Um único aborto provocado aumenta o risco da mortalidade feminina em 45%. É o que afirma um novo estudo realizado na Dinamarca, durante um período de 25 anos, em todas as mulheres em idade reprodutiva. As dinamarquesas que praticaram dois abortos tiveram o risco de morte aumentado em 114%, e as que fizeram três ou mais, em 192%. Um segundo estudo dinamarquês apontou que o aborto da primeira criança concebida, e que naturalmente teria sido o primogênito, foi o que mais aumentou a possibilidade de morte da mulher. O Dr. David Reardon [foto], um dos co-autores de ambos os estudos, considera que as autoridades deveriam informar o público sobre esta realidade. A propaganda do controle da natalidade desinforma a população e facilita a mortalidade feminina, em vez de reduzi-la.
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quarta-feira, 23 de janeiro de 2013
Aborto aumenta em 45% risco de morte da mulher
Corremos o risco de afundar com a China, diz especialista
“Tudo o que você acha que sabe sobre a China está errado”, escreveu Minxin Pei [foto], da acatada revista “Foreign Policy”. A China não é a potencia econômica, política e militar que se pensa comumente, explicou. Ele destacou que enganos do gênero já aconteceram em relação à União Soviética. Após enumerar sinais assustadores da fragilidade chinesa, Pei denunciou o mundo político e a grande mídia ocidental, dizendo que eles fingem nada perceber, agem erroneamente e desinformam o público. E pediu que a opinião pública americana e seu governo — o mesmo vale para o Brasil — reavaliem as premissas básicas de política chinesa. Do contrário, poderemos ser tragados por catástrofes impensadas.
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“Grande confiança” na mídia: só 8% dos americanos
Somente 8% dos norte-americanos depositam “grande confiança” no noticiário veiculado pela mídia, revelou pesquisa Gallup de setembro/2012. 32% têm “bastante” confiança, totalizando 40% de respostas positivas, o índice mais baixo jamais registrado. 39% responderam: “não muita”, e 21% “absolutamente nada”, somando 60% de respostas negativas. Em 1976, as opiniões positivas atingiram 72%. Os simpatizantes do Partido Democrata, de tendência esquerdista, acreditam mais na mídia: 58%. Os seguidores do Partido Republicano, de tendência conservadora, são os que menos acreditam: 26%. Compreende-se essa disparidade à luz do viés esquerdizante assumido pelo macrocapitalismo publicitário.
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segunda-feira, 14 de janeiro de 2013
Gigantesca e Histórica Manifestação em Paris contra o "casamento homossexual"
Paulo Roberto Campos
Apesar do frio glacial, aproximadamente 800 mil pessoas participaram neste domingo (13-1-13) em Paris da marcha contra o projeto do governo socialista, de François Hollande, de aprovar o “casamento” homossexual — o mal denominado “projeto de casamento para todos”. A colossal marcha foi considerada a maior mobilização realizada na França em 30 anos.![]() |
| Senhora segura cartaz com os dizeres "A Família é sagrada" |
Frente a tal demonstração de força, como agirá o governo Hollande? Ignorará a multidão? O normal seria mandar imediatamente engavetar o projeto, mas o lobby do movimento homossexual o pressionará e exigirá que o aprove, apesar de impopular e antinatural. Ademais, tal lobby pressiona o governo para também aprovar a absurda adoção de crianças por “casais” do mesmo sexo, substituindo as palavras "mãe" ou "pai" por "pai 1" e "pai 2" — o que é tão aberrante quanto ridículo!
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| Faixa de veteranos de guerra: "Não há mais nação sem casamento de verdade" |
A respeito da manifestação, um vídeo encontra-se disponível no site do periódico parisiense “Le Figaro”:
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sexta-feira, 11 de janeiro de 2013
Flores no Santo Sudário só poderiam colher em Jerusalém
Nos anos 2005-2007, na tela dos computadores de especialistas que transformavam imagens em duas dimensões do Santo Sudário [foto] numa outra de três dimensões apareciam áreas escuras, ou “buracos”.
O Dr. Avinoam Danin, professor de Botânica da Universidade Hebraica de Jerusalém, concluiu que na fronte, e entre o cabelo e o rosto do “Homem do Sudário” foi disposto um “tapete quase continuado de flores”. Ele identificou as espécies e até depositou flores muito frescas nos “buracos” e a coincidência foi impressionante. O botânico também concluiu que “três plantas analisadas só podem ter sido colhidas e colocadas no Sudário num único lugar do mundo, que é a área entre Jerusalém e o Hebron”. E acrescentou que as plantas identificadas no Sudário só florescem entre março e abril — época em que se deu a Crucifixão de Nosso Senhor Jesus Cristo (que ocorreu no dia 7 de abril).
Está é mais uma comprovação da autenticidade do tecido que recobriu o rosto e o corpo do Redentor da humanidade.
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Trabalhador-próspero-conservador ou hippie-vagabundo-esquerdista?
Especialistas da Universidade de Yale estudaram o público que recusa ou aceita as crenças ambientalistas. Ele se dividiria em dois polos: os “hierárquicos/individualistas” que desejam ordem social, autoridades constituídas, trabalho, progresso e livre iniciativa. Na linguagem não-técnica seriam conservadores de direita.
No sentido oposto os “igualitários/comunitaristas” desejam abolir as diferenças de gênero, riqueza e raciais, e acham que o Estado está obrigado a lhes fornecer tudo o que precisam. No linguajar comum, estes seriam esquerdistas que desejam viver de bolsas do Estado sem trabalhar.
Os “hierárquicos/individualistas” são “céticos diante das alegações ambientalistas”, enquanto “igualitários/comunitaristas” se dizem preocupados com as “mudanças climáticas”. A cultura científica polariza a oposição entre os dois grupos, pois cada um tem uma posição já assumida antes de adquirir os conhecimentos.
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sexta-feira, 4 de janeiro de 2013
EUA: suicídio mata mais que acidentes automobilísticos
O suicídio já ocupa o primeiro lugar das causas de morte violenta nos EUA, superando os acidentes de carro. “Acho que o problema é muito pior do que os dados oficiais fazem supor”, disse o autor do trabalho, Ian Rockett, professor de epidemiologia na Universidade de West Virginia. As mortes violentas deliberadas aumentaram 10% em 2009 com relação ao ano 2000, enquanto as mortes violentas involuntárias diminuíram 25%. O número de auto-envenenamentos cresceu 128%, e o de quedas mortais 71%. O ex-senador Gordon Smith disse em ato público que lutar contra o suicídio “na realidade, é uma tarefa dos anjos”. As mortes acidentais não provêm na sua maioria de causas morais, porém o suicídio em geral constitui uma falsa saída para a decadência moral derivada de uma vida desordenada.
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LGBTs batem recordes no consumo de drogas e álcool
A Lesbian and Gay Foundation, da Universidade de Central Lancashire (Grã-Bretanha), analisou o comportamento de 4.000 homossexuais, lésbicas e bissexuais durante dois anos e concluiu que essas “categorias de risco” consomem drogas ilegais numa proporção 700% superior à média geral. Além disso, um em cada cinco dos LGBTs apresenta sinais de dependência da droga ou do álcool. A prática mais citada foi a das “festas de droga”, com o consumo de maconha e poppers. O estudo constatou que no último mês os homossexuais estudados consumiram cocaína numa proporção 1.000% superior à média da sociedade e que 1.300% haviam usado mais cetamina que o geral da população.
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China: repressão ao descontentamento de trabalhadores
Revoltados pelas extenuantes jornadas, milhares de operários da fábrica Foxconn, em Taiyuan (norte da China), onde trabalham 79.000 pessoas, enfrentaram os seguranças reforçados por 5.000 agentes da polícia marxista. A jornada de trabalho pode chegar a 24 horas/dia. Redes metálicas foram instaladas para evitar o suicídio dos trabalhadores. Geoffrey Crothall, porta-voz do China Labour Bulletin, de Hong Kong, denunciou que nas fábricas chinesas, incluídas as mais modernas, com participação de engenheiros ocidentais, “os operários são tratados como simples unidades de produção, como robôs, e não como seres humanos”. É a consequência necessária do igualitarismo e materialismo marxistas.
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quinta-feira, 27 de dezembro de 2012
Do Presépio ao Calvário
Pe. David Francisquini (*)
Apesar de revestida de mistério, a festa da Circuncisão de Nosso Senhor Jesus Cristo, comemorada no dia primeiro de janeiro, esparge luz que ilumina todos os dias do ano. 400 anos antes da promulgação da Lei mosaica, Deus prescrevia a Circuncisão como preceito para Abraão e seus descendentes, simbolizando a Aliança estabelecida por Deus com o povo hebreu, particularidade que o diferenciava dos pagãos.
Tratava-se do principal sacramento da religião mosaica — simbolizando ao mesmo tempo purificação e santificação — a caracterizar e congregar o povo escolhido com a eliminação do pecado original. Sendo Nosso Senhor Jesus Cristo verdadeiro Deus, descendente de Abraão, não estava sujeito a essa Lei, mas quis a ela sujeitar-se, em ato de humildade e obediência, para assim remir e libertar a humanidade da culpa original.
Nesse acontecimento de transcendental importância, comemorativo da oitava do nascimento do Salvador do mundo, cujo nome é Jesus — que significa Salvador e Redentor —, podemos figurar um diálogo que bem poderia ter ocorrido entre Filho e Mãe, qual melodia harmoniosa e sublime, para ressaltar o significado desse mistério que a Santa Igreja Católica comemora.
— Minha Mãe, a mais formosa das filhas de Israel, vede que vim reinar e conquistar os corações! Sendo Eu Deus, quis ser pequenino, frágil, mimoso e deleitável, para tocar os corações dos homens, a fim de que eles trilhem o caminho dos mandamentos. O vagido que se desprende de meus lábios representa a minha dor, torna-se um hino de homenagem que ressoa junto ao trono de Deus Pai!
— Meu Filho querido, ao desprender de vossos lábios o pranto de dor, sinto uma espada que trespassa o meu coração virginal! Uno-me a Vós de tal forma que na junção de vossa dor com a minha realiza-se algo que a Terra não pode compreender, pois Mãe e Filho sofrem e assim unem o Presépio ao Calvário. Vejo em Vós a nova aliança que se instala com o derramamento de vosso sangue de valor infinito que redime a humanidade inteira.
— Sendo de Família real, descendente de Abraão e dos demais patriarcas, Eu não vim abolir a Lei, mas cumpri-la. A prova do meu amor para com os homens se revela na circuncisão! Foi para padecer e sofrer por eles, garantindo a sua eterna salvação, que tomei a natureza humana em vossas entranhas virginais. Ao ouvir o lamento de minha dor, que desprende de meu coração que tanto ama os homens e faz estremecer os próprios anjos, espero tocar-lhes o coração.
— Como pode um Deus tão pequenino, tão frágil e meigo, sofrer sem culpa?
— Minha amada Mãe, foi para mostrar aos homens que Deus não abandona os pecadores que Eu tomei a natureza humana. Vejo nisso a expressão do meu sacerdócio, que se instala entre os homens para remir dolorosamente suas péssimas culpas e conceder-lhes os meios de salvação, instituindo assim os canais da graça que são os meus sacramentos.
E prossegue o Deus-Menino: — Como o povo hebreu fazia parte dessa nação eleita pela circuncisão, assim também pelo batismo reunirei os filhos prediletos de minha Igreja, fora da qual não há salvação. Se nesse estábulo sou circuncidado — local aonde os Reis Magos e os pastores vieram prestar-me homenagens — deixarei, Virgem Imaculada, um sacerdócio perene, para que este mesmo sangue seja sacrificado sob as aparências de pão e de vinho.
— Como se dará isso, meu querido Filho?
— Eu vim para remir o povo de seus pecados. Como Salvador e Redentor do mundo, não posso restringir minha ação a um povo, mas conquistar toda a Terra. Diante de meu Nome dobrar-se-ão os joelhos aqui, nos Céus e no inferno! Meu Nome será pronunciado pelos meus ministros e filhos queridos para expulsar os demônios e vencer todos os males.
O meu Nome será uma fonte inesgotável com poder inexcedível para sanar os males, afugentar os demônios e quebrar o poder de articulação dos maus. Ao pronunciá-lo com respeito e veneração, ele confortará nas lutas, consolará nas tribulações e tentações, será o escudo seguro contra os inimigos de nossa alma e lenitivo a amenizar as chagas do espírito, tal qual o azeite lançado nas feridas.
Aquele que sendo Deus quis abraçar a raça humana revestindo-se da carne desta, começa a derramar as primeiras gotas de seu sangue preciosíssimo. Vossa carne que está sendo atingida neste momento tem um valor incomparavelmente maior que o sangue dos cordeiros, ovelhas e bois.
Não contente com a efusão deste pouco sangue, quereis mostrar o excesso de vosso amor, de vossa bondade, de vosso entretenimento, de vosso carinho para com a humanidade inteira. O excesso de vosso heroísmo para remir uma raça que foi maculada pelo pecado não conhece limites. O desdobramento de vossa vida é uma contínua imolação, cujo auge será o sangue derramado por Vós no alto da cruz. O mais sublime exemplo para que a humanidade inteira compreenda que deve amar e lutar sem limites por Deus, de toda alma, de todo coração, de toda inteligência.
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(*) Sacerdote da igreja do Imaculado Coração de Maria, Cardoso Moreira - RJ
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segunda-feira, 24 de dezembro de 2012
O PRIMEIRO PRESÉPIO DA HISTÓRIA
O belo costume de montar presépio para rememorar o nascimento do Menino Jesus nos foi legado por São Francisco de Assis (no ano de 1223), conforme narra São Boaventura:
“Três anos antes de sua morte, encontrando-se o Santo em Grecio, movido por sua ardente devoção e para excitá-la nos outros, quis celebrar a festa da Natividade do Menino Jesus com toda a pompa e majestade possível.
Mas, para que ninguém pudesse tachar essa festa de ridícula novidade, pediu e obteve do Sumo Pontífice licença para celebrá-la.
Em seguida, Francisco fez preparar um presépio; mandou trazer grande quantidade de feno, juntamente com um asno e um boi, dispondo tudo ordenadamente; reuniram-se os religiosos, chamados de diversos lugares; concorreram pessoas do povo, ressoaram vozes de júbilo por todas as partes. E o grande número de luzes e resplandecentes tochas, bem como os cânticos sonoros que brotavam dos peitos simples e piedosos converteram aquela noite num dia claro, esplêndido e festivo.
Francisco [pintura ao lado] estava diante do rústico presépio, extático pela piedade, banhado em doces lágrimas e cheio de gozo celestial.
Iniciou-se, então, a missa solene, na qual Francisco, que oficiava como diácono, cantou o Evangelho. Pregou depois ao povo e lhes falou do nascimento do Rei pobre, a quem, quando a Ele se referia, chamava, impulsionado por seu terno amor, o Menino de Belém.
Havia entre os assistentes deste ato um soldado muito piedoso e veraz que, movido pelo amor a Cristo, renunciou à milícia secular e se uniu estreitamente ao servo de Deus. Chamava-se João de Grecio, e assegurou de um modo formal ter visto no presépio, reclinado e dormindo, um Menino extremamente belo, o qual o bem-aventurado Francisco tomou em seus braços, como se docemente o quisesse despertar do sono.
Que tal visão do piedoso soldado é inteiramente certa o afirma não só a santidade de quem a teve, mas também sua veracidade; e a evidenciam os milagres que depois se realizaram. Pois o exemplo de Francisco, mesmo humanamente considerado, tem poder para excitar a fé de Cristo nos corações mais frios. E aquele feno do presépio, cuidadosamente conservado pelo povo, foi um eficaz remédio para curar milagrosamente os animais doentes, e antídoto contra muitas espécies de peste. E assim, glorificou o Senhor seu servo com todas estas maravilhas e demonstrou a eficácia de suas orações com prodígios tão evidentes”.
__________________
(“Legenda de São Francisco de Assis”, in “Escritos Completos de San Francisco de Assis y Biografias de su época”, Biblioteca dos Autores Católicos, 1945, pp. 597-598).
“Três anos antes de sua morte, encontrando-se o Santo em Grecio, movido por sua ardente devoção e para excitá-la nos outros, quis celebrar a festa da Natividade do Menino Jesus com toda a pompa e majestade possível.
Mas, para que ninguém pudesse tachar essa festa de ridícula novidade, pediu e obteve do Sumo Pontífice licença para celebrá-la.
Em seguida, Francisco fez preparar um presépio; mandou trazer grande quantidade de feno, juntamente com um asno e um boi, dispondo tudo ordenadamente; reuniram-se os religiosos, chamados de diversos lugares; concorreram pessoas do povo, ressoaram vozes de júbilo por todas as partes. E o grande número de luzes e resplandecentes tochas, bem como os cânticos sonoros que brotavam dos peitos simples e piedosos converteram aquela noite num dia claro, esplêndido e festivo.
Francisco [pintura ao lado] estava diante do rústico presépio, extático pela piedade, banhado em doces lágrimas e cheio de gozo celestial.
Iniciou-se, então, a missa solene, na qual Francisco, que oficiava como diácono, cantou o Evangelho. Pregou depois ao povo e lhes falou do nascimento do Rei pobre, a quem, quando a Ele se referia, chamava, impulsionado por seu terno amor, o Menino de Belém.
Havia entre os assistentes deste ato um soldado muito piedoso e veraz que, movido pelo amor a Cristo, renunciou à milícia secular e se uniu estreitamente ao servo de Deus. Chamava-se João de Grecio, e assegurou de um modo formal ter visto no presépio, reclinado e dormindo, um Menino extremamente belo, o qual o bem-aventurado Francisco tomou em seus braços, como se docemente o quisesse despertar do sono.
Que tal visão do piedoso soldado é inteiramente certa o afirma não só a santidade de quem a teve, mas também sua veracidade; e a evidenciam os milagres que depois se realizaram. Pois o exemplo de Francisco, mesmo humanamente considerado, tem poder para excitar a fé de Cristo nos corações mais frios. E aquele feno do presépio, cuidadosamente conservado pelo povo, foi um eficaz remédio para curar milagrosamente os animais doentes, e antídoto contra muitas espécies de peste. E assim, glorificou o Senhor seu servo com todas estas maravilhas e demonstrou a eficácia de suas orações com prodígios tão evidentes”.
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(“Legenda de São Francisco de Assis”, in “Escritos Completos de San Francisco de Assis y Biografias de su época”, Biblioteca dos Autores Católicos, 1945, pp. 597-598).
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quarta-feira, 5 de dezembro de 2012
É NATAL — O inferno ruge, a Igreja nada teme
Pe. David Francisquini (*)
O que nos diz a singela, ordenada, pura e virginal cena de uma mãe que contempla seu filho que é ao mesmo tempo Deus e homem? Que olhar, que esplendor, no qual se reflete um interesse pelas mais sublimes virtudes de um brilho fulgurante!
Aquele Menino recém-nascido constitui-se o herdeiro universal de todas as coisas. Ao mesmo tempo em que é Filho do Eterno Pai, torna-se Filho da Virgem Maria. Aquele que é o esplendor, o reflexo, a imagem do Padre Eterno, recebe a carne e o sangue, ou melhor, a vida aqui na Terra, servindo-se da mais santa de todas as criaturas.
Enfim, quem é esse Menino tão terno, tão angelical, tão inocente, tão meigo e tão doce? Dirá a Mãe: Tu és o meu filho, eu te dei à luz. E o Menino se entretém num diálogo cuja melodia faz encantar a natureza inteira.
— Se Eu sou o teu filho e me deste à luz, e todas as coisas vieram de minha onipotência, como, então, Eu, sendo Deus, Filho do Eterno Pai, posso unir algo que parece contradição? Teria acaso uma natureza finita, limitada o Eterno, Aquele que sempre existiu?
— Meu Filho, sim, Tu és eterno, substância e sustentáculo de tudo; vieste ao mundo tomando a natureza humana para redimir essa raça perdida pelos nossos primeiros pais. Tu és o Sacerdote de uma nova lei, que é a lei da bondade cristã. Enquanto deste a vida a mim, eu Te dei a vida a Ti, pois Tu és o mais formoso de todos os filhos da raça de Adão.
— Se assim é, ó Mãe, como então Aquele que é a primeira pessoa da Santíssima Trindade me diz: Tu és o meu Filho, eu hoje te gerei?
— Sim, meu filho, Tu és o primogênito, o mais excelente ser que a Terra contemplou; se Tu és a substância do Pai Eterno, és também de minha substância, porque Tu vieste instalar um sacerdócio perene no mundo segundo a ordem de Melquisedec porque imolarás essa nova natureza que Te dei.
— Então, Tu és, ó Mãe, a mais formosa de todas as mulheres, porque no teu fiat, no teu consentimento, soubeste imolar o Verbo de Deus, isto é, a palavra eterna que se torna homem, reunindo o infinito – Aquele que é Deus – ao finito – Aquele se fez homem, portanto duas naturezas numa só pessoa, que é a pessoa do filho. Tu és a Mãe de Deus, a mais formosa e a mais excelente das criaturas. Na manjedoura já começa o meu calvário, que é o meu sacerdócio, um culto que um Deus-Homem oferece à divindade, reparando assim, com a nova natureza que recebi de ti, o pecado que inundou a Terra.
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| "Adoração dos pastores", Juan Bautista Maino (1612), Museu do Prado |
Sendo Deus com o Pai e o Espírito Santo, Tu és também meu Filho, por pura bondade tua, e por bondade do Espírito Santo, que me desposou e operou essa obra insigne no amor de um Deus que se faz homem, da palavra eterna, isto é, o verbo de Deus que quis encerrar em meu ventre e vir à luz para espancar as trevas e inundar o mundo de grandes realizações.
Genuflexa eu Te adoro, rendo homenagens por todos os homens, pois Aquele que é criador quis também ser criatura; o que é eterno quis também ter um começo nesta Terra para implantar a religião que todos os homens devem abraçar e sem a qual não terão os meios de salvação.
De tal forma, ó Filho amado, esplendor e glória minha, que um Deus em três pessoas há de realizar em Ti algo com o qual toda a Terra há de beneficiar-se e o inferno de tremer, pois a eternidade se instalará na Terra através da Igreja que fundaste e contra cuja perenidade as portas do inferno não prevalecerão. Pode o inferno rugir, mas de nada adiantará!
______________
(*) Sacerdote da igreja do Imaculado Coração de Maria, Cardoso Moreira - RJ
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Padre David Francisquini
segunda-feira, 3 de dezembro de 2012
Argentina: governo sem controle, oposição sem rumo, população indignada
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A indignação popular contra o caos que corrói a Argentina atingiu um clímax. Sobre o futuro do país paira imensa incógnita que, em última análise, só a Providência Divina poderá resolver.
- Marcelo Dufaur
Batendo panelas e exibindo toda espécie de cartazes de protesto, de confecção caseira, por volta de 700.000 portenhos congregaram-se em torno do obelisco central de Buenos Aires para manifestar sua insatisfação e mesmo sua cólera em relação ao rumo nacionalista-esquerdista que a presidente Cristina Kirchner vem impondo ao país.
Tal multidão constitui a ponta de um imenso iceberg, símbolo de um país inteiro. “Panelaços” simultâneos ocorreram diante da Casa Rosada, da residência presidencial de Olivos, em bairros centrais e periféricos, bem como nas principais capitais de província da Argentina.
As queixas populares recolhidas pela imprensa abarcavam um dos mais vastos leques de descontentamentos que nossa época, entretanto repleta de absurdos, já conseguiu reunir.
A viúva do ex-presidente Kirchner vinha prolongando a obra de demolição iniciada pelo seu marido, atropelando as categorias sociais, os costumes e os símbolos mais cultuados pelos argentinos. O chamado “estilo K”, adotado pelos governos do casal Kirchner, consiste em atropelar os espíritos sem os convencer, para implantar com arrogância e vulgaridade uma Revolução Cultural e um socialismo invasor.
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| Gigantesca manifestação da indignação contra governo caótico da viúva Kirchner |
Sob uma bandeira nacionalista, tal equipe vinha conduzindo sistemática agressão igualitária contra as classes média e alta, as mais cultas do país, seus costumes e suas propriedades. Mas as consequências dessa investida faziam-se sentir também sobre as camadas populares: assombrosa degradação dos serviços públicos, criminalidade quase descontrolada, Judiciário aviltado e posto a serviço da prepotência esquerdista, inflação devorando ordenados e poupanças, acelerado processo de destruição da família.
Por fim, em meio a uma torrente de artifícios legais, o núcleo do poder do governo Kirchner manifestou a vontade de reformar a Constituição para reeleger a atual presidente, seguindo o sistema utilizado por Chávez na Venezuela. Como para tal reforma o governo não possui maioria, o povo argentino deu-se conta de que as formalidades legais não seriam respeitadas. Foi então que, como observou o jornal “Le Figaro” de Paris, a cólera e a saturação transbordaram na forma de maciças manifestações populares de protesto contra o conjunto de abusos esquerdistas.
Mistérios da situação argentina
Se existe algum mistério na durabilidade do “estilo K”, não parece que deva ser procurado na famigerada gangue encravada no governo.
Seria tarefa fácil para a força oposicionista se ela quisesse apresentar uma opção viável de poder e até ficar com as rédeas do governo. Mas nem mesmo a ambição e o interesse pessoal moveram seus políticos a se mobilizarem com um mínimo de inteligência.
Resultado: no imenso “panelaço” de 8 de novembro último, também eles foram largamente apontados pelas multidões como responsáveis pelo mal-estar nacional. Os argentinos não se sentem representados pela oposição e um imenso vazio abriu-se entre o povo e os que deveriam representá-lo.
Imensa incógnita tomou corpo na Argentina. De um lado, a equipe governamental aparece ao mesmo tempo cada vez mais prepotente e cada vez mais impotente, incapaz de se conduzir em suas funções, repudiada até por muitos dos que nela votaram. De outro lado, a oposição política, sem líderes, sem ideias, sem alternativas, apenas um pouco menos repudiada pela população do que o governo. Assim, o vazio apresenta-se como a grande incógnita para o futuro.
O horizonte não seria tão pesadamente brumoso se a influência da hierarquia eclesiástica se fizesse sentir beneficamente sobre a população que, nesta encruzilhada, normalmente se volta compactamente para suas raízes católicas.
Mas, quem analisa a posição da Conferência Episcopal Argentina e do clero católico considerado em seu conjunto, depara-se com uma atitude semelhante à de uma esfinge do Egito.
Então, o que aguarda a Argentina?
A prodigiosa desordem e a imprevisibilidade do quadro civil e religioso argentinos acena para acontecimentos futuros cada vez mais incertos, descontrolados e até contraditórios.
A insensibilidade da opinião pública argentina às propostas nacionalistas de cunho esquerdista do governo, sua desconfiança em relação à oposição, o desprestígio da esquerda católica e do clero progressista estão produzindo um descolamento sem nome. Cidadãos e políticos no campo civil, fiéis e clero no campo religioso, não mais se entendem. Predominam a insatisfação e a ebulição do temperamento popular contra todos esses fatores de desordem.
Poder-se-ia mesmo evocar uma analogia histórica: o desabamento do Império Romano do Ocidente, quando ocorreram fenômenos semelhantes de desarticulação no governo e desorganização na sociedade.
Mas há na Argentina um elemento superior que os fautores do caos atual fingem negligenciar: sua Padroeira, Nossa Senhora de Luján. D’Ela aguardamos a última palavra!
domingo, 2 de dezembro de 2012
Obama — a rachadura e a polarização
A
reeleição do presidente Obama pressagia a expansão do caos em escala mundial.
As profundas rachaduras abertas nos EUA favorecem o aumento do descontrole e da
contradição no cenário mundial.
§
Luis Dufaur
Fonte: Revista Catolicismo, Nº 744, Dezembro/2012
Quando Barack Hussein
Obama encerrou seu último meeting, na
longa corrida pela reeleição, enxugou uma lágrima... O esgotamento de uma
campanha insana contribuiu para trair uma grossa preocupação: o “Messias” de
2008 já não estava mais lá. O futuro se fazia pressentir doloroso e incerto.
A estreita vitória que
o reelegeu deixou um país rachado, mais polarizado que nunca, com os políticos
menos moderados dos dois partidos compondo as duas Câmaras em oposição.
Obter o consenso
mínimo na legislação mais rotineira será difícil, observou Andy Sullivan, da
agência Reuters (7-11-12). “Não haverá
muita boa vontade no Capitólio”, disse o professor de história da
Universidade de Princeton, Julian Zelizer. A polarização crescente manifestada
na eleição tornará mais difícil governar o gigante acometido por violentas
crises internas e externas.
Malgrado a vitória
final, as perdas democratas foram notórias e Obama governará um país rachado
não só política e ideologicamente, mas também social, étnica, geográfica, moral
e religiosamente.
“A
polarização já foi mais extrema em alguns períodos do século XIX e nos anos
1930” [da Grande
Depressão], lembra o historiador Alexander Keyssar, de Harvard, mas “em nenhuma dessas vezes as instituições do
governo ficaram tão paralisadas como agora”. E especificou que as
trincheiras que dividem os EUA hoje são entre radicais e centristas dentro de
cada partido; mais do que entre a esquerda democrata e a direita republicana.
Como conciliar o irreconciliável?
“Vitória
sem folga” obriga o
presidente americano a procurar a cooperação da oposição, comentou “O Globo”
(8-11-12), mas esta “manteve a maioria na
Câmara e saiu rancorosa das urnas com 57 milhões de votos”.
No Senado, o
presidente terá o apoio de uma maioria democrata ampliada, porém posicionada
mais à esquerda, com a presença pela primeira vez de uma senadora assumidamente
homossexual.
“O
pragmatismo deve levar Obama para o centro no 2º mandato”, escreveu Peter Baker, de “The New
York Times”. Mas onde está esse centro, do qual os políticos mais populares dos
dois partidos desertam, migrando para os extremos? Quem ou que fator poderá resolver
o dilema de Obama?
Para
o Prof. Zbigniew Lewicki, diretor do Departamento de Estudos Americanos da
Universidade Cardeal Stefan Wyszyński, de Varsóvia (Polônia), do ponto de vista
europeu, Obama “não correspondeu às expectativas geradas há quatro anos”
e “voltou as costas à Europa” (“Gazeta Wyborcza”, 8-11-12). Porém — acrescentou — o único
governo que “pode deleitar-se com a
vitória de Obama” é o da Rússia. Justamente o inimigo visceral dos EUA.
Isto por certo não é uma vitória americana, e não traz boas notícias para um
futuro mediato.
As rachaduras morais
acentuaram-se em vários plebiscitos que costumam ocorrer simultaneamente às
eleições presidenciais. Até o momento das eleições, na totalidade dos estados
em que fora posto em votação, o “casamento” homossexual havia sido recusado
pela maioria. Mas desta vez, três estados o aprovaram: Maryland, Maine e
Washington. Também o uso e a venda de maconha obtiveram aprovação em Colorado e
Washington, embora tenham sido rechaçados no Oregon. A lei federal considera a
maconha como narcótico ilegal e preveem-se atritos legais que podem até
inviabilizar as aprovações.
Cambaleios e incertezas no horizonte
O segundo mandato de Obama começa com aspectos próprios de uma situação cambaleante do ponto de vista interno dos EUA. Essa crescente rachadura interna não poderá deixar de ter graves reflexos nas relações internacionais.
Quem no cenário
internacional poderá equilibrar o gigante americano quando este começar a
oscilar num sentido ou noutro de acordo com disputas internas? Na verdade, o
resto do mundo aguardava respostas claras por parte dos EUA, pois sem o
concurso dessa imensa nação as grandes economias mundiais, especialmente as
europeias, não poderão dominar as rotações que as fazem dançar à beira de
abismos assustadores.
Cavalgando sobre um
gigante rachado, polarizado e absorvido por conflitos culturais, morais e
religiosos internos, Obama não poderá realizar ações significativas no exterior.
E então as bússolas dos países civilizados parecerão viciadas. A indicação de
um rumo tornar-se-á cada vez mais obra de adivinhação, impossível até, talvez, para
os políticos mais experimentados.
Nesse caso, quem
poderá ganhar com a paralisia e/ou o enlouquecimento das bússolas do Ocidente?
No Oriente, a China se
prepara de um modo assaz confuso, atormentado e incerto, para se projetar como
a primeira potência mundial.
Nas condições em que
se deu, a vitória de Obama deve ter sido recebida em Pequim como prenúncio da
realização da hegemonia marxista chinesa no mundo preconizada por Mao Tsé-tung.
Mas quem arriscará
garantir qualquer coisa considerando-se a obscura luta pela sucessão interna na
China comunista e os crescentes focos de rebeldia popular contra o governo?
A única coisa certa é
que a vitória eleitoral de Obama preanuncia horizontes ameaçadores para a
estabilidade mundial.
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Luxemburgo:
esplendor nobre.
Eleições americanas:
vulgaridade demagógica.
Num clima de dignidade e proporcionado esplendor, Guilherme,
príncipe-herdeiro de Luxemburgo, contraiu núpcias com a condessa belga
Stephanie de Lannoy. O casamento nas famílias reinantes traz a promessa de
continuidade da monarquia e estabilidade da nação. Mas certa mídia malévola que
se diz amante da democracia tentou desmoralizar a solenidade alegando que a
despesa — 350.000 euros — era incompatível com a atual época de crise.
Pouco depois, segundo o Center for
Responsive Politics, as eleições presidenciais americanas consumiram seis
bilhões de dólares, 13% a mais que o recorde atingido na eleição de 2008 e certamente
destinado a ser superado em 2016... O dinheiro público e privado gastado em
eleições paga amiúde explosões de demagogia e mau gosto. Onde reside no seu
melhor sentido o espírito democrático? Onde o povo é elevado pela tradição e dignificado
pelo requinte nobiliárquico, ou onde é rebaixado com exibições de vulgaridade e
demagogia?
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quinta-feira, 29 de novembro de 2012
Democracia vai se extinguindo na União Europeia
A tendência de estender os poderes da União Europeia (UE), com pretexto de tirá-la da crise, caracteriza a “fase final” da destruição da democracia e dos estados nacionais, alertou Václav Klaus, presidente da República Checa, país membro da UE. Klaus foi um dos líderes do movimento que derrubou o comunismo em seu país e agora denuncia a UE, porque nela os países “vão se tornando uma província inexpressiva”. “É uma ironia da História” – acrescentou. “Nunca teria imaginado em 1989, que hoje estaria fazendo isto: pregar os valores da democracia”. Compreende-se por que muitos cidadãos europeus adotem o slogan “União Europeia = União Soviética”.
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Agência Boa Imprensa (ABIM)
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Austrália: Parlamento rejeita “casamento” homossexual
O Parlamento nacional australiano repeliu o projeto de “casamento” homossexual: 98 deputados votaram contra e 42 a favor. Foi significativo que o senador assumidamente homossexual Dean Smith votasse contra, justificando seu voto como “um honesto reconhecimento das características únicas e especiais da união chamada ‘casamento’” entre um homem e uma mulher. Os ativistas militantes homossexuais tinham ilusões com o estado da Tasmânia, mas ali o projeto foi também repelido. Os partidários do projeto alegavam que o “casamento” homossexual atrairia milhões de dólares em rendas turísticas. Os “casais” homossexuais sem continuidade familiar gastariam seus recursos materiais em divertimentos antes de acabar prematuramente suas vidas em virtude de maus hábitos contraídos.
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Agência Boa Imprensa (ABIM)
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sábado, 24 de novembro de 2012
As aves do céu e os lírios dos campos
Pe. David Francisquini (*)
Já revelei em outras ocasiões aos meus leitores o apreço que tenho pela vida campestre, a qual sempre nos remete à contemplação da arquitetonia do universo e aos ensinamentos de Jesus Cristo que estão contidos nas páginas dos Santos Evangelhos. Basta pensar na descrição tão poética quanto apropriada sobre as aves do céu e os lírios do campo.
Com a força física que lhe é própria, o homem prepara a terra e lança a semente, na esperança de tirar do seu trabalho o alimento material de cada dia. Com a sua força da vontade, ele deve procurar com afinco a luz, para entender a realidade mais profunda contida nas Sagradas Letras, haurindo assim sustento espiritual ao longo da vida terrena.
Ao falar assim da vestimenta que nos cobre e do alimento que nos sustenta, Nosso Senhor condena a inquietação que muitas vezes nos aflige quando nos entregamos ao desejo insaciável de riquezas. De si a riqueza não é má. Jesus Cristo apenas desaprova a inquietação, ou seja, a impaciência com a qual muitas pessoas procuram tais bens.
Quis Nosso Senhor nos instruir que não podemos servir ao mesmo tempo a dois senhores, a riqueza e a Deus. Nesse preceito se resume a conduta do homem neste vale de lágrimas: luta entre a luz e as trevas, entre o bem e o mal, entre o amor e o ódio; luta entre aqueles que pertencem à raça da Virgem e os que são da raça da Serpente.
Para Santo Agostinho, a Cidade de Deus é edificada no amor de Deus levado até ao esquecimento de si mesmo, enquanto a Cidade do Demônio é arquitetada sobre o amor de si mesmo até o esquecimento de Deus. Se colocarmos em primeiro lugar a cobiça dos bens terrenos, os sentidos ficarão destemperados, a inteligência obscurecida e abalada a nossa fé.
Deus toma exemplos inocentes – as aves do céu e os lírios dos campos – para introduzir no coração do homem valores mais altos. Ele fala dessas coisas para mover as almas no sentido de elevar os seus corações às sublimidades da vida divina.
Se Salomão com suas vestes foi superado pelas flores, ele que foi o mais rico dos reis, o que pensar de nós? Ponderam os Santos Padres que Salomão foi superado pelas flores em formosura não por um curto espaço de tempo, mas durante todo o seu reinado, para significar que nem um dia de Salomão superou as flores em beleza e esplendor.
Enquanto as roupas do rei Salomão eram tecidas por alguém que compreendia e conhecia a beleza dos trajes, o adorno com que Deus enriqueceu os lírios representa a claridade dos anjos dos Céus como luz reflexa da própria glória de Deus, sempre a nos inspirar a confiança de um dia estarmos igualmente revestidos dessa mesma luz.
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(*) Sacerdote da igreja do Imaculado Coração de Maria, Cardoso Moreira - RJ
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sábado, 17 de novembro de 2012
Rússia: bebês abortados transformados em cosméticos
A polícia russa encontrou 248 fetos humanos abortados em um bosque de Sverdlovsk, nos Urais. Elena Mizulina [foto], presidente da Comissão pela Família, Mulheres e Infância da Duma (Câmara russa), denunciou a existência de uma rede que comercializa esses fetos para a produção de cosméticos. Trata-se, segundo Mizulina, de corpos abortados além do prazo legal. “Todos os anos são praticados entre 5 e 6 milhões de abortos na Rússia, além do prazo autorizado pela lei”. As estatísticas oficiais falam de “apenas” 1,2 milhão de abortos anuais. Como na Rússia só nascem por ano 1,7 milhão de crianças – número insuficiente para repor a população –, o país vem se despovoando.
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Agência Boa Imprensa (ABIM)
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Filmes revelam horrores de genocídios chineses
O cineasta Wang Bing [foto] produziu dois filmes sobre os capítulos mais sinistros da revolução socialista chinesa: a) a campanha de 1957 contra os “direitistas”, que deportou centenas de milhares de chineses para campos de concentração onde os prisioneiros morriam como moscas, de frio, esgotamento e maus tratos; b) o chamado “Grande Salto Adiante”, em que a fome matou entre 20 e 30 milhões de pessoas. Até hoje está proibido na China falar desses massacres, descritos em termos idílicos pelas esquerdas do Ocidente. Os filmes de Wang Bing rompem esse sigilo criminoso. O extermínio de pessoas, onipresente na China, exige um meticuloso julgamento internacional.
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segunda-feira, 5 de novembro de 2012
Carta ao Papa, escrita por um ex-islamita convertido ao catolicismo
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| Mesmo perseguidos, católicos recebem a comunhão no Sudão, país de religião predominantemente muçulmana |
“Caro Papa: Acolhei no Vaticano os muçulmanos convertidos a Jesus”
(Mensagem do eurodeputado Magdi Cristiano Allam(*) ao Papa Bento XVI, publicada no “Il Giornale” de Roma em 15-10-12)
A ideia, que eu aceitei imediatamente com entusiasmo, é de Mohammed Christophe Bilek, franco-argelino que fundou a associação Notre Dame de Kabyla.
Através do site www.notredamedekabylie.net, ele promove uma missão para a conversão dos muçulmanos ao cristianismo por meio de um diálogo baseado na certeza da nossa fé e na exortação constante de Jesus: “Ide por todo o mundo e pregai o Evangelho a toda criatura” (Marcos 16:15-18).
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| Após o batizado (foto acima), Magdi Allam faz a Primeira Comunhão |
Em 2006, entrevistado pela [televisão] Al-Jazeera, o xeque Ahmad al-Qataani deu estes números: “A cada hora, 667 muçulmanos se convertem ao cristianismo. A cada dia, 16 mil muçulmanos se convertem ao cristianismo. A cada ano, 6 milhões de muçulmanos se convertem ao cristianismo”.
Falando ontem em Paris, Bilek disse que até na Arábia Saudita, berço do Islã e reduto dos dois principais lugares de culto islâmico, haveria 120.000 muçulmanos convertidos ao cristianismo.
Os dados de 2008 indicam que os muçulmanos convertidos somavam 5 milhões no Sudão, 250 mil na Malásia, mais de 50 mil no Egito, de 25 a 40 mil no Marrocos, 50 mil no Irã, 5 mil no Iraque, 10 mil na Índia, 10 mil no Afeganistão, 15 mil no Cazaquistão e 30 mil no Uzbequistão.
Estive em Paris neste fim de semana, para pronunciar uma palestra intitulada “A Europa e suas raízes face à perseguição da cristianofobia”, organizada pelas associações Tradição Família e Propriedade, presidida por Xavier da Silveira, e Chrétienté-Solidarité, fundada por Bernard Antony.
Era o dia seguinte ao anúncio da atribuição do Prêmio Nobel da Paz à União Europeia. Que escândalo, no momento em que a União Europeia está alinhada na Síria com os extremistas islâmicos que estão perpetrando ao pé da letra um genocídio contra os cristãos!
No fim da tarde, na praça em frente à igreja de Santo Agostinho, junto com um argelino berbere que também se converteu, participei de uma vigília de oração e solidariedade com os cristãos perseguidos.
Em meu discurso, ousei fazer esta previsão:
“Quanto mais vou adiante, mais olho em volta, mais valorizo tudo, mais estou convencido de que o futuro da civilização laica e liberal, da democracia e do Estado de Direito, vai depender de sua capacidade de tomar distâncias em relação ao Islã enquanto religião, sem discriminar os muçulmanos enquanto pessoas.E, imediatamente após a minha palestra, diante de 500 pessoas que testemunham a resistência do cristianismo, Bilek me fez o convite para promover uma associação que reúna os muçulmanos convertidos ao cristianismo em toda a Europa.
“Eis por que fico cada vez mais convencido de que seremos salvos pelos cristãos que fugiram da perseguição islâmica. Só quem já experimentou pessoalmente a tirania islâmica saberá convencer o Ocidente sobre a verdade do Islã.
“Aqueles que se mantiveram firmes na fé de Jesus Cristo derrotarão o Islã, salvarão o Cristianismo neste Ocidente descristianizado e salvarão nossa civilização. Obrigado, Jesus”.
Para mim, a ideia de ser classificado de “ex”-muçulmano verdadeiramente não me agrada. Sinto-me e quero ser considerado exclusivamente cristão, do mesmo modo que sou orgulhosamente italiano, embora de origem egípcia.
Mas faço meu o conteúdo da mensagem: é preciso dar à luz uma instituição que encoraje os muçulmanos a superarem o medo, para serem batizados publicamente, para viverem abertamente sua nova fé.
Nós dois estamos cientes de que o verdadeiro problema provém dos cristãos natos, porque eles são os primeiros a terem medo. São inúmeras as denúncias de muçulmanos que gostariam de receber o batismo, mas que sofrem a recusa de padres católicos, os quais não querem violar as leis dos países islâmicos que proíbem e punem com prisão — e por vezes com a morte — tanto quem faz o trabalho de proselitismo como quem incorre no “crime” de apostasia.
É paradoxal que enquanto as igrejas vão se esvaziando cada vez mais, a ponto de serem colocadas à venda e acabarem se transformando em mesquitas, a Igreja bloqueie a conversão de muçulmanos ao cristianismo.
É por isso que apelo ao Santo Padre: acolha no Vaticano os convertidos ao cristianismo, a fim de enviar uma mensagem forte e clara a todos os pastores da Igreja em favor da evangelização dos muçulmanos. Serão eles que nos libertarão da ditadura do relativismo religioso que nos obriga a legitimar o Islã, que restaurarão entre nós a fé sólida na verdade em Cristo, e que salvarão a nossa civilização laica e liberal que, gostemos ou não, está baseada no cristianismo.
(*) Magdi Cristiano Allam: Nascido no Cairo (Egito) em 1952, de pais muçulmanos, Magdi Allam estudou com os padres salesianos. Emigrou em 1972 para Roma, onde se licenciou em sociologia pela Universidade La Sapienza. Trabalhou nos jornais “Il Manifesto”, “La Repubblica”, foi vice-diretor do “Corriere della Sera”. Considerado um dos muçulmanos mais influentes da Europa, recebeu ameaças de morte por suas posições contrárias ao terrorismo islâmico. O conceituado jornalista é autor de uma dezena de livros. Estudou longamente o Cristianismo e convenceu-se de sua veracidade. Em 23 de março de 2008, durante a cerimônia da vigília pascal, recebeu na Basílica de São Pedro o batismo das mãos do Papa Bento XVI — ocasião em que acrescentou Cristiano a seu nome. Sua conversão ao catolicismo teve repercussão mundial. Atualmente, o ex-islamita é deputado do Parlamento Europeu e preside o movimento político, por ele fundado em 2011, Io Amo l´Italia (Eu amo a Itália).
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