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terça-feira, 9 de abril de 2013

As “quase favelas rurais” do Ministro Gilberto Carvalho

Apesar de tardio, foi contundente o reconhecimento por Gilberto Carvalho, ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República e elemento de ligação com os movimentos sociais, de que os assentamentos de trabalhadores sem-terra criados pelo Instituto de Colonização e Reforma Agrária (Incra) se transformaram em “quase favelas rurais”. Criada pelo Prof. Plinio Corrêa de Oliveira há mais de 30 anos, a expressão “favela rural” tem sido amplamente utilizada para descrever a realidade da Reforma Agrária. Só que o crescimento da referida “favela” foi tão desmesurado, que hoje ninguém pode escondê-lo. E o “quase” do ministro deixa transparecer sua vergonha pela constatação. (Cfr: “O Estado de São Paulo”, 18-2-13)
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Agência Boa Imprensa (ABIM)

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

ELEIÇÕES SEM A FURIOSA ESQUERDISTA


Franco Muralha (*) 
Não é nenhuma novidade comparar o cenário político a um teatro, em que cada espécime da troupe representa um papel para o qual foi designado e atua de acordo com o script. Alguns que não gostam de palhaços, animais amestrados e malabaristas identificam esse espetáculo com um circo. Outros preferem a imagem de uma orquestra, com o maestro dando as ordens, o spala sinalizando o tom, os instrumentistas no sobe-desce das suas intervenções, o coro traduzindo sons em palavras.

A sala de concertos prevê todas as condições para evitar protestos e manifestações durante a apresentação, e o respeitável público se limita a caras contrafeitas, grunhidos e movimentos inquietos nas poltronas, quando o espetáculo não convence. Deixa para manifestar no final seu agrado ou desagrado, num plebiscito escrutinado por quota maior ou menor de aplausos.

Mas acho que a atividade política deste nosso Pindorama parece identificar-se mais com uma furiosa. O leitor certamente sabe o que na linguagem informal se conhece como furiosa: aquela simpática bandinha de música, infelizmente em processo de extinção, que já foi a alegria de quase todas as cidades pequenas e grandes. A retreta por ocasião de festas e solenidades era obrigatória. Entre os instrumentistas havia sempre um vizinho, parente ou conhecido, e o espectador procurava observar como ele se saía, para depois tirar uma “casquinha” ou manifestar sua admiração. O som volumoso da furiosa repercutia ao longe, mexia com todos, ninguém lhe era indiferente.

Dosadas e distribuídas ao longo das músicas, as intervenções dos diversos instrumentos iam produzindo em conjunto os seus efeitos sonoros e psicológicos. Tristes ou alegres, estridentes ou discretos, agudos ou graves, cada um se manifestando mais intensamente ou menos, ou então se calando, conforme a impressão que a música devia provocar. O som cristalino do clarim, cantando vitória ou convocando para atos heróicos; o vozeirão profundo e conservador do contrabaixo, opondo-se a aventuras radicais; a vibração difusa do tarol, invasiva e persistente como um boato; flautas e flautins para imprimir alegria juvenil; a voz peremptória e autoritária dos pratos, tentando impor disciplina com base no “pare com isso!”. Trompa, oboé, bombardino, saxofone, cada um contribuindo para a charanga com sua mensagem própria. E também a pancada monótona e compassada do bumbo, impondo seu ritmo indiscutível. Tudo ordenado para o gran finale, quando cantam vitória em uníssono.

Tudo isso pode estar expresso na mesma música, ou então distribuído em doses maiores ou menores em partituras diferentes. O diretor do espetáculo escolhe o que é mais adequado às circunstâncias. Ora lança cantilenas de paz e amor, para disfarçar alguma carranca rubicunda; entoa um hino patriótico, quando em litígio com jornalistas ou rebeldes de várias categorias; ataca de Capitão Caçulo, se quer provocar entusiasmo; descola um passo doble – olé! – quando em vantagem numa disputa; solta o Cisne Branco, se precisa pacificar a galera; apela a Saudades de Matão, se o público não gosta do que seus cupinchas estão fazendo; o Peixe Vivo pode servir, quando as críticas vêm dos próprios camaradas.

Em busca dos aplausos do respeitável público, o coreógrafo pode entoar uma discutível melhora dos índices econômicos. Mas a grande maioria não entende de PIB, balança comercial, cotação do dólar, taxa de crescimento, e quer apenas ouvir harmonias bem mais simples: cadê o meu emprego? Onde eu vou vacinar os meus filhos? E a escola que me prometeram? Em casa ou na rua, quem me protege contra ladrões e assassinos?

A coreografia dos meses recentes fugiu dessas preocupações mesquinhas, pois não tinha resultados para mostrar. E como estão sendo os aplausos? Decepcionantes, ao contrário do que faz crer o malabarismo interpretativo do coreógrafo. Jornalistas que não se limitam a copiar o script do coreógrafo classificam a descida da serra da economia nacional como indisfarçável e retumbante catástrofe.

Interessados em arrancar estrondosos aplausos na próxima exibição, os organizadores do espetáculo devem estar contabilizando as estatísticas, lambendo as feridas e procurando ensaiar melhor. Tarefa difícil, talvez impossível. Como conseguir harmonia onde todos desafinam e chamam os outros de desafinados? Onde instrumentistas querem executar partituras diferentes? E a partitura, se é que ela existe, será aquela que o respeitável público deseja? Não haverá alguns instrumentos atrapalhando o conjunto? Ou serão todos os instrumentos?

Examinemos o caso do bumbo. Ah, esse pesado marcador de ritmo deveria estar em todo o repertório, porque... bem, porque tem de marcar o ritmo, que inclui Reforma Agrária, ambientalismo radical, justiça social, invasões, igualdade, sustentabilidade – toda a cantilena comunista. Sem falar em greves turbulentas, índios pintados e vestidos a caráter, quilombolas que nem sabem o que é isso. Vozes altissonantes foram repentinamente silenciadas, obedientes a um comando, pois tudo indica que o efeito delas é indesejável. No fundo, essa cantilena “bumbástica” não agrada ao distinto público. As pessoas ouvem, não gostam e se calam. Mas aguardam o momento adequado para manifestar seu desacordo: a hora das eleições.

O diretor do espetáculo sabe disso, e resolve o problema de modo muito simples: silencia o bumbo na hora das eleições. Por exemplo, o leitor tem ouvido a música – desculpe: a estridência – do MST nos meses que precedem as eleições? Sumiu, evaporou-se, deu uma de morto. Por quê? Porque o som estridente e ameaçador das suas foices, facões e bandeiras vermelhas seria prejudicial em momento mais adequado a uma lânguida valsinha. Se o Brasil profundo gostasse do bumbo e da estridência, o coreógrafo não precisaria escondê-lo, o maestro não teria de apelar para a valsinha.

Apesar de toda a cautela em esconder o bumbo, apesar de bem ensaiada a valsinha, o resultado das eleições será decepcionante para o diretor do espetáculo. Aprenderá ele a lição? Não creio. Daqui a pouco, toda a pancadaria do bumbo recomeçará, contrariando as advertências do contrabaixo. Deixará no respeitável público a sua lembrança, que de novo pesará negativamente nas eleições seguintes. E poderá conduzir a um decepcionante gran finale, ao qual se seguirão palmas ainda mais minguadas, que de fato significam derrota.
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(*) Franco Muralha é colaborar da Agência Boa Imprensa (ABIM)

terça-feira, 10 de abril de 2012

FARC e MST

MST destrói fazenda no Pará
Hélio Dias Viana (*)

Os leitores medianamente informados devem se lembrar que o ex-presidente colombiano Álvaro Uribe, que combateu rijamente as FARC, havia pedido aos demais países que as considerassem como um grupo terrorista. O governo Lula, amigo de regimes terroristas como os de Cuba, Irã e Líbia, se negou a fazê-lo.

Algo semelhante ocorre agora na comissão encarregada da reforma do Código Penal brasileiro. Ao prever os crimes de terrorismo, ela eximiu cuidadosamente o MST, cujas práticas contrárias às leis e à Constituição não configuram outra coisa. Mas como lhe afixaram malandramente a etiqueta de “movimento social”, esta prevalece para acobertar os seus atos criminosos.

Por outro lado, é preciso ser míope para não ver as analogias existentes entre as FARC e o MST, movimentos que inclusive já estiveram lado a lado no Fórum Social de Porto Alegre e cujo objetivo comum é derrubar a atual ordem sócio-econômica dos respectivos países onde atuam para substituí-la pelo socialismo marxista.

E curiosa contradição de governos que se dizem contrários à ditadura e desejosos de consolidar a democracia, mas que favorecem ao mesmo tempo movimentos criminosos que atuam para nos conduzir – e ao Continente – à pior de todas as ditaduras.
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 (*) Helio Dias Viana é colaborar da Agência Boa Imprensa (ABIM)

terça-feira, 17 de maio de 2011

À procura de almas — II



Pe. David Francisquini (*)

Cumpro a promessa feita e retomo o tema da procura de almas em nossos campos — hoje tão desfigurados em relação a um passado não muito remoto — em que patrões e empregados viviam normalmente em perfeita harmonia na troca amistosa de bons ofícios do compadrio reinante. Tal concórdia não era fruto espontâneo da natureza, mas da fé religiosa que a todos iluminava.

No Brasil, dada à situação em que vive infelizmente a maior parte das pessoas que se mudou para as cidades, os pais deixaram de ensinar o catecismo e a história sagrada a seus filhos, pois nem eles mesmos dão exemplo de vida religiosa, temperante e temente a Deus. Confinados em casas populares, sofrem pressão do ambiente para limitar o número de filhos.

Os pretextos para essa nossa atitude se encontram numa “cartilha” na qual os novos citadinos “aprendem” que a vida se tornou implacável e não comporta mais uma prole numerosa a ser educada e alimentada. Enquanto moravam no campo eles usufruíam da fartura de alimentos, da largueza retratada no espaço, além do ganho, resultando em bem-estar, tranqüilidade e alegria de situação.

Contudo, ninguém está disposto a trocar a vida — ainda que precária — da cidade pela vida temperante do campo, levando em conta todas as condições de conforto da cidade. O vazio de nosso interior, até há pouco estuante de vida e símbolo de abundância e fertilidade, constitui eco das desastradas políticas que resultaram no enorme êxodo rural.

Enquanto pastor e orientador de almas, não creio poder inocentar de culpa os promotores de tal política. Com justa razão contestam os proprietários rurais essa política agrária, que protege os ditos sem-terra, oferecendo-lhes toda sorte de regalias, enquanto aqueles que têm vocação para a agropecuária ficam abandonados e até ameaçados.

Um ruralista autêntico reclamou em conversa recente que trabalha mais para o governo de que para seu próprio sustento. Alega ter se tornado praticamente um concessionário do Estado e não mais um legítimo proprietário. A todo o momento recebe visitas de órgãos governamentais para cobrar isso ou aquilo, além de lhe impor mil e uma obrigações sem nenhuma contrapartida.

A figura do proprietário vai desaparecendo em detrimento da figura de mero concessionário do Estado. Qual um deus laico e impostor, o Estado apresenta-se como onisciente, onipotente e onipresente ao querer saber de tudo, abarcar tudo e controlar tudo.

Outro camponês lembrou-me a figura do chupim — pássaro símbolo da preguiça, da depredação e do aproveitador — que ao “chupar” os ovos do tico-tico e botar lá os seus, faz com que o tico-tico os incube para ele, além de criar seus filhotes, alimentando-os por longo período. Só depois de adultos os novos chupins vão sair da tutela do tico-tico para praticar as costumeiras patifarias.

Vai celeremente desaparecendo a verdadeira liberdade dos filhos de Deus. A ferrenha “escravidão” imposta pelo Estado tende a aumentar dia-a-dia o desânimo entre os produtores rurais, e também urbanos, obrigados tanto uns como os outros a carregar nas costas máquina estatal cada vez maior.

A classe média dá mostras de cansaço, e, sem desmerecer a nobreza do legítimo funcionalismo público, o que vemos são filas sem-fim para concursos a um cargo municipal, estadual ou federal. Afinal, todos querem fazer parte da nova “aristocracia”, semelhante à nomenklatura, que pouco produz e leva a maior parte dos frutos e esforços de quem trabalha.

Com a livre iniciativa cerceada, as mentalidades vão mudando a ponto de quase todos reclamarem da presença do Estado na solução dos problemas do cotidiano: na segurança, na saúde, na educação, enfim, na solução de todos os problemas, inclusive na eliminação da pobreza. A consequência disso só pode conduzir a população ao acomodamento e ao torpor das individualidades.

Ao promover o bem comum, o Estado jamais poderá ser um fardo para a sociedade. Seu papel é criar condições para que os indivíduos desenvolvam seus talentos e contribuam para o sadio progresso da Nação, e não como estamos assistindo atualmente no Brasil. Por ocasião das eleições, jornais noticiaram que os “dependentes” do Estado seriam capazes de eleger o presidente.

O que me faz levantar uma pergunta: Que autenticidade tem uma democracia baseada nesses termos?

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(*) Sacerdote da igreja do Imaculado Coração de Maria, Cardoso Moreira - RJ

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

À sombra das foices


  • Pe. David Francisquini (*)
Em artigos anteriores, tive a oportunidade de escrever sobre meus agradáveis e proveitosos contactos com o homem do campo de nossa região. Ele faz parte do Brasil profundo, do Brasil brasileiro. Todo o panorama que o envolve — como já tive ocasião de ressaltar — serve de lição para o Reino dos céus: a semente lançada na terra, os pássaros, os lírios dos campos, a serpente...

Pode-se dizer que o trabalhador rural tem hoje muitos de seus direitos assegurados por lei, mas não é menos verdadeiro que lhe foi retirado um direito fundamental, qual seja o de se enriquecer na terra. Isso porque o governo acabou com a instituição do meeiro, do parceiro, cerceando assim a possibilidade do camponês construir um patrimônio.

Grosso modo, pode-se afirmar que o êxodo rural começou no momento em que as lantejoulas dos empregos na indústria se acenderam nos grandes centros urbanos, erradicando os camponeses da terra onde nasceram e trasladando-os para a vida urbana — aliás, muito pouco urbanizada nas periferias onde eles iam morar. Conseqüência gritante dessa ruptura foi a desintegração de suas famílias.

Contudo, a legenda do camponês enquanto empreendedor, honesto, independente e com senhorio encontra-se tão presente na mentalidade de nosso povo, que os homens da cidade, sejam profissionais liberais, comerciantes, industriais ou políticos sentem que lhes ficaria faltando algo na personalidade se não possuíssem um pedaço de terra. Foi o que pude observar no meu mais recente giro pelos campos. Médicos, advogados, funcionários públicos sempre procuram ter sua terra, onde criam gado e plantam cereais ou frutas. Foi assim que cheguei a entender o tamanho do ódio que certos revolucionários socialo-comunistas e ecologistas têm em relação à nossa estrutura agrária.

Tais revolucionários compreendem perfeitamente o que resta de ordem natural e da civilização cristã de outrora em nosso interior e, por isso mesmo, querem erradicar tais resíduos de nosso meio rural. Eles o fazem através da propalada Reforma Agrária e dos movimentos ditos sociais como o MST, que agem não mais à sombra de cruzes ostentadas ad hoc por “padres de passeata e freiras de mini-saia”, mas da foice e do martelo.

Não são mais as lantejoulas da indústria nos grandes centros que acenam para os homens do campo, mas a demagogia que mentirosamente os convida a se tornarem proprietários rurais, mercê da distribuição de terras efetuada pelo Estado.

Na verdade, eles nunca receberão o título de propriedade como jamais passarão de meros posseiros do INCRA, sem qualquer estabilidade e condição de progresso. Tais lantejoulas não passam de isca lançada pelas esquerdas aos incautos, numa tentativa de cooptá-los para a revolução social que os conduzirá ao ódio a Deus e à sua santa Religião.
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* Sacerdote da igreja do Imaculado Coração de Maria –– Cardoso Moreira (RJ)

sexta-feira, 24 de abril de 2009

MST e violência contra cadáveres

Paulo Henrique Chaves (*)
Junto com as narrativas da covarde execução de quatro colonos e vigias de uma fazenda em Pernambuco por integrantes do MST, chegou a nossas mãos farto material sobre a invasão da fazenda São Vicente, no município de Salgadinho, no mesmo Estado, onde a sanha revolucionária do MST não poupou sequer os cadáveres que jaziam em suas tumbas.

O macabro episódio teve seu início com a invasão em 18 de maio de 2003 da fazenda pertencente ao Dr. Raimundo Barbosa Braga, à Profa. Neuciene Souto Maior Braga e a mais dois outros herdeiros por uma horda do MST. O primeiro ato praticado pelos ditos sem terra foi o de trocar a placa da fazenda “São Vicente” por outra: “Assentamento Carlos Marighela”.

A fazenda de apenas 123 hectares era produtiva, e, quer pelo tamanho quer pela produtividade, não se enquadrava em nenhum dos requisitos que pudesse justificar a sua desapropriação para efeitos de Reforma Agrária, infelizmente contemplada pela espúria lei vigente no Brasil sobre a polêmica questão fundiária, que se arrasta por mais de meio século.

Quem narra a tragédia acima é Raymundo Wilsom Barbosa Braga, filho de um dos proprietários. “Sou mais uma das verdadeiras vítimas do terrorismo, junto com minha família. O MST invadiu e ocupou a fazenda São Vicente por quatro meses. Durante todo esse período os invasores não sofreram nenhuma ameaça ou agressão por parte de seus legítimos proprietários”.

E prossegue Raymundo sua narrativa: “Logo após a invasão, minha mãe, minha irmã e tia foram obrigadas a entrar na própria casa para fazer a remoção forçada de seus pertences [...] Meu pai foi obrigado a vender seus bois e cavalos sob ameaça de que se ele não os vendesse, simplesmente os perderia.

“Durante os quatro meses que permaneceram na fazenda, os invasores do MST ocuparam todas as suas dependências, arrasaram todas as suas plantações, arrombaram o escritório de meu pai e destruíram vários livros manuscritos que ele ainda não havia publicado. Roubaram centenas de objetos, destruíram a reserva florestal permanente”.

Era costume do Brasil de antigamente possuir cemitérios nas próprias fazendas. Sobretudo na zona canavieira do Nordeste, em quase todas as fazendas existe um pequeno cemitério. Pois bem, leitor, esses malfeitores chegaram a “violar a sepultura dos meus antepassados à busca de dentes e de outros possíveis objetos de ouro”, afirma Raymundo demonstrando desconsolo.

E justificando suas afirmações sobre esse assombroso acontecimento, Raymundo aponta para os autos do processo, cita – entre outros – o documento de número 4 que consta no livro de registro de queixas da Delegacia de Salgadinho, além de testemunhas que atestam a violação das sepulturas.

Causam pasmo tais monstruosidades que vêm se operando em nosso País. Não são apenas as leis que são desrespeitadas! Nem mesmo o “descanso dos justos que morrem na paz do Senhor”, como tão poeticamente nos diz a liturgia católica para o sepultamento de um fiel, é respeitado.

Com efeito, violam-se as leis civis que tipificam como crime profanar cadáveres. E violam-se também os ditames da Santa Igreja que considera tal prática uma grave profanação.
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(*) Paulo Henrique Chaves é colaborador da ABIM

quinta-feira, 13 de novembro de 2008

Bispos sul-africanos: métodos da CPT e do MST

A fome devasta o Zimbábue como resultado da Reforma Agrária socialista e confiscatória. O ditador do país, Robert Mugabe (foto), assassinou opositores, queimou vivas as mulheres e fraudou as eleições. A Rússia e a China garantiram a impunidade dele na ONU. Isso não obstante, representantes dos bispos católicos sul-africanos vieram a Brasília para “importar” os métodos da CPT (órgão da CNBB) e de sua criatura, o MST, para fazer análoga revolução no campo, em seu país. Reformas Agrárias socialistas e confiscatórias, como a brasileira ou a zimbabuana, só se explicam por um fanatismo igualitário religioso e metafísico. E causa pasmo que bispos católicos de outro país queiram importar métodos e experiências de reforma notoriamente fracassada no Brasil. (Agência Boa Imprensa – ABIM)

sexta-feira, 26 de setembro de 2008

A terra não é do Incra, diz a Justiça

O Incra não pode assentar. Como autarquia federal, dotada de personalidade jurídica e de patrimônio autônomo e distinto do da União, o Incra não tem legitimidade para fazer o que vem fazendo. É o que já decidiu o Tribunal Regional Federal da 1ª Região. Com base nesse argumento, a Justiça Federal de Mato Grosso acatou o pedido de reintegração de posse interposto por um agricultor do município de SINOP, em cuja fazenda o Incra havia assentado 30 famílias.

E agora, como fazer com os 8.000 assentamentos existentes no Brasil? (Agência Boa Imprensa – ABIM)

domingo, 27 de julho de 2008

Mais desmandos no INCRA

O juiz federal de Marabá (PA), Carlos Henrique Haddad, ordenou a suspensão de novos repasses para assentamentos de Reforma Agrária no município, atendendo a pedido de liminar em ação do Ministério Público Federal.

Segundo a ação, a superintendência do Incra designou um porteiro e um auxiliar de enfermagem para fiscalizar a aplicação de R$ 382 milhões liberados nos últimos dez anos para 473 assentamentos. O juiz avisou que multará o órgão se houver mais repasses. A direção do INCRA em Marabá não quis se manifestar. (Agência Boa Imprensa – ABIM)

sábado, 19 de julho de 2008

Ação do Ministério Público do RS pela extinção do MST

O Conselho Superior do Ministério Público do Rio Grande do Sul pediu a intervenção do Ministério Público para a dissolução do MST (Movimento dos Sem-Terra) e de suas escolas. O Ministério Público gaúcho indica a investigação e a criminalização do MST.

O documento sugere o impedimento de marchas de deslocamentos dos ativistas, assim como a desativação de acampamentos do MST. Também sugere o cancelamento do alistamento eleitoral dos agricultores “sem terra” nas regiões em conflito e a formulação de uma política oficial do MP com a finalidade de “proteção da legalidade no campo”.

O MST — segundo o promotor gaúcho Gilberto Thums, é “um braço de guerrilha da Via Campesina”.

Para o MST, trata-se da ofensiva jurídica mais dura de sua história. Como contra-ataque, o movimento promete denunciar a ação dos promotores em organismos internacionais, como ONU e OEA. (Agência Boa Imprensa – ABIM)

quarta-feira, 28 de maio de 2008

Receita para matar um proprietário rural

  • Paulo Roberto Campos
Tome um fazendeiro
Desplantado do conforto da cidade,
Assado pelo sol, curtido pela atividade
Em prol do bem de toda sociedade.
Desfolhe-o de seus direitos, herdados e conquistados,
Misture-o com exorbitantes impostos
E deixe-o de molho em dívidas bancárias.
Deposite-o, em seguida,
No fundo do descaso governamental.
Adicione-o a leis trabalhistas arbitrárias,
Derrame o pote do horror induzido ao proprietário
Até obter a consistência anarquista.
Tempere com vodca comunista,
Acrescente uma boa dose de inveja
E salpique, com a mão do Incra,
Denunciosas fatias de egoísmo.
Deixe fermentar na revolta
A cobiça de “sem terras”, mas não “sem armas”,
Às áreas produtivas,
A saga “sem vergonha”
De quem semeia confusão
Para invadir terras, roubar o alheio.
Acenda o fogo agro-reformista,
Ferva até à agitação
Na mediática panela de pressão
Para alcançar a perturbação
Em rede global.
Sirva à esquerda, com sal de sacristia,
Na impunidade,
No bandeijão da ilegalidade.
(Agência Boa Imprensa)

quinta-feira, 1 de maio de 2008

Argentinos repudiam socialismo tributário

Multidões indignadas de argentinos saíram espontaneamente às ruas em mais de 300 locais do país, para protestar contra o primeiro discurso da presidente Cristina Kirchner, todo ele eivado de populismo esquerdista contra os proprietários rurais. Panelaços, buzinaços, tratoraços e ruidosas cantorias com bandeiras nacionais encheram até a Praça de Maio diante da Casa Rosada. Piqueteros (equivalentes urbanos ao MST e congêneres) saíram em defesa da presidente e agrediram vários manifestantes. A maioria destes não era de proprietários rurais, mas de populares citadinos que se solidarizaram naturalmente com eles, que sofrem uma saraivada de impostos confiscatórios. O repúdio popular ao esquerdismo kirchnerista atinge níveis recordes. (Agência Boa Imprensa)