segunda-feira, 16 de agosto de 2010

O CAPIM-ELEFANTE, VICTOR HUGO E O AÇOUGUE

  • Léo Daniele
Ah! A vida da agricultura brasileira! Esta força que resiste a uma espécie de perseguição branca, apesar de tudo, faz com que nosso imenso Brasil atinja o patamar de uma das maiores lavouras do mundo! E com quanta criatividade isso se realiza!

Um exemplo. O nome capim-elefante sugere alguma coisa de grande, e em verdade assim é.

Essa gramínea, que pode chegar a seis metros de altura, foi importada da África há cem anos para alimentar rebanhos em períodos de seca, pois é capaz de se desenvolver mesmo em regiões inóspitas, sem pedir adubo nem irrigação.

Pois bem: recentemente a criatividade brasileira descobriu que o capim-elefante pode ser utilizado como carvão vegetal e, mais ainda, como produtor de energia elétrica.

Segundo a EMBRAPA, seu potencial energético é imensamente (o advérbio não é meu) superior à cana de açúcar. A produção pode chegar a 48 megawatts por hectare.

Compreende-se as vantagens, pois há em nosso País 60 milhões de hectares de pastagens degradadas, onde o capim-elefante poderia dar-se perfeitamente bem, dobrando a capacidade de geração de energia no Brasil, com muito pouca poluição.

Vamos agora ao ponto crítico. Para implantar uma usina com capim-elefante, são convenientes 4.000 hectares. Ou seja, oito vezes mais que a área máxima que pode ter uma fazenda segundo o fanaticamente socialista projeto de reforma constitucional, de autoria do ex-deputado petista Adão Preto, para limitar o tamanho máximo da propriedade agrícola em irrisórios 500 hectares!

Este é apenas um exemplo, entre muitos outros que poderiam ser dados.

Vem ao caso lembrar um dito cheio de espírito. Victor Hugo (foto acima), controvertido romancista francês do século passado, em uma formulação chistosa e contundente, mostrou a incompatibilidade natural entre produção abundante e distribuição igualitária:

“O comunismo e a lei agrária pretendem ter encontrado solução para o segundo problema [a distribuição da riqueza]. Eles, porém, se enganam. A distribuição que propõem mata a produção. A distribuição igualitária extingue a emulação. E conseqüentemente o trabalho. É uma partilha feita pelo açougueiro, que mata aquilo que divide. É pois impossível aceitar essas pretensas soluções. Matar a riqueza não é distribuí-la” (Les misérables, Garnier Flammarion, Paris, 1967, tomo II, pp. 369-370) (cfr. Plinio Corrêa de Oliveira, “Sou Católico: posso ser contra a reforma agrária?”, Editora Vera Cruz, 4a. ed., 1982, pag. 173).

Vamos tirar a vida à agricultura brasileira, fazendo fenecer sua prodigiosa criatividade, como quer a propaganda socialista da imposição de limites ao tamanho das propriedades?
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(*) Léo Daniele é colaborador da ABIM

sábado, 7 de agosto de 2010

“Washington Post” critica Lula

Lula e o presidente do Irã, Ahmadinejad [Foto: Ricardo Stuckert / PR]



  • Hélio Dias Viana (*) 

Em recente matéria, articulista do importante jornal norte-americano "Washington Post" afirma que apesar de cortejar o Irã, o presidente Lula foi por este humilhado ao não ser atendido no seu apelo em prol de uma mulher condenada à morte naquele país. E conclui dizendo que Lula está se empenhando a fundo para que sua sucessora seja uma “ex-guerrilheira marxista que compartilha sua afeição pelos ditadores anti-norte-americanos”.


Lula obstruído pelo Irã

By Jackson Diehl, The Washington Post, 3 de agosto de 2010

O melhor amigo dos tiranos em todo o mundo democrático – o presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva – foi mais uma vez humilhado por um de seus clientes.

Trata-se de Mahmoud Ahmadinejad, o patrocinador do terrorismo e negador do Holocausto, a quem Lula abraçou pública e literalmente. No final da semana, pressionado por protestos domésticos, Lula apelou ao presidente iraniano para libertar Sakineh Ashtiani – uma mulher iraniana condenada a morrer lapidada sob acusação de adultério – e permitir-lhe exilar-se no Brasil.

“Se a minha amizade e afeição pelo presidente do Irã têm importância, e se esta mulher está causando problemas lá, vamos acolhê-la aqui no Brasil”, proclamou Lula. Na terça-feira, o líder brasileiro recebeu a resposta: uma recusa direta do governo de Ahmadinejad, que com excessiva condescendência descreveu Lula como meigo: “Tanto quanto sabemos, ele é uma pessoa muito humana e emotiva que provavelmente não recebeu informação suficiente sobre o caso”, disse o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Ramin Mehmanparast. “O que pode ser feito é informá-lo sobre os detalhes do caso desta pessoa que cometeu um crime e foi condenada em conseqüência”.

Os detalhes são estes: Ashtiani, 43, mãe de dois filhos, foi julgada culpada em 2006 por ter “um relacionamento ilícito” com dois homens. Ela foi punida com 99 chibatadas. Depois a corte mudou a acusação de adultério e a sentenciou à morte por lapidação. Ela está sendo objeto de uma campanha internacional, inclusive no Brasil, onde uma petição questionando o fracasso de Lula em falar sobre os direitos humanos no Irã recebeu mais de 100 mil assinaturas.

Esta não é a primeira vez que Lula ficou embaraçado por causa de seu “amigo” iraniano. Em maio, Ahmadinejad o induziu a desempenhar o papel de inocente útil [useful idiot], por ocasião da votação de sanções no Conselho de Segurança da ONU. Em Teerã, o presidente brasileiro assinou um memorando delineando um suposto compromisso sobre o programa nuclear iraniano – que se revelou imediatamente um roubo por Teerã e uma paralisação para os membros permanentes do Conselho de Segurança. Os votos de sanção prosseguiram.

Ahmadinejad também não é o único ditador a contar com o apoio incondicional de Lula. Em fevereiro último, Lula esteve muito ocupado acariciando Raul e Fidel Castro em Cuba, no momento em que o regime anunciava que um dissidente preso, Orlando Zapata Tamayo, havia morrido em decorrência de uma greve de fome. Lula disse que “lamentava” a morte, mas prosseguiu sua visita, mesmo quando o governo lançava uma campanha de propaganda escusando-se pela morte de Zapata.

O mandato de Lula como presidente está chegando ao seu termo; ele está fazendo cerrada campanha para sua sucessora escolhida, Dilma Roussef,. Comentários no Brasil dizem que Lula também sonha tornar-se o próximo secretário-geral da ONU. De onde seu desejo de poder demonstrar que é capaz de persuadir governantes tais como Ahmanidejad a ouvir a voz da razão. Só que ele aparentemente não pode.

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(*) Hélio Dias Viana é colaborador da ABIM

sábado, 31 de julho de 2010

Lula marca mais um gol contra o Brasil



  • Wilson Gabriel da Silva

O presidente Lula marcou mais um gol contra o seu próprio time, em inconsistente entrevista sobre o conflito, por enquanto diplomático, entre a Colômbia e a Venezuela.

As declarações de Lula foram feitas após a denúncia do presidente colombiano Álvaro Uribe comprovando a presença de dezenas de acampamentos de guerrilheiros das Farc em território venezuelano, junto à fronteira com seu país.

Em longa e demagógica entrevista ao lado de Diego Maradona, o próprio presidente da Venezuela, Hugo Chavez, (foto acima) reconheceu a existência desses acampamentos em seu território… mas a culpa seria da Colômbia que deixou os guerrilheiros passarem a fronteira!

A resposta de Chavez à denúncia do presidente Uribe foi o rompimento das relações diplomáticas da Venezuela com a Colômbia e a mobilização de suas tropas junto à fronteira com o país vizinho.
Entretanto, o presidente Lula não vê nisso nenhum conflito sério. Apenas “conflito verbal”. “Temos (Lula e Chavez?) de ter paciência… até que Santos [o recém-eleito presidente da Colômbia] tome o poder”, declarou.

As palavras do presidente brasileiro soaram como um desaforo contra o presidente da Colômbia, que até a transmissão do mandato continua sendo Álvaro Uribe. Este deplorou que Lula apresentasse o caso como se fosse apenas uma briga pessoal entre ele. Uribe, e Hugo Chavez.

Sem dúvida, essa tática escamotearia aspectos mais importantes da questão: os crimes das Farcs e o envolvimento de forças ideológicas incrustadas em regimes latino-americanos.

O comentarista Alexandre Garcia destacou na "Globo" o mal-estar criado na América Latina pelas declarações de Lula. E viu aí mais uma derrota da “diplomacia” brasileira, depois das intromissões indevidas em Honduras, do apoio às reivindicações atômicas do Irã e de meter-se na briga entre árabes e judeus na Palestina. Uma verdadeira “catarse extemporânea de terceiro-mundismo”, conclui Alexandre.

Mais um gol contra de Lula. O problema é que o maior prejudicado é o Brasil.

Veja também em video o que diz Alexandre Garcia sobre esse assunto no portal da "Globo":

http://g1.globo.com/videos/bom-dia-brasil/v/alexandre-garcia-fala-sobre-o-clima-de-mal-estar-na-america-latina/1309764/

Sonho e pesadelo (II)



  • Pe. David Francisquini*

Sob o título “Sonho e pesadelo”, escrevi recente artigo em que procurei analisar o justo ideal de jovens que contraem matrimônio na perspectiva de iniciar uma família bem constituída, mas que não tardam a ter que enfrentar obstáculos quase intransponíveis quanto à educação e à formação moral e religiosa dos filhos.

Sinteticamente, procurei “dar nomes aos bois” ao enumerar os referidos obstáculos, contrastando-os com a boa ordem das coisas criadas por Deus, e recorrendo a um profundo estudo histórico e sociológico de autoria do líder católico Plinio Corrêa de Oliveira, consubstanciado em sua obra-prima Revolução e Contra-Revolução.

Neste estudo mundialmente conhecido, o autor demonstra que a atual crise que abala os alicerces da nossa sociedade é de origem religiosa e moral, tendo atingido, sobretudo, a civilização ocidental e cristã. Depois ela se difundiu por todo o mundo. Não se pode entender, pois, a intricada situação em que se encontra a família descrita no referido artigo, abstraindo-se dessa visão.

Muitas pessoas, diante dos alarmantes índices de violência e da vertiginosa expansão das drogas, bem como da dissolução da sociedade familiar e das concepções geradas fora do casamento, recorrem a nós se perguntam como proceder de modo equilibrado na educação e formação da prole, a fim de preservá-la dos perigos que campeiam no mundo atual.

Há algum tempo, a imprensa de Belo Horizonte registrou para a História entrevista com um assassino confesso. Entre outras perguntas que lhe foram dirigidas, uma era no referente ao que ele faria se fosse solto. Arrogante e duro de coração, o delinqüente respondeu que não estava arrependido dos crimes que cometera, que não procuraria trabalho e continuaria matando e roubando.

Em seguida, perguntaram-lhe a razão de sua atitude e por que ele chegara a tal ponto. O homicida respondeu com frieza: “Tudo começou quando, aidna menino, cheguei em casa com um doce roubado no bar e minha mãe, ao invés de me corrigir, deu um sorriso”.

Salta aos olhos que uma concessão, por menor que possa parecer, pode trazer conseqüências desastrosas para o resto da vida. Pois nada de grande — quer no sentido do mal ou quer no sentido do bem — acontece repentinamente. O segredo para as famílias é a integridade na formação moral e religiosa de seus filhos.

Portanto, pais e educadores, no cumprimento de seus deveres, estejam atentos para não fazer concessões à maldade e traquinagens das crianças, pensando conseguir detê-las no caminho da ruína e da perdição. “Porque, a fascinação das frivolidades obscurece o bem e a inconstância da paixão transtorna o espírito inocente” (Sab. 4, 12).

Como sacerdote de Nosso Senhor Jesus Cristo, assisto com tristeza pais tomarem a defesa de filhos, quando eles cometem infrações e são repreendidos. Além de não corrigirem os filhos, ainda se aborrecem quando um professor os admoesta, chegando, não raras vezes, a romper com a escola onde estudam suas crianças, defendendo-as por ocasião de uma simples travessura infantil.

Outros abdicam da responsabilidade da educação, permitindo que os filhos permanençam longamente diante da televisão ou da internet. Mais tarde, ao se deparar com os desvios praticados pelos filhos, perguntam-se como aquilo aconteceu! Talvez seja demasiado tarde. De acordo com espírito católico, sempre haverá uma forma equilibrada e sensata de educar a prole.
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*Sacerdote da igreja do Imaculado Coração de Maria, Cardoso Moreira— RJ

Alegria dos reféns resgatados pelo exército na Colômbia

Vídeo liberado pelo exército colombiano mostra cenas do resgate de quatro oficiais e suboficiais que passaram 12 anos em cruel cativeiro das FARC. Podem-se ver as longas correntes com que os desumanos guerrilheiros marxistas impediam os reféns de tentar a fuga. A heróica operação militar desgostou muito os “grupos humanitários”, os adeptos da Teologia da Libertação e os “hermanos socialistas” da guerrilha marxista na América Latina, notadamente em Caracas, Havana e Brasília.
Segundo comunicações dos sediciosos, interceptadas pelas Forças Armadas colombianas, o chefe das FARC, Jorge Briceño, ordenou fuzilar cerca de 40 guerrilheiros que eram carcereiros dos prisioneiros liberados. É com este tipo de subversivos que grupos de “direitos humanos” civis e eclesiásticos julgam ser possível um diálogo humanitário e sincero!
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Agência Boa Imprensa

sexta-feira, 23 de julho de 2010

Chaveropapismo


Hélio Dias Viana(*)

Se o leitor estiver tendo a paciência de ler este artigo, não deixe de rezar uma jaculatória pelo cardeal-arcebispo de Caracas, D. Jorge Urosa Savino, que talvez nesse mesmo momento esteja tendo que dar explicações à Assembléia Nacional de seu país sobre “por que condena o socialismo do século XXI” de Hugo Chávez.

Sua convocação partiu do majoritário Partido Socialista Unido da Venezuela. Mas o jornal espanhol “El País” (20/6/2010) informa que o governo venezuelano não estaria contente com o comparecimento do prelado apenas ao Congresso; Hugo Chávez o exortou a dar explicações também ao Tribunal Supremo de Justiça.

Quais são os “crimes” imputados ao cardeal?

Ter declarado em Roma que o presidente Chávez “passa por cima da Constituição” e pretende conduzir o país “pelo caminho do socialismo marxista, que é totalitário e conduz a uma ditadura”.

Ele também é acusado de participação no golpe que derrubou Chávez durante 48 horas em 2002 (desse tipo de golpe que não dá em nada e que a gente fica com séria desconfiança de ter sido promovido pelo próprio governo para depois este sentir-se livre para incriminar quem quer se lhe oponha).

No dia 5 de julho, durante a cerimônia de comemoração dos 199 anos da Independência, Hugo Chávez – na presença do Núncio Apostólico, Mons. Pietro Parolini –, após referir-se ao Arcebispo de Caracas dizendo que “este senhor Urosa é indigno de chamar-se cardeal”, repetiu várias vezes que ele era um “troglodita”.

Dirigindo-se depois ao Núncio, vociferou: “Mande uma mensagem a Sua Santidade: enquanto mandarem estes bispos aqui, lamentavelmente nos sentiremos bem afastados da hierarquia da Igreja católica”.

Chávez – que declarou recentemente não reconhecer o Papa como embaixador de Jesus Cristo, pois, segundo ele, tal embaixador é o povo – num delírio chaveropapista queixou-se ainda do fato de o Sumo Pontífice não tomar em consideração sua opinião sobre quem nomear para cardeal e para bispo: “Mandei dizer ao Papa que eu tinha meu candidato, que é um senhor que deveria ser supercardeal porque o merece”, referindo-se a D. Mario Moronta, bispo de San Cristóbal. Este último, entretanto, apesar de suas posições progressistas, repreendeu o presidente pelas suas palavras e se solidarizou com o Arcebispo de Caracas.
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Hélio Dias Viana é colaborador da ABIM

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Espanha campeã: meu barbeiro já previra



Hélio Dias Viana(*)
Não é necessário ser profeta para prever o desenlace das atuais Copas do Mundo. Meu barbeiro, muito antes de iniciar-se esta última, já havia acertado na mosca: “A Espanha vai ganhar!”.

Com efeito, de há muito essa competição de esportista se tornou política, e seus resultados se tem conformado com certas necessidades internas de determinados países.

Além de sua tradicional e popular tourada – que enfrenta cerrada campanha de pacifistas que a querem ver abolida –, o que mais importa atualmente na Espanha é a truculenta lei de aborto que o governo socialista acaba de implantar, pela qual a idade para matar cai para os 16 anos, e para morrer sobe para 14 semanas.

Tal lei vem causando enorme reação em todo o país, até mesmo na classe médica e sanitária em geral, cujos membros se recusam a matar os inocentes. E nada neste momento poderia ser mais oportuno para os socialistas do que uma vitória na Copa do Mundo, para tentar assim encher a opinião pública de otimismo e ao mesmo tempo desviar o foco das atenções. – Conseguirão?

E a Espanha – que, importa reconhecer, possui muitos valores bem superiores ao futebol – ganhou logo de quem? Da Holanda, país onde tanto o aborto quanto as piores aberrações morais são oficialmente permitidas, e que é também conhecido pelo fato de seus navios abortistas ancorarem próximo à costa de países onde essa lei assassina não vigora, para realizá-los ali.

– Mera coincidência?
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(*) Hélio Dias Viana é colaborador da ABIM

domingo, 4 de julho de 2010

“E daí? Dizem os candidatos


Leo Daniel
Os pré-candidatos desta eleição de 2010 estão muito calados a respeito de suas intenções e convicções. Até parece que a eleição será por cargos na lua, sem nenhuma relação com nossa sofrida Terra. Só palavras vagas e sonoras.

Teotonio Vilela Filho reconheceu que “temos mais semelhanças que nos unem que diferenças que nos separem”. Afinal, são três candidatos ou um único candidato, vestindo três estilos de roupas, de siglas e de amigos? Ou são três pessoas?

Os assuntos-chave são evitados cuidadosamente. Por exemplo, o que parece a eles do Terceiro (e vasto) Programa Nacional de Direitos Humanos (PNDH-3), tão alardeado pelo governo Lula da Silva, do qual se pode dizer que é um chavismo sem Chavez? Não se trata apenas de um programa de reformas várias, mas sim, em bloco, de uma reforma-do-Brasil. Não é pouco! Que acham os srs. candidatos dessa reforma socialista? Será para melhor? Ou…

E a Quinta Internacional? Chavez lançou recentemente um projeto de internacional comunista, pouco antes de termos cedido nossa embaixada em Honduras para abrigar Zelaya (lembra-se?). Diz ele: “Atrevo-me a convocar a 5ª Internacional para retomar a 1ª, a 2ª, a 3ª e a 4ª (…) Que esta se converta num instrumento de unificação da luta pelos povos para salvar o planeta”. Chavez recordou que passaram 145 anos desde que Karl Marx convocou a 1ª Internacional Socialista, 120 desde que foi convocada a 2ª, por Friedrich Engels, 90 desde que Lenin convocou a 3ª e 71 anos desde que Trostsky convocou a 4ª.

Vamos aderir a essa Internacional, ou vamos repudiá-la com desdém? Ou se vai fingir que não se viu nada?

Os candidatos “acham que não devem nada para o eleitor, muito menos explicações” (Josias de Souza).

Mais uma pergunta. Segundo pesquisa do Datafolha sobre a ideologia dos brasileiros: 35% dos entrevistados que se disseram petistas, por livre vontade e protegidos pelo anonimato se declararam de direita (“O Globo”, 4-6-2010). No geral, dos eleitores de Serra, 61% se dizem de centro à extrema-direita; de Dilma, 51%; e de Marina, 54%. É incrível, mas você leu certo, cada um dos candidatos tem mais da metade dos seus eleitores nesse espectro ideológico: de centro à extrema-direita.

“E daí?” Parecem dizer os srs. candidatos…

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(*) Leo Daniele é colaborar da ABIM

quarta-feira, 30 de junho de 2010

Sonho e pesadelo


Pe. David
Francisquini*


Imaginemos uma família que se inicia com um admirável e promissor casamento diante de um sacerdote que deu aos cônjuges formação necessária para bem compreender a nobreza que tal aliança encerra. Com essa perspectiva, uma nova existência começa cheia de esperança à busca da vida virtuosa em comum, de acordo com os ensinamentos da Igreja.

A boa índole do casal leva-o a conceber prole numerosa com boa formação moral e religiosa, filhos de caráter que possam honrar com seus predicados os seus pais. E depois de uma vida de dedicação mútua, de trabalhos, numa palavra, de uma vida fecunda aqui na Terra, reunir-se-iam no Céu juntos ao trono de Deus.

Com o passar do tempo, sob a pressão do ambiente que o envolve, e do mau exemplo proveniente das classes dirigentes que deveriam ser modelo para as demais, o casal percebeu que a situação atual se encontra nos antípodas de suas mais legítimas aspirações, e que a batalha para atingir sua meta será sobre-humana.

Seus filhos se vêem cercados pela imoralidade e violência dos programas televisivos, pelos shows que propagam as drogas e os maus costumes, por doutrinas revolucionárias que eclodem daqui, de lá e de acolá, através da mídia e até mesmo de livros adotados em nossas escolas. Onde os filhos deveriam se formar para servir melhor a Deus e a sociedade, campeiam os maus exemplos.

Incoercível, tal avalanche inunda aquele lar, e aos poucos os filhos começam a mudar. Já não desejam o convívio aconchegante da família, e preferem a rua. Passam a contestar as ordens paternas na hora de ir para a igreja, fazendo “corpo mole” no momento das orações, pois se sentem como que entediados das coisas de Deus. Cada vez mais exigentes, eles são intolerantes e cheios de caprichos.

Parecem querer ocupar o lugar dos pais. Não aceitam mais usar as roupas, de acordo com a modéstia cristã e com os padrões do bom gosto, mas sujeitam-se “voluntariamente” à ditadura da moda, vestindo o “uniforme” atual do jeans desbotado e esfiapado. Os mais rebelados usam cortes de cabelo extravagantes, brincos, piercings e ostentam tatuagens.

Para infelicidade dos pais e dos bons educadores, as leis vigentes favorecem de maneira brutal o ambiente de rebelião à ordem constituída, substituindo-a pela anarquia generalizada. Nas escolas, as crianças começam já em tenra idade a ser iniciadas para a vida sem “tabus” através de aulas da assim chamada “educação sexual”, que ensinam as piores depravações sob a capa de normalidade.

Como estudioso e diretor de almas, afirmo que tal situação não começou da noite para o dia e que ela não atinge apenas o Brasil. A crise que assola nossa civilização originou-se no Renascimento, passando pelo protestantismo, Revolução Francesa, comunismo, desfechando na Revolução Cultural que apregoa a quebra de todos os valores da família, da Religião e procura extinguir a propriedade particular.

Trata-se de uma crise profunda e sem precedentes, que tem como mola propulsora os vícios do orgulho e da sensualidade, e atinge todos os campos da vida humana, como tão bem explanou o ilustre pensador católico, Professor Plinio Corrêa de Oliveira em seu livro Revolução e Contra-Revolução.

Em próximo artigo, pretendo continuar analisando essa dramática situação, que vem causando justa preocupação não apenas em zelosos pais que amam e temem a Deus, mas em todos aqueles que procuram defender a maravilhosa ordem criada por Ele, com vistas a propiciar a seus filhos a eterna felicidade.

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* Sacerdote da igreja do Imaculado Coração de Maria, Cardoso Moreira - RJ

Apoio popular ao “Dia da liberdade de impostos”

De acordo com IBPT (Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário), 53,03% do valor cobrado pelo litro da gasolina correspondem a tributos. Em 25 de maio, o Instituto Mises e o Movimento Endireita Brasil, além de diversas associações comerciais e empresariais, organizaram um “Dia da liberdade de impostos”, para protestar contra os tributos abusivos no País. Em São Paulo e Brasília, depois de excluídos os impostos, caiu de R$ 2,399 para R$ 1,18 o preço cobrado pela gasolina nos postos participantes. A manifestação ocorreu também em Belo Horizonte, Porto Alegre, Vitória e Campo Grande. Em Santa Catarina, apesar das filas que demoraram horas, os consumidores apoiaram a iniciativa.

segunda-feira, 14 de junho de 2010

Marcha contra o aborto em Varsóvia


Heitor Abdalla Buchaul (*)
No dia 30 de maio último, mais de 6000 pessoas participaram da V Marcha pela Vida e pela Família na capital polonesa.

Havia uma maciça presença de jovens com cartazes que contra o “casamento” homossexual e enaltecendo a família como célula-mater da sociedade.

A Associação pela Cultura Cristã Padre Piort Skarga, uma das organizadoras do evento, abria o desfile com seus símbolos e um grupo de convidados de diversos países, França, Alemanha, Portugal, Estados Unidos e Brasil. Estavam também presentes representantes das principais associações cristãs polonesas.

Durante toda a marcha, foi notório o entusiasmo e a “garra” dos poloneses em defesa dos mais altos valores da Cristandade — o que é admirável quando lembramos o sofrimento daquela Nação, que esteve por quase meio século sob o jugo marxista da ex-União Soviética.

O presidente da Associação pela Cultura Cristã Padre Piort Skarga, Slawomir Olejniczak, salientou a necessidade da preservação da família como alicerce da sociedade e os constantes golpes que ela vem sofrendo, devido a promoção de uma cultura da morte. Ressaltou também a necessidade de a opinião pública pressionar o Estado, no sentido de preservar a autonomia da família e do pátrio poder.

Anna Szpindler, porta-voz da marcha, afirmou: “Estamos satisfeitos de que conseguimos a cada ano atrair uma multidão sempre maior, pois representamos os positivos valores da vida e da família. Esperamos que os políticos dêem atenção para o fato de que esses valores são importantes para um tão grande número de pessoas. Acreditamos que o bem-estar das famílias deve ser um desafio prioritário para eles”.

Um evento como esse é um alento nos tempos difíceis atuais, em que o neopaganismo quer se impor. Mas ainda ressoa aquela voz doce e ao mesmo tempo firme dirigida por Nossa Senhora aos pastorinhos em Fátima “Por fim meu imaculado coração triunfará!”
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(*) Heitor Abdalla Buchaul é colaborar da ABIM

Histórica vitória direitista na Hungria

As direitas obtiveram esmagadora vitória nas eleições legislativas na Hungria. Após o segundo turno, o partido de centro-direita Fidesz [foto] ganhou mais de dois terços das cadeiras do Parlamento, e a extrema-direita anti-União Européia conquistou 47 lugares. O Partido Socialista — “maquiagem” do antigo Partido Comunista, até agora no poder — ficou com apenas 59 deputados. Para o “Le Monde”, tratou-se de uma “revolução conservadora de alcance inédito”. O partido de centro-direita pode agora apagar os restos de comunismo que ficaram na constituição húngara, desde que aja com sabedoria — virtude cada vez mais rara na Europa laicizada.
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Agência Boa Imprensa

Cardeal reza missa por Fidel, mas não por dissidente

O dissidente político cubano Guillermo Fariñas, que faz greve de fome há mais de dois meses, reprovou o fato de o arcebispo de Havana, Cardeal Jaime Ortega, ter celebrado uma missa quando adoeceu o ditador comunista Fidel Castro, mas não rezou nenhuma missa pelo dissidente Orlando Zapata, falecido na ilha durante a visita do presidente Lula. O Cardeal assumiu posição análoga à do presidente brasileiro e pediu ao dissidente abandonar a greve de fome, que prejudica a imagem internacional da Cuba comunista. Fariñas respondeu que agora é momento “não de conciliar, mas de se colocar a favor das vítimas ou de vitimá-las”.
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Agência Boa Imprensa

sexta-feira, 28 de maio de 2010

A tarrafa e o PNDH-3

  • Leo Daniele
A tarrafa é uma rede de pesca circular, de malha fina, com pesos na periferia e um cordel no centro, pelo qual é puxada. É usada manualmente, nos lagos e no mar, e serve para pegar os peixes que distraidamente passam pelo lugar, “pensando” em outra coisa.

Na sua periferia a rede circular é guarnecida, de espaço em espaço, de pequenos cilindros de chumbo ou “chumbadas”. Quando a tarrafa é jogada, cada chumbada vai numa direção, ampliando o campo de pesca. Quanto mais aberto, melhor, e a perfeição é quando os chumbinhos estão bem longe uns dos outros. Tarrafas grandes podem ter a roda (perímetro) de 12 a 20 metros e o peso de 5 a 6 quilos.

O cordel fino existente na parte superior da tarrafa (o “olho”) tem o nome de fieira. Lançada a tarrafa, depois de uma breve espera puxa-se tudo por meio da fieira, e os despreocupados peixinhos são apanhados, depois vendidos e devorados.

Mas o título deste artigo relaciona a tarrafa com o Programa Nacional de Direitos Humanos — PNDH-3. O que tem a ver uma coisa com a outra? Muito, e provavelmente o leitor já o percebeu.

Os pesos de chumbo também estão no PNDH, para lançá-lo em diversas direções: intervenção no Judiciário, no Exército, na Polícia, na mídia, na Religião, na educação, na família, na depravação, na agricultura, nas cidades, no meio ambiente... Direções bem diferentes umas das outras, mas... o PNDH-3 é muito completo. Tem tudo quanto a esquerda pode querer, numa primeira fase. Quando os “peixes” estiverem bem dentro da rede, puxa-se a fieira... E nós brasileiros, vítimas do PNDH-3, estaremos prisioneiros em mais um país socialista na América Latina e no mundo!

Cada peso de chumbo da tarrafa corresponde a um soviete, apresentado como conselho popular ou comissão de estudos. Nada mais “inocente” do que uma comissão de estudos ou um conselho popular, mas isso é exatamente o que se entende por soviete.

O PNDH fala deles (dos conselhos populares e das comissões de estudos, evidentemente) a todo momento, em suas 80 páginas. Parecem autônomos e independentes, cada um diferente dos demais. Mas ainda chegará o momento de dizer “todo poder aos sovietes” (Lênin), e então, com um puxão na fieira, estará feito o serviço. Nós, os diversos tipos de “peixe”, teremos sido apanhados na rede soviética. A meta estará atingida.

Já aconteceu na História. Na Rússia, onde os sovietes foram criados em 1905, somente foram implantados como força dominante muitos anos depois. Será o Brasil imune a isso?

Em conclusão: Ver e denunciar cada chumbinho soviético é bom. Ver e denunciar toda a tarrafa soviética é melhor. E reagir vigorosamente contra ela é ainda melhor. E indispensável.
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(*) Leo Daniele é colaborar da ABIM

A Face da Verdade — Novas pesquisas confirmam a veracidade do Santo Sudário


  • Heitor Abdalla Buchaul (*)
Desde o último dia 10 de abril, o Santo Sudário está exposto na catedral de Turim, sendo esperados mais de dois milhões de peregrinos e turistas que virão venerá-lo.

Em entrevista concedida ao jornal Belga “Lê Soir” (22-4-10) pela medievalista e pesquisadora dos arquivos secretos do Vaticano, Barbara Frale (foto), que publicou recentemente o livro: O Sudário de Jesus de Nazaré, depreendemos detalhes impressionantes que evidenciam sua autenticidade do tecido, que é considerado o mais analisado da História.

Quando perguntada sobre o famoso teste com carbono-14, ela diz que mesmo o criador do teste, o Prêmio-Nobel Willard Frank Libby tinha dúvidas, e havia prevenido que os resultados de suas análises não seriam confiáveis, pois era um tecido que havia sofrido muita contaminação, como por bactérias de origem recente e por um gás desinfetante.

Mas o ponto importante da entrevista foi quando ela afirmou que as novas pesquisas científicas permitiram descobrir sobre o Sudário traços de texto escritos em grego, latim e aramaico. “O primeiro que viu esses traços sobre o negativo, em 1978, foi um professor da Universidade Católica de Milão, Aldo Marastoni — especialista em textos latinos do primeiro século —, suas pesquisas foram confirmadas por André Marion e uma equipe de físicos franceses do Instituto d’Orsay, em 1994. [...] Esses traços de texto escritos sobre papiros que foram colocados sobre o Sudário não são borrões, mas o resultado de uma reação química entre o ferro contido na tinta e uma matéria utilizada para embranquecer os tecidos. Comecei a estudar esses traços de texto em 1998 e descobri, após muita pesquisa e confrontações entre textos medievais e do primeiro século, que o texto era um certificado de sepultura de um homem, chamado Jesus, cidadão de Nazaré, sepultado à nona hora, quer dizer, no fim do dia, em conformidade com a lei na Jerusalém daquele tempo”.

Ela comenta outro detalhe interessante: “Por exemplo, os judeus eram enterrados às vezes com as mãos ao longo do corpo, outras com as mãos cruzadas, a direita sobre a esquerda, como em certas preces. A direita representando a misericórdia divina, a esquerda a justiça. O Homem do sudário tem a mão esquerda sobre a direita, como se não necessitasse dessa misericórdia, por ser perfeito”.

Quando perguntada se o Sudário realmente data do primeiro século respondeu: “Segundo todos os indícios de que dispomos - os traços de texto, o gênero de tecido, os restos de pólen de espécies desaparecidas; é certo que ele cobriu o cadáver de um homem chamado Jesus, condenado a morte e crucificado numa época e nas condições descritas nos Evangelhos, o resto não faz parte da ciência, mas da teologia e da fé de cada um”.

A pesquisadora disse que irá a Turim ver o que chama de “objeto verdadeiramente extraordinário [...]. Um holograma com uma incrível capacidade de detalhes anatômicos; lá encontramos mesmo as impressões digitais de quem embrulhou o morto no Lençol”.

Mesmo com tantas evidências, alguns são céticos sobre a veracidade do Santo Sudário, preferindo desconsiderar o cientificismo que apregoam, quando este dá provas de uma verdade inconteste. Como Pilatos perguntam: “O que é a verdade?” E dão as costas para não ouvir a resposta...
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(*) Heitor Abdalla Buchaul é colaborar da ABIM

sexta-feira, 14 de maio de 2010

Nova ditadura em ascensão

O ministro Vannuchi, um dos principais articuladores do PNDH-3, agarrado a seu texto
Foto: Ana Nascimento/MDS

• Pe. David Francisquini*
Instado por amigos a expor o que penso sobre o Programa Nacional dos Direitos Humanos (PNDH-3) do governo Lula, sinto-me no dever de brasileiro — acrescido da responsabilidade sacerdotal de que sou revestido — de confrontá-lo sucintamente com os ensinamentos da Santa Igreja.

Não é necessário ser jurista para, logo à primeira vista, perceber nele um programa revolucionário, concebido por mentes alienadas e manipulado por hábeis mãos a fim de descristianizar o Brasil, subvertendo de maneira radical nossas raízes cristãs por meio de leis que se contrapõem à Lei de Deus, codificada nos Dez Mandamentos.

Com efeito, o Programa se propõe a “desenvolver mecanismos para impedir a ostentação de símbolos religiosos em estabelecimentos públicos da União” e recomenda “o respeito à laicidade pelos Poderes Judiciário e Legislativo, e Ministério Público, bem como dos órgãos estatais, estaduais, municipais e distritais”. Trata-se do ateísmo implantado em nome da laicidade, uma nova ditadura em ascensão.

O PNDH-3 golpeia a instituição da família, fundamento de qualquer ordem social sadia. Apregoa o pecado, com suas decorrentes desordens morais, como valores inalienáveis a que ninguém pode se opor. Pretende “reconhecer e incluir nos sistemas de informação do serviço público todas as configurações familiares constituídas por lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais (LGBT), com base na desconstrução da heteronormatividade”. O que até há pouco era anormal passa a ser normal; o que era pecado não o será mais; o que era antinatural passará a ser natural; o que era desordem moral se tornará inteiramente legal.

Uma sociedade assim constituída levará as pessoas à negação de Deus, da Redenção infinita de Nosso Senhor Jesus Cristo e da Igreja Católica. O que se depreende disso é o seguinte: quem vive em situação antinatural terá voz e vez! Quem defende a Lei de Deus e a integridade da natureza ficará amordaçado e será escorraçado. Na verdade, isso caracteriza um regime antinatural, despótico, tirânico, como o que outrora vigorou na União Soviética. Viveremos sob o tacão desse Programa, se ele for imposto ao Brasil?

Outra investida subversiva do PNDH-3 concerne às prostitutas (nele chamadas eufemisticamente de profissionais do sexo), cuja ultrajante “profissão” pretende regulamentar com todas as garantias de um trabalhador honesto. E ainda prevê elaborar em relação a elas programas educativos — como se isso fosse educação — para que o público aceite a nova situação como normal. Propaganda com dinheiro público, inclusive para as crianças, com a finalidade de se aceitar a prostituição masculina e feminina. Uma verdadeira máquina de meretrício para todas as idades fica assim liberada.

Trata-se, caro leitor, de legalizar o pecado e eliminar o conceito de família. Pretende-se introduzir uma concepção nova do ato natural entre o homem e a mulher, que só é aceitável dentro do matrimônio monogâmico e indissolúvel, com a finalidade de propagar a espécie e garantir o mútuo auxílio. Numa palavra, é uma desordem inadmissível colocar isso em forma de decreto. Qual será depois disso a situação dos Mandamentos, que ordenam que não se deve pecar contra a castidade e não cobiçar a mulher do próximo?

Outro ponto totalmente inadmissível é o apoio ao infanticídio monstruoso que se realiza através do aborto, a ser implementado tornando seu acesso livre e fácil a quem o desejar.

Não faltou no PNDH-3 um forte ataque ao direito de propriedade, ao propor “a construção de uma sociedade igualitária”, ou seja, a construção no Brasil de uma nova Cuba, ou de uma Venezuela como a do caudilho Chávez — regimes comunistas, como o da Rússia soviética, qualificado pelo atual pontífice como “a vergonha de nosso tempo”. Nossa Senhora profetizou em Fátima que esse erro da Rússia (comunista) se propagaria pelo mundo, constituindo o grande flagelo para punir os pecados da humanidade.

Diz Santo Agostinho que a paz é a tranqüilidade na ordem. Como poderá haver paz numa desordem tão grande como a que o PNDH-3 quer implantar na Terra de Santa Cruz? Pelo contrário, ele nos levará ao caos. O mesmo Santo Agostinho nos ensina que se todos observassem o Decálogo — governantes, reis, magistrados, súditos, empregados, patrões, filhos, pais, mestres e alunos, esposos, soldados, enfim toda a sociedade —, aí sim haveria verdadeira ordem e paz social.

Muitas vezes me pergunto se tantos cataclismos, terremotos, enchentes, epidemias a que temos assistido, não são frutos decorrentes dessa profunda revolta e inversão de valores contra a ordem natural criada por Deus.


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* Sacerdote da igreja do Imaculado Coração de Maria, Cardoso Moreira - RJ

domingo, 2 de maio de 2010

Violência e drogas em escolas públicas

No centro da capital paulista a zona conhecida como "Cracolância"
As imagens de santos despedaçadas num altar da escola estadual Benício Dantas, em Maceió, são símbolo do drama dos professores agredidos devido à difusão de drogas entre os alunos. A depredação de escolas públicas se espraia pelas cidades brasileiras. Para o Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC), o aumento do consumo de crack pesou decisivamente nessa sinistra balança. No SUS, o crack é a segunda maior causa de atendimentos especializados em álcool e drogas, só perdendo para a bebida, explicou Pedro Gabriel Delgado, coordenador do Programa de Saúde Mental do Ministério da Saúde. O vício da droga atinge jovens ricos e pobres. “Essa droga foi a forma mais inteligente que o diabo inventou para acabar com a humanidade. E está conseguindo”, comentou uma vítima.
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Agência Boa Imprensa

Jovens americanos abandonam Obama

Manifestação anti-Obama em Washington

Enquete feita pelo Harvard's Institute of Politics semeou o alarme nas esquerdas americanas. Segundo relata a revista “Newsweek”, só 38% dos jovens (entre 18 e 29 anos) aprovam a política de Obama face ao déficit do governo; 51% reprovam sua gestão; e 53% desaprovam a reforma da saúde. Porém, o pior indício para Obama é o desânimo manifestado por seus votantes: só 35% dos jovens que votaram por ele tornariam a fazê-lo em novembro. E a avaliação é de que, se Obama não conseguir recuperar os jovens, o Partido Democrata pagará pesada conta nas eleições legislativas de novembro.
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Agência Boa Imprensa

Bons tempos em que se morria para não pecar

Corpo incorrupto de Sta. Maria Goretti


• Pe. David Francisquini*

Santa Maria Goretti (1890 – 1902) abria e terminava seu dia com o sinal da cruz. Sem caprichos nem manhas e sempre generosa, revelava reflexão superior à sua idade.

Para tentar melhorar suas condições precárias, a família mudou-se para Colle Gianturco, local do martírio. Depois da morte do pai — conta-nos Assunta, a mãe da santa — a filha procurava fortalecer-lhe o ânimo. Nas agruras, ela dizia “Por que esse medo, mamãe? Daqui a pouco estaremos [eram seis filhos] crescidos. Basta que Nosso Senhor nos dê saúde e a Providência nos ajudará”. Modelo de confiança!
Com a sabedoria de quem sabe aproveitar o tempo com método e disciplina, conhecia o segredo da vida. Com a morte do pai, seu programa foi assumir a responsabilidade da casa (foto abaixo) e o cuidado e a formação dos irmãos.

Era de angélica pureza. O assassino, de nome Alexandre Serenelli, confessou jamais ter notado nela o menor ato contrário a essa virtude. Chegava a rir discretamente das colegas que paravam diante de espelhos ou das vidraças para arranjar os cabelos. Ao ouvir palavras inconvenientes, nunca deixava de manifestar seu desagrado.

Em contrapartida, quão diferente foi a educação de seu verdugo! Seu pai não praticava a Religião, acreditando vagamente na existência de Deus. Possuía ainda caráter autoritário e era dado ao vício do álcool. A própria mãe, já meio louca, tentara afogar o filho quando este era criança.

Órfão de mãe ainda novo, não conheceu os carinhos, a bondade e o afeto materno, sendo criado como um estranho. Ao pai recai a acusação de ter cultivado a perversão do filho em más leituras, apesar de ter sido batizado, aprendido um pouco o catecismo, a ler e escrever.

A situação de Alexandre agravou-se quando serviu como marinheiro, tendo então se pervertido ainda mais, devido às más companhias. Contudo, ainda assistia sempre à missa e era respeitoso com o pai. Possuía gênio fechado, frio e solitário.

Costumava trancar-se no quarto, onde alimentava o vício da impureza através de más leituras que o próprio pai lhe proporcionava. Revestia as paredes com figuras de jornais e revistas indecentes. O vício criou nele raízes profundas. Penetrado de um impulso satânico, Alexandre decidiu destruir a inocência e a pureza de coração de Maria Goretti. Caso ela resistisse às suas impetuosas paixões, ele havia decidido matá-la. Contudo, a força de seu ódio não pôde prevalecer contra o rochedo intransponível de quem prefere morrer a se deixar contaminar pelo vício impuro.

Deparamo-nos assim com dois modelos de educação e de vida. A primeira banhada pela luz da graça e da vida sobrenatural. A segunda, por ódio à virtude e à vida exemplar. Ao tentar diabólica e inutilmente impor sua devassidão à santa, assassinou-a. Foi preso e cumpriu pena. Contudo, teve de lamentar pelo resto da vida o seu ato infame.

Mas o heroísmo da menina cheia de força atingiu tal ápice, que levou o próprio assassino à conversão. Ela perdoou-o e disse que o levaria para o Céu. Sua conversão foi seguida de penitência numa cela de um convento de religiosos.
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* Sacerdote da igreja do Imaculado Coração de Maria, Cardoso Moreira - RJ

terça-feira, 20 de abril de 2010

Marcha Contra o Aborto em Bruxelas

Heitor Abdalla Buchaul (*)
No último dia 28 de março, em Bruxelas, cerca de 3000 pessoas, participaram da Marcha pela Vida, por ocasião dos 20 anos da nefasta lei que despenalizou o aborto na Bélgica.

A marcha silenciosa, em sinal de luto pelas milhares de vítimas do aborto, qualificado por um dos oradores, como o maior holocausto da História, estendeu-se da Place Royal até o Palácio da Justiça. [foto abaixo]

A Marcha foi iniciativa de um grupo de estudantes, cujos participantes contavam entre de 18 a 21 anos, notando-se uma presença maciça de jovens, enquanto uma pequena manifestação contrária ocorria ao longe, composta por vetustos esquerdistas.


O ponto alto da manifestação foi uma mensagem do novo arcebispo de Malines-Bruxelas Monseigneur André-Joseph Léonard [foto], que leu mensagem de apoio enviada por D. Cardoso Sobrinho, felicitando a todos os participantes e prometendo orações. Havia grande número de religiosos e religiosas, além de padres diocesanos.


A delegação da entidade francesa Droit de Naître [foto] juntou-se aos numerosos jovens vindos de outros países, notadamente da Alemanha, Áustria, Itália, Irlanda, Holanda, Polônia, Espanha, além de participantes dos Estados Unidos, Brasil e Congo.

No final da marcha, em frente ao Palácio de Justiça, o depoimento de uma jovem americana chamou a atenção: ela é fruto de um abuso de um pai em relação à própria filha, ou seja, filha do próprio avô, tendo afirmado: “Se alguém pensa que num caso assim deve haver direito à vida ou não, olhem-me...”.

No fim, discursou o jovem estudante e principal organizador Michel de Keukelaere, que incentivou a todos a lutarem em prol da vida em seus meios e países e a retornarem na próxima marcha, no dia 27 de março de 2011.

Mais de mil rosas foram distribuídas e depositadas nas escadas do Palácio de Justiça. Eram brancas e vermelhas, simbolizando pureza, honestidade, como também sangue derramado e combate!
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(*) Heitor Abdalla Buchaul é colaborar da ABIM