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segunda-feira, 5 de agosto de 2013

Escolhendo entre a liberdade e a honra

Cel. Plazas concede entrevista por ocasião da invasão, perpetrada pelos guerrilheiros do M-19, do Palácio de Justiça de Bogotá (Colômbia), em 1985
§  Hélio Dias Viana (*)
Valor moral hoje cada vez mais raro e, por isso mesmo, digno de todo louvor por aqueles que o prezam, a honra acaba de ser enaltecida na Colômbia por um lídimo representante da classe militar. Enaltecimento que não poderia ser mais adequado, pois proveniente de alguém oriundo de uma classe que não se deve mencionar sem reverência, por sua afinidade intrínseca com esse valor, bem como com três outros valores correlatos de que nosso mundo está tão carente, a saber, a ordem, a hierarquia e a disciplina.

É por ser uma representação viva de tais valores, e não pelos seus excessos, aliás, que a classe militar é hoje tão criticada e acerbamente combatida pela grande mídia e pelos meios progressistas civis ou religiosos, arautos de contra-valores, que não contentes em vilipendiar e reduzir drasticamente sua capacidade de atuação pelo ardiloso manejo do decálogo laico e unilateral dos “direitos humanos”, sonham finalmente vê-la um dia substituída por milícias populares, como acontece em Cuba, na Venezuela ou na China comunista. Mas então os excessos não mais existirão para humanos cujos legítimos direitos devem ser respeitados.

É em nome desses malfadados “direitos humanos” que hoje na Colômbia mais de dez mil militares das três armas, mas especialmente do exército, de generais a soldados, encontram-se presos e condenados, vários a altas penas, por lutarem para defender sua pátria contra a agressão interna de guerrilheiros que querem subjugá-la para transformá-la em outra Cuba ou Venezuela.

Uma dessas vítimas é o coronel Alfonso Plazas Vega [foto], considerado pelos colombianos como um heroi, por ter evitado um provável golpe de estado por terroristas do M-19 que tomaram de assalto o Palácio da Justiça em Bogotá, em 1985 [foto abaixo]. Ele foi condenado a 25 anos de prisão. Sem falar das várias centenas de vítimas, militares e civis, que anualmente perdem um ou vários membros do corpo, quando não a própria vida, em decorrência de minas criminosas das FARC e do ELN; jovens soldados na sua imensa maioria, privados com frequência da visão, entretanto caminham eles resignados e altaneiros pelas ruas, por terem fé e compreenderem que diante de Deus seu sacrifício não foi em vão.
Mesmo perseguida, a honra não se altera, nem pode ser arrebatada em favor de outro valor tão falado e cada vez mais ameaçado: a liberdade, da qual, aliás, gozam hoje terroristas que protagonizaram o assalto de 1985. Mas o senso da honra não se alterou no coronel Plazas. Com efeito, através de seu advogado, Dr. Jaime Enrique Granados Peña, ele acaba de enviar uma carta ao fiscal geral da Colômbia, Dr. Eduardo Montealegre Lynett, dizendo-lhe que não deseja beneficiar-se do Marco Jurídico para a Paz e que pretende demonstrar sua inocência pelos meios legais vigentes no país.

De acordo com esse Marco, o atual o governo colombiano de Juan Manuel Santos, apoiado entre outros por Cuba e Venezuela, deseja anistiar os terroristas das FARC, para que eles possam participar da vida política do país. Ou seja, se o coronel Plazas fosse um oportunista, simplesmente aproveitaria para entrar no mesmo “pacote” com criminosos terroristas; mas isso não somente feriria seus princípios, como também importaria o não reconhecimento de sua inocência. Prevaleceu assim a honra, e com ela a verdade que o libertará na mais alta acepção do termo.
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(*) Hélio Dias Viana é colaborador da Agência Boa Imprensa (ABIM)

sexta-feira, 2 de novembro de 2012

COLÔMBIA: As capitulações secretas jamais nos conduzirão a uma verdadeira paz


Ante as negociações com a guerrilha marxista: 
As capitulações secretas jamais nos conduzirão a uma verdadeira paz
O presidente Juan Manuel Santos quer nos impor uma nação desenhada pelos subversivos. Isto é, a rendição de 44 milhões de colombianos à vontade de um grupo minúsculo de delinquentes. Uma guerrilha derrotada, rechaçada pela imensa maioria dos colombianos, que não fez senão martirizar com seus crimes o povo colombiano, pretende ganhar na mesa de negociações o que nunca obteve com a luta armada. 


A Colômbia ficou desconcertada diante do recente anúncio presidencial que dá oficialmente início ao um novo Processo de Paz com as guerrilhas marxistas. Este acordo vinha sendo gestado sigilosamente há mais de dois anos, desde o momento da eleição do Dr. Juan Manuel Santos à Presidência da República, ou talvez antes.

Este impactante anúncio pode mudar irrevogavelmente o destino de nossa Pátria, gerando nefastos efeitos para os países vizinhos, afetados também pela narcoguerrilha terrorista. Por tal motivo, a Sociedad Colombiana Tradición y Acción não pode deixar de chamar a atenção do País, para que não se proceda com ligeireza e irreflexão diante de um assunto de tanta importância.

A negociação com as guerrilhas: um falso conceito de paz
De 1982 a 2002, todos os governos que se sucederam no Palácio de Nariño levaram a cabo ingênuos processos de paz com os grupos guerrilheiros. É evidente que esses fatídicos 20 anos foram marcados pelo fracasso estrondoso de todas as negociações de paz, e só conduziram ao aumento da violência, ao fortalecimento do narcoterrorismo, ao amedrontamento da sociedade, à pseudolegitimação do status guerrilheiro-terrorista e à desesperança de um imenso setor da opinião do País. 

Quanto mais concessões se faziam aos guerrilheiros com o pretexto de conseguir a tão anelada paz, maiores eram suas insolências e crimes. Na memória de todos os colombianos ficaram para sempre gravados os episódios dantescos do assalto ao Palácio de Justiça realizado pelo M-19, quando todos seus militantes haviam sido indultados, e também os não menos oprobriosos dias da desmilitarização de El Caguán, região que se converteu no epicentro do sequestro, do crime, do terrorismo e do narcotráfico durante o anterior processo de paz empreendido com as Farc.

Entretanto, esse panorama desolador mudou radicalmente a partir do ano 2002, quando o País se cansou de tantas capitulações. Decidiu eleger por dois períodos sucessivos ao ex-presidente Uribe, que prometeu, e cumpriu, desenvolver uma política de segurança para os colombianos, fazendo abstração do pernicioso sistema de continuar capitulando para conseguir a paz. Não é este o momento de analisar os acertos e desacertos desse governo, mas toda a Colômbia reconhece que nesses oito anos voltamos a ser um país seguro, recuperamos a credibilidade internacional, enquanto o desenvolvimento e o progresso legítimos invadiram todos os quadrantes da geografia nacional.

Esses resultados em matéria de autêntica pacificação fizeram com que a imensa maioria dos colombianos elegesse presidente ao então Ministro da Defesa, no qual viam o legítimo continuador da obra de um governo que nos conduzia pelo melhor dos caminhos. Isso levou o Dr. Juan Manuel Santos a ser respaldado nas urnas por mais de nove milhões de votos, o equivalente a mais de 60% dos eleitores.

Em embargo – oh surpresa! – em vez da atitude firme e clara do governo anterior, com grande desconcerto voltamos ao mesmo sistema de negociações que fora a fonte das desgraças e tragédias vividas pela Colômbia nas últimas décadas. Escolhido para continuar no caminho que tantos benefícios nos trouxera, o presidente Santos decide tomar a via contrária obrigando-nos a regressar a uma situação que a imensa maioria dos colombianos não quer.

Para onde quer nos levar o atual governo com estas negociações? Não nos esqueçamos de que o conceito de paz dos marxistas é muito diferente do nosso. Para eles, falar de paz é um meio para alcançar o poder, uma forma de luta, uma estratégia de conquista revolucionária. A paz e o diálogo são os nomes disfarçados que os marxistas dão à sua guerra contra a civilização cristã.

Enquanto a paz que todos anelamos é fruto sagrado da justiça e se obtém num contexto de profundo respeito pela tradição, pela família e pela propriedade, os guerrilheiros são movidos pelo ódio que a doutrina marxista professa contra estes valores sagrados da Civilização Cristã. A paz que eles desejam não é a “tranquilidade da ordem”, como a define Santo Agostinho e toda a Colômbia a deseja, mas, muito pelo contrário, é um estado político que lhes permita conquistar o poder, submeter a sociedade, dominar as pessoas e as instituições, e impor pela força um regime anarcocomunista: Que ninguém se engane: esta é a sua meta final! 

É muito eloquente a afirmação do ilustre pensador brasileiro, Prof. Plinio Corrêa de Oliveira, grande estudioso da Guerra Psicológica Revolucionária: “Sempre que haja, em qualquer tempo e em qualquer lugar, um confronto diplomático entre belicistas delirantes e pacifistas delirantes, a vantagem ficará com os primeiros e a frustração com os segundos” (Plinio Corrêa de Oliveira,“Churchill, o avestruz e América do Sul”, “Folha de S. Paulo”, 31-1-1971).

Uma repetição dos erros do passado
Mas vejamos quais foram as ingenuidades e as cegueiras que nos levaram ao fracasso nas anteriores conversações com as Farc e os demais grupos terroristas e que agora se repetem ponto por ponto:

  • Os grupos subversivos nunca entregaram as armas nem abjuraram de seus métodos. 
  • Em nenhum caso eles liberaram as centenas de compatriotas sequestrados, nem se comprometeram a não voltar a sequestrar ninguém. É inadmissível que o presidente dos colombianos aceite a afirmação cínica deles, de que não têm sequestrados. 
  • Nunca se comprometeram a deixar de praticar atos de terrorismo contra a população civil. 
  • Matavam e feriam diariamente policiais e soldados. 
  • Jamais deixaram de fazer terrorismo contra as populações indígenas e camponesas, nem de recrutar seus meninos para a guerra. 
  • Quanto mais acordos se firmavam, tanto maior era a intimidação dos grupos armados contra as instituições políticas, judiciais e governamentais do País. 
  • Os governos de turno terminaram aceitando todas as condições impostas pela guerrilha  embora esta não cumprisse com nenhum dos acordos firmados. 
  • Tampouco renunciaram à sua atividade criminosa de primeiro cartel do narcotráfico na Colômbia, que por sua vez gera imensos recursos ilegais e clandestinos que foram o principal motor da guerra promovida por eles contra o Estado e a sociedade colombiana. Também é inadmissível aceitar que as Farc não tenham nada que ver com o narcotráfico. 


 O Estado colombiano executou imensas reformas que supostamente nos conduziriam à obtenção da tão anelada paz. Reformou a Constituição Política; transformou a Justiça; concedeu status político aos guerrilheiros; nomeou-os para incontáveis cargos públicos; permitiu que chegassem a cargos de eleição popular; desmilitarizou regiões inteiras como El Caguán; suspendeu muitas operações militares contra os grupos terroristas; indultou os crimes cometidos por estes; judicializou e prendeu milhares de integrantes das Forças Armadas baseado em rumores e falsas acusações lançados por uma insidiosa e mal-intencionada força política que a partir dos mais altos escalões judiciais se dedica a fazer guerra à Polícia e ao Exército a fim de paralisar e desmoralizar as Forças Armadas, que têm o dever de combatê-los.

Um novo Caguán onde se negocia o futuro da Colombia
Regressaremos aos oprobriosos dias em que o Estado era destruído por uma guerrilha que enquanto falava de paz nas mesas de negociação empunhava armas em todas as cidades da Colômbia? Não o sabemos. Mas se forem cometidos os mesmos erros do passado, é evidente que até lá chegaremos de novo, com a cumplicidade de todos aqueles que hoje aplaudem este novo processo com entusiasmo incondicional. Eles supõem que desta vez o governo e a guerrilha atuam de boa fé, quando é evidente que este honrado princípio de negociação foi o primeiro desterrado de todos os processos anteriores, e o será também, muito provavelmente, do atual.

Agora não estaremos entregando El Caguán, um pedaço de 40.000 km2 de um território selvático afastado dos polos de desenvolvimento da Colômbia, mas algo que terá consequências ainda mais trágicas. Voltando as costas para a opinião pública, envolto num segredo misterioso, e com o aplauso incondicional de muitos detentores de autoridade política, econômica e religiosa, pretende-se desenhar um novo Estado segundo as exigências da subversão marxista. Em troca de uma suposta paz, não se entrega um pequeno território, mas o futuro da Colômbia! 

O nefasto exemplo de Kerensky 
Não desejamos que o presidente Juan Manuel Santos passe para a História com o epíteto do malogrado ex-presidente Eduardo Frei Montava, conhecido como o “Kerensky chileno” por ter preparado o caminho para o marxista Allende. Foi a repetição do que fizera Alexander Kerensky na Rússia em relação aos bolcheviques, permitindo a chegada deles ao poder. Que Deus livre a Colômbia de tamanha desgraça!

Tradición y Acción torna público este documento para alertar o governo e todos os colombianos, especialmente essa imensa maioria que está sendo posta de lado neste processo de negociação com as Farc. Quer-se fazer crer à opinião pública da Colômbia que este é o único caminho de pacificação, tantas vezes fracassado pelos enganos da guerrilha. E isto no preciso momento em que esta se encontra a ponto de ser derrotada e o país manifesta importantíssimos sinais de prosperidade, desenvolvimento e pacificação.

Como católicos, ao terminar estas considerações nos dirigimos à augusta presença de Nossa Senhora de Chiquinquirá, insigne Padroeira da Colômbia. Suplicamos-Lhe não permitir que nossa Pátria seja demolida por uma minoria marxista que durante décadas a traumatizou com seus crimes e sua ação terrorista, e que com o beneplácito do governo pretende impor-nos sua tirania sob o pretexto mentiroso de que é a única forma de conseguir a paz.


Bogotá, 19 de outubro de 2012 
Sociedad Colombiana Tradición y Acción










(*) Manifesto publicado no "El Tiempo", de Bogotá, em 19-10-2012.

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Infiltradas no Judiciário, FARC estão vencendo a guerra

As Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC) estão ganhando a guerra contra o Exército colombiano, porque se infiltraram no Judiciário e na política. A denúncia é do ex-ministro de Defesa, Fernando Londoño Hoyos [foto], vítima ele próprio de um recente atentado terrorista no centro de Bogotá. “Os terroristas têm a iniciativa e nossas forças estão escondidas em trincheiras. É preciso derrotar o inimigo e, para derrotá-lo, é preciso atacá-lo”, escreveu. “As Forças Militares, e, sobretudo, o Exército, estão confundidas, atônitas, paralisadas pela guerra jurídica declarada contra elas. Se continuarem sem fazer nada, perdem a guerra. Mas se combaterem, seus homens são postos no cárcere”. As palavras do ex-ministro colombiano se aplicam, mutatis mutandis, a países afetados por ofensivas análogas das esquerdas.
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Agência Boa Imprensa (ABIM)

quinta-feira, 6 de setembro de 2012

As “conversações exploratórias” de paz: Desmobilização da Narcoguerrilha ou da Colômbia?

Raul Castro, Juan Manuel Santos e Hugo Chávez
Enquanto heroicos militares são encarcerados, o atual governo colombiano, encenando o papel de Kerensky, abre as portas para sanguinários terroristas 

• Hélio Dias Viana (*) 

As recém-anunciadas “conversações exploratórias” governamentais com a narcoguerrilha — inauguradas oficialmente no dia 4 de setembro de 2012 com inaudita cobertura publicitária — vêm se revelando uma ofensiva psicológica de desmobilização da opinião pública colombiana para fazê-la aceitar reivindicações da narcoguerrilha nas quais estão previstas, entre outras coisas, a Reforma Agrária e a inserção dos chefes guerrilheiros na vida política do País.

Ou seja, enquanto os colombianos injusta e covardemente agredidos desejam com toda razão a paz, os guerrilheiros se servem das conversações em torno desta para obterem concessões e vantagens que os levem à conquista do Poder que as armas não lhes deram. Facilitando-lhes esse jogo – e contrariando a transparência que deve existir numa nação democrática com 45 milhões de habitantes – o governo da Colômbia promoveu em Cuba 30 reuniões secretas com os líderes das Farc, que não possuem sequer 10 mil homens! A pergunta que fica é: já não estará tudo combinado e negociado, e o que acontecer a partir de Oslo não será apenas um show "para inglês ver"?



Para nos darmos conta do cenário em que as referidas conversações se movem e alguns de seus atores, temos primeiramente Cuba, com seus dois ditadores sanguinários que tentaram inúmeras vezes implantar o comunismo na Colômbia; e depois a Venezuela, com o conhecido apoio de Hugo Chávez à narcoguerrilha e as ameaças — inclusive bélicas — feitas por ele ao governo colombiano por ocasião da morte do guerrilheiro Raúl Reyes.

Por sua vez, na Noruega — país que se ofereceu como mediador e financiador das conversações —, perfila-se como possível participante das conversações o ex-vice-chanceler Jan Egeland. Atual diretor para a Europa do Human Rights Watch, organização reconhecidamente de esquerda, ele viveu durante muitos anos na Colômbia e atuou como delegado da ONU nas desastrosas negociações de paz de El Caguán, um ‘santuário’ de 42.000 km2, destinado pelo governo de Andrés Pastrana à guerrilha, no qual o Exército estava proibido de entrar.

Esse ambiente filocomunista em torno das conversações de paz está também presente internamente na Colômbia. Após 14 anos, membros do Partido Comunista estiveram no Palácio de Nariño, sede do governo, para oferecer sua colaboração ao presidente Santos. Idêntica colaboração lhe foi oferecida por Gustavo Petro, ex-terrorista e atual prefeito de Bogotá, entusiasta da iniciativa presidencial e que por experiência própria sabe quão maiores são as vantagens auferidas pela guerrilha com a política do que com as armas.

Um “Kerensky colombiano”
Embora o presidente Santos tenha colocado um ou outro colaborador de matiz não esquerdista – inclusive dois generais – na sua iniciativa de paz, este fato não lhe tira a sua extrema gravidade, e de algum modo até contribui para tranquilizar a população. Ademais, como colocar ao lado de pessoas como a ex-senadora Piedad Córdoba, que embora não figure como participante oficial nas negociações já se anunciou que terá papel relevante no resultado das mesmas? Como dirigente das “Marchas Patrióticas”, uma espécie de MST colombiano, ela tem conhecidos nexos com as Farc e recentemente incitou os índios do Cauca a se insurgirem contra o governo.

Também notório é o papel a ser desempenhado pelo ex-sindicalista Luis Eduardo Garzón. Prefeito de Bogotá de 2004 a 2007 pelo partido de esquerda Polo Democrático — ao qual pertencia o atual prefeito —, Lucho Garzón já havia participado em conversações de paz com as guerrilhas em Mainz, na Alemanha, no ano de 1997. Essas conversações foram cercadas do maior sigilo e contaram com o apoio das Conferências Episcopais da Alemanha e da Colômbia. Lucho foi agora nomeado Ministro Extraordinário da Mobilização e Diálogos Sociais. Em entrevista concedida à jornalista Maria Isabel Rueda (“El Tiempo”, 3-9-12), ele reconhece não mais existir oxigênio para a luta armada e que atualmente a palavra é mais importante do que as armas.

O presidente Santos fará o papel de
um "Kerensky" [foto] colombiano?
Fica-se com a forte impressão de que, se as atuais conversações obtiverem o que foi anunciado, depois delas a Colômbia não será a mesma. E se o presidente Santos não puder realizar todas as reformas exigidas pela narcoguerrilha, ele está em todo caso preparando o caminho para que um próximo governo as faça. Um governo com ex-guerrilheiros ocupando cargos políticos diversos, e fazendo através da legislação o que não conseguem alcançar por meio das armas. Com isso Juan Manuel Santos estará representando na Colômbia o papel desempenhado por Kerensky [foto] na Rússia pré-comunista, e poderá passar para a História como sendo o “Kerensky colombiano”. 

Heroicos militares presos, terroristas livres
Por sua vez, a opinião pública acompanha com apreensão os acontecimentos. Ela vê de um lado as Farc — apoiadas por Cuba e pela Venezuela — serem tratadas como amigas, e de outro lado inúmeros militares sendo condenados a altas penas de prisão, frequentemente com base em testemunhas falsas. Segundo informa a já citada jornalista Maria Isabel Rueda no artigo “Ordem na casa” (“El Tiempo”, 2-9-12), “cerca de 17.000 militares colombianos estão atualmente condenados ou detidos”. Sim, dezessete mil! Ou seja, o número de militares nessa situação é o dobro do contingente de guerrilheiros das Farc, estimados em 8.500!

A mais recente condenação, a 25 anos de prisão, foi a do general Rito Alejo del Río. Embora o próprio juiz tenha reconhecido que ele não cometeu crime, condenou-o sob a alegação de que o general não protegeu um camponês que foi morto por paramilitares na imensa área sob a sua jurisdição! Cumpre lembrar que Del Río, preso há mais de quatro anos, fora destituído do comando de sua brigada pelo ex-presidente Andrés Pastrana por exigência das Farc como condição para as conversações de paz de El Caguán! Apesar de preso, o general continua a incutir medo aos guerrilheiros. ‘Timochenko’ [foto], líder máximo das Farc, o atacou no discurso que pronunciou no dia 4 de setembro em Havana, pouco depois de o presidente Santos ter anunciado o início das negociações.

Outro herói nacional em análoga situação é o famoso coronel Plazas. Ele se celebrizou quando em 9 de novembro de 1985 entrou com seus tanques no Palácio de Justiça ocupado por terroristas que desejavam pôr a Colômbia de joelhos. Como não o conseguiram, atearam fogo ao Palácio. Enquanto remanescentes ou seguidores desses inimigos da Nação ocupam hoje prestigiosos cargos públicos, o coronel foi condenado a 20 anos de prisão, com base em uma testemunha que se provou ter sido falsa.

O genial cérebro da famosa “Operación Jaque” (xeque-mate [foto abaixo]) — a qual, sem disparar um só tiro, libertou Ingrid Bittencourt, três norte-americanos e onze soldados colombianos — pode ser hoje visto no pátio da prisão militar onde está confinado. Só que transformado em “major-padeiro”, vendendo seus pães... Não espantaria se a causa de sua condenação tiver sido por enganar a “boa fé” dos guerrilheiros fazendo-os embarcar em avião do Exército ostentando o emblema da Cruz Vermelha... É assim que trata os seus heróis um governo tão solícito em negociar com terroristas assassinos prenhes das mais sinistras intenções!

Mais escandaloso, por fim, é o caso do general Jaime Uzcátegui. Encontra-se preso há treze anos, tendo sido condenado a uma pena de 40 anos por um crime cometido por paramilitares em uma área que nem sequer era de sua jurisdição!

"Teologia da Libertação" — o vergonhoso papel da esquerda “católica” 
Infelizmente esta é a situação. Enquanto nas relações do governo com a narcoguerrilha reinam a confiança e o desejo de acordo, a ponto de ambos declararem que não se levantarão da mesa de negociações enquanto a paz não tiver sido selada (satisfazendo a guerrilha, entre outras coisas, com uma Reforma Agrária socialista e com preciosos privilégios políticos, como já assinalamos), em relação aos militares rondam a suspicácia, a animadversão e a prisão!

Diante de tudo isso, a Conferência Episcopal mais uma vez sai à frente... para apoiar a temerária iniciativa presidencial de negociação com a narcoguerrilha. No que ela é superada somente por alguns sacerdotes jesuítas, entre os quais se destaca o padre Javier Giraldo Moreno [foto]. Há quarenta anos à frente do Centro de Investigação e Educação Popular — CINEP, um think tank da “Teologia da Libertação”, o padre Giraldo é um dos principais inimigos dos militares e não oculta sua simpatia pelo regime comunista cubano. Vejamos a seguinte notícia, publicada em 15 de agosto de 2012:

“O padre Giraldo celebrou os 86 anos de Fidel Castro — O padre jesuíta Javier Giraldo juntou-se a vários colombianos para celebrar o aniversário número 86 de Fidel Castro no auditório da Associação Distrital de Educadores de Bogotá (ADE). O defensor dos Direitos Humanos celebrou uma eucaristia ambientada com a bandeira de Cuba e imagens do líder. Assistiram funcionários da Prefeitura e diplomatas da embaixada de Cuba na Colômbia” (http://www.kienyke.com/confidencias/el-padre-giraldo-celebro-los-86-anos-de-fidel-castro/).

Esse grande admirador, não de Santo Inácio de Loyola, mas de Fidel Castro, o é também do ex-guerrilheiro padre Camilo Torres, de cuja obra se diz continuador. No tocante à superioridade da luta ideológica sobre a bélica, ele pensa, aliás, do mesmo modo que aqueles que querem trazer para essa arena os hoje enfraquecidos líderes guerrilheiros. Sob o título “O polêmico Padre Javier Giraldo”, ele é assim descrito no site do CINEP:

“Desde aquele encontro distante [com o padre Camilo Torres], o padre Giraldo soube que sua vida estaria dedicada a defender os oprimidos. Como todos os colombianos da época, viveu a incerteza de não saber o que havia acontecido ao desaparecer Torres da cena pública, em dezembro de 1965, até quando se soube em janeiro do ano seguinte, que havia ingressado no ELN [Exército de Libertação Nacional]. Em 16 de fevereiro desse ano morreu em seu primeiro combate. Javier entendeu desde então que continuaria sua obra, mas por um caminho diferente do das armas. Seguiria os passos dos padres de Golconda, de monsenhor Valencia Cano e de tantos outros comprometidos com a Teologia da Libertação”. http://cinep.org.co/index.php?option=com_content&view=article&id=192%3Ael-polemico-padre-javier-giraldo&catid=85%3Ael-cinepppp-en-los-medios&Itemid=60&lang=es

Quanto ao alcance dessa via de pacificação, cumpre recordar aqui o que José Dirceu certa vez escreveu como tendo ouvido de Fidel Castro: o ditador disse que teria evitado muitos erros, se no início da revolução cubana tivesse conhecido a “Teologia da Libertação”.

No momento em que a Rússia fala em reinstalar bases militares em Cuba e o câncer bolivariano deita metástases no Continente, a Colômbia está numa encruzilhada: ou continua fiel às suas tradições católicas e enfrenta a narcoguerrilha, ou se deixa manipular por sinistros complôs orquestrados sob o bafejo de Cuba, da Venezuela e da “Teologia da Libertação” para empurrá-la à situação em que hoje gemem os países dominados pela tirania comunista.
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(*) Hélio Dias Viana é colaborar da Agência Boa Imprensa (ABIM)

terça-feira, 3 de julho de 2012

Enquanto as FARC rearticuladas atacam, seus opositores militares purgam na cadeia!

Hélio Dias Viana (*)
A Colômbia sob o governo de Álvaro Uribe era o único país latino-americano que vinha tomando uma atitude firme e coerente em face da subversão comunista coadjuvada pelo bloco bolivariano, travando contra as FARC uma vitoriosa guerra, em visível contraste com a política entreguista e concessiva dos governos anteriores.

Contudo, colaboradores da narcoguerrilha aninhados em movimentos de direitos humanos e Ongs da mesma orientação, prevalecendo-se de uma brecha deixada por Uribe – a transferência do foro militar para a alçada civil – vêm obtendo das instâncias judiciais a prisão de milhares de militares, acusando-os da prática de crimes diversos.

Entre eles encontra-se a elite das Forças Armadas, cujos membros são detentores de uma inigualável folha de serviços prestados à Colômbia e, por consequência, ao continente. Assim, nada menos que seis generais, trinta coronéis, centenas de oficiais e suboficiais figuram entre os 2.420 militares atualmente presos.

Estão, por exemplo, nessa situação, o general Del Río e o coronel Plazas, ambos da reserva. O primeiro foi o mais destacado comandante militar colombiano na luta contra a subversão, tendo sido destituído pelo governo claudicante do ex-presidente Andrés Pastrana por imposição das FARC. E o segundo ficou imortalizado pela sensacional invasão e resgate, em 1985, do Palácio de Justiça (foto acima), ocupado por terroristas do M-19. Enquanto o general Del Río aguarda na prisão há cinco anos por julgamento, o coronel Plazas foi recentemente sentenciado a pagar 30 anos de reclusão por conta de uma acusação cujo autor se desconhece...

Figuram ainda, entre os presos, um coronel que foi um dos militares mais condecorados, considerado um dos maiores oficiais colombianos de todos os tempos (na prisão há cinco anos aguardando julgamento), e o major responsável pela organização e execução da espetacular Operación Jaque (xeque-mate), em decorrência da qual foram libertados, sem necessidade de um só tiro, Ingrid Bettancourt e diversos reféns da narcoguerrilha farcista.

Enquanto defensores da Pátria são assim jogados inexoravelmente nas prisões, ex-guerrilheiros ocupam cada vez mais posições de destaque no cenário político, chegando alguns deles à desfaçatez de propor o desarmamento das pessoas honestas. E os ataques terroristas crescem ao mesmo tempo em todo o país, um dos quais foi perpetrado recentemente em movimentada artéria de Bogotá, ceifando a vida de dois guarda-costas do ex-ministro da Justiça, Fernando Londoño, ferindo a este e diversas pessoas do público.

A ofensiva contra as Forças Armadas adquiriu tal proporção que “El Tiempo”, o principal jornal colombiano, noticiou em sua edição de 25 de junho de 2012, que dos 2.420 militares atualmente presos, somente 16% foram julgados. E que outros cinco mil encontram-se sob investigação. Mas que os atualmente presos que assinarem um termo de aceitação prévia de culpa – de acordo com o referido jornal, 2.200 já o fizeram – terão suas penas mitigadas.

Segundo o jornal, essa clamorosa situação levou o presidente da Associação Colombiana de Oficiais da Reserva, general Jaime Ruiz, a declarar: “Os militares não estão combatendo. Como o país se encontra hoje e com as garantias que está dando a seus soldados, não vale a pena defendê-lo”. A esta declaração – que ele diz traduzir o pensamento dos oficiais da ativa que não podem falar – soma-se uma dura carta enviada pelos militares da reserva ao presidente Juan Manuel Santos, na qual a certa altura dizem: “A Colômbia é o único país do mundo que enfrenta um conflito armado com legislação de paz e sem foro militar”. 

“El Tiempo” conclui: “O certo é que muitos dos militares que ontem foram heróis públicos hoje estão na iminência de passar a metade de suas vidas na cadeia”.

Nossa conclusão é que, em nome dos “direitos humanos”, está sendo sacrificada a liberdade não só de valorosos militares injustamente punidos por terem ousado punir a subversão em defesa da Pátria ameaçada, mas a de 45 milhões de colombianos agredidos pelas FARC e que consideram suas Forças Armadas como a instituição de maior credibilidade do País.
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 (*) Helio Dias Viana é colaborar da Agência Boa Imprensa (ABIM)

quarta-feira, 9 de março de 2011

FARC perde mais um chefe, líder da Frente 21

O guerrilheiro “Didier”, líder da Frente 21 das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC), responsável por extorsões no departamento de Tolima, morreu com outros rebeldes em combate com militares. O conflito ocorreu na região de “El Cañón de las Hermosas”, onde se esconde Guillermo León Sáenz, o “Alfonso Cano”, chefe máximo do grupo narcoterrorista. A guerrilha encontra-se em franco retrocesso militar, e sua esperança agora é obter cumplicidades salvadoras em nível político ou eclesiástico.
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Agência Boa Imprensa

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Na Colômbia, propriedade privada favorece pacificação

A guerrilha narcomarxista das FARC forçou milhões de colombianos de todas as classes sociais a abandonar suas terras e propriedades. Agora, como estratégia de pacificação, o governo colombiano promove o retorno dos cidadãos, fornecendo-lhes títulos de propriedade e créditos. Esta política acertada contradiz o sonho dos rebeldes marxistas de instaurar uma “reforma agrária” socialista, como a cubana ou a brasileira. “Sem uma solução racional e justa para o problema da terra, nunca obteremos uma paz duradoura”, disse o ministro de Agricultura, Juan Camilo Restrepo [foto]. A posse legalmente garantida da propriedade é um fator de paz, enquanto a supressão da propriedade é causa de perturbação e subversão. Por isso as FARC querem a reforma agrária e seus assentamentos.
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Agência Boa Imprensa

terça-feira, 28 de setembro de 2010

Golpe em braço político das FARC



  • Hélio Dias Viana

      Em novo golpe contra a subversão – desta vez político – a Procuradoria Geral da República da Colômbia cassou hoje, 27 de setembro, o mandato da senadora Piedad Córdoba (foto), tornando-a inelegível por 18 anos para qualquer cargo público. A decisão é passível de recurso.

      A medida deveu-se aos vínculos que a senadora mantinha com a narco-guerrilha das FARC, os quais se tornaram patentes após a apreensão de documentos contidos nos computadores do guerrilheiro Raúl Reyes, morto em combate em 2008.

      Piedad Córdoba é também muito chegada ao venezuelano Hugo Chávez, com o qual manteve reiteradas conversações para juntos intermediarem a libertação de reféns da guerrilha. Mas os referidos documentos de Raúl Reyes mostraram que muito mais que meros negociadores ambos eram cúmplices da narco-guerriha farcista, a qual Chávez ajudava com armas, enquanto a senadora o fazia através da política.

      Embora tardia, a oportuna medida da Procuradoria Geral da República cassando os direitos políticos de Piedad Córdoba desagradará por certo a Hugo Chávez, do mesmo modo como lhe desagradaram as morte de Raúl Reyes (com a incômoda documentação deixada nos computadores) e Mono Jojoy — cuja herança informática promete ser ainda mais polpuda.

      Sobrarão também agora algumas chispas desagradáveis para o PT, como a revista colombiana “Cambio” afirmou haver nos computadores de Raúl Reyes, em matéria publicada na ocasião? Enquanto isso o ex-padre Oliverio Medina, embaixador das FARC no Brasil, continua comodamente instalado entre nós com a sua companheira, funcionária do Ministério da Pesca.
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      Hélio Dias Viana é colaborador da ABIM

      sábado, 31 de julho de 2010

      Lula marca mais um gol contra o Brasil



      • Wilson Gabriel da Silva

      O presidente Lula marcou mais um gol contra o seu próprio time, em inconsistente entrevista sobre o conflito, por enquanto diplomático, entre a Colômbia e a Venezuela.

      As declarações de Lula foram feitas após a denúncia do presidente colombiano Álvaro Uribe comprovando a presença de dezenas de acampamentos de guerrilheiros das Farc em território venezuelano, junto à fronteira com seu país.

      Em longa e demagógica entrevista ao lado de Diego Maradona, o próprio presidente da Venezuela, Hugo Chavez, (foto acima) reconheceu a existência desses acampamentos em seu território… mas a culpa seria da Colômbia que deixou os guerrilheiros passarem a fronteira!

      A resposta de Chavez à denúncia do presidente Uribe foi o rompimento das relações diplomáticas da Venezuela com a Colômbia e a mobilização de suas tropas junto à fronteira com o país vizinho.
      Entretanto, o presidente Lula não vê nisso nenhum conflito sério. Apenas “conflito verbal”. “Temos (Lula e Chavez?) de ter paciência… até que Santos [o recém-eleito presidente da Colômbia] tome o poder”, declarou.

      As palavras do presidente brasileiro soaram como um desaforo contra o presidente da Colômbia, que até a transmissão do mandato continua sendo Álvaro Uribe. Este deplorou que Lula apresentasse o caso como se fosse apenas uma briga pessoal entre ele. Uribe, e Hugo Chavez.

      Sem dúvida, essa tática escamotearia aspectos mais importantes da questão: os crimes das Farcs e o envolvimento de forças ideológicas incrustadas em regimes latino-americanos.

      O comentarista Alexandre Garcia destacou na "Globo" o mal-estar criado na América Latina pelas declarações de Lula. E viu aí mais uma derrota da “diplomacia” brasileira, depois das intromissões indevidas em Honduras, do apoio às reivindicações atômicas do Irã e de meter-se na briga entre árabes e judeus na Palestina. Uma verdadeira “catarse extemporânea de terceiro-mundismo”, conclui Alexandre.

      Mais um gol contra de Lula. O problema é que o maior prejudicado é o Brasil.

      Veja também em video o que diz Alexandre Garcia sobre esse assunto no portal da "Globo":

      http://g1.globo.com/videos/bom-dia-brasil/v/alexandre-garcia-fala-sobre-o-clima-de-mal-estar-na-america-latina/1309764/

      terça-feira, 10 de novembro de 2009

      “Deus está ao nosso lado”, afirma comandante anti-FARC

      O comandante em chefe das Forças Armadas colombianas, general Freddy Padilla de León (foto), foi recebido por S.S. Bento XVI. Segundo o “Diário Las Américas”, Padilla de León declarou: “Os esforços e sacrifícios das forças armadas colombianas estão sendo recompensados. [...] Não se pode esquecer que a fé católica é um dos principais suportes que nos acompanham na busca da paz e da ordem institucional na Colômbia”. Acrescentou que “as numerosas e arriscadíssimas” operações militares contra a guerrilha marxista-leninista das FARC são confiadas ao Sagrado Coração de Jesus. “Como se pode ver nos resultados da luta contra o terrorismo, está demonstrado que Deus está ao nosso lado, e a Ele pedimos todos os dias, com devoção, que nos dê ânimo para conseguir nossos objetivos pelo bem da Colômbia e da comunidade internacional”.
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      Agência Boa Imprensa

      segunda-feira, 30 de junho de 2008

      Acuadas na Colômbia, as Farc estendem articulações no Brasil

      Após a liquidação do terrorista Reyes, nº 2 das Farc, morreu o chefe máximo dessa guerrilha narco-marxista, Manuel Marulanda Vélez, conhecido como Tirofijo. Em poucas semanas as Farc perderam também outros líderes: Iván Rios, morto pelos seus seguranças, e Nelly Ávila Karina, que se entregou ao exército, famélica e deprimida. Mono Jojoy, outro homem-símbolo das Farc, escapou de ser morto por seus seguranças, fuzilando-os. Acuada e dizimada na Colômbia, as Farc estendem suas articulações para países vizinhos. Em Rondônia, o secretário de Segurança, Cezzar Pizzano, declarou que as Farc e guerrilheiros peruanos do Sendero Luminoso treinam a violenta Liga dos Camponeses Pobres (LCP). Enquanto isso as esquerdas estão preocupadas em banir os arrozeiros da reserva Raposa/Serra do Sol. Lá provavelmente gostariam de criar um “não-país”, que servisse de base para a guerrilha, o narcotráfico e o tribalismo anárquico. (Agência Boa Imprensa)