militares da reserva ao presidente Juan Manuel Santos, na qual a certa altura dizem: “A Colômbia é o único país do mundo que enfrenta um conflito armado com legislação de paz e sem foro militar”. 

“El Tiempo” conclui: “O certo é que muitos dos militares que ontem foram heróis públicos hoje estão na iminência de passar a metade de suas vidas na cadeia”.

Nossa conclusão é que, em nome dos “direitos humanos”, está sendo sacrificada a liberdade não só de valorosos militares injustamente punidos por terem ousado punir a subversão em defesa da Pátria ameaçada, mas a de 45 milhões de colombianos agredidos pelas FARC e que consideram suas Forças Armadas como a instituição de maior credibilidade do País.
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 (*) Helio Dias Viana é colaborar da Agência Boa Imprensa (ABIM)

segunda-feira, 2 de julho de 2012

“Lé com lé; cré com cré” no velório da democracia

Marcos Luiz Garcia

Caminhamos para mais uma “ficção eleitoral”. Este disparate se confirma de modo especial em São Paulo, onde os vencedores terão a terceira economia do País nas mãos. Daí o vale tudo. No afã de ganhar, as alianças vão sendo inescrupulosamente tentadas, mesmo entre velhos inimigos políticos e ideológicos, deixando o eleitorado pasmo diante de tanto descaramento. O artificialismo eleitoral tornou-se óbvio. Nosso panorama político-eleitoral é uma vergonha, um leque só com ideologias de esquerda.

O conjunto dos políticos parece uma troupe teatral cujos atores, todos muito amigos e afinados entre si, desempenham o papel que o organizador da peça lhes pedir. O maior descalabro é que a grande maioria do eleitorado não afina com o esquerdismo dos políticos; quereriam outra coisa que, aliás, em parte são prometidas nas campanhas eleitorais. Porém, a realidade histórica invariável mostra que, uma vez no poder, seja quem for, as promessas direitistas ficam no congelador, e os dirigentes vão fazendo tudo caminhar cada vez mais para a esquerda. O eleitorado mais uma vez se decepciona, descola, e conclui: “Não tem jeito, nosso ‘cardápio’ político é marcado por um só viés. Parece restaurante vegetariano”.
“Lé com lé; cré com cré”, poderia ser o lema do nosso quadro partidário. Onde foi parar a representatividade democrática? Não estamos assistindo propriamente ao velório da democracia? Será que no futuro alguma direita autêntica vai reclamar uma “Comissão da Verdade” para saber o que as esquerdas fizeram da “democracia” brasileira? Quem foram os seus torturadores? Onde foram enterrados os seus restos? A História dá muitas voltas.
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 (*) Marcos Luiz Garcia é colaborar da Agência Boa Imprensa (ABIM) 

sexta-feira, 29 de junho de 2012

Os inseparáveis público e privado

Hélio Dias Viana (*)
Em nossos dias em que o liberalismo levado às suas últimas consequências desfechou – como não poderia deixar de ser – na mais completa libertinagem, um dos argumentos utilizados para se chegar a tal paroxismo foi o de que a vida privada dos indivíduos nada tem que ver com a sua vida pública. Como se aos homens fosse possível “pintar e bordar” individualmente e depois serem bons chefes de famílias ou de empresas, ou administradores públicos exemplares!

Pensar assim seria ignorar a natureza humana, a qual constitui um só todo inseparável, e, portanto, o que se diz aqui dos chefes ou dos administradores vale para qualquer outra atividade ou profissão. Ninguém consegue, ainda que o tente de todos os modos, observar uma conduta externa que não seja uma projeção de sua vida privada.

Um líder, por exemplo, que queira permanecer fiel aos seus princípios e não andar ao sabor da moda e das ideias extravagantes, só conseguirá fazê-lo se na sua vida privada ele for correto. Vale aqui lembrar a sentença de Paul Claudel, citada por Plinio Corrêa de Oliveira em seu célebre ensaio Revolução e Contra-Revolução: “Cumpre viver como se pensa, sob pena de mais cedo ou mais tarde acabar por pensar como se viveu”. 

À vista disso, é toda a organização social que se ressente, pois quando os que a compõem não agem segundo esses princípios, ela marcha para a destruição. Quem pode negar, por exemplo, que uma empresa cujo diretor seja chefe de uma família bem constituída, tenha maior possibilidade de êxito do que a de outro que não viva nessas condições? Simplesmente porque o primeiro terá mais condições psicológicas e apoio colateral para levar a bom termo as suas atividades do que o segundo. Situação que depois se transmitirá aos filhos. Nesse sentido, não se pode negar que a indissolubilidade matrimonial contribui eficazmente para o progresso econômico da sociedade e das nações.

O que dizer então dos chefes de Estado, de quem a nação inteira tem o direito de esperar o bom exemplo e aos quais incumbe o dever de dá-lo? O que sobraria hoje de instituições altamente respeitáveis, de cujo seio eram outrora excluídos os que não tivessem boa conduta? Lucraram tais instituições ao abolirem essas normas? Lucraram sequer os seus membros, que se viam assim protegidos? Lucrou a sociedade?

Não passa, portanto, de uma falácia pensar que seja possível separar a conduta pública da privada sem provocar grandes tragédias. Que o digam os dias em que vivemos!
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 (*) Helio Dias Viana é colaborar da Agência Boa Imprensa (ABIM) 

quarta-feira, 27 de junho de 2012

Violência nas escolas secundárias austríacas


Viena, 19 de junho de 2012 
Carlos Eduardo Schaffer 

Os principais jornais de Viena trazem hoje na primeira página uma notícia que os alarma: o nível de violência nas escolas secundárias da Áustria se mantém elevado. Vinte e nove por cento dos meninos cometem atos de violência. Entre as meninas, 12%. Entretanto, dada sua natureza delicada, elas são as que mais sofrem com as brigas: suas notas diminuem imediatamente.

Um entre quatro meninos com a idade de 15 anos, pelo menos duas vezes por mês, sofre agressão de colegas. Três por cento deles são diagnosticados pelos psicólogos escolares como “extremamente agressivos".

Até mesmo os professores se tornaram mais violentos. Muitos deles fingem não ver as agressões a fim de evitar complicações. 40% dos alunos são constrangidos fisicamente por seus mestres. E esta situação se mantém assim há anos. Na terça-feira passada um aluno de 12 anos, na cidade de Wels, roubou fio elétrico da sala de educação física, passou em torno do pescoço de um colega e saiu puxando-o como um animal. Ao se queixar de dores o colega levado à soga teve o pescoço torcido violentamente, sendo em seguida levado para um hospital. Sofreu uma torção entre o pescoço e a coluna vertebral.

Cada aluno hoje em dia pratica um ato de violência por semestre. Estes dados são revelados por um estudo oficial do governo, denominado “Pisa-2009”. 

As escolas menos exigentes em matéria de estudos são as que mais registram casos de violência. Essas escolas, já ao admitir alunos, fazem uma seleção relaxada, e raramente expulsa os maus elementos. São freqüentadas por alunos que não têm o desejo de boa formação e, conseqüentemente, se entregam a outras atividades extra-escolares, entre as quais a violência. O estudo revela que o aluno não aplicado tende a ser briguento.

A polícia de Viena vem se dedicando com mais afinco ao problema. Entre 2009 e 2010 técnicos de diferentes disciplinas e campos de ação, como criminalistas, psicólogos juvenis, conselhos escolares, o Juizado de Menores e o Ministério da Justiça elaboraram um estudo para prevenção da violência nas escolas e normas de intervenção. O estudo já está em uso pelas autoridades.

Sim, os jornais austríacos se alarmam com a violência estudantil ao mesmo tempo em que fecham os olhos para a realidade. Esses mesmos jornais noticiavam festivamente a “Parada homossexual” anualmente realizada em Viena, há apenas cinco dias. Nessa “Parada” até mesmo crianças portavam a bandeira colorida do movimento homossexual. Mas o fato de que hoje até mesmo a inocência seja levada a portar o símbolo do vício não alarma a imprensa. Esses mesmos órgãos dão há anos cobertura para toda espécie de filmes ofensivos à moral cristã e portadores de brutais cenas de violência.

Representantes da “moral do século”, laica e permissiva, esses jornais imaginam utopicamente poderem coexistir a inteira liberdade sexual e a boa ordem social e civil. A decadência dos costumes leva inevitavelmente à violência e à conseqüente desagregação social. É uma questão de tempo.

quarta-feira, 20 de junho de 2012

Pai da “hipótese Gaia” se retrata de seu alarmismo

James Lovelock, criador da hipótese segundo a qual a Terra seria um organismo “vivo” apelidado “Gaia”, admitiu que foi “alarmista” a respeito de “mudança climática”. Ele afirmou que outros ambientalistas famosos, como Al Gore, incidiram no mesmo erro. Em 2006, Lovelock escreveu que “antes do fim deste século bilhões de homens terão morrido e os poucos casais que sobreviverem ficarão no Ártico, onde o clima ainda será tolerável”. Agora, explicou: “O problema é que não sabemos o que é que o clima vai fazer. Há 20 anos nós achávamos que sabíamos. Isso nos levou a escrever alguns livros alarmistas — o meu inclusive — porque parecia evidente, porém não aconteceu”. Ambientalistas só puderam concordar, embora desanimados, com o mea culpa do guru. A crença nessas hipóteses está cada vez mais desacreditada, salvo entre os fanatizados pela Rio+20.
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Agência Boa Imprensa

Descobertos imensos aquíferos de água doce no Saara

Imagem de satélite do Saara (NASA World Wind)
Mapa geológico feito por cientistas britânicos mostra a existência de uma “descomunal reserva de água subterrânea” debaixo do Saara. O volume de água atingiria 500 quatrilhões de litros, suficientes para alimentar a cidade de São Paulo durante 4.453 anos sem reposição do aquífero. O volume é cem vezes maior do que toda a água da superfície africana. As reservas atenderiam às necessidades de mais de 300 milhões de africanos, incluindo a agricultura, segundo cientistas da British Geological Survey. O catastrofismo ambientalista insiste que a água doce vai acabar no planeta, mas não tem ideia da água existente sob seus pés...
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Agência Boa Imprensa



terça-feira, 15 de maio de 2012

Apesar de sua poluição extrema, a China presidirá a “Rio+20”!

Uma névoa de poluição impede a visão, a partir de satélites, da imensa planície do norte da China onde está situada a capital Pequim. Na superfície, a visibilidade ficou limitada a 200 metros. A ditadura comunista já fez saber que nada fará para corrigir a intoxicação, que prejudica seus cidadãos-escravos e o ar do planeta. De acordo com a NASA, a névoa é composta de partículas de 10 micrômetros (PM10) que entram no pulmão e causam problemas respiratórios. As partículas de 2,5 micrômetros (PM2.5) podem infiltrar-se na corrente sanguínea, causar câncer e problemas respiratórios extremos. Porém, a China fechou a questão e não renunciará a seu perigoso desenvolvimento induzido. Inexplicavelmente, a ONU deu-lhe a presidência da reunião “Rio+20” em junho próximo. Mau presságio para a idoneidade desse megaevento...
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Agência Boa Imprensa

Gótico: estilo para reformar a sociedade e a religião em crise

A. W. N. Pugin [quadro acima], arquiteto criador do Big Ben de Londres, símbolo da Inglaterra, queria restaurar a Cristandade por meio da arquitetura gótica. Segundo Rosemary Hill, sua biógrafa, foi uma cruzada inimaginável, e o sucesso foi inesperado. Com 30 anos, Pugin havia construído 22 igrejas, três catedrais, três conventos, casas, escolas, um mosteiro cisterciense e a Sala dos Lordes, onde a rainha inaugura as sessões do Parlamento. Pugin queria uma ordem social em que cada classe recebe apoio da superior e protege a inferior, como era costume na Idade Média. Para ele, a cidade medieval, com seu charme e suas sólidas muralhas, era o oposto da cidade moderna feita de prédios sem graça e fábricas repugnantes. O anseio de Pugin ainda vive na alma dos ingleses que reverenciam suas obras.
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Agência Boa Imprensa

Igreja Ortodoxa russa foi instrumento de Stalin

“A Igreja Ortodoxa russa foi utilizada pelo regime de Stalin para a liquidação pela força da Igreja Greco-Católica ucraniana”, mas “o clero ortodoxo [= cismático] russo ainda não se desculpou perante o greco-católico pela apropriação indevida de todos os seus bens”, afirmou Sua Beatitude Sviatoslav Shevchuk, arcebispo-mor do rito greco-católico ucraniano.[foto] “Muito frequentemente, eles falam da dificuldade em ter um encontro com o Papa, a qual, segundo o patriarca Kirill [russo cismático], é causada pelos Uniatas [greco-católicos]. Isso vem se repetindo há perto de 20 anos, quase todo ano, em vários foros. Mas o verdadeiro obstáculo é a incapacidade de admitirem os próprios erros”.
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segunda-feira, 7 de maio de 2012

Referendo na Eslovênia repele “casamento” homossexual

A Eslovênia recusou o “casamento” homossexual em referendo nacional. 55,1% dos eleitores disseram “não” a um novo Código da Família que permitiria o “casamento” homossexual e a adoção de crianças pelas duplas sodomíticas. Uma campanha lançada pelo movimento Iniciativa Civil coletou 42.000 assinaturas, obrigando o referendo. As sondagens de opinião diziam que a iniciativa pró-vida fracassaria. O presidente do país, a maioria dos partidos políticos e a grande mídia foram contra a consulta popular. A família foi defendida especialmente por grupos religiosos. A obstinação quase fanática dos inimigos da instituição familiar faz temer que, valendo-se de outros subterfúgios, eles voltem à carga em sua ofensiva.
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Agência Boa Imprensa

Divórcio gera solidão — família tradicional propicia união

O Instituo Nacional de Estatística e Estudos Econômicos (INSEE) da França mostrou que, em decorrência das leis antifamília, a solidão cresce assustadoramente, com desastrosas sequelas psicológicas e morais. Mais de nove milhões de franceses vivem sozinhos, contra seis milhões em 1990: um aumento de 30% em apenas 20 anos. Os casais que optaram por se divorciar não tiveram filhos, e hoje não têm quem cuide deles. As pessoas ligadas à agricultura estão em melhor situação: 88% das mulheres vivem com seus maridos. As mais abandonadas são as ex-dirigentes de empresa. Nas regiões onde 75% das pessoas vivem em família é porque “subsistem os modelos familiares tradicionais”, explicou Pascale Breuil, do INSEE. A família tradicional é a única que verdadeiramente satisfaz o espírito humano e é seu verdadeiro amparo neste vale de lágrimas.
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Agência Boa Imprensa

China desencadeia ondas de repressão na Internet

Pequim iniciou uma operação de controle e repressão da Internet de extensão inédita. A medida mais espetacular consistiu no bloqueio dos dois maiores microblogs do país: o Weibo e o QQ, equivalentes ao Twitter. Ao menos 16 sites da Internet foram fechados, enquanto numerosas pessoas eram presas pelo suposto crime de “fabricar e propagar falsos boatos online”. “É a mais pesada campanha de repressão na Internet ocorrida há muito tempo, jamais se viram tantos sites censurados”, explicou Renaud de Spens, especialista da Web chinesa. Ele acrescentou que os dirigentes socialistas “tratam o povo como se fosse um bando de crianças imaturas ou de idiotas, a quem se corta qualquer coisa quando bem entendem”.
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quarta-feira, 2 de maio de 2012

Países do Leste europeu não aceitam a ditadura da UE

A Polônia e a Lituânia apoiaram a Hungria em meio à onda de ataques que esta sofreu por ter aprovado uma Constituição que adota valores cristãos. O secretário do Ministério do Exterior húngaro, Zsolt Nemeth, pediu ao Parlamento magiar a aprovação de um “decreto de gratidão” aos líderes daqueles dois países. As nações da Europa Central compreendem bem “o que é o Estado pós-comunista do ponto de vista psicológico, político e econômico, e como é difícil operar mudanças profundas para eliminar as redes pós-comunistas”, divulgou o site www.politcs.hu.
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Agência Boa Imprensa

A monstruosa economia estatal chinesa ameaça ruir

O Banco Mundial alertou a China comunista para o tamanho monstruoso do setor estatal de sua economia, cujo modelo considerou “insustentável”: depende de 120 superestatais, enquanto outras 150.000 pequenas estatais respondem por 30% da atividade econômica. A expansão de empresas chinesas no exterior obedece a intuitos ideológicos baseados em financiamentos estatais de mastodontes inviáveis. Ocidentais ingênuos ou comprometidos ainda julgam que os argumentos econômicos são capazes de impressionar os líderes chineses, formados na ideia de Mao-tsé-Tung de que não se deve hesitar em executar milhões de seres humanos se tal for necessário para o triunfo mundial do comunismo.
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Agência Boa Imprensa