segunda-feira, 25 de julho de 2011

AS “NETAS DE DEUS” (II)



Pe. David Francisquini (*)

Sempre com fundamento na doutrina católica, damos hoje prosseguimento à matéria sobre a liceidade da veneração de imagens a partir da vinda à Terra do Filho de Deus, encarnando-se no seio virginal de Maria Santíssima. Segundo São João Damasceno, Aquele que era e é invisível para nós se torna assim visível.

Com efeito, prossegue o Padre oriental da Igreja, uma das grandes figuras do cristianismo não só da época em que viveu (séc. VII e VIII), mas de todos os tempos: “Aquele que é puramente espiritual se torna carne e vive entre nós. É o instrumento que Deus nos deu para nossa redenção e salvação”.

Esta nova aliança com o gênero humano, Deus a quis selar tornando-se Ele próprio membro integrante desse gênero pela união hipostática.

Cientistas analisaram a mortalha com que Cristo fora envolvido no Santo Sepulcro, conhecida como Santo Sudário de Turim [foto]. Nela se encontra portentosamente a figura do divino corpo. As chagas nele impressas são de tal modo visíveis, que escultores puderam talhar em madeira uma reprodução exata de Cristo morto e pregado na cruz.

Numa época como a nossa, adiantada em conhecimento técnico e científico, mas decadente e sem fé, as descobertas no Santo Sudário vieram confirmar tudo aquilo que fora narrado nas Sagradas Escrituras: Cristo padecendo e morrendo por nós, mostrou ao mundo inteiro que Ele quis nos deixar a sua figura sagrada impressa naquele tecido.

Ainda na Paixão, o gesto de coragem e dedicação de Verônica [pintura ao lado] ao enxugar o rosto de do Divino Redentor foi recompensado com a impressão miraculosa de sua santa Face na toalha. Todas as relíquias da Paixão — a Santa Cruz, os cravos, a coroa de espinhos — merecem atos de adoração por pertencerem ao Homem-Deus, a segunda pessoa da Santíssima Trindade.

O culto de latria, ou de adoração, é prestado somente a Deus. Aos santos são prestados cultos de dulia, ou seja, culto de veneração, de homenagem feita ao próprio santo por ser amigo de Deus. E o culto que se presta a Virgem Santíssima é o de hiperdulia, pelo fato de ser Ela a mãe de Deus por obra do Espírito Santo.

Lembramos mais uma vez que não existe na Igreja adoração de imagens de santos, da Santíssima Virgem, e nem mesmo de Nosso Senhor Jesus Cristo. Nós católicos as veneramos, as tratamos com respeito, rendemos-lhes as devidas homenagens, porquanto elas nos animam e nos incentivam na fé, na devoção e na piedade.

Se precisarmos falar com um chefe de Estado, o expediente mais simples consiste o mais das vezes em fazê-lo através de um de seus ministros, ou mesmo de um amigo próximo dele, para assim alcançarmos o mais rapidamente possível o almejado.

Analogamente, ao rezarmos diante de uma imagem de determinado santo, nós o focalizamos enquanto amigo e intercessor junto a Deus. No Ritual Romano, a Igreja tem bênçãos especiais para que tais objetos se tornem sagrados.

Deixo mais uma vez a promessa de voltar ainda ao assunto na primeira ocasião.
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(*) Sacerdote da igreja do Imaculado Coração de Maria, Cardoso Moreira - RJ

domingo, 10 de julho de 2011

Megalópoles de pesadelo planejadas por Pequim


Pequim visa criar até 2020 uma megalópole – o Delta do Rio Pérola – que fundirá nove cidades e ocupará 42.000 km². Essa gigantesca futura cidade será maior que a Suíça e terá 45 milhões de habitantes. O conjunto poderia ser superado pela megalópole que amalgamaria Pequim e Tianjin, atingindo 260 milhões de habitantes, 36% mais que a população brasileira. Nesses aglomerados o indivíduo ficará reduzido a um grão de areia, valor que o comunismo chinês atribui às pessoas. Os planejadores marxistas já construíram a megalópole interiorana de Kangbashi [foto], na fronteira com a Mongólia. Foram gastos mais de 160 bilhões de dólares em prédios futuristas, com avenidas, museus, teatros e até um autódromo. Mas em Kangbashi ninguém quer ir morar e hoje ela não passa de uma cidade fantasma...
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Agência Boa Imprensa

Onda de revoltas alastra-se pela China vermelha


A ditadura chinesa passou dificuldades para recuperar o controle das ruas de Cantão (Guangzhou), centro industrial do sudeste, após um fim de semana de protestos populares. Na semana precedente, enfrentamentos entre operários e a repressão socialista ocorreram também em Chaozhou, a 340 quilômetros de Cantão. “Uma pequena faísca pode fazer explodir tudo”, escreveu Geoffrey Crothall, analista do “China Labor Bulletin”, de Hong Kong. Apenas em 2010, os motins populares ultrapassaram 130 mil (em 2006 foram 60 mil). A população está revoltada devido às limitações impostas aos seus anseios pelo direito de propriedade particular e melhores salários.
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Agência Boa Imprensa

China: escravos explorados para jogos virtuais


Prisioneiros chineses são obrigados a jogar videogames até desmaiarem, a fim de angariar dinheiro para o regime, denunciou o diário britânico “The Guardian”. No Ocidente, o jogador crê estar jogando com outro cidadão que procura entretenimento. Na China comunista, por trás do nome fictício, há um escravo submetido às violências dos carcereiros. Liu Dali, prisioneiro numa mina de carvão, contou que os trabalhadores forçados que não atingiam a quota estabelecida sofriam sovas e torturas físicas. “Ficávamos jogando até não conseguirmos enxergar mais nada”, disse. Que contas prestarão a Deus aqueles que, no Ocidente, por um prazer passageiro contribuem para manter esse cruel sistema de exploração de seres humanos?
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Agência Boa Imprensa

quarta-feira, 6 de julho de 2011

PESADELO CHINÊS


Hélio Dias Viana (*)

Se os pesadelos fossem só um fenômeno individual, a vida não seria tão difícil; mas quando eles se tornam coletivos, aí a coisa de fato se complica.

Se a falta de trabalho pode causar insônia, trabalho em excesso geralmente causa pesadelo. Quanto mais se o excesso não for voluntário, mas exigência de um patrão desalmado, que mantém seus empregados em regime de trabalho escravo!

E, entretanto, somos obrigados a conviver cada vez mais com produtos de um país cuja população inteira vive em constante pesadelo: a China. Sem nos darmos conta de que tais produtos provêem do suor de pessoas que são privadas de trabalhar livremente, de receber justo salário, e cuja parcela católica – por exemplo – não goza de liberdade de culto!

Ao mesmo tempo, nossos governos tratam com os ditadores chineses com a mesma naturalidade com que se entendem com os dirigentes de qualquer país democrático. E vão permitindo que o dragão amarelo vá deitando cada vez mais seus tentáculos em atividades que freqüentemente comprometem a própria segurança interna de seus respectivos países.

É o que, por exemplo, acaba de suceder na Grécia. Para “salvá-la” da crise, a China literalmente aportou ali, adquirindo o importante Porto de Pireu (ela já comprara, bem próximo de nós e entre muitos outros, um porto no Peru. Só para falar de portos...). Ela já se ofereceu para “salvar” da crise outros países civilizados, entre eles a Espanha, que vão assim ficando na sua dependência.

É também sabido que no Brasil a cobiça chinesa se tem feito sentir de modo preocupante, tanto pela conivência de nossos dirigentes como pela falta de atenção da opinião pública, desinformada ou distraída, muitas vezes com coisas secundárias.

Precisamos estar vigilantes. Enquanto o mundo oficial de inúmeros países faz todo tipo de mesuras e concessões à China, nosso próprio direito de conhecer o que ali se passa está sendo cerceado pelo seu regime opressor; publicações que denunciam a verdadeira realidade chinesa são proibidas. É o caso, por exemplo, do blog Pesadelo chinês (www.pesadelochines.blogspot.com), cuja leitura recomendo vivamente. Conselho que infelizmente não pode ser dado às populações de Pequim, Shangai ou Guangzhou... O leitor entenderá por quê.
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(*)  Hélio Dias Viana é colaborar da ABIM

sexta-feira, 1 de julho de 2011

AS “NETAS DE DEUS”

Moeda, conhecida como “Luis de ouro” (tesouro de Notre Dame), com a efígie do rei São Luis IX (séc. XIII)
Pe. David Francisquini (*)

Assim como se cunham moedas para distinguir e enobrecer personagens ilustres, ou ainda para ressaltar acontecimentos históricos e simbólicos da ordem temporal, com todo o propósito podem-se esculpir ou pintar imagens daqueles que se distinguiram pela virtude e santidade na ordem espiritual.

A sã filosofia nos ensina que sendo o homem composto de corpo e alma, nenhuma idéia ou imagem chega à sua inteligência sem antes passar pelos sentidos. Com esse pressuposto, a pedagogia católica não encontrou melhor maneira de lembrar e perpetuar a santidade de uma pessoa do que a retratando através de sua pintura ou escultura.

Por exemplo, quanto mais requintada for uma pintura ou escultura representando as três pessoas da Santíssima Trindade tanto maior será a idéia que o homem poderá fazer delas — dentro, evidentemente, do limite da compreensão humana do incompreensível. E, guardadas todas as abissais proporções, análoga lembrança poder-se-á aplicar também aos filhos justos e modelares do Criador.

Como conhecer um justo nesse mundo? — Aquele que segue ou procura seguir estritamente a vontade de Deus. São José, por exemplo, foi qualificado pelas Escrituras como varão justo. Outros personagens se distinguem de tal modo na prática amorosa da Lei Santa que se tornam amigos íntimos de Deus, luzes reflexas do próprio Deus.

Em sua sabedoria infinita, o Onipotente enriqueceu a natureza com uma grande variedade de seres, cada qual retratando uma de suas facetas. Isso para que tais seres não apenas atendessem aos divinos desígnios, mas ainda visando servirem de constante convite ao homem, no sentido de se elevarem à Causa das causas. E assim conhecer, amar e servir a Deus neste mundo.

A pintura e a escultura — “netas de Deus”, na linguagem de Dante Alighieri — são produtos da inteligência humana que ao enriquecerem com sua beleza os templos sagrados concorrem para o incremento da piedade e da devoção dos fiéis, elevando-os a Nosso Senhor.

Quando moldadas pela piedade e pelo bom espírito, tais obras ficam impregnadas de bênçãos, atuando às vezes por obra do Espírito Santo no íntimo dos corações dos pecadores e movendo-os a mudar de vida.

O próprio Templo de Jerusalém — a Casa de Deus por excelência no Antigo Testamento — era adornado por inspiração divina com uma enorme diversidade de símbolos: palmeiras, a Arca da Aliança [pintura ao lado], as Tábuas da Lei, a vara de Aarão, os querubins, e tantas outras figuras para lembrar a vinda do futuro Salvador do mundo.

Inclinados infelizmente à idolatria, os hebreus recorriam com frequência a esta prática criminosa erigindo e cultuando criaturas em lugar de Deus. Preocupada com a idolatria e mesmo com o panteísmo do povo escolhido, a pedagogia divina no Antigo Testamento tomara todo o cuidado para evitar que as almas fossem influenciadas por tal concepção errônea.

Sendo Deus invisível, absoluto, transcendente, puramente espiritual, dotado de inteligência perfeitíssima e de vontade santíssima, era de certo modo inacessível ao povo hebreu. Daí decorria para eles, de um lado, a necessidade psicológica de confeccionar imagens, e de outro, a proibição de o fazerem, a fim de evitar a idolatria, prática comum no Antigo Testamento.

Com fundamento na doutrina da Santa Igreja e nos seus santos, pretendo no próximo artigo justificar a confecção de imagens a partir da vinda de Nosso Senhor Jesus Cristo.

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(*) Sacerdote da igreja do Imaculado Coração de Maria, Cardoso Moreira - RJ

terça-feira, 14 de junho de 2011

A visão de um eurocético sobre a “Desunião Européia”


Heitor Abdalla Buchaul (*)

No dia 31 de maio último, a sede da Federação Pro Europa Christiana recebeu em Bruxelas o deputado europeu Nigel Farage [foto abaixo]. Conhecido por seu discurso polêmico, o parlamentar britânico é líder do partido independente UKIP e presidente do Grupo “Europa pela Liberdade e Democracia”, no Parlamento Europeu.

Farage vem denunciando a verdadeira mudança nas concepções do que foi a base para a formação da União Européia: “Nossa raiva não é contra a Europa. É contra a nossa classe política. Foram eles que nos trouxeram para uma união política sem nunca terem clarificado as suas intenções. Naquilo que foi vendido à geração dos meus pais, a união era um mercado interno, era apenas comércio, e a nossa soberania não seria posta em causa. Mudou tudo rapidamente e nunca nos pronunciamos sobre isso”.

A apresentação do conferencista foi feita pelo Duque Paul von Oldenburg, que salientou o apreço de Nigel Farage pela Europa com toda a sua diversidade de tradições e a preocupação de a União Européia se transformar numa “segunda edição da União Soviética”.

O deputado ataca amiúde o falseamento da democracia na União Européia, pois na verdade uma Comissão não eleita é responsável por mais de 75% das leis: “A união esvaziou o Conselho da Europa. Mas note as diferenças do processo: de um lado, no Conselho, os governos, diretamente responsáveis perante os eleitores, podem tomar decisões de forma cooperante; do outro lado, temos governos que abdicam de determinados poderes e os delegam a terceiros, não eleitos, que produzem legislação que depois chega aos Estados. É a cooperação versus assimilação, dois conceitos absolutamente diferentes”.

Na opinião de Farage, os políticos europeus são uma classe profissional formada por pessoas “que nunca tiveram emprego: nunca foram soldados, nem homens de negócios, nem sequer jornalistas; são um grupo de universitários esquerdistas que começam a fazer investigação nas instituições europeias e acabam em carreiras políticas. Francamente, não são muito mais que parasitas”.

Por ser tão politicamente incorreto o conferencista é chamado de “populista” pelos seus detratores, ao que ele responde: “Martin Schultz, líder dos socialistas europeus, depois do ‘não’ irlandês disse que a Europa não deveria ceder ao ‘populismo’. Para Schultz, representante de um grupo tão poderoso na Europa, a palavra ‘democracia’ e a vontade natural passaram a ser sinônimo de ‘populismo’”.

O público presente à conferência ficou muito entusiasmado, prolongando-a com interessantes perguntas. Como é tradição, foi servido depois um cocktail, durante o qual os convidados conversaram longamente sobre o futuro da Europa.
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(*) Heitor Abdalla Buchaul é colaborar da ABIM

domingo, 12 de junho de 2011

Ideologia do gênero inspira os manuais escolares franceses. Opinião católica reage.


Atilio Faoro

O Ministério da Educação da França introduzirá, a partir de setembro de 2011, nas aulas dos cursos secundários de ciências naturais, a chamada teoria do gênero que nega a diferença biológica entre os sexos masculino e feminino.

No capítulo intitulado “Tornar-se homem ou mulher?” o programa do Ministério menciona explicitamente essa teoria contrária ao ensinamento católico e ao direito natural, pois considera que a identidade masculina e feminina é uma orientação. Os manuais escolares que começam a chegar nos estabelecimentos escolares já a incluem como matéria curricular.

As reações da opinião católica foram imediatas. O secretariado do ensino católico da França, através de seu porta-voz Claude Berruer, enviou no dia 27 de maio uma carta de alerta a todos os responsáveis diocesanos sobre o perigo desta teoria “que se difunde no nosso meio”. Segundo Claude Berruer, “ou se nasce mulher ou homem, ninguém é um ser indiferente sexualmente no seu nascimento”.

Em Avinhão, importante cidade do Sul da França, Thierry Aillet, diretor diocesano do Ensino Católico, declarou que é “seu dever convocar uma verdadeira resistência contra esta vontade perversa do Ministério da Educação de impor aos nossos alunos o ensino de uma teoria antimoral e de fazer tábula rasa da moral natural”. De sua parte, a Associação das Famílias Católicas enviaram uma carta aberta ao Ministro de Educação Luc Chatel e organizam uma petição de protesto.

O que é a ideologia do gênero? Por que ela é contrária à doutrina católica e ao direito natural?

A teoria do gênero é uma ideologia baseada na doutrina marxista da luta de classes. No caso, seria uma luta entre o homem e a mulher, uma luta entre os sexos masculino e feminino. Assim, abre-se o caminho para livrar a sociedade das normas heterossexuais e para a aceitação das condutas homossexuais.

Segundo esta ideologia, é preciso “desconstruir” tudo o que pode lembrar as normas de uma sociedade fundada sobre a diferença sexual: não falar mais do papel do pai, da mãe, do casamento e da filiação resultante de relações biológicas.

A “família social” seria privilegiada em função da família biológica. Em certos países, como a Espanha, fala-se em “progenitor 1” e de “progenitor 2”. No Canadá, o Código Civil retirou as palavras “pai” e “mãe” e as substituiu pela estranha e confusa noção de “fornecedor de forças genéticas”.

domingo, 5 de junho de 2011

O anjo da guarda, nosso melhor amigo

Pe. David Francisquini *

Ao criar o homem com corpo e alma — com idéias, desejos e sentidos —, Deus o dotou de qualidades e perfeições para que fosse o rei da criação animal, vegetal e animal. Contudo, tendo nossos primeiros pais sido induzidos pela serpente a comer o fruto proibido para se tornarem iguais a Deus, romperam com Ele e trocaram o Paraíso terrestre pelo vale de lágrimas.

A Escritura Sagrada mostra o efeito desastroso daquele pecado de orgulho e desobediência, conhecido como pecado original: “Disse (Deus) à mulher: multiplicarei os teus trabalhos e, em teus partos, com dor darás à luz os filhos.


“E disse a Adão: porque destes ouvidos à voz da tua mulher, e comeste da árvore, de que eu te tinha ordenado que não comesses, a Terra será maldita por tua causa; tirarás dela o sustento com os trabalhos penosos todos os dias da tua vida.


“Ela te produzirá espinhos e abrolhos, e tu comerás a erva da terra. Comerás o pão com o suor do teu rosto, até que voltes à terra, de que fostes tomado; por que tu és pó e em pó hás de tornar”. (Gn, III, 16 e ss.)

Dificilmente poderia a humanidade salvar-se nessa nova situação, pois o castigo que a partir de então pairou sobre ela poderia levá-la à revolta e ao desespero. Mas o Deus de justiça é também o Deus de bondade. Utilizou-se de sua infinita misericórdia e prometeu socorrer o gênero humano através de um futuro Redentor.

E amaldiçoou a serpente: “Porei inimizade entre ti e a mulher, entre a tua descendência e a descendência dela e Ela te esmagará a cabeça, e tu armarás traições ao seu calcanhar”. Por isso mesmo, o homem sempre foi alvo da fúria e perseguição do demônio.

Ai de nós, degredados do Paraíso, se não fosse o auxílio constante de Deus, de sua Mãe Santíssima, dos anjos e dos santos! Sucumbiríamos sob o peso de nossos pecados. Os Livros Sagrados sempre nos apresentam os anjos vindo em socorro e defesa do gênero humano.

Este mesmo Deus, que expulsou com toda a justiça nossos primeiros pais do Paraíso, ofereceu-se em holocausto para salvar cada homem, para salvar este homem que sou eu! Fez-nos herdeiros d’Ele e de todo seu tesouro. Para velar sobre cada um de nós, deu-nos um anjo protetor que se chama anjo da guarda.

Ele nos foi dado para nos proteger nesta Terra e nos conduzir ao Céu. “Porquanto mandou aos anjos acerca de ti, que te guardem em todos os teus caminhos” (Sl. 90, 11). Os espíritos celestes que louvam e servem a Deus, também nos amam e nos querem bem, intercedem por nós e nos protegem a alma e o corpo.

O anjo da guarda é o anjo que Deus concedeu a cada um de nós, “Vede, não desprezeis nenhum destes pequeninos: porque, digo-vos, os seus anjos no Céu vêem incessantemente a face de meu Pai” (Mt XVIII, 19).

Retornarei ao tema proximamente.
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(*) Sacerdote da igreja do Imaculado Coração de Maria, Cardoso Moreira - RJ

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Reims celebra os 800 anos de sua catedral

Gabriel J. Wilson

A cidade de Reims (França) está comemorando os oito séculos de sua belíssima catedral com festividades religiosas e civis, além de apresentações culturais que se desenrolam de 6 de maio a 23 de outubro de 2011.

Em 6 de maio de 1211, o Arcebispo Aubry de Humbert colocava a pedra fundamental da atual catedral de Reims. No mesmo dia, em 1210, um incêndio devastador destruíra parcialmente a cidade, atingindo a catedral anterior.

O essencial do monumento que hoje admiramos só ficou pronto em 1275, recebendo novos acabamentos e enfrentando novos desgastes, inclusive um incêndio da estrutura do teto (charpente) em 1481. Alguns detalhes do projeto inicial tiveram de ser abandonados e na guerra de 1914-18 os alemães a bombardearam impiedosamente, destruindo todo o teto e todos os elementos mais frágeis. Foram necessários 20 anos de árdua reconstrução e restauração das partes danificadas, muitas das quais podem ser vistas no Museu do Tau, antigo palácio arquiepiscopal, contíguo à catedral.

No dia 15 de maio p.p. celebrou-se a Missa solene comemorativa dos 800 anos da catedral medieval, construída sobre os fundamentos das catedrais anteriores. Na nave central, uma pedra assinala: “Aqui São Remi batizou Clóvis, rei dos francos”.

São Remi (ou Remígio) era então Arcebispo de Reims. Além de Clóvis, ele batizou 3.000 de seus guerreiros no dia de Natal de 498. São Remi disse então, ao rei franco, as célebres palavras referentes ao paganismo: “Queima o que adoraste, adora o que queimaste”.

O rei fora convertido por sua esposa, Santa Clotilde. Quando enfrentara os alamanos, dois anos antes, na lendária batalha de Tolbiac (em alemão Zülpich, perto de Colônia), Clóvis pediu ajuda “ao Deus de Clotilde” que lhe deu a vitória. Foi então que teria decidido converter-se.

Conta-se que durante o batismo uma pomba desceu do céu trazendo uma ampola que continha um óleo, utilizado para a unção do rei. Essa ampola foi destruída pelos facínoras na Revolução Francesa, restando hoje apenas algumas gotas, conservadas na basílica de São Remi.

Mais tarde tornou-se tradição os reis se fazerem sagrar em Reims. Na atual catedral foram sagrados nada menos que 25 reis de França: de Luís VIII e seus filhos São Luís IX (1223 e 1226) a Luís XVI e Carlos X (1775 e 1825). Uma das sagrações mais célebres foi a de Carlos VII, em 1429, conduzido ao trono por Santa Joana d’Arc, presente no ato.

Apesar de seu projeto não ter sido inteiramente realizado, a catedral de Reims é das mais belas da França e da Europa. Viollet-le-Duc, o gênio da restauração medieval no século XIX, pensava em concluir as torres da catedral com suas agulhas apontando para o céu. Não foi possível.

De qualquer forma, a catedral é uma verdadeira jóia, figura da Jerusalém celeste, que nos convida ao desprezo das banalidades deste mundo para contemplar as belezas inefáveis do paraíso celestial.

sábado, 28 de maio de 2011

Lourdes: novo milagre reconhecido pela Igreja

O francês Serge François [foto], 56 anos, perdera parcialmente o uso da perna esquerda, devido a uma hérnia de disco, e somente injeção de morfina aliviava-lhe as dores. Mas em 12 de abril de 2002, após rezar na Gruta de Lourdes e beber água da sua fonte, ficou curado. Em ação de graças, ele empreendeu a pé uma peregrinação de 1570 km, de Angers até o santuário de Santiago de Compostela (Espanha). O bispo de Angers, D. Emmanuel Delmas, reconheceu “publicamente” sua inexplicável cura. Trata-se do 68º milagre de Lourdes reconhecido oficialmente pela Igreja. Desde as aparições de Nossa Senhora em 1858, a medicina constatou mais de 7.000 curas inexplicáveis. Menos de 1% desses casos foi reconhecido canonicamente como milagre. Só o bispo da diocese do miraculado pode fazê-lo. A cada ano iniciam-se em Lourdes 40 novos processos de apuração de milagres.
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Agência Boa Imprensa

Internet é “tobogã” para ataques diabólicos

Sacerdotes, psicólogos, médicos, advogados e especialistas que participam de curso sobre o exorcismo em Roma alertam: o acesso a novas tecnologias facilita a aceitação das seitas satânicas e do culto ao demônio. O perigo é grave no caso de jovens frágeis ou que vivem em dificuldades. O porta-voz da Universidade Regina Apostolorum, Carlo Climati, definiu o satanismo como um paroxismo de relativismo: “Uma espécie de sociedade ao revés, onde o bem vira mal e o mal vira bem”. O padre exorcista Gabriele Nanni disse que mesmo pessoas curiosas ou à procura de distração que visitam sites de práticas satânicas e ocultismo apenas para conhecer sem desejá-lo, “sofrem ataques do demônio”. A alavanca principal que os impulsiona a cair nos sites perigosos é a moda, e a Internet funciona como instrumento perfeito para as potências infernais.
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Agência Boa Imprensa

China falsificou em grande escala moedas de euro alemãs

A China aplicou golpe multimilionário na Alemanha, reaproveitando ilegalmente toneladas de moedas retiradas de circulação pelo Bundesbank – o Banco Central alemão. As moedas de 1 e 2 euros, semelhantes às de 1 real, tinham apenas seus anéis externos separados da parte interior. A sucata era vendida à China para reciclagem, de modo “ecologicamente correto”. Mas na China as moedas eram remontadas, reenviadas à Alemanha e trocadas por notas no próprio Bundesbank! Entre 2007 e 2010, esse “negócio da China” teria causado um prejuízo de pelo menos 20 milhões de euros. Falsificar moeda é um delito que existe desde que existe moeda. Porém, as falsificações chinesas correspondem a uma política geral, comercial e econômica, que seria inviável sem a ingenuidade — ou cumplicidade — ocidental.
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Agência Boa Imprensa

terça-feira, 17 de maio de 2011

À procura de almas — II



Pe. David Francisquini (*)

Cumpro a promessa feita e retomo o tema da procura de almas em nossos campos — hoje tão desfigurados em relação a um passado não muito remoto — em que patrões e empregados viviam normalmente em perfeita harmonia na troca amistosa de bons ofícios do compadrio reinante. Tal concórdia não era fruto espontâneo da natureza, mas da fé religiosa que a todos iluminava.

No Brasil, dada à situação em que vive infelizmente a maior parte das pessoas que se mudou para as cidades, os pais deixaram de ensinar o catecismo e a história sagrada a seus filhos, pois nem eles mesmos dão exemplo de vida religiosa, temperante e temente a Deus. Confinados em casas populares, sofrem pressão do ambiente para limitar o número de filhos.

Os pretextos para essa nossa atitude se encontram numa “cartilha” na qual os novos citadinos “aprendem” que a vida se tornou implacável e não comporta mais uma prole numerosa a ser educada e alimentada. Enquanto moravam no campo eles usufruíam da fartura de alimentos, da largueza retratada no espaço, além do ganho, resultando em bem-estar, tranqüilidade e alegria de situação.

Contudo, ninguém está disposto a trocar a vida — ainda que precária — da cidade pela vida temperante do campo, levando em conta todas as condições de conforto da cidade. O vazio de nosso interior, até há pouco estuante de vida e símbolo de abundância e fertilidade, constitui eco das desastradas políticas que resultaram no enorme êxodo rural.

Enquanto pastor e orientador de almas, não creio poder inocentar de culpa os promotores de tal política. Com justa razão contestam os proprietários rurais essa política agrária, que protege os ditos sem-terra, oferecendo-lhes toda sorte de regalias, enquanto aqueles que têm vocação para a agropecuária ficam abandonados e até ameaçados.

Um ruralista autêntico reclamou em conversa recente que trabalha mais para o governo de que para seu próprio sustento. Alega ter se tornado praticamente um concessionário do Estado e não mais um legítimo proprietário. A todo o momento recebe visitas de órgãos governamentais para cobrar isso ou aquilo, além de lhe impor mil e uma obrigações sem nenhuma contrapartida.

A figura do proprietário vai desaparecendo em detrimento da figura de mero concessionário do Estado. Qual um deus laico e impostor, o Estado apresenta-se como onisciente, onipotente e onipresente ao querer saber de tudo, abarcar tudo e controlar tudo.

Outro camponês lembrou-me a figura do chupim — pássaro símbolo da preguiça, da depredação e do aproveitador — que ao “chupar” os ovos do tico-tico e botar lá os seus, faz com que o tico-tico os incube para ele, além de criar seus filhotes, alimentando-os por longo período. Só depois de adultos os novos chupins vão sair da tutela do tico-tico para praticar as costumeiras patifarias.

Vai celeremente desaparecendo a verdadeira liberdade dos filhos de Deus. A ferrenha “escravidão” imposta pelo Estado tende a aumentar dia-a-dia o desânimo entre os produtores rurais, e também urbanos, obrigados tanto uns como os outros a carregar nas costas máquina estatal cada vez maior.

A classe média dá mostras de cansaço, e, sem desmerecer a nobreza do legítimo funcionalismo público, o que vemos são filas sem-fim para concursos a um cargo municipal, estadual ou federal. Afinal, todos querem fazer parte da nova “aristocracia”, semelhante à nomenklatura, que pouco produz e leva a maior parte dos frutos e esforços de quem trabalha.

Com a livre iniciativa cerceada, as mentalidades vão mudando a ponto de quase todos reclamarem da presença do Estado na solução dos problemas do cotidiano: na segurança, na saúde, na educação, enfim, na solução de todos os problemas, inclusive na eliminação da pobreza. A consequência disso só pode conduzir a população ao acomodamento e ao torpor das individualidades.

Ao promover o bem comum, o Estado jamais poderá ser um fardo para a sociedade. Seu papel é criar condições para que os indivíduos desenvolvam seus talentos e contribuam para o sadio progresso da Nação, e não como estamos assistindo atualmente no Brasil. Por ocasião das eleições, jornais noticiaram que os “dependentes” do Estado seriam capazes de eleger o presidente.

O que me faz levantar uma pergunta: Que autenticidade tem uma democracia baseada nesses termos?

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(*) Sacerdote da igreja do Imaculado Coração de Maria, Cardoso Moreira - RJ

terça-feira, 10 de maio de 2011

Campanha anti-aborto — abaixo-assinado pela vida inocente desde a fecundação até a morte natural


Paulo Roberto Campos

O Instituto Plinio Corrêa de Oliveira está promovendo uma importante campanha com o objetivo de garantir o fundamental direito à vida — negado por organizações abortistas que se vangloriam de defensoras dos propalados “direitos humanos”.

Trata-se de uma campanha de coleta de assinaturas a favor da introdução na Constituição do Estado de São Paulo de emenda defendendo a vida inocente desde a fecundação até a morte natural. Assim, dificultar-se-á a legalização do aborto e da eutanásia, pois tais práticas, se tipificadas como crime, serão colocadas no mesmo patamar de qualquer atentado contra a vida humana.

Pela Constituição do Estado de São Paulo (art. 22 §4º), é possível apresentar uma PEC (Projeto de Emenda Constitucional) de iniciativa popular, desde que se obtenha a aprovação de 1% do eleitorado do Estado (aproximadamente 300 mil assinaturas válidas). Com a ajuda da Providência Divina e o esforço de todos, poder-se-á obter uma cifra ainda maior.

A fim de que essa campanha alcance o maior resultado possível, convidamos os correspondentes da Agência Boa Imprensa a participar dessa ação, pedindo-lhes que estendam esse convite a seus respectivos leitores.

Para subscrever o abaixo-assinado basta um click no seguinte link: www.saopaulopelavida.com.br 

Para melhor conhecer a iniciativa, recomendamos o site: http://www.ipco.org.br/home/




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PS: Para participar desse abaixo-assinado virtual é necessário possuir Título Eleitoral do Estado de São Paulo. Os que não o possuírem poderão auxiliar divulgando essa iniciativa entre seus conhecidos paulistas. Caso se alcance êxito no Estado de São Paulo, haverá mais facilidade para obter aprovação análoga em outros estados, e depois na própria Constituição Federal. Será uma grande vitória na luta contra a matança de inocentes no Brasil, e que poderá influenciar movimentos análogos no exterior.

quarta-feira, 4 de maio de 2011

A “bela primavera” descansou em Deus


Helio Dias Viana (*)

Oriunda de estirpes de alta linhagem e célebre pela ferrenha oposição que ofereceu ao comunismo no Vietnã, aos 86 anos faleceu piedosamente em Roma a indômita Madame Ngô Dinh Nhu [foto acima, no centro], cujo nome de solteira – Tran Xuan – significa “bela primavera”. Ela contava 86 anos. Era Domingo da Páscoa, na bela primavera européia.

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Continuam as perseguições aos cristãos no mundo islâmico

Missa pelo repouso da alma de Shahbaz  Bhatti, o único ministro católico do governo  paquistanês, assassinado pelo terrorismo islâmico

Heitor Abdalla Buchaul (*)

Vivemos numa época em que as palavras paz, amor, compreensão são banalizadas, esquecendo-se seu significado nobre e profundo, enquanto todos os erros, imoralidades e pecados são justificados. Ao mesmo tempo, a grande mídia e os órgãos políticos internacionais parecem fechar os olhos para a escalada da perseguição contra os cristãos no mundo islâmico.

É neste contexto que no último sábado, dia 30 de abril, uma turba de muçulmanos atacou uma escola dirigida por missionários cristãos no Paquistão, destruindo seus móveis e causando diversos outros danos materiais. Os manifestantes, que diziam estar agindo contra uma suposta “profanação” do Alcorão, eram mais de 500 e tencionavam fazer o mesmo em uma igreja na localidade de Lahore, no centro do país, mas foram impedidos pela polícia.

Anteriormente, no dia 2 de março, em plena luz do dia e após receber diversas ameaças de morte, foi assassinado Shahbaz Bhatti, de 42 anos [foto], o único ministro católico do governo paquistanês. Seu crime? Opor-se à lei islâmica da blasfêmia que castiga com pena de morte quem ofender o Alcorão. Fato análogo aconteceu em janeiro com Salman Taseer, governador do Punjab, morto por um dos seus guarda-costas.

A lei da blasfêmia fora alegada no famoso caso de Asia Bibi [foto], católica condenada à morte naquele país. Em 2009, após discutir com colegas de trabalho que tentavam pervertê-la ao islamismo, ela lhes respondeu com estas corajosas palavras: “Jesus está vivo, mas Maomé está morto; nosso Cristo é o verdadeiro profeta de Deus”. Ela está presa desde então, aguardando a sentença, mas ficou muito doente devido às péssimas condições de higiene da solitária em que foi alojada.

segunda-feira, 25 de abril de 2011

PRÊMIO NOBEL DA QUINTA-COLUNA


Helio Dias Viana (*)

O jornal madrilense “El País” (21/04/2011) informa que durante entrevista em Buenos Aires, o escritor peruano Mario Vargas Llosa, Prêmio Nobel de Literatura de 2010, declarou que votará “sem alegria e com muitos temores” no candidato de esquerda Ollanta Humala, fazendo um apelo aos peruanos a secundá-lo.

E acrescentou: “Minha esperança é que o que o candidato Humala diz agora seja verdade”.

quinta-feira, 21 de abril de 2011

Façam soar as trombetas!

Sepultamento de Nosso Senhor Jesus Cristo, Fra Angelico
Padre David Francisquini (*)

No Sábado Santo, vigília da Ressurreição, entre outras cerimônias como a bênção do fogo e a solene procissão do Círio, há o cântico solene da proclamação da Páscoa, chamada na linguagem litúrgica de Precônio Pascal.

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Tocou no fio de alta tensão, eletrocutou-se…

Humala, Keiko e Toledo
Alejandro Ezcurra Naón (*)

Com o resultado da recente eleição presidencial no Peru, realizada no dia 10 p.p., disputarão o segundo turno no próximo dia 5 de junho o candidato esquerdista Ollanta Humala (31,7% dos votos), manipulador de sentimentos e ressentimentos primários das populações do interior, e a filha do ex-presidente Alberto Fujimori, Keiko (24%), cujo movimento “Força 2011” pode ser definido como populista e vagamente de direita.