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domingo, 10 de fevereiro de 2013

Cigarro seguro?

Pe. David Francisquini (*)

Imagem do vírus da AIDS
Por ocasião do carnaval, mais uma vez o governo brasileiro agiu de modo irresponsável ao fazer grande estardalhaço com a difusão milhões de preservativos, sob pretexto de “sexo seguro”, portanto, sem risco das chamadas DST, entre as quais a famigerada AIDS. A propósito, vi recentemente uma comparação que me pareceu bastante esclarecedora.

Trata-se de uma análise entre a campanha que vem sendo feita em âmbito mundial contra o tabagismo e, de outro lado, a campanha igualmente mundial contra a AIDS. A partir do momento em que autoridades mundiais concluíram que o uso do cigarro é perigoso para a saúde, os governos começaram a adotar todo tipo de medidas, inclusive recorrendo a leis proibitivas.

Para quê? — Para desencorajar aqueles que fumam, é claro! Daí a proibição de se fumar em ambientes fechados e, hoje, até em certos lugares públicos. Nada mais eficaz. Ninguém ouviu falar de uma campanha nacional ou internacional para promover o “cigarro seguro” encorajando o uso de filtros capazes de reduzir o risco de câncer, insuficiência cardíaca e outras enfermidades decorrentes do fumo.

Com efeito, ninguém promove distribuição maciça de filtros para cigarros em escolas, em prisões como vem ocorrendo com os preservativos. Qual seria a razão? — Parece óbvia. Os promotores das campanhas contra o tabagismo são convictos que a abstinência do fumo constitui a maneira mais eficiente e eficaz para evitar as doenças decorrentes do fumo.

Por que então não se procede da mesma maneira em relação a AIDS? — Não. As mesmas autoridades que combatem as doenças provenientes do hábito de fumar insistem paradoxalmente em promover e patrocinar o dito “sexo seguro”. Quantas vezes ouvi o refrão nascido da sabedoria popular “para os mesmos males, os mesmos remédios”... Incoerência e contradição do século XXI?!

O que nossas autoridades deveriam fazer era, no caso da AIDS, advogar a abstinência, incentivar a fidelidade conjugal, desencorajando assim a promiscuidade. Por que não o fazem? — Infelizmente, essas mesmas autoridades rejeitam a castidade a priori, pois defendem uma cultura erótica, sustentam que o prazer sexual é um “direito humano”...

A Igreja Católica ensina que a castidade dentro e fora do casamento está de acordo com a Lei natural e a Revelação cristã e contribui para elevar o padrão moral da sociedade. Além de trazer benefícios para a saúde, ela é o meio mais eficaz para combater a AIDS e outras doenças sexualmente transmissíveis. Mas por preconceito ideológico, a prática da castidade é simplesmente rejeitada.

A propósito, afirma a Congregação para a Doutrina da Fé: “A união carnal, por conseguinte, não é legítima se entre o homem e a mulher não se tiver instaurado, primeiro e de maneira definitiva, uma comunidade de vida [...]. Para que a união sexual possa corresponder verdadeiramente às exigências de sua finalidade própria e da dignidade humana, o amor tem de contar com uma salvaguarda na estabilidade do matrimônio. Tais exigências demandam um contrato conjugal sancionado e garantido pela sociedade”. (Declaração sobre alguns pontos de ética sexual, 1976, Vozes, Petrópolis) Portanto, comete grave pecado todo relacionamento sexual que não seja entre pessoas legitimamente casadas.

A distribuição em massa de preservativos abre as portas para o amor livre, para a licenciosidade dos costumes, desencadeando chagas e desordens sociais em cascatas, verdadeiros tsunamis da moralidade pública e individual bem como da estabilidade social. Com isso se esvaece a ordem e sem ordem não há paz.

Nosso Senhor — e Ele é Deus — asseverou que as portas do inferno não prevalecerão contra a Igreja, que é o seu corpo místico. Nesse sentido, nosso Redentor se encontra junto a nós, enquanto pai amoroso, predisposto a nos compreender, perdoar e até usar de clemência para conosco. Enquanto pastor de almas, tenho alertado a inutilidade de um vigia cego.

Ao escrever essas linhas o faço com o espírito da caridade ensinada pelo próprio Cristo, que se encarnou, padeceu e morreu na Cruz pela salvação de cada um de nós. Pelos méritos dEle temos sede de almas, razão que me leva a estar sempre alerta perante o favorecimento da corrupção, que difundi ou incentiva o pecado que cedo ou tarde conduzirá a ruína da sociedade.

Quem viver, verá!

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(*) Sacerdote da igreja do Imaculado Coração de Maria, Cardoso Moreira - RJ 

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

A vida não foi feita para o prazer (II)


Pe. David Francisquini *

Como vimos no artigo anterior sobre a questão dos preservativos, o seu uso abre as portas para toda espécie de libertinagens. Tomemos o caso de um jovem que passe a ter relações sexuais precoces. Ele, iniciando esse hábito pecaminoso, logo perderá o domínio do seu instinto, tornar-se-á inescrupuloso, passará a encarar isso com naturalidade e não mais respeitará qualquer princípio ou regra de ética ou moral.

domingo, 30 de janeiro de 2011

A vida não foi feita para o prazer (I)


Pe. David Francisquini(*)

Para mim, a década de 1960 não representou os “golden sixties”, como querem muitos formadores de opinião. Minha idade permite-me considerar em retrospectiva os anos de minha juventude e analisar os seus principais acontecimentos, bem como tudo aquilo que decorreu de lá para cá. Por exemplo, o papel da imprensa ao publicar certas declarações e/ou atitudes provenientes de personalidades, ora do mundo acadêmico ora do mundo eclesiástico, difundindo desconcerto geral na opinião pública.

segunda-feira, 20 de julho de 2009

Índia recusa educação sexual com métodos da UNICEF

O senado da Índia recusou a aplicação de programas ocidentais de educação sexual nas escolas, argumentando que só exacerbam as gravidezes prematuras e incitam à promiscuidade sexual, informou “LifeSiteNews”. ONGs ocidentais queriam impor a educação sexual nas escolas com material imoral da UNICEF, órgão ligado à ONU. Para o senado hindu, caso fosse aplicado o programa proposto, ele “corromperia a juventude indiana e levaria ao colapso o sistema educacional”. Tal programa não é senão uma incitação à “educação para usar preservativos” que produz uma “sociedade imoral” e aumenta o número de famílias monoparentais, acrescenta a nota do senado. Com relação à Aids, o professor Pratibha Naitthani declarou ao comitê do senado encarregado de elaborar o relatório que “nada é mais seguro do que a abstinência até o casamento”.
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Agência Boa Imprensa

domingo, 14 de junho de 2009

Confirmado que preservativos não diminuem a AIDS

Edward C. Green (foto), diretor do AIDS Prevention Research Project do Harvard Center for Population and Development Studies, declarou que a evidência confirma que Bento XVI estava certo ao dizer que a distribuição de preservativos piora o problema da AIDS. Segundo a agência “Zenit”, os bispos camaroneses qualificaram de “desinformação” o procedimento de “certos meios de imprensa ocidentais” favoráveis ao preservativo. Também se pronunciaram nesse sentido os bispos diocesanos de Dakar, Gitega (Burundi) e Kinshasa (Congo). Os prelados da Índia, segundo LifeSiteNews, reafirmaram que esse recurso antinatural aumenta o risco de contrair a doença e qualificaram a mídia ocidental de insensata e irresponsável. Apesar desses taxativos desmentidos, a mídia, políticos, grupos homossexuais, laicistas e socialistas continuam afirmando que agem em favor dos pobres da África, insistindo no mesmo realejo anticatólico. Denigrem a Santa Igreja e seus preceitos morais, única tábua de salvação face à devastação produzida pela AIDS.
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Agência Boa Imprensa


segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

Grupos pastorais promovem uso de preservativos

Padres, freiras e leigos de pastorais e ONGs dependentes da CNBB distribuem preservativos condenados pela Igreja, conforme reportagem de “O Globo” (2-11-08). Nos documentos compulsados, esses grupos utilizam linguagem e fazem propostas que agridem abertamente a sensibilidade e a moral católica. A reportagem cita, entre outras, a ONG AAVE (Aids, Apoio, Vida, Esperança, de Goiânia, dirigida pela freira Margaret Hosty, coordenadora da pastoral da Aids no Centro-Oeste e ligada à Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), que atua em 118 dioceses. O secretário-geral da CNBB, dom Dimas Lara, interrogado por “O Globo” afirmou “que há certas áreas de fronteira onde, se o religioso não participar, pode pecar por omissão”. Assim, ao invés de condenar a atuação de religiosos e leigos abertamente contrários à doutrina católica, o prelado preferiu dar uma resposta que procura, de algum modo, acobertá-la. Não será este um triste “sinal dos tempos”, indicando a gravidade da crise “progressista” dentro da Igreja?
(Agência Boa Imprensa)

segunda-feira, 2 de junho de 2008

Religião e ciência: quem tem razão?

  • Nelson Fragelli(*)
Uma descoberta da vacina contra a Aids? Não há perspectiva nesse sentido; não se fala disso. A 17ª Conferência Mundial de Combate à Aids está marcada para o próximo mês de agosto, na Cidade do México. O desânimo dos participantes é imenso.
Quando no início dos anos 80 os primeiros casos de Aids apareceram, não faltaram cientistas proclamando ser questão de tempo a descoberta de uma vacina. A almejada fórmula era: desbragamento sexual, sem risco de infecção.
Qual nada! Um quarto de século mais tarde não há esperança de cura dessa terrível infecção. É o que pensam os mais famosos médicos, como David Baltimore, detentor de prêmio Nobel, hoje cansado de procurar a vacina. Ele não mais crê na sua obtenção, nem mesmo em futuro remoto.
Na Conferência de Toronto, há dois anos, alardeava-se as hipotéticas virtudes do “Microbiocid”, cuja pesquisa vinha sendo feita. Conjeturava-se sobre o “Carraguard”, que deveria livrar as mulheres de toda contaminação. Tanto o primeiro quanto o outro projeto foi abandonado. Os patrocinadores se perguntam se vale a pena gastar milhões em empreendimentos que encalham.
E o mal continua fazendo devastações. Na Alemanha, entre 2001 e 2006 os casos diagnosticados aumentaram 81%. Na Rússia o “câncer dos homossexuais” assola a juventude. No mundo, os aidéticos são hoje 1 milhão e 500 mil.
Abatidos, os cientistas parecem criar juízo e hoje recomendam, como melhor meio de evitar a Aids, a fidelidade conjugal e a castidade. Recomendações que reafirmam o perene ensinamento da Igreja em matéria moral.
Para os que ainda alegam surrados argumentos de conflito entre ciência e religião, já é tempo de admitir que, mais uma vez, esta venceu a controvérsia.
(*) Nelson Fragelli é colaborador da Agência Boa Imprensa –– ABIM

AIDS: coquetel de retrovirais é uma ilusão

A falsa idéia de que a AIDS seja controlável com coquetéis de retrovirais teve efeitos catastróficos. A sífilis, que se julgava erradicada no Ocidente há 25 anos, ressurgiu com força entre os homossexuais. Na Inglaterra, o número de casos cresceu mais de 1.200% em nove anos. O maior aumento ocorreu em Londres, Dublin, Berlim, Paris e Rotterdam, informou o Centro para Controle e Prevenção de Doenças dos EUA. O enganoso coquetel não é 100% eficaz e tem efeitos emocionais devastadores nos usuários. No Brasil, a faixa dos aidéticos entre 13 e 24 anos passou de 26% em 1996 para 41%, nos 32 mil novos casos registrados em 2006. 474 mil brasileiros contraíram AIDS desde 1980, mas o total chegaria a 600 mil. Sem a reforma moral e a conversão pedida por Nossa Senhora em Fátima, o crescimento do vício e das doenças conexas é irrefreável. ("Agência Boa Imprensa")

segunda-feira, 5 de maio de 2008

“AIDS é uma doença de homossexuais”, afirma líder sodomita

Em muitos países a afirmação “AIDS é uma doença de homossexuais” não pode ser feita por um defensor da família. É taxada de homofóbica, e punível como crime. Mas ela foi proferida publicamente pelo destacado ativista homossexual dos Estados Unidos, Matt Foreman, que é ex-diretor executivo da National Gay and Lesbian Task Force, e por isso ficará impune. O princípio jurídico da igualdade ante a lei não vem sendo respeitado pelos tribunais que aplicam a chamada jurisprudência “anti-homofobia”. Entretanto, o pecado do homossexualismo está no cerne da difusão da AIDS e das dezenas de milhões de mortes que o HIV produziu. (Agência Boa Imprensa)

quinta-feira, 24 de abril de 2008

Religião e ciência: quem tem razão?

Nelson Fragelli

Frankfurt – ma descoberta da vacina contra o Aids? Não há perspectiva nesse sentido; não se fala disso. A Décima Sétima Conferência Mundial de Combate ao Aids está marcada para o próximo mês de agosto, na Cidade do México. O desânimo dos participantes é imenso.

Quando no início dos anos 80 os primeiros casos de Aids apareceram, não faltaram cientistas proclamando ser questão de tempo a descoberta de uma vacina. A almejada fórmula era: desbragamento sexual, sem risco de infecção.

Qual nada! Um quarto de século mais tarde não há esperança de cura dessa terrível infecção. É o que pensam os mais famosos médicos, como David Baltimore, detentor de prêmio Nobel, hoje cansado de procurar a vacina. Ele não mais crê na sua obtenção, nem mesmo em futuro remoto.

Na Conferência de Toronto, há dois anos, alardeava-se as hipotéticas virtudes do “Microbiocid”, cuja pesquisa vinha sendo feita. Conjeturava-se sobre o “Carraguard”, que deveria livrar as mulheres de toda contaminação. Tanto um quanto outro projeto foi abandonado. Os patrocinadores se perguntam se vale a pena gastar milhões em empreendimentos que encalham.
E o mal continua fazendo devastações. Na Alemanha, entre 2001 e 2006 os casos diagnosticados aumentaram de 81%. Na Rússia o “câncer dos homossexuais” assola a juventude. No mundo, os aidéticos são hoje 1 milhão e 500 mil.

Abatidos, cientistas parecem criar juízo e hoje recomendam, como melhor meio de evitar o Aids, a fidelidade conjugal e a castidade. Recomendação que reafirma o perene ensinamento da Igreja sobre a Moral.

Para os que ainda alegam surrados argumentos de conflito entra Ciência e a Religião, já é tempo de admitir que, mais uma vez, a Religião está com a Razão.
(Baseado em artigo do Frankfurter Allgemeine Zeitung, 1.4.08)