Milhares de ingleses veneraram o coração de São João Maria Batista Vianney durante a primeira peregrinação dessa relíquia pela Grã Bretanha, duplicando as expectativas dos organizadores. Na igreja de Santo Antonio (Manchester), 2.700 pessoas formaram fila durante horas para venerá-la. No porto de Liverpool, 6.000 peregrinos aguardaram-na, desafiando a chuva. Cenas análogas ocorreram em Northwich, Shrewsbury e Birmigham. Pároco de minúscula aldeia no coração da França e padroeiro universal dos vigários, o santo Cura d’Ars foi dotado de luzes proféticas e previu o futuro retorno da Inglaterra ao catolicismo. “Eu estou certo de que a Igreja da Inglaterra recuperará seu antigo esplendor” – confiou ele ao bispo de Birmingham. A calorosa acolhida e a veneração de seu coração podem significar a proximidade do cumprimento dessa profecia.
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terça-feira, 4 de setembro de 2012
Reino Unido: Veneração a São João Maria Vianney
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Descoberta, em sinagoga do século IV a.C., confirma proezas de Sansão
Em uma monumental sinagoga dos séculos IV e V a.C., descoberta na Galileia, foi encontrado um piso de mosaico representando o episódio em que Sansão, Juiz de Israel, amarrou tochas nas caudas de 300 raposas e as soltou nas plantações dos filisteus, inimigos dos judeus. As escavações estão sendo conduzidas por especialistas de universidades dos EUA, do Canadá e de Israel. Uma propaganda anti-religiosa difundiu a notícia de que Sansão não existiu e que sua história, narrada pela Bíblia, seria mera adaptação hebraica do mito grego de Hércules. A recente descoberta, porém, confirma a veracidade histórica da existência de Sansão e de suas façanhas pela causa de Deus, como também dos pecados e da penitência daquele Juiz de Israel.
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2011: Ano recorde de repressões e torturas na China
Na China vermelha, o ano passado foi o pior da última década sob o prisma dos direitos humanos. 3.832 dissidentes foram encarcerados, tendo 159 deles sido repetidas vezes torturados, alguns ficando aleijados para sempre. 86% dos encarceramentos não tiveram pretexto legal algum, e em outros 6% dos casos a base legal foi contestável. Esses dados foram registrados no Relatório Anual da organização Chinese Human Rights Defender, que monitora o estado da dissidência no país. 2.795 dissidentes acabaram nas “black jail”, ou prisões ocultas, sem que os familiares ou advogados tivessem notícias deles. Nas prisões “legais” colocaram 89 dissidentes, dos quais 72 foram encerrados em “detenções criminosas” — dependências especializadas dos cárceres. 60 foram condenados a trabalhos forçados.
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sábado, 1 de setembro de 2012
Limpar a poeira e tirar o mofo!?
Pe. David Francisquini (*)
A propósito de recentes estatísticas apontando o crescimento das facções protestantes em detrimento da religião católica, recordo-me que no final da década 1960 um jornalista muito arguto e pouco fiel à nossa santa fé chegou a afirmar que o Brasil não tardaria a se transformar no maior país ex-católico do mundo.À época, eu cursava o Seminário Menor no Paraná e já podia perceber a transformação paulatina e persistente nos meios católicos através de sacerdotes ditos progressistas. Com ou sem pretexto, eles compareciam no Seminário a fim de fazer reuniões, acenando sempre para uma mentalidade nova a contrarrestar valores então vigentes, qualificados não sem alguma malícia de “empoeirados” ou cobertos de mofo.
Por ser conservadora, a diretoria do referido seminário começou a sofrer pressão de um órgão do Vaticano e do episcopado paranaense para se adaptar aos novos tempos, sob pena de abandonar aquela casa de formação sacerdotal. Seu ex-reitor deve possuir em seus arquivos os documentos que exigiam a sua cabeça e a dos demais sacerdotes que o coadjuvavam.
A diocese tinha cerca de cem seminaristas menores, doze mil congregados marianos e filhas de Maria, além de outras associações de leigos. Um sacerdote aggiornato do Rio Grande do Sul, encarregado pelo bispo, visitava uma a uma essas associações, sempre propondo limpar a poeira e tirar o mofo através da modernização, mesmo que precisasse desautorar o sacerdote que dirigia as referidas associações.
Num ambiente assim hostil ao ensino tradicional, surgiu uma nova liturgia. O altar do santo sacrifício da Missa foi substituído por uma mesinha de frente para o povo, músicas profanas foram introduzidas nas celebrações, o espírito religioso dos fiéis cedeu lugar a uma mentalidade mundana, e muitas vezes se parodiavam os protestantes. Já no Seminário Maior em Curitiba, presenciei e ouvi de um sacerdote no sermão a apologia do protestantismo ao afirmar que a Igreja havia mudado sua posição.
À noite daquele mesmo dia, com a presença de todos os seminaristas, católicos e protestantes se reuniram numa igreja da capital paranaense. No púlpito se revezavam padres e pastores. Houve padres que ousaram defender o fim do celibato. A partir daí, muitos sacerdotes passaram a sofrer de um mal que ficou conhecido como “crise de identidade”, outros ainda lamentavelmente abandonavam o sacerdócio em decorrência das novidades surgidas a partir do Concílio Vaticano II.
Para os avisados a notícia da redução do número de católicos no Brasil não chega a surpreender, pois o ambiente vinha sendo amplamente preparado, como se pode observar na leitura do livro “Em defesa da Ação Católica”, de Plinio Corrêa de Oliveira. Nessa obra, escrita em 1943, o autor mostra a mudança não apenas de comportamento, mas igualmente de doutrina, a partir de uma ala modernista que se tornou atuante já na década de 1930, não respeitando os tradicionais ensinamentos da Santa Igreja.
Às vezes me pergunto se o clero brasileiro, sobretudo o episcopado, está realmente preocupado com a defecção e apostasia dos católicos que passam a engordar as fileiras do protestantismo. Fala-se muito em ecumenismo nos meios católicos, mas como o clero teria deixado escapar tantas ovelhas de seu rebanho? São os católicos que estão fazendo proselitismo para esvaziar os ambientes das seitas protestantes, ou são estas que se aproveitam da decadência religiosa e do clero? Como fica o dogma de que fora da Igreja não há salvação?
Essas perguntas me vêm ao espírito ao imaginar a situação alarmante daqueles que apostataram ao renegar a fé recebida no santo batismo. Qual teria sido a causa mais profunda desse abandono em massa – um terço dos católicos – da fé no único Deus verdadeiro e da religião única e verdadeira desse mesmo Deus que é a Santa Igreja Católica Apostólica Romana? Para responder tais interrogações, precisamos analisar a vida religiosa antes do Concílio Vaticano II, assunto que fica para um próximo artigo.
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(*) Sacerdote da igreja do Imaculado Coração de Maria, Cardoso Moreira - RJ
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segunda-feira, 27 de agosto de 2012
Hungria diminui idade penal e protege seus símbolos
O Parlamento húngaro [foto] rebaixou a idade penal de 14 para 12 anos em casos de crimes contra a vida e a integridade física. A norma está incluída na reforma do Código Penal e entrará em vigor em 2013. A ONU, a Unicef, associações e governos, arautos dos “direitos humanos”, reprovaram a decisão alegando acordos internacionais — cujas sinistras consequências, diga-se de passagem, se fazem sentir até no Brasil. O novo Código Penal também pune as injúrias aos símbolos pátrios, como a “Santa Coroa” do rei Santo Estêvão, símbolo da história e da catolicidade da Hungria; ao hino, à bandeira e ao escudo nacionais. A pretexto de “direitos humanos”, o que aquelas organizações internacionais favorecem é o crime de desrespeito dos símbolos pátrios, e no caso da Coroa de Santo Estêvão, também religiosos. Desrespeito que faz parte da mesma revolução contra os restos de Cristandade ainda existentes na Hungria e no mundo.
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População cubana diminui e envelhece na miséria
A imoralidade intrínseca ao sistema comunista – que inclui a extinção oficial da família e o aborto – está reduzindo a população de Cuba, que decresceu entre 2006-2010, com exceção apenas de 2009. No fim de 2010, havia na ilha-prisão 2.675 habitantes a menos que no fim de 2005. Cuba virou o país latino-americano com maior proporção de idosos, para os quais o catastrófico sistema de saúde do país é uma ameaça constante. O estudo oficial Proyecciones de la población cubana 2011-2035 calcula que em 2035 Cuba terá perdido 478.544 habitantes; 34% das pessoas serão idosas e haverá 827.296 mulheres em idade fértil (15-49 anos) a menos. Fidel e Raul Castro poderão ostentar estes números, próprios da extinção gradual de um povo, como contribuição eficaz do socialismo para o apregoado “desenvolvimento sustentável”...
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China: bispo renuncia ao regime marxista e “desaparece”
A sagração do novo bispo-auxiliar de Xangai, combinada entre o governo comunista chinês e a Santa Sé, teve um desfecho inesperado. Dom Thaddeus Ma Daqin [foto] recusou a imposição das mãos de Dom Zhan Silu, bispo “oficial” de Mindong, não reconhecido por Roma e afiliado à ditadura anticristã. Também se recusou a receber a comunhão das mãos do prelado ilegal. Em sua homilia, Dom Thaddeus, que era membro do Comitê Nacional da Associação Patriótica, disse: “Eu acredito que não convém continuar servindo a Associação Patriótica”. O povo aplaudiu o bispo e se emocionou diante de seu ato de coragem. Mas Dom Thaddeus “desapareceu” logo após a cerimônia. O regime alega que ele “foi repousar porque sofria de esgotamento físico e moral” — desculpa que deve encobrir alguma forma de intimidação psicológica ou até prisão.
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terça-feira, 21 de agosto de 2012
A Universidade Brasileira e o Sistema de Cotas
Leo Daniele (*)
Os exames vestibulares terão uma novidade, a partir do fim deste ano e início do próximo: serão aplicadas as cotas raciais e sociais, já aprovadas. As universidades e escolas técnicas federais serão obrigadas a reservar metade de suas vagas a candidatos que cursaram o ensino médio na rede publica. Desta metade, 50% serão destinadas a alunos cuja renda familiar não ultrapassar l,5 do salário mínimo. Terão prioridade os estudantes autodeclarados negros, pardos ou indígenas. Que pensar deste affaire?
O assunto pode ser examinado debaixo de dois ângulos principais:
1. o bem das classes menos favorecidas; 2. o bem comum de todo o País.
Vejamos primeiramente se as cotas vão realmente ajudar os estudantes mais pobres.
1. As cotas são uma das metas do Movimento dos Sem Universidade (MSU), congênere dos sem terra e dos sem teto, com boné e tudo o mais. O MSU é menos conhecido — por enquanto — que seus congêneres.
O MSU, como os outros “sem”, é uma criatura da esquerda católica, e ela o reconhece como tal. Surgiu “da organização dos Cursinhos Populares, do ativismo social da Pastoral da Juventude do Meio Popular e da Pastoral da Juventude”. O nome foi sugerido por Dom Pedro Casaldáliga, bispo aposentado da extrema esquerda católica e patrono dos sem-terra.[1]
Aparentemente, existiria para auxiliar os negros e as classes menos favorecidas. Será mesmo?
Liu-Chao-Chi, Secretário do Partido Comunista Chinês e autor do livro “Para ser bom comunista”, diz que ajudar os menos favorecidos “é um ideal de filantropos, não de marxistas”. Ou seja, os marxistas só se interessam pelas classes inferiores como massa de manobra política, como ferramenta de luta, como “bucha para canhão”.
E Henri Lefèbvre, um dos mais conhecidos teóricos do marxismo, afirma: “O marxismo não alimenta um humanismo sentimental e choramingão. [...] O marxismo não se interessa pelo proletariado enquanto fraco, mas enquanto ele é uma força”.[2]
O golpe é velho: procura-se açular alguém a quem falta alguma coisa contra os que a possuem, manipulando duas reprováveis tendências da natureza humana decaída: a ambição e a inveja. Visando o que? Em última análise, o igualitarismo. A compaixão pelos menos favorecidos é excluída.
Quem entrou em alguma universidade por causa das cotas, sem estar qualificado, pode ter problemas depois. Se não desistir durante o curso, terá de enfrentar em desvantagem a concorrência no mercado de trabalho. Terá de pagar seu preço por ter querido fugir da realidade. Uma pergunta: será que em futuro próximo vão estabelecer cotas também para o mercado de trabalho? É uma pergunta lógica.
Os campeões da igualdade e da “inclusão” social, em sua paixão destemperada, nada mais fazem que humilhar a simpática raça negra, a que tanto deve o Brasil.
Claudimara Cristina Carvalho afirma: “Sou negra, e entrei para a faculdade sem precisar de cotas. Aliás, na faculdade em que prestei, não há diferença para negros. Se o não-negro dispensa cotas para entrar na faculdade, por que nós negros precisamos?”
A estudante Luana Miranda, de 19 anos, se prepara para o vestibular no Cursinho da Poli. Negra, apesar de ser beneficiada pela lei, ela é contra as cotas raciais. “Os negros ainda sofre preconceito, a elite brasileira é branca. Mas isso não justifica as cotas. Não é a cor de pele que diz as dificuldades pelas quais você passou”.
No fundo, a reserva de cotas para negros recende a racismo. É o pensamento do negro Ingo da Silva, que diz: “Todos os negros devem rejeitar isso, porque mais parece esmola. [...] Vão dizer: ‘Está cursando porque deram uma mãozinha’”.
Essa movimentação a favor das cotas ‒ de fato, cotas privilegiantes de alguns, que põem de lado os méritos de outros ‒ está fazendo como alguém que, para não ter febre, quebra o termômetro. Escamoteia o medidor do nível de preparo, que é o vestibular. A exemplo de seus similares sem-terra e sem-teto, com o sistema de cotas se cria uma nova categoria de “invasores”: os sem-universidade. Ao que parece, a esquerda não consegue principiar nada sem algum tipo de invasão, legal ou não.
Ninguém é contra que um “sem-universidade” se torne um “com-diploma”, desde que o faça adequada e ordenadamente. Não por meio da bolorenta “luta de classes”, e sim através de um aperfeiçoamento do ensino fundamental.
2. O ponto de vista do bem comum
A meta geral das universidades é a competência e isso é uma das muitas coisas de que o Brasil precisa. Por que este privilégio das cotas, que desafia o bom senso, favorecerá a competência no caso das universidades? A medicina brasileira terá o grau de acerto aumentado? Onde ficará a segurança jurídica? Que garantia teremos da solidez dos edifícios? Aonde iremos parar?
Pete Du Pont argumenta com acerto: “Se nossa política é falsificar a medição das habilidades em lugar de melhorar as aptidões dos menos hábeis, então nos enganamos a nós mesmos e pomos em risco nossa sociedade”.[3]
Não é lógico adotar o assistencialismo como critério de seleção, quando se visa à competência, pois a fuga da realidade geralmente não produz bons resultados. Ou não se visa a competência? Aviltando a nobreza dos centros de excelência que devem ser as universidades brasileiras, o anteprojeto quer impor o reprovável figurino ideológico do nivelamento e da despersonalização.
Plinio Corrêa de Oliveira afirma: “o bem comum visa todos os membros da sociedade e do Estado, como o bem comum do organismo inclui o de todas as células. E assim como o corpo todo é solidário para a preservação de qualquer célula, e se move para proteger as mais necessitadas, o Estado e a sociedade devem ter um empenho efetivo em proporcionar a cada membro as condições normais de existência e aperfeiçoamento".[4]
Isto não se faz com cotas raciais e sociais, mas com o bom senso próprio de uma civilização cristã.
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[1] Site do MSU ‒ www.msu.org.br ‒ acessado em 8-3-05.
[2] Henri Lefèbvre, Le marxisme. Presses Universitaires Françaises, 21ª ed., Paris, p. 56.
[3] Colorblindness Is Golden – Will Californians vote to join the human race? American Civil Rights Coalition.
[4] Plinio Corrêa de Oliveira, Reforma Agrária – Questão de Consciência, ed. do cinquentenário, p. 185. Arpress, São Paulo, 2010.
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(*) Leo Daniele é colaborador da Agência Boa Imprensa (ABIM)
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sábado, 18 de agosto de 2012
Se o Islã conquistar a Itália, será por culpa de maus eclesiásticos
Magdi Cristiano Allam [foto], ex-muçulmano nascido no Egito, convertido à Igreja Católica e naturalizado italiano, jornalista e eurodeputado, escreveu que se a Itália cair nos braços do islamismo, será por culpa dos maus pastores da Igreja Católica. “Despertemos! — escreveu ele — O Islã já está dentro da nossa casa! São os próprios italianos que promovem a conquista islâmica, incluídos os cardeais e os párocos que clamam pela difusão das mesquitas! Libertemo-nos da ditadura do relativismo! Detenhamos a invasão islâmica! Chega de mesquitas! Redescubramos a nossa alma, recuperemos o uso da razão, voltemos a amar-nos antes que percamos toda a possibilidade de sermos nós mesmos em nossa casa!”.
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Unguentos no Santo Sudário falam de um sepultamento real
A bióloga italiana Marzia Boi [foto] apresentou novo estudo sobre os restos de pólen e unguentos no Santo Sudário em Congresso Internacional realizado em Valência (Espanha). Segundo a especialista do laboratório de Botânica da Universidade das Ilhas Baleares, Jesus Cristo foi sepultado com honras reais. Essas honras correspondem à condição social de Nosso Senhor, bem conhecida de seus parentes, discípulos, amigos e inclusive inimigos. Nosso Senhor pertencia à estirpe real de Judá, sendo descendente de Davi. Os óleos e unguentos, presentes no Santo Sudário, são requintadíssimos e próprios de um rei, segundo antigos costumes. Por isso conservaram o pólen das flores usadas, que por seu simbolismo eram reservadas aos enterros reais.
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Canibalismo: repúdio hoje, “direito humano” amanhã?
A polícia da Coréia do Sul interceptou carregamentos de cápsulas provenientes da China [foto], com aparência de medicamentos, contendo carne humana seca. Seu destino provável era alimentar o mercado de afrodisíacos... Logo depois a polícia chinesa deteve Zhang Yongming, 56 anos, suspeito de matar 20 jovens e vender os horrendos “cortes” como “carne de avestruz”. O Instituto pela Unificação Nacional – KINU, da Coreia do Sul, expôs a existência dessa horrível prática também na Coreia do Norte com base em inquérito que recolheu o testemunho de 230 fugitivos. Pais de família enlouquecidos pela fome mataram seus filhos para comê-los. Já há antropólogos que justificam essa prática em nome de “culturas tradicionais” indígenas. Amanhã pretextarão ser mais um “direito humano”...
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terça-feira, 7 de agosto de 2012
CANCIONEIROS E REPENTISTAS
Carlos Sodré Lanna (*)
Em praças públicas ou recintos fechados, passam horas, dias ou noites cantando sozinhos ou em grupos, com músicas de acompanhamento, muitas vezes enfrentando adversários nos desafios. Manifestação exuberante de fértil imaginação, brilho e pitoresca faceta da cultura tradicional brasileira, tais canções populares, contudo, em alguns casos — importa ressalvar —, descambam para a vulgaridade, tanto no referente aos temas quanto ao linguajar.
Hoje em dia são cerca de quatro mil cancioneiros vivendo sobretudo na região nordeste. Entretanto, eles podem ser encontrados em qualquer recanto do Brasil, principalmente nas praças públicas das grandes capitais, fazendo suas exibições. Na batalha do desafio entre os cancioneiros sertanejos, o repente é a resposta vivaz e inesperada, aturdindo a improvisação do adversário. Daí a denominação de repentista quem atribuída a desempenha esse papel. O desafio é uma disputa entre os cantores, em forma de poesia, improvisada ou decorada.
Origens e costumes
Os desafios nasceram entre os pastores, na Grécia antiga, como canto e duelo de improviso e alternado, obrigando respostas às perguntas dos contendores. Na Idade Média, reapareceram eles na Europa, com os trovadores e menestréis na França, Alemanha e Flandres, e com os cancioneiros da Espanha e de Portugal. Os árabes conheciam o desafio. Sua influência é marcante em suas músicas campestres, notando-se também na África um influxo árabe em canções populares. Hoje os cancioneiros e repentistas estão espalhados por toda a América Latina, do México à Argentina.
A pé ou de caminhão, em ônibus ou em viaturas próprias eles estão por todas as partes. Analfabetos ou semiletrados, despertam a admiração do povo que assiste às suas apresentações e os incentiva. Às vezes pobres, semifamintos, errantes, deixam suas roças, suas casinhas, e lá se vão palmilhando o sertão e as cidades, em busca de aventuras, sempre cantando, vendendo seus folhetos, fazendo desafios e rodeados de público por onde passam.
Em suas apresentações, ninguém os interrompe. Não há insultos, pilhérias ou debiques, mas ouvidos atentos e silêncio admirativo. Os cantores não têm preocupação com a beleza das músicas, pois elas são às vezes monótonas, ingênuas, primitivas e uniformes. A única obrigação consiste em respeitar o ritmo dos versos, a cadência do conjunto — case-se esta com qualquer música — e tudo o mais estará bem. Os cancioneiros não se importam com o desafinado das melodias mas com os ritmos.
Atualidade em versos
Os repentistas comentam a atualidade em versos, e nada lhes escapa. Os grandes acontecimentos internacionais e nacionais, as crises políticas e econômicas, as guerras, as eleições e a reforma agrária. Tudo é cuidadosamente incluído, cantado e retransmitido a uma população muitas vezes mal informada e iletrada, sem possibilidades de comprar sequer um jornal.
Fatos diversos, locais ou regionais, os acidentes nas estradas, um casamento famoso, a construção de uma barragem, as propagandas políticas, conselhos religiosos ou filosóficos, tudo é colocado em cena, formando uma espécie de jornalismo paralelo autêntico.
Seus instrumentos de acompanhamento são a viola e a rebeca ao norte do País, a sanfona e o violão no sul, além do pandeiro, sem que se possam fixar preferências. Suas canções são muitas vezes publicadas em folhetos de poucas páginas, vendidos nas suas andanças ao publico assistente, e mesmo nas livrarias.
INÍCO DE UMA TROVA
Meu Deus, dai-me inspiração
Para o caso que vou contar
Me ajudai com a inteligência
Para eu não me atrapalhar
E sem fugir à verdade
Tudo em rima colocar...
Acredite quem quiser
Resolvi contar em versos
Com muita vontade e fé
Inventar não inventei
O que não era preciso
Devo aqui deixar bem claro
A todos que fui conciso
Não gosto de brincadeiras
Tampouco de confusão
Assino aqui os meus versos
Só quero compreensão
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Fontes de referência:
1. Véronique Mortaigne. Poètes-reporters et menteurs professionnels "Le Monde", Paris 30/12/95.
2. Luís da Câmara Cascudo, Dicionário do Folclore Brasileiro, Editora Itatiaia, Belo Horizonte, 1988.
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(*) Carlos Sodré Lanna é colaborador da Agência Boa Imprensa (ABIM)
sexta-feira, 3 de agosto de 2012
Palavras… que são talismãs
Leo Daniele (*)
“As palavras são como as abelhas, elas têm mel e ferrão”, diz um provérbio europeu. Como transformar as palavras em armas de luta, pensaram os ladinos especialistas em guerra psicológica a serviço das esquerdas? Usando o dito acima: ferindo com o ferrão igualitário a vítima previamente anestesiada pela doçura.
Há palavras que têm qualquer coisa de mágico, de talismânico. Talismã, como se sabe, é um encanto, um amuleto. Chama-se de talismã, por exemplo, uma figa, uma ferradura, uma pedra preciosa com uns brilhos misteriosos. Nomeia-se assim, até certo ponto, a bola de cristal na qual a pitonisa pretende prever o futuro. A palavra-talismã, como um amuleto, “suscita toda uma constelação de fobias e de simpatias, de emoções contraditórias”.[1]
Por exemplo, a palavra diálogo. Assim também a palavra social. Aristóteles dizia que o homem é um animal social, portanto dá-se bem na companhia de seus semelhantes. Mas esta palavra na boca de um esquerdista toma toda uma constelação de outros sentidos, semi encobertos, que vão além de seu significado original, e podem preparar os espíritos para as palavras socialismo e comunismo. Essa palavra passa a constituir “um como que talismã a exercer sobre as pessoas um efeito psicológico próprio”.
Outro exemplo: que quer dizer “cansaço social”? A expressão é encontradiça na mídia, mas não tem significado definido.
Por vezes é um conjunto de palavras, como por exemplo o lema da Revolução Francesa: Liberdade, Igualdade, Fraternidade. É quase indescritível o grau de combustão a que tais palavras levaram. Vale citar o dito de Madame Roland ao ir para a guilhotina: “Liberdade, liberdade, quantos crimes se praticam em teu nome!” Há também expressões deste gênero, como “direitos humanos”, “politicamente correto”, “classes subalternas” etc.
Dou alguns exemplos contemporâneos de palavras-talismã: ecológico, ambiental, sustentável; discriminação, globalização, ecumenismo, diálogo, homofóbico… Fica bonito para alguns usar esses termos, ainda que não conheça bem seu sentido. Ou melhor, seus sentidos, pois tais palavras têm um sentido literal, e depois vários sentidos paralelos. Muitas vezes, para quem as ouve demonstram que a pessoa com quem conversa está ao par das últimas. “Quem as usa deve ser um homem atualizado, que conhece as coisas. Vou ouvi-lo com mais atenção”, pensa um ingênuo.
Foi Dr. Plinio que, em 1966, usou pela primeira vez a expressão “palavra-talismã”, em seu famoso e muito traduzido livro “Baldeação Ideológica Inadvertida e Diálogo”, que repercutiu em toda a América, na Europa e até atrás da então férrea Cortina de Ferro.
O PNDH-3 (Terceiro Plano Nacional de Direitos Humanos), já analisado neste site, é abundante de palavras-talismã em seu interior. Como um amuleto, elas exercem sobre as pessoas um efeito psicológico próprio, muito importante para a divulgação pela mídia das ideias, principalmente as da esquerda…
A palavra-talismã cria sentidos sugestivos, insinuantes, e às vezes uma insinuação pode ser mais convincente que toda uma argumentação. Ela “suscita toda uma constelação de fobias e de simpatias, de emoções contraditórias”.[2] E possui ressonância publicitária. Diz mais do que o mesmo expresso com clareza e é muito apta a levantar dúvidas infundadas.
Existem também xingatórios talismânicos. Por exemplo, o de “reacionário” um tanto fora de moda. E o de “medieval”, que corre o risco de ser um título de honra para o destinatário…
Caro leitor, se tiver detectado palavras- talismã, escreva-nos. Vão enriquecer o nosso acervo. E todos aproveitarão.
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(*) Leo Daniele é colaborador da Agência Boa Imprensa (ABIM)
quarta-feira, 1 de agosto de 2012
Suicídio: uma das maiores causas de morte de jovens
O periódico inglês “Lancet” publicou uma série de estudos sobre o suicídio, concluindo que é a primeira causa de morte entre moças de 15 a 19 anos. Entre os rapazes, o suicídio ocupa o terceiro lugar, depois de acidentes de trânsito e da violência: “Antes as taxas eram maiores na terceira idade. Hoje, elas sobem assustadoramente entre os jovens”, explicou Alexandrina Meleiro, psiquiatra do Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo (USP). Nos jovens, a taxa de suicídio multiplicou-se por 10 de 1980 a 2000: de 0,4 para 4 a cada 100 mil pessoas. O aumento entre as moças, segundo Meleiro, se deve a gestações precoces — seguidas muitas vezes de abortos, acrescentamos nós — prostituição e abuso de drogas. A revolução sexual prometeu a felicidade aos jovens liberando-os dos “tabus” sexuais e da formação moral e religiosa sob a tutela familiar. Mas o demônio não dá o que promete. De fato, dá o contrário, e de modo sinistro!
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Liechtenstein: Plebiscito confirma a monarquia
76% dos habitantes do principado de Liechtenstein confirmaram o poder de veto do príncipe soberano do pequeno Estado, inclusive em matérias aprovadas em eleição. No Liechtenstein, mais de 90% dos habitantes são católicos e o aborto é ilegal. O príncipe herdeiro, Aloísio, anunciou que vetaria qualquer resolução que favorecesse o massacre de inocentes. Ativistas republicanos pediram então um plebiscito para cassar esse poder. A questão do veto transformou-se numa outra questão: abolir ou não a monarquia sob o influxo de esmagadora propaganda republicana. Mas a população menosprezou essa propaganda e manteve a prerrogativa régia. “O Príncipe [Hans Adam de Liechtenstein] representa o país, ele é a garantia de nossa soberania e de nossa estabilidade. Um país pequeno precisa ter uma bandeira e a bandeira de Liechtenstein é a casa principesca”, esclareceu a parlamentar Renate Wohlwend, do Partido dos Cidadãos Progressistas.
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sexta-feira, 27 de julho de 2012
Impeachment do presidente Lugo e esdrúxula reação “bolivariana”
Em face do ocorrido no Paraguai, curiosa norma de ação do Mercosul, sob a influência de Chávez: “Quando não é de esquerda, democracia é golpe; quando é de esquerda, golpe é democracia”...
Luis Dufaur (*)
De início, no Paraguai, um episódio de invasão de fazenda no estilo das praticadas pelo MST no Brasil, seguido de uma ordem judicial de despejo. Os oficiais da polícia tentaram dialogar com os invasores para dar desfecho pacífico à ocorrência. Mas foram surpreendidos por atiradores de tocaia, que assassinaram seis deles com certeiros tiros na cabeça. A tropa policial reagiu e 12 invasores acabaram mortos.
A inaudita violência dos agitadores agrários causou surpresa e indignação no Paraguai. Porém, o então presidente Lugo, tristemente conhecido pelo número de filhos ilegítimos que teve enquanto era bispo, manifestou desinteresse e insensibilidade. Pior: destituiu o ministro do Interior e chefe da Polícia, substituindo-o por uma pessoa de sua confiança e constrangendo à renúncia os oficiais mais antigos.
Sabia-se havia muito que o pequeno grupo guerrilheiro denominado Exército Paraguaio Popular (EPP) agia com a conivência de Lugo. Era público e notório que ele apoiava por debaixo do pano os agitadores camponeses, muitos dos quais foram seus discípulos quando era bispo na zona de conflito.
Porém, Lugo teve a habilidade de não impulsionar um esquerdismo sanhudo. Ele favorecia a subversão sem demonstrar cumplicidade. Dessa maneira, como seus símiles sul-americanos, soube tornar-se “suportável”, embora o país não concordasse com sua prepotência, hipocrisia e imoralidade. Muitos paraguaios estavam arrependidos de ter votado nele, mas o suportavam em virtude de estranha paralisia.
Num instante, Lugo perde anos de “progresso”
A assustadora chacina, porém, eriçou o país e produziu o efeito de faísca lançada sobre um monte de palha. Subitamente, a opinião pública começou a clamar contra o então presidente. Até mesmo simples balconistas de supermercado não conseguiam deixar de externar espanto e indignação.
Desfizeram-se completamente, em um só instante, anos de avanço astucioso da esquerda. Sinal sintomático entre todos: até os bispos, que o apoiavam, pediram-lhe que renunciasse antes mesmo de qualquer procedimento parlamentar. E, logo que foi destituído, qualificaram sua saída como “página virada”.
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| O novo Presidente do Paraguai, Federico Franco, se reúne com o Núncio Apostólico Eliseo Ariotti no palácio presidencial em Assunção |
Uma tentativa frustrada de protesto de rua não atraiu manifestantes. O Exército não precisou intervir e respaldou as decisões do Legislativo. Lugo ficou plenamente livre. Impotente e sem apoio, até formou um “governo fantasma” do qual quase nada se sabe, a não ser que foi inexpressivo. A opinião pública paraguaia externou largo apoio ao impeachment do ex-bispo e elogiou seu discurso de renúncia como o melhor que fez em quatro anos de governo.
O novo presidente prometeu evitar toda violência, respeitar a propriedade privada em matéria de Reforma Agrária e dar mão forte à Justiça para não mais tolerar os grupos terroristas. A opinião pública não queria ouvir outra coisa.
A substituição constituiu um episódio tranquilo na plena vigência da ordem legal e do sistema democrático.
Dupla linguagem das esquerdas
“Golpe”! — clamaram em uníssono as esquerdas sul-americanas. Samuel Pinheiro Guimarães Neto, até então alto representante brasileiro no Mercosul, denunciou que as “classes tradicionais hegemônicas promovem um neogolpismo na América do Sul e a democracia está em risco na região”.(1) A presidente da Argentina, Cristina Kirchner, apressou-se em declarar algo mais sonoramente esquerdista enquanto o caudilho Hugo Chávez enviava seu chanceler Nicolás Maduro para tentar sublevar os comandantes militares paraguaios, poucas horas antes da destituição de Lugo. O encontro foi agendado pelo chefe do gabinete militar de Lugo, general Ángel Vallovera, e ocorreu no Palácio de Governo da capital, sendo filmado pelas câmaras de segurança. A ministra de Defesa do Paraguai, María Liz García, entregou o vídeo à imprensa.
Temendo talvez algum fenômeno análogo de opinião pública em seus países, presidentes membros do Mercosul reunidos em Mendoza (Argentina) [foto acima] suspenderam o Paraguai da aliança e decidiram receber a Venezuela de Hugo Chávez como novo membro. O parlamento do Paraguai opunha-se há anos a esse ingresso, e agora presidentes “populistas” aproveitaram-se daquela suspensão para abrir as portas ao líder “bolivariano”. O ato foi claramente ilegal, violando numerosos tratados assinados pelo Brasil, como demonstrou o ex-chanceler brasileiro Celso Lafer. Para ele, o ato de Mendoza “carece de boa-fé [...] lealdade e honestidade [...]. Trata-se, em síntese, de uma ilegalidade”.(2)
Para “O Estado de S. Paulo” tratou-se de um “golpe contra o Mercosul”, fruto de “mais uma decisão desastrada e vergonhosa para a diplomacia brasileira”. O jornal constatou que “os presidentes e diplomatas envolvidos na condenação do Paraguai foram incapazes de sustentar sua decisão em um claro fundamento jurídico”.(3)
Segundo a “Folha de S. Paulo”, o “rigor do Mercosul vale para o Paraguai, mas não para a Venezuela [...]. Dois pesos, duas medidas”.(4)
Para “O Globo” “o Mercosul [ficou] sob influência chavista”.(5)
O conhecido constitucionalista Ives Gandra da Silva Martins deplorou “o apoio de Dilma a essa ‘rebelião de aspirantes a ditadores’, pisoteando a democracia e a Lei Suprema paraguaia”.(6)
Bastou o chanceler e o vice-presidente do Uruguai apontarem a presidente brasileira Dilma Rousseff como promotora dessa ‘rebelião de aspirantes a ditadores’ para começar uma corrida — que percorreu as chancelarias do Mercosul — em que uns punham a culpa nos outros.
O Direito internacional, os acordos assinados, a reputação das diplomacias nacionais e dos governos, a própria racionalidade dos atos humanos, tudo foi descartado na precipitação e no pânico do esquerdismo continental.
Enquanto escrevemos este artigo, o caso não teve ainda seu desfecho. Entretanto, vem se destacando a atitude de serenidade e dignidade do novo governo de Assunção diante do alvoroço contraditório e agressivo de países vizinhos influenciados pela mentalidade “bolivariana”. Ademais, a missão ao Paraguai liderada pelo secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), José Miguel Insulza, concluiu que “o julgamento político foi feito estritamente conforme o procedimento constitucional” e que as instituições democráticas estão preservadas.
O que responderão a “rebelião de aspirantes a ditadores” e seu comparsa caribenho?
Notas:
1. “Folha de S. Paulo”, 29-6-12.
2. “FSP”, 4-7-12. 3. “O Estado de S. Paulo”, 3-7-12.
4. “Folha de S. Paulo”, 1-7-12.
5. “O Globo”, Rio, 29-6-12.
6. “Folha de S. Paulo”, 5-7-12.
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(*) Luis Dufaur é colaborador da Agência Boa Imprensa (ABIM)
* * *
A respeito da questão paraguaia, que levou ao Impeachment do ex-presidente esquerdista Fernando Lugo, leia também o manifesto da TFP do Paraguai, publicado no diário "ABC Color", de Assunção, em 13-7-2012. Abaixo a versão original desse documento [click na imagem para ampliá-la]. A tradução de tal manifesto encontra-se no seguinte link:
Aliança internacional dispara contra o Paraguai: Mercosul e Unasul abrem as portas da América Latina para um neo-totalitarismo de esquerda
Mais abaixo, fotos da campanha da TFP paraguaia, divulgando o documento nas ruas de Assunção, onde obteve excelente acolhida do público.
quarta-feira, 25 de julho de 2012
Há 40 anos do milagroso e pungente pranto da Virgem Santíssima
No extraordinário prodígio, ocorrido em julho de 1972 na cidade de Nova Orleans (EUA), a Mãe de Deus, não tendo mais o que dizer aos homens, chorou pela triste situação do mundo. Um aviso do Céu à humanidade pecadora, que não correspondeu às proféticas advertências de Nossa Senhora de Fátima em 1917.
Paulo Roberto Campos
A todos as fotos da Virgem chorando impressionaram muitíssimo. Sobretudo ficaram impressionados os fiéis daquela cidade norte-americana que viram a imagem em prantos. Muitos deles testemunharam o fato sublime e, naturalmente falando, inexplicável.
Dias depois desse prodígio, Plinio Corrêa de Oliveira publicou um inesquecível artigo na "Folha de S. Paulo", em 6-8-1972 (Abaixo segue a transcrição). O texto do pensador católico, fundador da TFP, revela sua ardente devoção mariana e interpreta magistralmente a razão daquelas lágrimas vertidas exatamente há quadro décadas.
Lágrimas, milagroso aviso
Plinio Corrêa de Oliveira
Não conheço melhor fonte sobre a matéria do que um artigo intitulado, muito americanamente, "As lágrimas da imagem molharam meu dedo". Seu autor é o Pe. Elmo Romagosa. Publicou seu trabalho o "Clarion Herald" de 20 de julho p.p., semanário de Nova Orleans, e distribuído em 11 paróquias do Estado de Louisiana.
Os antecedentes do fato são universalmente conhecidos. No ano de 1917, Lúcia, Jacinta e Francisco [foto à esquerda] tiveram várias visões de Nossa Senhora em Fátima. A autenticidade dessas visões foi confirmada por vários prodígios no sol, atestados por toda uma multidão reunida enquanto a Virgem se manifestava às três crianças.
Em termos genéricos, Nossa Senhora incumbiu os pequenos pastores de comunicar ao mundo que estava profundamente desgostosa com a impiedade e a corrupção dos homens. Se estes não se emendassem, viria um terrível castigo, que faria desaparecer várias nações. A Rússia difundiria seus erros por toda parte. O Santo Padre teria muito que sofrer.
O castigo só seria obviado se os homens se convertessem, se fosse consagrada a Rússia e o Mundo ao Imaculado Coração de Maria e se se fizesse a Comunhão reparadora dos primeiros sábados de cada mês.
Isto posto, a pergunta que naturalmente salta ao espírito é se os pedidos foram atendidos.
Pio XII fez, em 1942, uma consagração do mundo ao Imaculado Coração de Maria. A Irmã Lúcia asseverou que ao ato faltaram algumas das características indicadas por Nossa Senhora. Não pretendo analisar aqui o complexo assunto. Registro apenas, de passagem, que é discutível se o primeiro pedido de Nossa Senhora foi atendido, ou não.
Quanto ao segundo pedido, isto é, a conversão da humanidade, é tão óbvio que não foi atendido, que me dispenso de entrar em pormenores.
Como Nossa Senhora estabeleceu o atendimento de seus pedidos, como condição para que fossem desviados os flagelos apocalípticos por Ela previstos, está na lógica das coisas que baixe sobre a humanidade a cólera vingativa e purificadora de Deus, antes de vir a nós a conversão dos homens e a instauração do Reino de Maria.
Sob a direção imediata da irmã Lúcia [na foto acima, a primeira à esquerda], um artista esculpiu duas imagens, que correspondem quanto possível aos traços fisionômicos com que a Santíssima Virgem apareceu em Fátima. Ambas essas imagens, chamadas "peregrinas", têm percorrido o mundo, conduzidas por sacerdotes e leigos. Uma delas foi levada recentemente a Nova Orleans. E ali verteu lágrimas.
O Pe. Romagosa, autor da crônica a que me referi, tinha ouvido falar dessas lacrimações pelo Pe. Breault, ao qual está confiada a condução da imagem. Entretanto, sentia ele funda relutância em admitir o milagre. Por isto, pediu ao Pe. Breault que o avisasse assim que o fenômeno começasse a se produzir.
O Pe. Breault, notando alguma umidade nos olhos da imagem, no dia 17 de julho, telefonou ao Pe. Romagosa, o qual acorreu junto à imagem às 21:30, trazendo fotógrafos e jornalistas. De fato, notaram todos alguma umidade nos olhos da imagem, que foi logo fotografada. O Pe. Romagosa passou então o dedo pela superfície úmida, e recolheu assim uma gota do líquido, que também foi fotografada. Segundo o Pe. Breault, esta era a 13ª lacrimação da imagem.
Às 6:15 horas da manhã seguinte, o Pe. Breault telefonou novamente ao Pe. Romagosa informando-o de que desde as quatro horas da manhã, a imagem chorava. O Pe. Romagosa chegou pouco depois à Igreja, onde, diz ele, "vi uma abundância de líquido nos olhos da imagem, e uma gota grande de líquido na ponta do nariz da mesma". Foi essa gota, tão graciosamente pendente, que a fotografia da "Folha de S. Paulo" mostrou a nosso público.
O Pe. Romagosa acrescenta que vira "um movimento do líquido enquanto surgia lentamente da pálpebra inferior".
Mas o Pe. Romagosa queria eliminar dúvidas. Notara ele que a imagem tinha uma coroa fixada na cabeça por uma haste metálica. Ocorreu-lhe uma pergunta: não haveria sido introduzida, no orifício em que penetrava a haste, certa porção de líquido que depois escorrera até os olhos da imagem?
Cessado o pranto, o Pe. Romagosa retirou a coroa da cabeça da imagem: a haste metálica estava inteiramente seca. Introduziu ele, então, no orifício respectivo, um arame revestido de papel especial, que absorveria forçosamente todo líquido que ali estivesse. Mas o papel saiu absolutamente seco.
Ainda não satisfeito com tal experiência, o Pe. Romagosa introduziu no orifício certa quantidade de líquido. Sem embargo, os olhos se conservaram absolutamente secos. O Pe. Romagosa voltou então a imagem para o solo: todo o líquido introduzido no orifício escorreu normalmente. Estava cabalmente provado que do orifício da cabeça — único existente na imagem — nenhuma filtração de líquido para os olhos seria possível.
O Pe. Romagosa ajoelhou-se. Enfim ele acreditara.
O misterioso pranto nos mostra a Virgem de Fátima a chorar sobre o mundo contemporâneo, como outrora Nosso Senhor chorou sobre Jerusalém. Lágrimas de dor profunda, na previsão do castigo que virá.
Virá para os homens de nosso século, se não renunciarem à impiedade e à corrupção. Se não lutarem especialmente contra a autodemolição da Igreja, a maldita fumaça de Satanás que, no dizer do próprio Paulo VI, penetrou no recinto sagrado. (Cfr. Paulo VI, Alocuções de 7-12-68 e 29-6-72).
Ainda é tempo, pois, de sustar o castigo, leitor, leitora! "Mas, dirá alguém, esta não é uma meditação própria para um ameno domingo". — Não é preferível, pergunto, ler hoje este artigo sobre a suave manifestação da profética melancolia de nossa Mãe, a suportar os dias de amargura trágica que, a não nos emendarmos, terão que vir?
Se vierem, tenho por lógico que haverá neles, pelo menos, uma misericórdia especial para os que, em sua vida pessoal, tenham tomado a sério o milagroso aviso de Maria.
É para que minhas leitoras, meus leitores, se beneficiem dessa misericórdia, que lhes ofereço o presente artigo...
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segunda-feira, 23 de julho de 2012
Carolina do Norte reforma Constituição
Por 61% dos votos contra 39%, os eleitores da Carolina do Norte, EUA, aprovaram emenda à Constituição estadual que define o casamento entre um homem e uma mulher como “a única união doméstica legal que será válida ou reconhecida neste estado”. Por sua vez, os bispos católicos D. Michael Burbidge de Raleigh e D. Peter Jugis de Charlotte, em carta lida nas missas pedindo o apoio dos católicos à emenda, afirmavam: “Embora nosso estado já tenha uma lei que proíbe o casamento entre pessoas do mesmo sexo, nós somos bem conscientes, pelo que aconteceu em outros estados, que essa lei pode ser anulada por iniciativas judiciais ou legislativas”. Numerosos líderes do Partido Democrata, entre os quais o presidente Barack Obama, o ex-presidente Bill Clinton e o governador Beverly Perdue, falaram contra a emenda. O apoio popular ao casamento tradicional neutralizou essas poderosas e más influências.
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Trabalho escravo: presos são explorados em Cuba
A empresa estatal cubana Provari fabrica muitos produtos e a quase totalidade de seus operários são “trabalhadores escravos”, denunciou Elizardo Sánchez, chefe da Comissão Cubana para os Direitos Humanos e a Reconciliação Nacional. O Grupo Internacional pela Responsabilidade Social Corporativa informou que uma fábrica da Prisão 1580, perto de Havana, obrigava os presos a trabalhar até 12 horas por dia para fabricar blocos de construção, sendo que eles raramente recebiam os US$ 10 mensais prometidos. Mas os “amigos” estrangeiros de Fidel Castro — chefes de Estado, ministros, teólogos ou simples admiradores, por vezes ex-guerrilheiros — que hoje frequentam a ilha-senzala só veem “trabalho escravo” em seus países de origem...
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quarta-feira, 18 de julho de 2012
O Brasil para principiantes
| Ouro Preto (MG): seu deslumbrante panorama e suas construções
revelam a missão providencial do Brasil [foto PRC] |
Carlos Sodré Lanna (*)
É igualmente cenário de contrastes violentos e por vezes até pitorescos. Apesar de tudo somos um povo de boa índole, unido e compreensivo. Tudo isso é mais do que sabido, e vivido pelos brasileiros natos.
Mas o que dizer aos estrangeiros que vêm para cá fixar residência?
Para se adaptarem ao nosso estilo de vida, único em todo o mundo, são grandes e surpreendentes os contratempos que têm enfrentado.
Tempos atrás, um húngaro de nascimento, Peter Kellemen, mudou-se para o Brasil, cuja cidadania adotou. Suas observações, experiências e aventuras descreveu-as num livro: Brasil para principiantes (Editora Civilização Brasileira, Rio, 1961).
Citarei aqui alguns trechos interessantes do mesmo:
"Não se esqueça, meu jovem amigo, de que é preciso se ambientar durante o primeiro ano. Aprenda a julgar os gestos, as meias palavras, os olhares, as insinuações, pois o brasileiro jamais dirá a palavra não" (p. 16).
"No Brasil, desde a infância, as pessoas se acostumam a compreender certos contrastes. Por exemplo, o automóvel contrabandeado só vai a leilão depois de enferrujado e totalmente inutilizado, ao invés de na época, quando está valendo milhões. Edifícios públicos com obras paralisadas em meio à construção, por falta de verba, enquanto outros edifícios públicos recebem o dinheiro necessário para poder iniciar a fundação. Verá moleques sem sapatos, mal alimentados, mas com rádio portátil na mão. Ao lado de moderníssimos supermercados e gigantescas lojas de departamento, verá feiras-livres e vendedores ambulantes. Homens visivelmente pobres, de tamanco, possuindo milhões e outros, gastando milhões, sem possuir um par de tamancos. Aprenderá que as placas: 'Estacionamento proibido', 'Não fume' ou 'Entrada Proibida' -- são apenas adornos coloridos para enfeitar a cidade” (p.141).
"Saiba que o Brasil não tem estradas como as da Alemanha, nem a riqueza dos americanos ... Mas o que importa? Se você não compreender que o povo brasileiro é diferente e, tem um caráter humano não dominado por leis ou parágrafos, nunca o entenderá.
"Quero ainda confessar uma coisa: todo estrangeiro não quer parecer estrangeiro. Isto é uma coisa difícil de realizar, pois além da aparência, que mostra logo a sua origem estrangeira, basta o sujeito abrir a boca e todo o mundo percebe que se trata de alguém de outra nacionalidade. "O caráter desse país (se é que uma Nação possa ter caráter) é cheio de contrastes, beleza, sinceridade, um pouco de infantilidade, mistério, insubmisso, de personalidade marcante. Não tente modificá-lo. É impossível e desnecessário. Ao contrário, aprenda a gostar de seus contrastes e assim você será mais sábio e muito mais feliz” (p. 142).
Em suas descrições sobre as coisas do Brasil, Kellemen fala da viagem de avião, a chegada na alfândega, estadia em um hotel, meios de transporte nas cidades, um país de milhões de médicos, economia, indústria, comércio, política e da laboriosa classe dos estrangeiros.
No entanto, convém dizer que o livro apresenta uma visão unilateral do brasileiro, considerado de modo exagerado e caricato, generalizando os defeitos do "jeitinho", como malandragem, relativismo, os quais são encarados de modo simpático, como algo quase folclórico.
O "jeitinho" brasileiro" – como a palavra "saudade" não tem tradução para nenhum outro idioma –– tem muito de inteligência e sagacidade, mas a ela se acrescentou uma camada de defeitos.
Apoiar na totalidade a visão que autor formou do Brasil e dos brasileiro: seria ver nossa Pátria como uma terra de espertezas e pequenos expedientes, portanto negar a vocação e a missão providenciais do País. Embora se deva reconhecer que ele apanhou bem certos aspectos, como flexibilidade de espírito em contraposição à rigidez e ao "espírito geométrico" que caracterizam outros povos.
Não resta dúvida de que o tão decantado "jeitinho" é um valor do Brasil: Mas ele será um mero expediente prático se não estiver a serviço de um povo que sabe voar nos grandes horizontes do pensamento, da ação e dos planos Deus a serem aqui realizados.
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(*) Carlos Sodré Lanna é colaborador da Agência Boa Imprensa (ABIM)
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