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quarta-feira, 27 de junho de 2012

Violência nas escolas secundárias austríacas


Viena, 19 de junho de 2012 
Carlos Eduardo Schaffer 

Os principais jornais de Viena trazem hoje na primeira página uma notícia que os alarma: o nível de violência nas escolas secundárias da Áustria se mantém elevado. Vinte e nove por cento dos meninos cometem atos de violência. Entre as meninas, 12%. Entretanto, dada sua natureza delicada, elas são as que mais sofrem com as brigas: suas notas diminuem imediatamente.

Um entre quatro meninos com a idade de 15 anos, pelo menos duas vezes por mês, sofre agressão de colegas. Três por cento deles são diagnosticados pelos psicólogos escolares como “extremamente agressivos".

Até mesmo os professores se tornaram mais violentos. Muitos deles fingem não ver as agressões a fim de evitar complicações. 40% dos alunos são constrangidos fisicamente por seus mestres. E esta situação se mantém assim há anos. Na terça-feira passada um aluno de 12 anos, na cidade de Wels, roubou fio elétrico da sala de educação física, passou em torno do pescoço de um colega e saiu puxando-o como um animal. Ao se queixar de dores o colega levado à soga teve o pescoço torcido violentamente, sendo em seguida levado para um hospital. Sofreu uma torção entre o pescoço e a coluna vertebral.

Cada aluno hoje em dia pratica um ato de violência por semestre. Estes dados são revelados por um estudo oficial do governo, denominado “Pisa-2009”. 

As escolas menos exigentes em matéria de estudos são as que mais registram casos de violência. Essas escolas, já ao admitir alunos, fazem uma seleção relaxada, e raramente expulsa os maus elementos. São freqüentadas por alunos que não têm o desejo de boa formação e, conseqüentemente, se entregam a outras atividades extra-escolares, entre as quais a violência. O estudo revela que o aluno não aplicado tende a ser briguento.

A polícia de Viena vem se dedicando com mais afinco ao problema. Entre 2009 e 2010 técnicos de diferentes disciplinas e campos de ação, como criminalistas, psicólogos juvenis, conselhos escolares, o Juizado de Menores e o Ministério da Justiça elaboraram um estudo para prevenção da violência nas escolas e normas de intervenção. O estudo já está em uso pelas autoridades.

Sim, os jornais austríacos se alarmam com a violência estudantil ao mesmo tempo em que fecham os olhos para a realidade. Esses mesmos jornais noticiavam festivamente a “Parada homossexual” anualmente realizada em Viena, há apenas cinco dias. Nessa “Parada” até mesmo crianças portavam a bandeira colorida do movimento homossexual. Mas o fato de que hoje até mesmo a inocência seja levada a portar o símbolo do vício não alarma a imprensa. Esses mesmos órgãos dão há anos cobertura para toda espécie de filmes ofensivos à moral cristã e portadores de brutais cenas de violência.

Representantes da “moral do século”, laica e permissiva, esses jornais imaginam utopicamente poderem coexistir a inteira liberdade sexual e a boa ordem social e civil. A decadência dos costumes leva inevitavelmente à violência e à conseqüente desagregação social. É uma questão de tempo.

quinta-feira, 18 de março de 2010

Muitas horas diante da TV encurtam a vida

Assistir demais à TV encurta a vida das pessoas, revelou estudo de especialistas australianos publicado em “Circulation”, revista online da Associação Americana do Coração dos EUA. Em média, cada hora diária diante da TV aumenta em 18% a mortalidade por doenças cardiovasculares, e em 11% a mortalidade por outras causas. O estudo acompanhou 8800 pessoas maiores de 25 anos durante seis anos e meio.
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(Agência Boa Imprensa)

televisão

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Polícia encontra cadáver de homem falecido há seis meses

A agência de notícias “APA” noticiou que um aposentado de Salzburgo, Áustria, foi achado morto diante de seu televisor ligado. “Ele estava no sofá da sala, com a TV ainda funcionando. Parece que morreu em março”, disse o policial Rudolf Feichtiger apontando para a programação da TV do dia 12 de março, ainda aberta sobre o sofá. O cadáver só foi descoberto porque o condomínio ligou para a polícia após todo esse tempo de sumiço. A polícia de Salzburg encontrou também o corpo de uma anciã, morta em seu apartamento um ano e meio antes. Cenas macabras típicas de uma sociedade em que a família está desagregada.
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Agencia Boa Imprensa

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

O homem do campo

Pe. David Francisquini (*)

Como de costume, este ano já percorri a região rural de meu município no pastoreio das almas que me foram confiadas. Com alegria, pude notar que a paisagem contrastava com a do ano anterior. A terra ressequida, batida e nua deu lugar a vegetação, pois chovera praticamente o ano todo, o que deixa o homem do campo feliz da vida.

O ambiente acolhedor, calmo, distendido e aprazível foi sempre ocasião para boas e longas conversas, motivo de entretenimento e descanso, longe do frenesi, da agitação e da eletricidade que grassa nas megalópoles modernas, e que se estendem até as cidades de porte bem menor. Nelas, o prazer parece se encontrar ora nas altas velocidades das barulhentas motocicletas e carros, ora em permanecer horas a fio diante da TV e da internet ou dos jogos eletrônicos. Distanciados disso, há ainda os que se ajuntam nos botequins para se embriagarem, ocasião para desavenças e até homicídios.

É tal a saturação da cidade, que basta um feriadão para que as estradas fiquem insuportáveis, pois as pessoas procuram alívio para suas almas aflitas. Outrora era ocasião para freqüentarem as festas religiosas, assistirem às missas, participarem das procissões, pois aprendiam que a verdadeira felicidade só se encontrava em Deus.

Era ocasião também das visitas entre amigos e parentes para se irmanarem no seio das famílias constituídas e, ao matar saudades, gozarem de uma verdadeira felicidade que é calma e casta. Hoje, as pessoas procuram desenfreadamente as praias, e toda sorte de divertimentos neopagãos.

Na medida em que percorria a extensão geográfica de minha paróquia, foi vincando em meu espírito o seguinte pensamento: quantas almas se perdiam ali por não procurarem os sacramentos e a vida religiosa. Mas uma coisa era clara: a diferença entre o homem do campo e o da cidade. O camponês ainda pensa e conversa. Ele tem suas falhas, como a falta de freqüência aos atos religiosos e o relaxamento na indumentária. Mas ainda conversam sobre temas com certa profundidade e precisão, que surpreendem quer pela elevação quer pela sabedoria, lembrando o entretenimento de Nosso Senhor com temas como a semente lançada na terra, a ceifa, os lírios dos campos, a videira, a mostarda, os pássaros, o pastor de ovelhas, a serpente. E até a galinha com seus pintainhos.

Todo esse panorama em que o homem fica envolto no meio rural serve de lição para compreender e antegozar o Reino dos céus. Não precisa ser observador profundo para perceber quanto o camponês tira de seu ambiente lições para a vida. O contato com a terra tem seus momentos difíceis, mas leva com freqüência a meditar e a relacionar as coisas com Deus.
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Sacerdote da igreja do Imaculado Coração de Maria –– Cardoso Moreira (RJ)

sábado, 19 de julho de 2008

“Vida digital” prejudica desenvolvimento da inteligência

Muitas horas dedicadas à “vida digital” obnubilam a inteligência da juventude, escreveu Mark Bauerlein, professor da Universidade Emory, de Atlanta (EUA). O juízo do Prof. Bauerlein encontra-se no livro “A mais burra das gerações: como a era digital está emburrecendo jovens americanos e ameaçando nosso futuro”, fortemente apoiado em pesquisas científicas.

O vício de passar horas diante do computador, videogames, iPods e TVs impede que os jovens formem seu caráter, desenvolvam sua cultura e se tornem capazes de lidar com a vida real. “Os pais deveriam fixar um período –– por exemplo, uma hora por dia –– em que jovens e adultos devem se desconectar totalmente de qualquer coisa e se dedicar a ler”, propõe Bauerlein.
(Agência Boa Imprensa – ABIM)

quinta-feira, 24 de abril de 2008

Deus e a matança dos inocentes

Pe. David Francisquini (*)

Com zelo de pastor, venho acompanhando os debates de vários projetos de deputados e senadores visando a introdução de leis atentatórias à moral católica em nosso Pais. Agora mesmo, o Projeto de Lei 1135/91, de descriminalização do aborto, de autoria do deputado Jorge Tadeu Mudalen (DEM/SP), está para ser posto em votação.

Sob o pretexto de livrar do vexame a mulher vítima de estupro, ou de afirmar que evitar mortes por abortos clandestinos é questão de saúde pública, o Poder Executivo, através do ministro da Saúde, José Gomes Temporão, alia-se ao Legislativo nessa manobra viperina. Ao fugir do debate moral e religioso, querem eles encurtar o caminho e instituir draconianamente a pena de morte contra crianças indefesas ainda no ventre materno.

Se a tais projetos somarmos a pseudo-liberdade sexual (leia-se amor livre) promovida por muitos órgãos da mídia falada, escrita e televisiva, além de uma pressão insolente e agressiva de lobbies internacionais pró-aborto, não fica difícil perceber a existência de uma verdadeira trama maquiavélica com o objetivo definido de erradicar o que ainda existe de cristão na Terra de Santa Cruz.

Ademais, já existem sintomas claros. Mónica Roa, colombiana, advogada e ativista pró-aborto, expôs uma estratégia utilizada com êxito para introduzir o aborto em seu país:
“Constatamos que o debate em torno do tema sempre era de ordem moral e religiosa. Decidimos mudar radicalmente o rumo do debate. Começamos a tratar do aborto sempre como um problema de saúde pública, de direitos humanos e de eqüidade de gênero.”

Relembro aos leitores a doutrina do pecado coletivo de uma nação. Este é tipificado no momento em que se aprova uma lei que fere o Decálogo. E Santo Agostinho ensina que nem no Céu nem no inferno há prêmios e castigos para nações, visto serem elas premiadas ou castigadas neste mundo. O que nos leva a concluir que os protagonistas do aborto estejam a atrair a ira de Deus sobre o Brasil.

Para a moral católica, o aborto “brada aos céus e clama a Deus por vingança”, e quem o provoca incorre em excomunhão latae sententiae, isto é, automática, a qual atinge os que o praticam, quer por efeito de estupro, quer por deformidade do feto ou risco de morte da mãe. Sua Santidade Bento XVI afirmou: “A vida é obra de Deus” e “não pode ser negada a ninguém, nem ao pequeno e indefeso feto nem a quem apresenta graves incapacidades”.

No México, ainda há pouco, o Cardeal Rivera formulou a “mais firme condenação” do aborto, qualificando-o de “ato abominável” e de “execrável assassinato”. Ademais, admoestou os legisladores, que votaram favoravelmente ao aborto, pelo grave pecado cometido, proibindo-lhes a comunhão, pena extensiva aos médicos e enfermeiros que participarem de ato abortivo.

Uma responsabilidade moral difusa, mas não menos grave, pesa sobre todos os que favorecem a difusão da permissividade sexual e o menosprezo pela maternidade. Ela pesa também sobre os que deveriam assegurar políticas familiares e sociais de apoio às famílias, especialmente as mais numerosas, ou aquelas com particular dificuldade financeira para propiciar o desenvolvimento físico e educacional dos filhos.

O aborto e a violência sexual – a qual já é prerrogativa da rua, mas infelizmente se verifica no recinto dos próprios lares, onde crianças são agredidas por pessoas da própria família – são os frutos perniciosos da decadência moral em que está imersa nossa sociedade. Decadência largamente fomentada pela difusão sistemática da imoralidade refletida nas modas, nos programas de TV, na publicidade, nas músicas, etc.

Como guardião da ordem, o Estado tem o dever de zelar pela moralidade pública, não permitindo que em nome de uma falsa liberdade se faça em nosso País uma “revolução cultural”, que tripudia e aniquila os princípios perenes consubstanciados no Evangelho; e não – como vem infelizmente acontecendo – se tornar um possante propulsor da mesma revolução pela disseminação da imoralidade, da desordem e do caos.
(*) Padre da igreja Imaculado Coração de Maria –– Cardoso Moreira (RJ)



Onda anti-China cresce nos Estados Unidos
Após os remédios envenenados, rações danosas para animais, produtos de higiene peçonhentos, alimentos estragados, pneus avariados, baterias para celulares explosivas, brinquedos malfeitos e perigosos para as crianças, chegaram os “berços assassinos” chineses, que desmontam e prendem o bebê, levando-o a morrer sufocado. Devido a tal defeito, três bebês faleceram nos EUA. As autoridades americanas mandaram recolher 1 milhão desses berços, comercializados pela empresa Simplicity for Children. A indignação contra os produtos chineses está tão grande naquele país, que nos supermercados proliferam as etiquetas China Free (produto livre de componentes chineses). (ABIM)


Marcas ligadas à nobreza são as preferidas pelos paulistas
Nas melhores listas de presentes de casamento, em São Paulo, escolhem-se em geral as marcas ligadas às cortes européias. Em matéria de prataria, a preferida é a francesa Christofle, que desde 1830 fornece para os mais prestigiosos castelos europeus. Em matéria de cristais, sobressai a Baccarat, que desde 1764 fabrica na França “o cristal da realeza”. Também são muito procurados os cristais checos da Moser, casa “preferida da rainha Vitória” durante o auge do poder imperial inglês. Esses tronos, cortes e a requintada vida de castelo — salvo honrosas exceções — não existem no século XXI. Entretanto, o seu modelo de vida, profundamente embebido de tradições católicas, impressiona até nossos dias. (ABIM)