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quarta-feira, 11 de setembro de 2013

“Neo-maoização” da China


Luis Dufaur (*)

Em julho último, o presidente chinês Xi Jinping peregrinou até a luxuosa casa de campo às margens de um lago, onde Mao Zedong passava suas férias nos anos 1950 enquanto ordenava exterminar classes sociais inteiras. Para Xi, o sítio de lazeres do cruel líder comunista deveria ser declarado centro de educação da juventude no espírito da revolução.

Com efeito, a retórica “mística” maoísta de Xi vem se reforçando nos últimos meses, constatou reportagem do “The Wall Street Journal”.

Ele se vale do “livro vermelho” de Mao para fazer um expurgo no Partido Comunista Chinês, além de montar um cerco a princípios como democracia, Estado de direito e aplicação da Constituição.

Visando reforçar o espírito igualitário intrínseco ao comunismo, o presidente ordenou que os generais e os membros mais antigos do governo trabalhem como domésticos pelo período mínimo de cinco dias a fim de aprenderem a se reconectar com as “massas”. A atitude de Xi parece decisiva, pois a China está entrando numa crise econômica e pipocam as revoltas populares.

Para Xi Jinping que passa horas lendo livros de teoria marxista e maoista, “isto é apenas o início”. Em dezembro passado, ele declarara que a União Soviética havia entrado em colapso pela falta de convicção ideológica marxista de seus líderes e pelo fato de não haver um “homem” para estancar o processo de liberalização.

Ele tem a pretensão de ser o “homem” que impedirá qualquer abrandamento de uma ditadura que já ceifou pelo menos cem milhões de vidas da sofrida nação chinesa...
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(*) Luis Dufaur é colaborador da Agência Boa Imprensa (ABIM)

terça-feira, 10 de setembro de 2013

Médicos Cubanos: O Cavalo de Tróia parou e dele desceram milhares de homens com avental branco

Ministro da Saúde brasileiro, Alexandre Padilha, recebe o primeiro batalhão de médicos cubanos que chegou ao Brasil
Leo Daniele (*)

Uma gentileza dos irmãos Castro para a Presidente Dilma e para a massa ingênua desta Terra, é o que talvez alguns pensem a respeito da importação/exportação de 4 mil médicos cubanos para cá. É muito grande a amabilidade! Para uma pequenina ilha! Nada rica! Quanta bondade! Mas… será mesmo que não têm segundas intenções?

Para uso dos ingênuos, enumeramos uma pequena lista de segundas, terceiras, reais intenções, consubstanciadas em algumas vantagens para o governo cubano e para o comunismo internacional — que estão por detrás da exportação/importação dos médicos.

Extraímos sobretudo dos jornais de hoje alguns textos que comprovam o que estamos dizendo.

1. “Qual o fato que está subjacente à estranha, inexplicável e inconveniente vinda dos médicos cubanos? Será porque eles são mais capacitados que os nossos? Ou a resposta se situa no campo político-ideológico? Nesse sentido, o Brasil estaria dando guarida a profissionais carentes de trabalho em seus países?” [1]

2. “Não estarão esses médicos chamados a desempenhar — sob a batuta de Frei Betto, o principal articulador das CEBs e “muy amigo” de Cuba — uma ação conjunta com estas, que, como se sabe, trabalham para a esquerdização do País?”[2]

3. “As ‘missões médicas’ foram iniciadas nos anos 1960 por ideia de Fidel Castro. As missões, hoje em 58 países — a maioria, como o Haiti, não paga pelos serviços — são a maior arma soft power da ilha comunista.”[3]

4. “Propaganda automática do regime, ainda que os profissionais se abstenham de fazer discurso político”. [4]

5 . “Com o negócio, Cuba conseguiu alinhar ideologia e diplomacia ao pragmatismo”.[5]

6. “Uma conquista estratégica — diplomática e econômica — para o governo de Cuba”.[6]

7. “O governo brasileiro está importando trabalho escravo! Tanto é assim que os médicos sequer podem reter seus próprios salários. Quem ficará com o grosso do meio bilhão é a ditadura dos irmãos Castro”.[7]

8. “Alguns brasileiros do MST afirmam que estão em Cuba para cursos de medicina, e que o objetivo é retornar ao Brasil e divulgar as maravilhas do modelo socialista”. [8]

9. “Como há precedentes, ficarão escondidos e vigiados, com nosso próprio governo fazendo o papel de carcereiro dos Castro?” [9]

10. “O governo está passando a falsa ideia ao mundo de ser a nossa medicina precária, estagnada no tempo, desprovida de pioneirismo e avanços científicos em vários setores. E mais, o profissional brasileiro poderá ser tido como desprovido de sensibilidade social, humanismo e solidariedade, que compõem a essência do juramento de Hipócrates”.[10]

11. “Que a lei brasileira será burlada nós sabemos, pois seus diplomas não serão revalidados”.[11]

12. “Ainda há que indagar: uma vez que o País pagará bem mais do que os médicos receberão, qual a razão dessa ajuda financeira a Cuba?” [12]

13. “O Ministério da Saúde informou que, apesar de trabalharem no Brasil, os cubanos estarão sujeitos às leis trabalhistas do seu país de origem” .[13]

Sim, tudo para transformar a América do Sul em um quintal do comunismo, junto com a Venezuela, Bolívia e outras nações. Estaríamos diante de um chavismo sem Chávez?
O Brasil recebe de presente um novo "Cavalo de Troia" — em seu bojo "médicos" cubanos
[1] Antônio Carlos Mariz de Oliveira, “O Estado de S. Paulo”, 2-9-13. 
[2] Helio Dias Viana. 
[3] “Folha de S. Paulo”, 3-9-13. 
[4] “Folha de S. Paulo”, 3-9-13. 
[5] “Folha de S. Paulo”, 3-9-13. 
[6] “Folha de S. Paulo”, 3-9-13.
[7] Rodrigo Constantino, “Folha de S. Paulo”, 3-9-13.
[8] Rodrigo Constantino, “Folha de S. Paulo”, 3-9-13. 
[9] Antônio Carlos Mariz de Oliveira, “O Estado de S. Paulo”, 3-9-13. 
[10] Antônio Carlos Mariz de Oliveira, “O Estado de S. Paulo”, 2-9-13. 
[11] Antônio Carlos Mariz de Oliveira, “O Estado de S. Paulo”, 2-9-13. 
[12] Antônio Carlos Mariz de Oliveira, “O Estado de S. Paulo”, 2-9-13. 
[13] “O Estado de S. Paulo”, 27-8-13. 
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(*) Leo Daniele é colaborador da Agência Boa Imprensa (ABIM)

sexta-feira, 30 de agosto de 2013

Cuidado!

Evo Morales, Hugo Chávez, Raul Castro e Lula da Silva
Helio Dias Viana (*)
Os médicos cubanos favorecidos pelo programa “Maus Médicos” do governo federal — como já vem sendo chamado — ocuparão lugares de médicos brasileiros. Estes últimos serão dispensados por algumas prefeituras para as quais os cubanos ficarão mais baratos, pois além de se dispensarem de pagar salários mais elevados a profissionais brasileiros, a bolsa de 10 mil [cuja quase totalidade irá para o regime comunista de Cuba!] será totalmente custeada pela União. A informação provém de correspondentes da “Folha de S. Paulo” (30-08- 2013) de Manaus, Fortaleza, Salvador e Recife, que já detectaram 11 prefeituras decididas a tomar essa decisão. As referidas prefeituras só não consideraram — comentamos nós — a qualidade dos serviços oferecidos, além dos riscos de contaminação ideológica a que estarão sujeitos os pacientes.

Deve-se com toda razão recear que depois dos médicos cubanos poderá ser a vez dos professores, cuja atuação seria ainda mais perniciosa que a dos primeiros. Mas, infelizmente, do ponto de vista físico, eles talvez estejam mais bem preparados para lidar com alunos “da pesada”, que agridem e ameaçam de morte seus professores, muito influenciados como estão pela contracultura que o petismo vem inoculando no Brasil.

Engana-se quem supuser que se favorece somente a Cuba miserável. Dois ministros do governo brasileiro estiveram recentemente na China, em tratativas para que aquele regime comunista invista em projetos de infraestrutura em nosso País. Ou seja, analogamente ao que vem sucedendo com os médicos cubanos, é possível que os empresários brasileiros sejam preteridos em benefício do governo escravagista chinês, que nas licitações poderá oferecer lances muito superiores aos dos nacionais e assim suplantá-los.

O oferecimento da cabeça do ministro das Relações Exteriores e do valoroso diplomata Eduardo Sabóia — que arriscou sua vida para livrar o senador boliviano Roger Pinto Molina da perseguição de Evo Morales — parece não ter sido suficiente para aplacar a cólera do “deus” do Altiplano. Como a cunhada do infanticida Herodes, que exigiu deste a cabeça de João Batista como mostra de seu amor por ela, Evo pede agora a Dilma, como prova de sua lealdade ao bolivarianismo, a cabeça não de um Profeta, mas de seu opositor trânsfuga — trânsfuga que os nascituros brasileiros bem gostariam de poder imitar... Por isso, a imprensa noticia que o senador libertado está agora cogitando em pedir asilo a outro país, pois não se sente seguro no Brasil. Aliás, o governo de Evo Morales — que o acusa de corrupção e que já acionou a Interpol para prendê-lo — deveria ter dado o próprio endereço do palácio presidencial da Plaza Murillo para a captura, pois seu governo está de há muito atolado até o pescoço não somente na corrupção, mas também em pesados crimes ligados à mesma e noticiados pela imprensa boliviana.
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(*) Hélio Dias Viana é colaborador da Agência Boa Imprensa (ABIM)

quinta-feira, 29 de agosto de 2013

Apelos desesperados escondidos em produtos chineses


Luis Dufaur (*)

Em outubro de 2012, Julie Keith, [foto abaixo] uma mãe do Oregon (EUA), enregelou-se: num pacote para Halloween “made in China” que ela comprara na loja Kmart havia uma carta escondida meticulosamente. Grafada num inglês trêmulo, a mensagem [foto abaixo] falava de um cenário de horror. O autor estava preso num campo de trabalho forçado no norte da China, trabalhando 15 horas diárias durante toda a semana sob o látego de desapiedados guardas.

“Se você comprar este produto, por favor, mande esta carta para a Organização Mundial de Direitos Humanos” – leu Julie. “Milhares de pessoas na China, que sofrem a perseguição do Partido Comunista, ficar-lhe-ão gratas para sempre”.

Entrementes, o autor – Zhang, 47 – conseguiu sair da fábrica-prisão. Como muitos outros ex-detentos, ele descreveu o universo carcerário socialista marcado por abusos estarrecedores, espancamentos frequentes e privação de sono de prisioneiros acorrentados semanas a fio em posições doloridas. A morte de colegas por suicídio ou doenças fazia parte do pão quotidiano.

Corrobora-o Chen Shenchun, 55, que passou dois anos num desses campos: “Às vezes os guardas puxavam-me pelos cabelos, colavam na minha pele barras ligadas à eletricidade, até que o cheiro de carne queimada enchia a sala”, disse.

A maioria dos escravos-operários de Masanjia foi presa por causa de sua crença. Mas o regime os mistura com prostitutas, drogados e ativistas políticos. As violências se concentram naqueles que se recusam a renegar sua fé.

Nem os responsáveis do campo de concentração, nem a Sears Holdings, dona da loja Kmart, quiseram atender pedidos de entrevista. Julie repassou a carta para um órgão governamental americano, mas a administração Obama adota uma atitude de subserviência diante das práticas inumanas chinesas. Por exemplo, um funcionário disse que o esclarecimento deste caso levaria muito tempo. O que equivale mais ou menos dizer que ele nunca será esclarecido.

Como aconteceu com Zhang...

Da próxima vez que o leitor for comprar algum produto chinês, pense na tragédia que pode estar levando para sua casa.
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(*) Luis Dufaur é colaborador da Agência Boa Imprensa (ABIM)

Desfazendo um equívoco


Gregorio Vivanco Lopes (*)
Cresce o número dos que se dizem decepcionados com o Partido dos Trabalhadores. As manifestações de rua e as páginas dos jornais o atestam com exuberância. O PT do Mensalão, da introdução da Venezuela no Mercosul e das capitulações diante de Evo Morales ter-se-ia tornado fisiológico, oportunista, enganador e, ademais, só preocupado com o avanço da esquerda no mundo, pouco ligando para o interesse público.

Uma decepção inteiramente explicável, mas que repousa sobre um equívoco, a respeito do qual queremos tratar aqui.

O equívoco consiste em achar que houve uma mudança no PT. Não, não houve. O PT nunca foi aquele partido idealista, impoluto, voltado para o bem do País, que a propaganda anunciava. Aqui reside o engano. Explico-me.

Desde sua origem o PT sofre forte influência marxista, que lhe vem tanto da esquerda católica quanto da esquerda leiga que o constituíram. O PT não é nem nunca foi um partido criado para resolver os problemas da vida presente; pelo contrário, seu objetivo é conformar a sociedade e o Estado segundo os ditames teóricos traçados no século XIX por Marx e seus sequazes. Suas ideias sobre a pobreza, a luta de classes, as desigualdades, e tantas outras, recendem ao marxismo mais transato.

Coerente com a doutrina marxista existe a moral marxista –– na realidade, a não moral ou imoral –– segundo a qual é bom tudo que ajuda a implantar o socialismo, e mau o que impede ou dificulta sua implantação. Apropriar-se dos bens públicos será bom se ajudar a socialização, e manter a palavra dada ou desmenti-la se fará na medida em que favorecer a causa. Perseguir alguém ou favorecê-lo independe de seus méritos pessoais, o importante é saber o que convém mais à causa.

Já o teórico comunista V. Kolbanoski escrevia em 1947: “Só é moral a conduta dos homens baseada na grande luta pela libertação da humanidade de todos os jugos e de quaisquer formas de exploração. [...] Durante a transformação socialista da sociedade, realiza-se entre os homens uma renovação do sistema moral. [...] Ensinar a moral comunista é, antes de tudo, educar os homens soviéticos, a juventude soviética em particular, no espírito de uma dedicação sem limites à causa do comunismo e de abnegação ao serviço da pátria socialista” (A Moral Comunista, Problemas - Revista Mensal de Cultura Política nº 17 – Rio de Janeiro, Fevereiro/Março de 1949).

De acordo com essa lógica, para um petista autêntico, nada do que o PT tem feito é imoral. De modo que o PT não mudou. É o mesmo de sempre, desde que foi articulado pela esquerda católica e a esquerda leiga.

Fica a pergunta: os novos impolutos que estão aparecendo no cenário político serão diferentes?
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(*) Gregorio Vivanco Lopes é colaborador da Agência Boa Imprensa (ABIM)

domingo, 25 de agosto de 2013

Ainda os médicos cubanos


§ Helio Dias Viana (*)

De volta ao candente tema da importação de médicos cubanos, começo retificando um lapso sobre o custo aproximado deles para o contribuinte: não será de 250 milhões de reais, mas de dólares, uma vez que, além do salário de 10 mil reais, haverá um auxílio para moradia e refeição, sem falar dos gastos com passagens aéreas e outros eventuais.

Mais grave, contudo, é em primeiro lugar o fato de o governo — tão pressuroso em combater o suposto trabalho escravo no Brasil —, coadjuvá-lo de modo despudorado e ilegal recebendo escravos cujo salário será pago ao regime opressor, não lhes restando senão uma pequena quantia.

Depois há o fato de que sobre esses cubanos pesa a fundada suspeita de que não passam de agentes do regime comunista, como o são seus pares que atuam na Venezuela e na Bolívia. Sua presença aqui neste momento coincide com os ingentes esforços da esquerda católica para relançar as Comunidades Eclesiais de Base (CEBs) sob a batuta de Frei Betto.

Além do mais, o dinheiro a ser repassado pelo Brasil aos ditadores cubanos só servirá para perpetuar o regime de escravidão que eles exercem sobre os habitantes da Ilha-prisão, cuja miséria não advém do embargo econômico norte-americano, mas do regime socialista ali vigente, contrário à livre iniciativa e à propriedade privada. Quem quiser saber como é Cuba sob este ponto de vista, basta olhar para os nossos assentamentos de Reforma Agrária, verdadeiras “favelas rurais”.

Às recentes declarações do ministro da Saúde de que não se atemoriza com as ameaças contra a contratação desses médicos para atender à população de 701 municípios, redarguo dizendo que quem se sente ameaçada é a população brasileira diante do fundado temor de que, sob o pretexto de curar males menores, tais médicos terminem por espalhar metástases do câncer comunista de Cuba aos mais de cinco mil municípios de todo o Brasil.
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(*) Hélio Dias Viana é colaborador da Agência Boa Imprensa (ABIM)

sexta-feira, 23 de agosto de 2013

Chegam os médicos cubanos

Médicos cubanos na Venezuela, controlados pelo governo comunista de Cuba, com o tempo passaram a atuar como agentes e espiões do governo chavista. E no Brasil? 
§ Helio Dias Viana (*) 

A insistência do governo brasileiro em contratar médicos cubanos — oficializada na última terça-feira, após ter sido desmentida mais de uma vez — é inquietante e revela que os atuais responsáveis pelo País parecem decididos a encaminhá-lo no mesmo rumo da Venezuela.

De um lado, como o Brasil tem 400 mil médicos, nosso problema não é a falta deles, mas de condições básicas para o exercício da medicina nas zonas periféricas e recônditas, conforme declararam os órgãos competentes da classe. E não deixa de ser curioso imaginar que um País com uma tal quantidade de médicos ainda precise de apenas de 15 mil, como se esse contingente não pudesse ser preenchido por nacionais.

De outro lado, o custo desses quatro mil cubanos — cujos contratos deverão ser de três anos prorrogáveis — será na ordem de 250 milhões de reais. Está previsto um salário mensal de 10 mil reais, além de ajuda de custo para moradia e refeição. Fica explicado por que esse invejável salário não é suficiente em lugares tão pobres, sendo necessária uma ajuda adicional: o mesmo não será pago aos médicos, mas ao regime cubano, que dele destinará algumas migalhas para seus escravos a serviço do governo brasileiro.

— Sim, deste mesmo governo que para perseguir a propriedade privada blasona a existência de trabalho escravo no Brasil... É só imaginar o que aconteceria com qualquer produtor rural ou empresário que se entregasse à prática absurda e injusta de não pagar o salário integral a seus empregados, mas que o destinasse a um órgão que os controlasse de modo despótico que depois lhes destinasse uma quantia irrisória.

A tais médicos cubanos — que enxameiam na Venezuela chavista e cujos 400 primeiros chegarão imediatamente ao Brasil, segundo se anunciou — não se exigirá a prova de aptidão para o exercício da profissão, justamente requerida pelos órgãos representativos da classe, beneficiando-os assim com uma espécie de cota preferencial. Nem tampouco o conhecimento do português, o que poderá dar azo a toda sorte de confusão na sua interlocução com pessoas mais simples.

E eles chegam no exato momento em que, em localidades com características semelhantes às descritas para a sua atuação, estão sendo rearticuladas — com o decidido apoio de várias dioceses — as famigeradas Comunidades Eclesiais de Base (CEBs), que constituem verdadeiros soviets para convulsionar o Brasil.

À vista disso, uma pergunta se impõe: não estarão esses médicos chamados a desempenhar — sob a batuta de Frei Betto, o principal articulador das CEBs e “muy amigo” de Cuba — uma ação conjunta com estas?

Por fim, esta decisão do governo brasileiro aproxima-o dos países onde se exerce uma democracia sui generis, baseada numa ideologia que a torna surda tanto aos clamores da opinião pública quanto das associações representativas de classe.
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(*) Hélio Dias Viana é colaborador da Agência Boa Imprensa (ABIM)

quarta-feira, 14 de agosto de 2013

China: Comércio de órgãos humanos baseado em execuções capitais

São realizados anualmente na China 10 mil transplantes de órgãos, 65% dos quais extraídos de condenados à morte. O diretor de um grande hospital de Xangai fala em 80%. As execuções quase não são praticadas na presença de um médico, mas no próprio tribunal, e quando este “não está equipado” usa-se uma van parecida com viatura policial. A Jinguan Automobiles exporta essas vans-matadouro, jactando-se de que “nossos clientes incluem Varas Penais em todos os níveis da China”. A empresa oferece o modelo SLT 5040XZXE1, montado sobre um chassi Ford. O esquartejamento é feito às pressas, muitas vezes sem testes sanguíneos, e após receber o pagamento, o próprio médico leva os órgãos de avião até a cidade do interessado. Sobre o consentimento da vítima, “não se pergunta, não se sabe”. O governo marxista alega que a doação é voluntária, sem oferecimento de dinheiro pelo meio. Porém, ninguém arrisca doar voluntariamente algum órgão.
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Agência Boa Imprensa (ABIM)

Exploração do gás de xisto: fator de declínio do gás russo

A exploração no Ocidente do gás e do petróleo de xisto utilizando a tecnologia do fracking (fragmentação) está arruinando a estatal petroleira russa Gazprom, que controla 15% das reservas planetárias. Em 2007, ela era a terceira maior companhia do mundo, avaliada em cerca de US$ 360 bilhões, mas que desvalorizou quase 80% em 2013, caindo para US$ 77 bilhões. Além de a Gazprom ter perdido o mercado americano, sua frota de superpetroleiros ficou superdimensionada. Razão da decadência: sobra gás no mercado internacional, os preços despencam, e a Europa, sua grande cliente-vítima, dispõe atualmente de uma gama de possibilidades mais atraente do que o gás fornecido por Putin. Desta maneira, o gigante russo — que desejava realizar o sonho de Lênin de estrangular a Europa livre — enreda os próprios pés em imensos gasodutos e oleodutos que se tornam cada vez menos aproveitados.
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Agência Boa Imprensa (ABIM)

terça-feira, 6 de agosto de 2013

Ar rarefeito na China

Por razões diferentes, lá como no Brasil, os habitantes optaram por contestar as autoridades que os intoxicam 

§ Luis Dufaur (*)

Na China, o nível de contaminação do ar, da terra e das águas atingiu níveis jamais vistos na história e começa a ficar intolerável para os seus quase um bilhão e meio de habitantes — escreveu o jornal “Clarín”, de Buenos Aires. A causa foi e continua sendo os brutais métodos socialistas.

Estudos independentes afirmam que até 70% das terras chinesas estariam contaminadas, provocando crescentes revoltas populares. Apesar de proibidos, os protestos se multiplicam nas ruas, enquanto se fazem milhares de denúncias pelas redes sociais.

Em Dalian, cidade situada no leste do país, um protesto multitudinário bloqueou a ampliação de uma petroquímica, e o sucesso da manifestação se difundiu em outras regiões. Pequim tenta ludibriar os descontentes com o anúncio de estudos para detectar o nível de contaminação do solo, que na China é “segredo de Estado”.

Para o Ministério de Meio Ambiente, as terras estão contaminadas com metais pesados e pesticidas proibidos desde os anos 80. Como os males andam atrelados, Zhuang Guotai, responsável pela pasta do Trabalho, disse que essa contaminação decorre da Reforma Agrária.

No Brasil, fizemos e continuamos a fazer críticas pertinentes à Reforma Agrária socialista e confiscatória, tão a gosto de nossos bispos progressistas e de todas as esquerdas. Pois ela conduzirá aos mesmos resultados desastrosos da China, cujos métodos dirigistas de produção obrigaram seus dirigentes a apelar para o Brasil e a Argentina em busca de alimentação saudável.

Desconhecem-se até o momento na China os resultados a que chegou o primeiro estudo nacional de contaminação do solo, iniciado em 2006. Os acadêmicos que dele participaram disseram que o governo apagou os dados colhidos desde o início, mas que a contaminação continua intoxicando toda a cadeia alimentar pelo uso indiscriminado de chumbo, arsênico ou cádmio.

E saber que apesar de tudo isso o Brasil acaba de trazer da China feijão duro, caro — e, ao que tudo indica, contaminado — para concorrer com o custo-Brasil imposto aos nossos heroicos ruralistas! Feijão importado de um país cuja população escravizada se intoxica ao respirar, comer, beber, ou até ao tomar banho.
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Por esta e por outras razões o Príncipe Dom Bertrand escreveu o livro Psicose Ambientalista — Os bastidores do ecoterrorismo para implantar uma “religião” ecológica, igualitária e anticristã. Formato 16 x 23 cm – 176 paginas – R$.23,90 – Distribuição Editora Petrus
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(*) Luis Dufaur é colaborador da Agência Boa Imprensa (ABIM)

quarta-feira, 17 de julho de 2013

O doce armamento cubano


§  Hélio Dias Viana (*)

Os organizadores do “Brasil carinhoso” — carinho que dispensamos de bom grado, pois ao lado dessa máscara está a sanhuda “Comissão da Verdade” para perseguir todos os anticomunistas — devem se enternecer com o verdadeiro carinho com o qual as autoridades comunistas cubanas tratam seus armamentos; carinho tão grande que elas os protegem com açúcar! 

É o que acaba revelar a recente apreensão, no Canal do Panamá, do navio norte-coreano Chong Chon Gang (acima e ao lado), que transportava 10 mil toneladas de açúcar procedente de Cuba. Só que, tal como acontece com os contrabandistas de drogas, por debaixo desse carregamento havia 240 toneladas métricas de armamento defensivo, composto, segundo a imprensa, de dois complexos mísseis antiaéreos Volga e Pechora, nove foguetes em partes e peças, dois aviões Mig-21 Bis e 15 motores deste tipo de avião. 

As autoridades panamenhas apelaram à comunidade internacional para que enviassem técnicos ao país a fim de examinarem o armamento, descrito depois por Havana como sendo material bélico fabricado em meados do século XX e que necessitava de reparação. A Coreia do Norte está proibida pelos órgãos internacionais de importar e exportar armamentos, exceto armas leves.

Mas sobre esse escândalo envolvendo os dois países comunistas mais fechados do mundo a Irmandade Bolivariano-petista não se manifestou. Ela cujos sequazes ficaram tão assanhados pelo sucedido ao avião de Evo Morales, que sua gritaria foi semelhante à de um bando de macacos quando alguém pisa no rabo de apenas um deles: todos companheiros berram... 

Agora imagine o leitor o contrário, o que aconteceria se um carregamento americano análogo fosse apreendido nessas circunstâncias...
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(*) Hélio Dias Viana é colaborador da Agência Boa Imprensa (ABIM)

sexta-feira, 12 de julho de 2013

Em crise profunda e duradoura a economia chinesa

Tem sido feita uma associação de ideias entre a crise econômica da China e o monstro Frankenstein. Veremos porque. 
Leo Daniele (*)

Iniciemos com a crise econômica da China. Não parece que seja coisa passageira. “Há preocupações com a China e há pouca coisa para as pessoas ficarem otimistas no momento. As coisas têm caído como uma pedra. Parece um pouco brutal demais para que seja apenas uma retração saudável”, disse o diretor de negociações da MB Capital, Marcus Bulius.[1]

Notícias econômicas veiculadas pela imprensa estatal da China provocaram uma queda generalizada nas bolsas de valores de todo o mundo. Um comentário publicado pela agência estatal de notícias Xinhua sugeriu que o governo não tomará qualquer ação em breve.

No passado, tais perdas foram acompanhadas pela entrada de investidores a fim de comprar ações na baixa, mas Bulius disse que ele não compraria ações nos níveis atuais. “Eu não iria querer pegar uma faca em queda”, afirmou.[2] Tais notícias derrubaram as bolsas de valores de todo mundo, inclusive do Brasil. A bolsa brasileira teve “um desempenho ainda pior que o das outras bolsas ao redor do mundo, [...] Notícias veiculadas pela imprensa estatal da China no fim de semana sinalizaram que essa crise de liquidez deve persistir”.[3]

Mas por que motivo comparar a economia chinesa com o terrível Frankenstein? Como se sabe, era um personagem criado pela romancista Mary Shelley. O romance relata a história de Victor Frankenstein, um estudante de ciências naturais que constrói um monstro em seu laboratório. O ser fantástico se volta contra seu criador. A história se desenvolve através de vários assassinatos.

É uma história de horror. Será de horror a história dessa economia, e do mundo paganizado que a deixou expandir-se acima de qualquer limite, e que é o cenário onde os acontecimentos se passam?

[1] "O Estado de S. Paulo", 25-6-2013. 
[2] OESP, 25-6-2013. 
[3] OESP, 25-6-2013.
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(*) Leo Daniele colaborador da Agência Boa Imprensa (ABIM)

domingo, 28 de abril de 2013

O Papa Francisco e o teste cubano

Havana - No centro da capital cubana reina a pobreza comunista, os prédios estão caindo aos pedaços, os automóveis mais modernos são da década de 50. 

§  Armando Valladares (*)

Francisco, o primeiro pontífice latino-americano, em seu recente discurso ao corpo diplomático destacou a pobreza física e a pobreza espiritual como dois grandes males do século XXI, e se compadeceu do “sofrimento” que suas vítimas enfrentam.

Ao ler esse discurso papal sobre o flagelo da pobreza, não pude deixar de lembrar dos meus irmãos cubanos, pobres entre os mais pobres latino-americanos e caribenhos, vítimas de mais de 50 anos de comunismo. Evoquei tantos lances lamentáveis da diplomacia vaticana para Cuba comunista nas últimas décadas, que de uma maneira ou de outra favoreceram a continuidade da ditadura cubana. E me perguntei com legítima expectativa, enquanto católico cubano, qual será, durante este novo pontificado, a orientação da diplomacia vaticana para a pobre Cuba, a outrora “pérola das Antilhas”? Até o momento, não são muitos os elementos de que se dispõem para levantar uma hipótese sobre o que poderá ocorrer. Trata-se, sem dúvida, do teste cubano.

A expectativa e até a ansiedade dos cubanos sobre os rumos da diplomacia vaticana para Cuba comunista se justifica, porque o drama da ilha-cárcere já se prolonga durante demasiado tempo. Depois da viagem de João Paulo II a Cuba, em 1997, o então arcebispo de Buenos Aires, Jorge Mario Bergoglio, publicou o livro “Diálogos entre João Paulo II e Fidel Castro” (Ed. Ciudad Argentina, Buenos Aires, 1998), [foto] uma edição que parece estar esgotada, porém que na eventual re-edição poderá dar luz sobre o pensamento de Francisco sobre o problema cubano.

Diversos comentaristas lembraram o papel do arcebispo de Buenos Aires, cardeal Bergoglio, como presidente da comissão de redação do documento da V Conferência Geral do Episcopado Latino-Americano e do Caribe (CELAM), cujos membros se reuniram no Santuário de Nossa Senhora Aparecida, Brasil, em 13 de maio de 2007. Francisco teria presenteado tal documento a mandatários recentemente recebidos em audiência pelo novo pontífice, como foi o caso da presidente argentina.

Em maio de 2007, antes dessa reunião da CELAM, tive oportunidade de enviar “minha angustiada interrogação, enquanto católico cubano e ex-preso político nos cárceres comunistas durante 22 anos, a respeito de se esta reunião da CELAM abordará o drama dos católicos cubanos ou se, mais uma vez, optará pelo silêncio”. Também constatava que “o sofrimento espiritual do rebanho católico cubano em relação à atitude complacente dos pastores ante os lobos vermelhos é dilacerante”. E lembrava que durante a reunião do Encontro Nacional Eclesial Cubano (ENEC), o então arcebispo de Santiago de Cuba, monsenhor Pedro Meurice, reconheceu que no começo os fiéis católicos cubanos consideravam os eclesiásticos desse país como membros de “uma Igreja de mártires”, mas que depois, por essa atitude colaboracionista com a ditadura castrista, “dizem que somos uma Igreja de traidores”. Um resumo dessa mensagem aos participantes da CELAM foi divulgado pela Agência Católica de Informações (ACI): (“Ex-preso político pede que drama cubano não passe desapercebido na 5ª Conferência”, ACI, 06 de maio de 2007).
uma mensagem pública aos membros desse organismo, difundido pela imprensa e nas redes sociais, e entregue em mãos à boa parte dos altos eclesiásticos participantes e a seus assessores, no próprio local do evento, em Aparecida. Nessa mensagem, eu expressava

Lamentavelmente, nessa oportunidade, o silêncio da CELAM sobre o tema cubano foi total.

Dois meses depois, os diretores da CELAM partiram para Havana, para participar da 31ª assembleia ordinária da entidade eclesiástica. Apresentava-se outra oportunidade imperdível para que a CELAM rompesse com o muro do silêncio, da indiferença e da vergonha que asfixia meus irmãos cubanos, pobres entre os mais pobres, órfãos espirituais entre os mais órfãos, que sofrem na ilha-cárcere do Caribe.

Antes de começar o encontro eclesiástico em Havana, autoridades da CELAM haviam recebido comoventes cartas, assim como pedidos de ajuda por parte de fiéis católicos, de mães e esposas de presos-políticos, sobre as generalizadas violações de direitos humanos e religiosos aos habitantes da ilha-cárcere. Depois do encontro eclesiástico houve, inclusive, uma reunião de duas horas e meia entre representantes da CELAM e representantes da ditadura cubana. Não obstante, monsenhor Emilio Aranguren, bispo da diocese cubana de Holguín, se apressou a esclarecer que nessa reunião simplesmente “nenhum desses temas foi posto na mesa”, porque se havia conversado unicamente “sobre os temas que eram verdadeiramente importantes para os bispos presentes”.

No inferno cubano, a asfixia e o extermínio espiritual e físico do pobre rebanho, ao que parece não era um tema suficientemente importante. O bom pastor está disposto a dar a vida por suas ovelhas (Cf. São João, 10,10). O que dizer daqueles pastores que deixam suas ovelhas a mercê do lobo, parecendo ignorar o drama dos fiéis católicos cubanos, pobres entre os mais pobres, física e espiritualmente?

Na “ostpolitik” eclesiástica para Cuba, até o momento foram vários os autores. Entre eles, a secretaria de Estado da Santa Sé, bispos católicos cubanos, cardeais e bispos católicos norte-americanos, e cardeais e bispos católicos latino-americanos. Dediquei ao tema dezenas de respeitosos e sinceros artigos, durante os últimos anos.

Nesta ocasião, evoco esses dolorosos fatos eclesiásticos na angustiada, expectante e filial perspectiva de saber como será a orientação da diplomacia da Santa Sé, durante o prontificado de Francisco, com relação a Cuba. Trata-se do teste cubano. A atual conjuntura da Igreja, interna e externa, talvez seja uma das mais dramáticas de sua História. Que em relação ao futuro da ilha, a Virgem da Caridade do Cobre, Padroeira de Cuba, ilumine a mente, as decisões e os passos dos atuais e mais importantes protagonistas, especialmente, do novo pontífice.
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(*) Armando Valladares, escritor, pintor e poeta. Passou 22 anos nos cárceres políticos de Cuba. É autor do best-seller “Contra toda esperança”, onde narra o horror das prisões castristas. Foi embaixador dos Estados Unidos ante a Comissão de Direitos Humanos da ONU sob as administrações Reagan e Bush. Recebeu a Medalla Presidencial del Ciudadano e o Superior Award do Departamento de Estado. Escreveu inúmeros artigos sobre a colaboração eclesiástica com o comunismo cubano e sobre a “ostpolitik” vaticana para Cuba.  
Dois artigos relacionados, escritos por Armando Valladares: Bento XVI, CELAM e “favela” cubana (30 de abril de 2007) CELAM em Cuba: “diálogo cordial” entre lobos e pastores (27 de julho de 2007) 
Tradução: Graça Salgueiro

quarta-feira, 24 de abril de 2013

As aparências enganam: os carros chineses estão entre os piores

O pequeno comércio chinês tornou-se famoso pela má qualidade de seus produtos; fruto de mão de obra barata e mal remunerada. Que dizer de objetos maiores, por exemplo carros? Que fale o Latin NCAP. Como se diz em algumas partes do Brasil: "por fora bela viola, por dentro pão bolorento". Na foto, o Geely CK (made in China)
§  Leo Daniele

Segundo noticiou Automotive Business, o Programa de Avaliação de Carros Novos para a América Latina, conhecido como Latin NCAP, testou 28 modelos de carros vendidos no Brasil. Os carros chineses JAC J3 e Geely CK [foto] foram julgados os maios inseguros. “Os produtos chineses confirmaram assim sua reconhecida fama de péssima qualidade, da qual misteriosamente pouco se fala na grande mídia” (Luis Dufaur).

Mas por que essa péssima qualidade? Há alguma explicação para isso?

O novo líder do Partido Comunista chinês, Xi Jinping, já ressaltou repetidas vezes a necessidade de combater a corrupção e proibiu demonstrações de extravagância dentro do partido e do Exército.

Aqui está a solução do enigma. Para os comunistas, qualidade é uma extravagância: ela gera a desigualdade, e a desigualdade para eles é o mal supremo. Até Confucio foi atacado por eles, por ter apoiado a burguesia!

Antigamente, o jogo internacional era a China fazer o papel de dragão feroz, e a Rússia de urso sorridente, embora com todos os crimes lesa humanidade que cometeu nem sempre o conseguisse. Hoje, para muitos, o país de Mao Tsé-Tung se converteu em um país ”normal” como os outros, e mais ainda, amante de bugigangas e de vendas no varejo, por exemplo na animada rua 25 de março, em São Paulo.

Comprar produtos chineses ou de qualquer país livre para muitos é a mesma coisa, exceto do ponto de vista da baixa qualidade, ferrete de que os amarelos não conseguem se livrar.

O cúmulo de certa hipocrisia mostrou suas aparências para mim em Boston. Entrei numa loja de artigos religiosos e o impossível aconteceu: encontrei escapulários de Nossa Senhora do Carmo “made in China” à venda, e ainda os possuo até hoje. Posso mostrá-los a quem duvidar. Isso ao mesmo tempo em que persegue os cristãos, e repele como herética a sociedade de classes. O dragão amarelo sabe perfeitamente usar de duplicidade quando lhe convém.

Esse país foi muito amado por São Francisco Xavier e pelos missionários católicos que lá ainda hoje são martirizados. Ele é digno de nossa estima teórica, abstração total feita da gangue que lá se instalou e de se ter submetido aos princípios de Marx e Lenin, mas na prática…

terça-feira, 9 de abril de 2013

Exército chinês comanda ciberataques contra o Ocidente

Segundo relatório da Mandiant, empresa de segurança em Internet, uma unidade do Exército chinês (EPL) praticou grande número de ataques informáticos contra empresas e organismos estatais nos EUA, no Canadá e no Reino Unido. O relatório esclarece que “o governo chinês está bem informado disso”. A Mandiant apontou como autora dos ataques a Unidade 61398 do EPL, sediada em Xangai e integrada por milhares de soldados que dominam o inglês, técnicas de programação e gestão de redes. O relatório acrescenta que “desde 2006, centenas de terabytes de dados de um vasto conjunto de indústrias” foram atacados. Hong Lei, porta-voz do ministério de Relações Exteriores chinês, tentou desqualificar a denúncia como “crítica arbitraria, baseada em dados rudimentares, irresponsável, e não-profissional. A China se opõe categoricamente à pirataria” – garantiu Lei aos jornalistas, que precisaram conter o riso... Acrescentou que a China “é grande vítima dos ciberataques”, que proviriam “em primeiro lugar dos EUA”. Ou seja, a potência comunista continuará atacando o Ocidente...
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Agência Boa Imprensa (ABIM)

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Corremos o risco de afundar com a China, diz especialista

“Tudo o que você acha que sabe sobre a China está errado”, escreveu Minxin Pei [foto], da acatada revista “Foreign Policy”. A China não é a potencia econômica, política e militar que se pensa comumente, explicou. Ele destacou que enganos do gênero já aconteceram em relação à União Soviética. Após enumerar sinais assustadores da fragilidade chinesa, Pei denunciou o mundo político e a grande mídia ocidental, dizendo que eles fingem nada perceber, agem erroneamente e desinformam o público. E pediu que a opinião pública americana e seu governo — o mesmo vale para o Brasil — reavaliem as premissas básicas de política chinesa. Do contrário, poderemos ser tragados por catástrofes impensadas.
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Agência Boa Imprensa (ABIM)

sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

China: repressão ao descontentamento de trabalhadores

Revoltados pelas extenuantes jornadas, milhares de operários da fábrica Foxconn, em Taiyuan (norte da China), onde trabalham 79.000 pessoas, enfrentaram os seguranças reforçados por 5.000 agentes da polícia marxista. A jornada de trabalho pode chegar a 24 horas/dia. Redes metálicas foram instaladas para evitar o suicídio dos trabalhadores. Geoffrey Crothall, porta-voz do China Labour Bulletin, de Hong Kong, denunciou que nas fábricas chinesas, incluídas as mais modernas, com participação de engenheiros ocidentais, “os operários são tratados como simples unidades de produção, como robôs, e não como seres humanos”. É a consequência necessária do igualitarismo e materialismo marxistas.
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Agência Boa Imprensa (ABIM)

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Democracia vai se extinguindo na União Europeia

A tendência de estender os poderes da União Europeia (UE), com pretexto de tirá-la da crise, caracteriza a “fase final” da destruição da democracia e dos estados nacionais, alertou Václav Klaus, presidente da República Checa, país membro da UE. Klaus foi um dos líderes do movimento que derrubou o comunismo em seu país e agora denuncia a UE, porque nela os países “vão se tornando uma província inexpressiva”. “É uma ironia da História” – acrescentou. “Nunca teria imaginado em 1989, que hoje estaria fazendo isto: pregar os valores da democracia”. Compreende-se por que muitos cidadãos europeus adotem o slogan “União Europeia = União Soviética”.
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Agência Boa Imprensa (ABIM)

sábado, 17 de novembro de 2012

Rússia: bebês abortados transformados em cosméticos

A polícia russa encontrou 248 fetos humanos abortados em um bosque de Sverdlovsk, nos Urais. Elena Mizulina [foto], presidente da Comissão pela Família, Mulheres e Infância da Duma (Câmara russa), denunciou a existência de uma rede que comercializa esses fetos para a produção de cosméticos. Trata-se, segundo Mizulina, de corpos abortados além do prazo legal. “Todos os anos são praticados entre 5 e 6 milhões de abortos na Rússia, além do prazo autorizado pela lei”. As estatísticas oficiais falam de “apenas” 1,2 milhão de abortos anuais. Como na Rússia só nascem por ano 1,7 milhão de crianças – número insuficiente para repor a população –, o país vem se despovoando.
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Agência Boa Imprensa (ABIM)

Filmes revelam horrores de genocídios chineses

O cineasta Wang Bing [foto] produziu dois filmes sobre os capítulos mais sinistros da revolução socialista chinesa: a) a campanha de 1957 contra os “direitistas”, que deportou centenas de milhares de chineses para campos de concentração onde os prisioneiros morriam como moscas, de frio, esgotamento e maus tratos; b) o chamado “Grande Salto Adiante”, em que a fome matou entre 20 e 30 milhões de pessoas. Até hoje está proibido na China falar desses massacres, descritos em termos idílicos pelas esquerdas do Ocidente. Os filmes de Wang Bing rompem esse sigilo criminoso. O extermínio de pessoas, onipresente na China, exige um meticuloso julgamento internacional.
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Agência Boa Imprensa (ABIM)