segunda-feira, 22 de março de 2010

Marcha contra o aborto e o PNDH-3

  • Paulo Roberto Campos
Organizada pelo Comitê Estadual do Movimento Nacional em Defesa da Vida – Brasil sem Aborto (São Paulo), a 4ª Marcha em Defesa da Vida ocorreu
no dia 20 p.p., com muito êxito, contando com aproximadamente 8 mil manifestantes.
Neste ano, houve também uma passeata desde a Câmara Municipal até a Praça da Sé da capital paulista, lugar da concentração. No percurso, os anti-abortistas fizeram desfilar um “tsunami” de faixas e cartazes contra o aborto (fotos abaixo) e bradaram slogans como este:
“Homens de Brasília
Prestem atenção!
Quem libera o aborto
O meu voto não tem não!”

Muitos manifestantes não portavam faixas e cartazes, mas usavam camisetas com dizeres anti-aborto, como esses nas fotos abaixo.







Na Praça da Sé, o grande ato público foi aberto pela Dra. Marília de Castro (foto ao lado), coordenadora estadual do Movimento. No palanque, diversos líderes anti-abortistas revezaram-se conclamando os presentes à luta contra a implantação do aborto no Brasil. Além alertar para o perigo da aprovação do Projeto de lei nº 1.135/91 (que permitiria o aborto até mesmo no 9º mês), muitos oradores enfocaram a questão do direito humano fundamental (o direito à vida), numa clara alusão ao Decreto 7037/2009, assinado pelo presidente Lula e seus ministros no dia 21 de dezembro último, o Programa Nacional de Direitos Humanos (PNDH-3).

Tal decreto ditatorial é um “pacote” disforme repleto de normas desumanas, no qual o governo tenta “embrulhar” os brasileiros incautos. Assim, ele visa abater uma série de valores morais; desagregar a instituição familiar (por exemplo, instituindo o “casamento” homossexual e defendendo a prostituição); abolir o direito de propriedade; proibir o direito de ostentar símbolos religiosos etc. Apenas um ser é destituído de todo e qualquer direito: o nascituro. Este, segundo os signatários do decreto — sobretudo o principal deles —, não tem sequer o direito de nascer, podendo ser arrancado do ventre materno e jogado no saco de lixo. Na foto abaixo, faixa da associação Nascer é um Direito com referência direta vinculando o PNDH-3 ao aborto e na foto seguinte, faixa com uma referência indireta.
Nem o forte calor desse último dia de verão afugentou os manifestantes anti-abortistas, que permaneceram até o fim do ato para não perder nenhum dos oradores. O último deles a fazer uso da palavra, foi o diretor da Human Life Internacional para países de língua portuguesa, Raymond de Souza (foto abaixo), que veio dos Estados Unidos especialmente para participar da Marcha. Ele contou que por ocasião do encontro do presidente Lula com seu “companheiro e aborteiro”, o presidente Obama, eles fizeram pactos não para defender a família — o que seria apropriado a chefes de Estado —, mas para implementar o aborto em países do terceiro mundo. A mesma coisa fez a Secretária de Estado americano, a Sra. Hillary Clinton, quando de sua recente vinda ao Brasil, tratando do “controle da natalidade” nesses países. Em seu discurso, o orador mandou uma contundente mensagem para Lula: “Senhor Presidente, o governo existe para proteger o bem comum, para proteger a vida de todos os cidadãos, e não para assassiná-los por meio do aborto”. E terminou bradando a plenos pulmões com toda multidão ali presente: “Um, dois, três, / quatro, cinco mil, / pra´ salvar nossas crianças nós paramos o Brasil!”
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(*) O autor é colaborador da ABIM

quinta-feira, 18 de março de 2010

Santa Maria Goretti — Parte II

Na urna, restos mortais da santa mártir da pureza

• Pe. David Francisquini*

Nessa época em que as praias são tomadas pelo neopaganismo que estadeia toda corrupção da civilização moderna, o caso de Santa Maria Goretti é modelar: uma pequena virgem entrega a sua vida a Deus para não perder aquilo que ela mais amava, mais do que a luz de seus olhos, mais do que a sua própria existência, aquela virgindade que se aprende a amar como o dom mais precioso da vida, quando se tem uma alma verdadeiramente eucarística.

Lendo sua vida, salta-nos uma pergunta: Como puderam seus pais analfabetos colher o inesperado tesouro de santidade em um de seus filhos? A Igreja usufruía naqueles tempos de uma situação na qual os homens regiam suas vidas sob a influência benfazeja das Leis de Deus.

Santa Maria Goretti nasceu num ambiente preservado, onde não havia evanescido a noção do bem e do mal. Seus pais ensinaram aos seis filhos o catecismo, ensinaram-lhes a rezar, a fazerem a primeira Comunhão. Reunidos, eles rezavam a oração da manhã e da noite.

Além de terem a vida muito ocupada na lida do dia, para proverem o sustento da casa, os pais eram exemplares. Aos domingos, caminhavam duas horas para assistir a Santa Missa, enfrentando as intempéries próprias de cada estação.

Com tal programa familiar, pode-se ainda perguntar: Como Santa Maria Goretti conseguiu trilhar a avenida da alta santidade sem a concorrência de nenhum sábio e experiente educador, a ponto de deixar perplexos os promotores de sua canonização?

Viveu ela num lar inteiramente cristão. Sua mãe, quando solteira, teve de trabalhar em casas de família para tirar o seu sustento, e com isso teve de tomar cuidado com os perigos de se perder. Possuía ela uma consciência reta e bem formada na noção do bem e do mal.

Soube ela transmitir à filha o senso do dever para com Deus que vê todas as coisas. Certo dia, a filha se escandalizou com conversas que ferem os ouvidos inocentes. Contudo, a mãe soube dizer à filha que se cuidasse para dominar suas expressões, a fim de não chocar as pessoas.

Seus pais a chamaram Maria para ter uma poderosa padroeira no Céu, e, cheios de zelo, levaram-na a pia batismal apenas 24 horas após o nascimento a 19 de outubro de 1890. E Maria foi crescendo em graça e santidade. Todos os olhares recaíam sobre sua beleza, sobretudo da alma.

O sobrenatural como um perfume se emanava dela. Daí o ódio do assassino que a todo custo queria fanar a beleza resplandecente de sua castidade. Gostava de estar sempre ocupada e serviçal. Pronta para qualquer empresa, não tendo medo de sacrifícios e de renúncias.

O próprio Nosso Senhor dirigia sua alma com inspirações, graças e dons. As primeiras palavras que aprendera ainda balbuciando foram os nomes de Jesus e Maria. Seus primeiros ósculos foram para a Santíssima Virgem. Sua primeira palavra pela manhã era Ave Maria!
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*sacerdote da igreja do Imaculado Coração de Maria, Cardoso Moreira - RJ

Muitas horas diante da TV encurtam a vida

Assistir demais à TV encurta a vida das pessoas, revelou estudo de especialistas australianos publicado em “Circulation”, revista online da Associação Americana do Coração dos EUA. Em média, cada hora diária diante da TV aumenta em 18% a mortalidade por doenças cardiovasculares, e em 11% a mortalidade por outras causas. O estudo acompanhou 8800 pessoas maiores de 25 anos durante seis anos e meio.
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(Agência Boa Imprensa)

televisão

Miséria cubana tornou-se indisfarçável

A miséria de Cuba atingiu dimensões abismáticas. A rede de água e esgotos não recebe manutenção há meio século. No aeroporto de Havana, telas ainda exibem clips de propaganda da companhia aérea AirComet, falida há anos, pois não há quem desligue o vetusto anúncio. Mais da metade da água potável não chega ao destino, devido à decrepitude da rede pública. O governo afirma consertar 18.000 vazamentos por mês, mas a situação é “insustentável”, confessou o próprio diário oficial “Granma”. As estradas estão intransitáveis, mas a produção local de asfalto é de apenas um milhão de toneladas, insuficiente para uma demanda de 19 milhões. 94% dos trilhos e das locomotivas estão inutilizáveis. A produção de coco em 2009 foi 80% menor que a de 1990. “Em Cuba perdemos até o costume de trabalhar”, comentam os frustrados habitantes da ilha-prisão. Eis algumas das mazelas inevitáveis do comunismo, agora faceiramente rebatizado como “socialismo do século XXI” por Chávez, outro ditador a caminho do colapso.
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(Agência Boa Imprensa)

quarta-feira, 3 de março de 2010

Santa Maria Goretti — Sagacidade e força


    • Pe. David Francisquini*

Na sua infinita sabedoria, Deus dotou a natureza com admirável perfeição: os mais fracos servem aos mais fortes e os inferiores aos superiores, resultando numa excelência que dá equilíbrio e grandeza à criação. Sabe-se que os coelhos se reproduzem muito para servir de alimento a outros animais. Encanta-nos observar os pássaros. Quando um deles é atacado pelo predador, surgem seus congêneres para defendê-lo.

Quem nunca se maravilhou com o lado pitoresco de um cachorro puxando um pequeno trenó que desliza sobre a neve, ou — versão nacional de nosso interior — de um cabrito puxando uma carrocinha com crianças? Ao cão, Deus lhe deu o faro aguçado, além de audição apuradíssima para perceber sons inaudíveis aos nossos ouvidos. O cachorro sente mais ele mesmo sob os cuidados do dono.

O gato gosta de agrado e sempre se manifesta de forma a cativar aqueles que habitam a residência onde ele vive. Ostenta-se de forma afetiva com o seu ronronar, com seus trejeitos no convívio da casa. Ele sempre se comporta bem dos embaraços que se lhe apresentam.

Se Deus assim favoreceu os animais irracionais, como Ele se esmerou quanto ao homem, criado à Sua imagem e semelhança, e, portanto, capaz de levar vida superior e excelente! Afinal, não somos todos beneficiados pela vida da graça, protegida e majorada pelos sacramentos?

Quem consegue analisar o olhar misterioso de um gato e saber o que ele planeja? Suas presas costumeiras tremem ao perceber seu olhar. Contudo, o gato e o cachorro não se suportam. Basta uma brincadeira de mau gosto entre eles para despertar seus instintos. A grande arma do gato é a sua pata dianteira em riste próxima ao focinho do cachorro...

Tais considerações me ocorreram ao analisar a vida de Santa Maria Goretti [pintura no alto]. Ela reúne em seu espírito uma agilidade pouco comum. Ainda menininha, ajudava os pais nos afazeres da casa e do campo. E fazia tudo isso com alegria contagiante.
Rezava contemplando as estrelas e as maravilhas criadas por Deus. Assim, aos poucos forjou seu caráter até o momento de sua grande prova. Aos 12 anos, enfrentou um homem devorado pela luxúria e por outros vícios — um monstro —, de cujas mãos ela escapou vitoriosa.

Maria Goretti soube edificar sua casa sobre a rocha firme. Veio a chuva, transbordaram os rios, sopraram os ventos que investiram contra aquela casa. Ela não caiu, porque estava fundada sobre a rocha. (Mt VII, 25). Foi sábia, forte, destemida e altaneira. Soube vencer a mais furiosa tempestade, a do enlouquecido homem que queria arruinar a sua vida.

Ela não demonstrou medo ante o perigo de perder a vida, pois sabia que nada poderia contra sua alma. Seu único temor era ofender a Deus. Ela colocou em prática as palavras do Divino Mestre: seguir o seu exemplo e trilhar o seu caminho. Sua fé e ousadia não são inferiores às das virtudes praticadas pelas primeiras mártires lançadas nas arenas e devoradas por feras.

Em razão de sua fé e de sua vida temperante, soube ela encontrar energia e confiança em Deus, não cedendo ao ataque do monstro. Quem consegue penetrar no olhar de uma menina com aquela sagacidade e força? Nada há de mais belo que o olhar dela. Quanta sabedoria, quanta contemplação, quanta visão da realidade! Diante do pecado sentiu-se cheia de força, preferindo morrer a se entregar.

Faz lembrar a leveza, o encanto e a sagacidade do gato — o faro, a coragem — e o ímpeto do cachorro. Guardou o que mais estimava: a inocência e a virgindade.

De onde lhe veio a força senão da Eucaristia e da Virgem Mãe, Rainha das virgens? Quando o punhal assassino penetrou desapiedadamente em seu corpo, a sua alma se elevou Àquela que é a Mãe de Deus.
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*sacerdote da igreja do Imaculado Coração de Maria, Cardoso Moreira - RJ

Cidades lituanas entronizam Jesus Cristo como Rei

A pequena cidade de Salcininkai, na Lituânia, entronizou “Jesus Cristo como rei de nossa cidade, e declarou solenemente que Ele é seu soberano e protetor” [foto]. As palavras são do prefeito da cidade, Zdzislav Palevic. “Durante este período difícil, quando a crise atinge todo o mundo, o papel de Jesus é importante não apenas para a vida das pessoas, mas também para a vida política e cultural”, proclama o ato de entronização, aprovado por unanimidade pela Câmara de Vereadores local. Salcininkai imitou Vilnius, a capital, primeira cidade do país a entronizar Cristo como Rei da cidade. A pequena nação lituana, que sofreu a opressão da tirania soviética, é agora hostilizada pela União Européia em virtude de sua catolicidade e de sua resistência a leis imorais, como a do chamado “casamento” homossexual.
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(Agência Boa Imprensa)

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Wadi Qadisha ou o Vale santo — Refúgio para os cristãos


Heitor Abdalla Buchaul (*)
O Brasil ao longo de sua história atraiu centenas de povos dentre os quais grande número de libaneses — em sua maioria cristãos. Vieram para este País-continental principalmente devido à perseguição religiosa que sofriam por parte do Império Otomano no final do século XIX e começo do XX.

Hoje existem mais libaneses e descendentes no Brasil (cerca de sete milhões) do que no próprio Líbano (com quatro milhões de habitantes).

Dentre os diversos grupos cristãos libaneses destacam-se os maronitas. Seguidores de um monge sírio do século IV, chamado São Maron, permaneceram ligados a Sé romana não obstante todas as heresias e cismas que grassavam na Igreja Oriental, o que lhes valeu o glorioso elogio do Papa Paulo V, reinante de 1605 a 1621: “Rosas do Carmelo, que pela Graça de Deus floriram no meio dos espinhos da infidelidade”.

Em consequência de tantas perseguições — acentuadas após a época das cruzadas, durante a qual os maronitas libaneses combateram bravamente ao lado dos francos, servindo-lhes muitas vezes como guias —, procuraram habitar lugares isolados e de difícil acesso no famoso Monte Líbano. Lá se situa o belo Vale de Qadisha (ou Vale Santo) [foto no alto]. “É ali que os chefes da Igreja maronita viveram, durante mais de dois séculos, continuando a manter, à sombra do seu claustro, a chama da fé e a lembrança dos francos, seus irmãos do Ocidente”, — afirmou Mons. Dib, bispo maronita do Cairo.

Este vale abre-se como uma larga fenda, de mil metros de profundidade, onde corre o Rio Kadicha (“rio santo”). Sobre as paredes verticais estão alojadas 800 grutas, dificilmente acessíveis, onde viviam piedosos eremitas.

Sendo considerado um dos mais importantes estabelecimentos monásticos cristãos primitivos do mundo, seus mosteiros, alguns muito antigos, estão localizados dramaticamente numa paisagem áspera. Entre os muitos mosteiros e estruturas religiosas que lá se encontram destacam-se os Mosteiros de Qannubin, de Santo Antonio de Qozhaya [foto acima], de Nossa Senhora de Hawqa, de Mar Lishaa (Santo Eliseu) e de Mar Sarkis (São Sérgio) .

Essa história nos move a uma reflexão: Os maronitas, descendentes dos fenícios — que na Antiguidade reinavam sobre os mares — após se converterem ao cristianismo desfrutaram poucos momentos de paz. E pior, são perseguidos pelo modo de vida que adotam, pela ortodoxia que seguem, pela fidelidade a Sé de Pedro. Contudo, a providência Divina não os abandona. São obrigados a deixar seu mítico litoral e naquelas belas montanhas encontram um vale, onde praticamente isolados do mundo, como que aguardam placidamente o dia de sua libertação. Vale santo, solidão oriental, cedros milenares, rios cobertos de espuma, uma espécie de Terra Prometida, onde guardam o tesouro mais importante: uma fé inabalável e uma fidelidade integral à Religião católica.
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(*) Heitor Abdalla Buchaul é colaborar da ABIM

Suprema Corte italiana esvazia decisões de tratados europeus

A Suprema Corte Constitucional da Itália julgou que “carecem de legitimidade” as decisões da Corte Européia para os Direitos Humanos que colidem com o ordenamento constitucional italiano. A sentença Nº 311 saiu pouco depois que esse último tribunal determinou que os crucifixos devem ser removidos das salas de aula italianas. A decisão também diminui a força da Constituição Européia, que entrou em vigor sob o disfarce de “Tratado de Lisboa”. O acórdão pode criar jurisprudência para julgamentos análogos que tramitam em outros países, como a Irlanda, onde os tribunais superiores devem decidir entre as leis nacionais e as decisões de órgãos da União Européia ou do Conselho da Europa.
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(Agência Boa Imprensa)

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

Stat Crux (II)

  • Pe. David Francisquini*
Em artigo anterior, escrevemos sobre a cruz ao longo da História; a cruz como sinal do cristão; a cruz que aponta os mistérios da fé católica, apostólica, romana; a cruz perseguida, diante da qual — genuflexos — adoramos o instrumento da Redenção do gênero humano pelo Homem-Deus.

É pela compreensão do papel do sofrimento e do mistério da cruz e sua aceitação que os homens poderão ser salvos da crise tremenda que se abate sobre a sociedade hodierna. E sua rejeição, por aqueles que permanecerem fechados até o último momento ao seu convite amoroso, poderá lhes acarretar as penas eternas.

Para os servos de Deus, a cruz é arma invencível e barreira que resiste a todos os esforços do inferno. É muito conhecido na História o acontecimento no qual Constantino — em luta contra Maxêncio pelo título de imperador — às portas de Roma viu nos céus uma cruz [pintura abaixo] junto à inscrição In hoc signo vinces (Com esse sinal vencerás).

Tendo colocado a cruz e essa inscrição em seu estandarte, ele triunfou. O local ficou conhecido como Saxa Rubra, pela abundância de sangue derramado. Tornando-se imperador, Constantino aboliu o suplício da cruz, o mais infamante e o mais terrível, no qual padeciam os piores criminosos. E, a partir daquela data — 28 de outubro de 312 —, ninguém mais seria crucificado.

Depois de Nosso Senhor Jesus Cristo ter sido morto no madeiro da cruz, esse símbolo tornou-se o mais nobre, o mais elevado e o mais precioso da História. Como de uma árvore veio o pecado de nossos primeiros pais Adão e Eva, de outra árvore veio a salvação. Ela representa o verdadeiro escudo contra as potestades infernais.

Ao abolir tais símbolos — como propõe o novo Programa Nacional de Direitos Humanos —, o Estado leigo afirma não professar religião e postula a vida social desvinculada do fator religioso. Trata-se na realidade de confessionalismo ideológico e agnóstico, pois equivale a dizer: “Como você tem uma convicção, uma religião, não pode impô-la a mim. Mas eu Estado, todo-poderoso, agnóstico e ateu, posso impor a minha a você. Nós divergimos, mas quem tem razão sou eu, pois tenho a mente livre e não atada por dogmas religiosos!”

Na verdade, parece tratar-se mais de um bizarro Estado dito democrático e pluralista, no qual só os ateus e agnósticos têm o direito de falar e modelar leis e costumes segundo seus princípios. Seria essa a nova ditadura na qual os “dogmas” do laicismo seriam impostos a todos?

Se hoje nas escolas, nas repartições, nos prédios e nos lugares públicos a cruz de Cristo não pode aparecer, amanhã, em nome do mesmo princípio, os pais não poderão ensinar a Religião, pois violariam a opção livre de seus filhos. Até aonde chegará a ousadia do Estado moderno? ________________
*sacerdote da igreja do Imaculado Coração de Maria, Cardoso Moreira - RJ

Católicos crucificados no Sudão

Bandos de guerrilheiros incursionam nas regiões cristãs do Sudão e crucificam católicos. Um deles foi cravado numa árvore e mutilado, outros seis foram pregados em madeiros, jogados no chão e mortos. Os cadáveres foram recuperados perto da aldeia de Nzara [na foto, católicos de tal aldeia]. Os guerrilheiros irromperam durante uma novena na igreja de Nossa Senhora da Paz, em Ezo, sul do país, profanaram a hóstia consagrada e o altar, e invadiram o prédio anexo, escravizando 17 pessoas, na maioria jovens. O ataque ocorreu na última festa da Assunção de Nossa Senhora. “Os atacantes claramente queriam fazer mal ao povo, porque sabiam que ele estava rezando, disseram as testemunhas”. Atacados por todos os lados, os católicos perseveram e se multiplicam, com o auxílio da graça divina. Rezemos por eles.
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Agência Boa Imprensa

Acadêmicos pleiteiam tirar Oscar de Al Gore

Dois membros da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood pediram que seja retirado de Al Gore o prêmio Oscar concedido pelo documentário An inconvent truth (Uma verdade inconveniente) de 2007. Roger L. Simon e Lionel Chetwynd sentiram clima favorável para desafiar Hollywood, após a revelação de fraudes científicas na Universidade de East Anglia (Inglaterra) visando provar a tese do “aquecimento global de origem humana”. Para os acadêmicos, o filme está fundamentado em erros sobre o clima. O documentário foi proibido nas escolas pela Corte Suprema da Inglaterra, porque contém pelo menos 11 erros graves que prejudicam os alunos. Segundo o Prof. José Carlos Azevedo, ex-reitor da Universidade Nacional de Brasília, os erros crassos chegariam a 35.
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Agência Boa Imprensa

domingo, 24 de janeiro de 2010

Diretora de “clínica da morte” renuncia após ver aborto

Abby Johnson [foto], diretora da clínica de aborto da Planned Parenthood no Texas (EUA), renunciou após certificar-se do assassinato de uma criança no seio materno, por meio de aborto, quando assistia um vídeo elaborado com ultrassom: “Quando vi, só pensei que não podia fazer mais isso. Eu não queria carregar essa culpa no coração. Passei por uma conversão espiritual”. A ex-diretora aderiu à associação pró-vida Coalition for Life. Shawn Carney, diretor do grupo, declarou: “Isto é de longe a coisa mais incrível que aconteceu à ‘Coalition for Life’ em toda sua história… graças a Deus!”. David Bereit, diretor nacional da campanha 40 Days for Life, afirmou que a conversão de Abby “demonstra a importância das orações e de uma presença ativa diante das clínicas de aborto”. A Planned Parenthood está fechando clínicas, por falta de “clientes” e dinheiro, sobretudo onde há campanhas como 40 Days for Life.
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Agência Boa Imprensa

Religião ambientalista substitui velho comunismo

“Foi inventada uma nova religião: o ambientalismo” –– afirmou Ian Plimer [foto] no “Independent Weekly”, semanário do sul da Austrália. E acrescentou que essa pseudo-religião preenche o vazio aberto pela crise do socialismo: “É uma religião fundamentalista, que pratica o culto da natureza. Tem seus sumos sacerdotes como Al Gore, e seus livros santos como os relatórios do IPCC. Como muitos adeptos religiosos, poucos deles leram alguma vez de ponta a ponta e entenderam o que dizem esses livros sagrados. Ela [a religião do ambientalismo] seduz, anunciando calamidades apocalípticas se não mudarmos de caminho. Seu credo é repetido interminamente, e uma nova linguagem foi inventada. São silenciados a lógica e os dados que a contradizem ou provocam dúvidas. E os heréticos são destruídos com métodos inquisitoriais”.
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Agência Boa Imprensa

Stat Crux


Pe. David Francisquini*
Para falar da cruz não vou remontar à árvore da graça no Paraíso, nem sua passagem através da ponte do rei Salomão para Jerusalém até a escolha desse lenho para a crucifixão de Nosso Senhor Jesus Cristo. Além de a tarefa ser árdua, seria muito longa.

Na linguagem moderna e quase irreverente do publicitário Alex Periscinotto, em palestra proferida aos bispos do Brasil (1977), a cruz se tornou o primeiro e o mais feliz dos ‘logotipos’. Sempre presente no alto das torres, a cruz permite identificar que ali existe uma igreja católica.

Como fora escondida depois do mistério da morte de Cristo, a História registra sua descoberta em Jerusalém no ano de 326, por Santa Helena (na pintura, à direita), mãe de Constantino (à esquerda). A partir de então, a devoção à cruz difundiu-se tão rapidamente, e antes de se encerrar o século, surgiu o hino Flecte genu lignumque Crucis venerabile adora (genuflexo, adora o venerável lenho da Cruz).

De alguns lustros para cá, vem surgindo aqui, lá e acolá um debate sobre a presença de símbolos religiosos, sobretudo da cruz, em lugares ou repartições públicas tais como escolas, hospitais, câmaras legislativas, prefeituras e mesmo no Judiciário.

Por exemplo, recente acórdão judicial obrigou a construção de uma sala-mesquita para alunos muçulmanos num bairro de Berlim, pois a Constituição alemã proíbe toda manifestação religiosa nas escolas. Em 1995, uma Corte anulara a legislação bávara que permitia fixar crucifixos nas escolas públicas.

Na Itália, a questão vem se repetindo. Como os Estados não se envolviam diretamente na proscrição e na retirada desses símbolos em tais lugares, a Corte Européia de Direitos Humanos de Estrasburgo decidiu contra o uso de crucifixos em salas de aula na Itália.

Quando a autoridade judicial determina a retirada dessas insígnias, costuma causar descontentamento geral, pois apesar de o Estado ser laico e defender a liberdade religiosa, a maioria dos cidadãos que compõem tais Estados, como na Itália, são católicos.

É muito estranho que um costume milenar arraigado na alma dessas nações, seja bombardeado por minoria perturbadora e intolerante ao querer impor suas idéias. Por toda a parte, como por exemplo em Roma, sede do cristianismo. Afinal, por que tanto ódio à cruz?

Nosso Senhor Jesus Cristo morreu pregado numa cruz, no alto do Monte Calvário, em Jerusalém. Nessa ocasião ocorreu a Redenção do gênero humano, ou seja, Ele imolou-se pela humanidade e abriu as portas do Céu, até então fechadas pelo pecado de nossos primeiros pais.

A partir de Jerusalém, os Apóstolos pregaram o Evangelho. E São Paulo afirmava alto e bom som: “Eu só sei pregar a Cristo e Cristo Jesus crucificado”. Os povos converteram-se ao cristianismo, da Europa e posteriormente das Américas, e o catolicismo hoje conta com mais de um bilhão de fíéis.

A Religião católica tornou-se oficial em muitas nações. Reis e imperadores carregaram a Cruz no alto de suas coroas, estamparam-na sobre seus estandartes e viveram séculos sob a influência benfazeja de nossa santa Religião. A cruz tornou-se o sinal do cristão, e indica os principais mistérios da nossa fé.
Pretendo dar continuidade ao já exposto num próximo artigo.
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*sacerdote da igreja do Imaculado Coração de Maria, Cardoso Moreira - RJ

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

“Isto é o meu corpo”


Pe. David Francisquini (*)
Instituições, cerimônias, manifestações de piedade surgidas misteriosamente pela ação da graça divina foram registradas na História da Igreja. A parábola evangélica que compara o Reino de Deus – a Igreja Católica – ao grão de mostarda pode-se aplicar aqui. A menor das sementes ao germinar e crescer torna-se a maior de todas as hortaliças, a tal ponto que as aves do céu podem fazer ninhos em seus ramos.

Com a vinda do Espírito Santo, a Igreja – minúscula comunidade em Jerusalém – difundiu-se por toda parte, à semelhança de imensa árvore que estende seus galhos. Um aspecto da ação do Espírito Santo na Igreja e nas almas é a devoção ao Santíssimo Sacramento. Com aquele grupinho reunido com Nosso Senhor Jesus Cristo no Cenáculo, na Quinta-feira Santa, passou-se algo de transcendental importância.

O Divino Mestre instituiu o Sacramento da Eucaristia, ao mesmo tempo em que tornou-se presente aos homens sob as espécies eucarísticas do pão e do vinho consagrados no sacrifício da Nova Lei, a santa Missa. Essa semente de vida teve tamanha força de expansão que a Eucaristia foi colocada no centro da vida cristã. E tendo Ela fecundado, fez desabrochar a civilização católica, cujo apogeu se deu na Idade Média.

A Igreja lançou raízes profundas nos povos e é inegável que a civilização cristã deitou benfazeja influência na Terra inteira. No momento mesmo em que seria traído, no ápice de sua aparente derrota, Nosso Senhor Jesus Cristo obtinha a vitória, pois ali o Homem-Deus nos cumulou com o Sacramento do divino amor: “Isto é o meu corpo”, “Este é o cálice do meu sangue”.

Para enriquecer o culto sagrado e preservar o Sacramento da Eucaristia de abusos, profanações e sacrilégios, surgiram costumes, leis e normas. O que transparece em torno de tais normas é o respeito, a compostura, o espírito de piedade e devoção, todo um modo de agir e de ser que atestam a nossa fé e o nosso amor na presença real de Nosso Senhor na Hóstia consagrada.

Tudo feito com precisão, dignidade e elevação, pois se trata do culto ao verdadeiro Deus. Exemplos de culto eucarístico são as genuflexões, os ricos e adornados sacrários, os ostensórios, os cálices, as âmbulas e as tecas para levar a comunhão aos enfermos. E até mesmo as patenas, utilizadas para evitar a queda de hóstias e de seus fragmentos no momento da distribuição da comunhão as fiéis.

Aspecto mais belo e tocante do culto divino é a bênção solene do Santíssimo Sacramento. Doze velas são acesas no altar, seis de cada lado do sacrário. A sagrada Hóstia é colocada num rico ostensório. O sacerdote usa paramentos solenes, como a sobrepeliz, a estola, o pluvial e o véu umeral. Ele sustenta o ostensório e traça grande cruz sobre os fiéis ajoelhados, e depois reza e canta hinos de adoração.

Enquanto isso, um acólito com o turíbulo incensa o Santíssimo Sacramento, enchendo o ambiente com um aroma perfumado que acaba por dominar suavemente todo o recinto. Aquela fumaça branca e odorífica se impregna na igreja inteira, podendo ser sentida até fora do edifício da Igreja.
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Sacerdote da igreja do Imaculado Coração de Maria –– Cardoso Moreira (RJ)

Polícia encontra cadáver de homem falecido há seis meses

A agência de notícias “APA” noticiou que um aposentado de Salzburgo, Áustria, foi achado morto diante de seu televisor ligado. “Ele estava no sofá da sala, com a TV ainda funcionando. Parece que morreu em março”, disse o policial Rudolf Feichtiger apontando para a programação da TV do dia 12 de março, ainda aberta sobre o sofá. O cadáver só foi descoberto porque o condomínio ligou para a polícia após todo esse tempo de sumiço. A polícia de Salzburg encontrou também o corpo de uma anciã, morta em seu apartamento um ano e meio antes. Cenas macabras típicas de uma sociedade em que a família está desagregada.
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Agencia Boa Imprensa

domingo, 17 de janeiro de 2010

Ecologistas radicais pedem o extermínio da humanidade

Grupos radicais anti-vida estão explorando o pânico gerado pelo alarmismo ecologista. Numa reunião de cúpula paralela em Barcelona, a humanidade foi transformada em réu, segundo as informações de “El País”. De acordo com Roger Martin [foto acima], da Optimum Population Trust, ONG que postula a limitação da população mundial, o planeta tem cidadãos demais “emissores de CO2”.

O teorizador Paul Ehrlich [foto à esquerda], da Universidade de Stanford, pediu uma radical diminuição da humanidade, apelando a controles planetários da natalidade. Defendeu ser “insensato que EUA tenha 280 milhões de habitantes. Não precisamos de mais que 140”. Afirmou ser muito difícil reduzir a população por “métodos humanitários”, e atacou os políticos que temem reduzir a população para não serem acusados de defensores do eugenismo nazista. Na ocasião, Ehrlich recebeu do governo da Catalunha o prêmio Ramon Margalef de ecologia. E Roger Martin defendeu a tese absurda de que “cada casal que decide ter um terceiro filho ameaça o equilíbrio ambiental”.

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Agencia Boa Imprensa

O submarino comunista

Pe. David Francisquini (*)


Como sabemos, em Cuba mantém-se o regime marxista-leninista clássico. Castro, depois de tomar o poder pelas armas e instalar o paredón, “reelegeu-se” desde 1959, até o momento em que problemas de saúde obrigaram-no a entregar o poder a seu irmão.

Por sua vez, o venezuelano Hugo Chávez e seus companheiros bolivarianos –– Correa no Equador, Morales na Bolívia, Lugo no Paraguai, Ortega na Nicarágua –– tornaram-se coadjuvantes de Cuba. Logo atrás, com variadas velocidades, caminham na mesma direção Lula, o casal Kirchner, Bachelet e outros dirigentes latino-americanos.

Assim, a América Latina –– continente de maior população católica do mundo, esperança da Igreja no futuro –– vê-se diante da triste e ameaçadora realidade do “socialismo do século XXI”, que não é senão uma adaptação do antigo comunismo ateu, materialista, violento, sanguinário e persecutório. O submarino comunista voltou à tona e ameaça tragar um continente inteiro.

Tudo ia caminhando, quando um pequeno país, Honduras, percebendo o rumo trágico que seu dirigente ia dando à nação, levantou-se como o pequeno David diante do gigante Golias. E com o apoio de todas as forças vivas daquela nação, suas autoridades puseram para fora do governo o presidente “chavista” Manoel Zelaya. Pois este, com o apoio escancarado de Hugo Chávez, violara gravemente a Constituição do país.

Embora se intitulem democratas e promovam constantes eleições e referendos para mascarar suas tiranias e se perpetuarem no poder, os “chavistas” reprimem tudo o que se lhes oponha. Ao mesmo tempo eles estatizam a economia, promovem a “idolatria” de seus chefes, amordaçam a imprensa, perseguem seus opositores e implantam leis cada vez mais atentatórias à moral cristã e ao Direito natural, numa ruptura com o passado de seus povos. São leis como o divórcio, o aborto, a eutanásia, o pseudo-casamento homossexual, além de pesquisas com células-tronco embrionárias. E, no campo sócio-econômico, luta de classes, Reforma Agrária confiscatória, estatização das empresas, atiçamento dos índios contra os brancos, discórdias raciais, impostos extorsivos, descriminalização das drogas, sem falar do controle do Estado em todos os campos, como na educação e na saúde.

Assim como a Áustria, ocupada pelos soviéticos no fim da II Grande Guerra mundial, só conseguiu expulsar os invasores mediante a recitação do santo rosário, numa verdadeira cruzada de oração à Maria Santíssima, rezemos também Àquela que é “terrível como um exército em ordem de batalha” para que nos liberte da presente ameaça que nos circunda.

Que Nossa Senhora de Guadalupe, Padroeira das Américas, proteja Honduras e todo nosso continente de tal perigo.
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* Sacerdote da igreja do Imaculado Coração de Maria –– Cardoso Moreira (RJ)

sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

Glória a Deus nas alturas

Plinio Corrêa de Oliveira

Repousais, Senhor, em vosso misérrimo e augustíssimo Presépio, sob os olhos da Virgem, vossa Mãe, que vertem sobre Vós os tesouros inauferíveis de seu respeito e de seu carinho. Jamais uma criatura adorou com tão profunda e respeitosa humildade, o seu Deus. Nunca um coração materno amou mais ternamente seu filho. Reciprocamente, jamais Deus amou tanto uma mera criatura. E nunca filho amou tão plenamente, tão inteiramente, tão superabundantemente, sua mãe.

Toda a realidade desse sublime diálogo de almas pode conter-se nestas palavras que indicam aqui todo um oceano de felicidade, e que em ocasião bem diversa haveríeis de dizer um dia do alto da Cruz: “Mãe, eis aí teu filho. Filho, eis aí tua mãe” (cf. Jo 19, 26).

E, considerando a perfeição desse recíproco amor, entre Vós e vossa Mãe, sentimos o cântico angélico que se levanta das profundezas de toda alma cristã: “Glória a Deus no mais alto dos Céus, e paz na terra aos homens de boa vontade” (Luc, 12, 14).

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Justiça alemã proíbe crucifixos e autoriza mesquita

O Liceu Diesterweg no bairro popular de Wedding (Berlim) foi obrigado pela Justiça a montar uma sala-mesquita para os alunos muçulmanos, informou o diário “Libération” de Paris. O fundo anticristão do acórdão patenteia-se à luz da Constituição alemã, que proíbe toda manifestação religiosa nas escolas, pois em 1995 a Corte Constitucional de Karlsruhe anulou a legislação bávara que permitia fixar um Crucifixo nas escolas públicas regionais. Até muçulmanos “moderados” criticaram o radicalismo e parcialidade do novo acórdão. “O único país que autoriza salas de oração nas escolas é o Irã”, disse Öczan Mutlu do partido Verde. “Estou horrorizada”, comentou Birgit Nicolas, diretora de um liceu em Neukölln. Birgit vinha resistindo às exigências de alunos muçulmanos fanatizados, e agora a Justiça deu sinal favorável aos extremistas. Cristo é proibido, e Maomé entronizado: essa é a tendência da União Européia “laicista”!
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Agência Boa Imprensa

Putin tenta evitar afastamento de nações do ex-bloco soviético

As livrarias de Simferopol, Ucrânia, têm as estantes cheias de obras da literatura ocidental traduzidas para o ucraniano, destinadas à leitura dos adolescentes. O fato causou irritação na Rússia, porque a fracassada URSS quis impor o idioma russo aos países escravizados. Agora estes, que gozam de liberdade, voltam céleres a suas queridas tradições. A questão da língua também é uma maneira de afirmar a própria soberania, precisamente quando o Kremlin de Putin quer reabsorvê-los. O fenômeno repete-se em todos os países do ex-bloco soviético. O russo é um dos poucos grandes idiomas que está perdendo usuários. Os que falam russo cairão de 300 milhões (em 1990) para 150 milhões até 2025, em boa parte porque a população da Rússia está diminuindo, podendo o país perder 20% de seus habitantes até 2.050. ____________________
Agência Boa Imprensa

À sombra das foices


  • Pe. David Francisquini (*)
Em artigos anteriores, tive a oportunidade de escrever sobre meus agradáveis e proveitosos contactos com o homem do campo de nossa região. Ele faz parte do Brasil profundo, do Brasil brasileiro. Todo o panorama que o envolve — como já tive ocasião de ressaltar — serve de lição para o Reino dos céus: a semente lançada na terra, os pássaros, os lírios dos campos, a serpente...

Pode-se dizer que o trabalhador rural tem hoje muitos de seus direitos assegurados por lei, mas não é menos verdadeiro que lhe foi retirado um direito fundamental, qual seja o de se enriquecer na terra. Isso porque o governo acabou com a instituição do meeiro, do parceiro, cerceando assim a possibilidade do camponês construir um patrimônio.

Grosso modo, pode-se afirmar que o êxodo rural começou no momento em que as lantejoulas dos empregos na indústria se acenderam nos grandes centros urbanos, erradicando os camponeses da terra onde nasceram e trasladando-os para a vida urbana — aliás, muito pouco urbanizada nas periferias onde eles iam morar. Conseqüência gritante dessa ruptura foi a desintegração de suas famílias.

Contudo, a legenda do camponês enquanto empreendedor, honesto, independente e com senhorio encontra-se tão presente na mentalidade de nosso povo, que os homens da cidade, sejam profissionais liberais, comerciantes, industriais ou políticos sentem que lhes ficaria faltando algo na personalidade se não possuíssem um pedaço de terra. Foi o que pude observar no meu mais recente giro pelos campos. Médicos, advogados, funcionários públicos sempre procuram ter sua terra, onde criam gado e plantam cereais ou frutas. Foi assim que cheguei a entender o tamanho do ódio que certos revolucionários socialo-comunistas e ecologistas têm em relação à nossa estrutura agrária.

Tais revolucionários compreendem perfeitamente o que resta de ordem natural e da civilização cristã de outrora em nosso interior e, por isso mesmo, querem erradicar tais resíduos de nosso meio rural. Eles o fazem através da propalada Reforma Agrária e dos movimentos ditos sociais como o MST, que agem não mais à sombra de cruzes ostentadas ad hoc por “padres de passeata e freiras de mini-saia”, mas da foice e do martelo.

Não são mais as lantejoulas da indústria nos grandes centros que acenam para os homens do campo, mas a demagogia que mentirosamente os convida a se tornarem proprietários rurais, mercê da distribuição de terras efetuada pelo Estado.

Na verdade, eles nunca receberão o título de propriedade como jamais passarão de meros posseiros do INCRA, sem qualquer estabilidade e condição de progresso. Tais lantejoulas não passam de isca lançada pelas esquerdas aos incautos, numa tentativa de cooptá-los para a revolução social que os conduzirá ao ódio a Deus e à sua santa Religião.
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* Sacerdote da igreja do Imaculado Coração de Maria –– Cardoso Moreira (RJ)

terça-feira, 24 de novembro de 2009

O ambiente rural e a feliz concórdia entre patrões e empregados


  • Pe. David Francisquini *
Sempre tiro muito proveito espiritual, mas também psicológico e intelectual, em meu giro anual pelos campos do norte fluminense. Com efeito, não só a boca fala da abundância do coração. Metaforicamente, a pena também pode falar. Portanto, quero compartilhar com meus leitores o sabor de alguns frutos que colhi de meus recentes contactos com o homem do campo.

Entre as muitas conversas interessantes que mantive em meu mais recente percurso, detenho-me numa de modo particular. O interlocutor já era meu conhecido e, juntos, lembramo-nos da longa e luminosa trajetória da agricultura brasileira. Desde os tempos das capitanias hereditárias, passando pelas sesmarias, quando até as ordens religiosas tinham suas terras de cultivo.

Depois do ciclo da cana de açúcar vieram as lavouras de café, no século XIX, e com a abolição da escravatura aportaram as ondas de imigrantes europeus a povoar essa nova Canaã. As terras foram naturalmente se dividindo, e milhares de proprietários, grandes, médios e pequenos produzem hoje alimentos com fartura e baratos para o Brasil e para o mundo.

O camponês demonstra muita segurança de vida, capacidade de governo, o que por sua vez lhe dá muita auto-estima, pois se sente como senhor da terra, o que concorre para lhe cunhar personalidade marcante. Mas, a conversa ia longe, quando tratamos das relações cheias de harmonia e de bondade entre patrões e empregados. Tempos em que predominava o compadrio.

Havia nas fazendas de café a figura do meeiro que entrava com os braços e o dono com a terra, situação na qual o trabalhador acumulava ao longo de alguns anos renda suficiente para comprar suas terras. As relações amistosas faziam do proprietário compadre do trabalhador e vice versa. Com efeito, reinava ali o espírito muito familiar.

A bondade de nosso povo permitia que todos trabalhassem de acordo com seus dotes, mas ninguém ficava sem atividade. As tarefas eram distribuídas segundo as capacidades de cada um.
Nessa feliz concórdia, patrões e empregados desenvolviam seus talentos. A estrutura agrária sólida permitia que a fazenda fosse uma verdadeira escola de novos proprietários.

Formavam-se homens de têmpera, de determinação e cheios de resolução, predicados mais salientes do homem do campo de outrora. Futuros proprietários partiam para longe, onde compravam terras mais baratas, e com isso foram semeando em nossos sertões e criando novas povoações. Assim, o Brasil transformou-se na potência agrícola que hoje é.

Ainda teria algumas coisas a dizer..., mas o espaço acabou. Quem sabe numa próxima ocasião? Até breve.
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* Sacerdote da igreja do Imaculado Coração de Maria – Cardoso Moreira (RJ)

Ex-guerrilheiro torna-se presidente da ONU e elogia Fidel

Por mais espantoso que pareça, o “teólogo da libertação” e ex-guerrilheiro nicaragüense Miguel D’Escoto (na foto abraçando o tiranete iraniano, Ahmadinejad, reeleito por meio de eleições fraudulentas) foi nomeado presidente da Assembléia Geral da ONU. Enquanto tal, viajou a Havana, onde declarou que o ditador cubano Fidel Castro é “o melhor discípulo de Jesus”: “Eu tive o privilégio de estar perto dele, de observá-lo, de ouvi-lo, de vê-lo. Ele é um homem enamorado da justiça, da fraternidade, da solidariedade”... Em Havana, D’Escoto defendeu posições análogas às do presidente Obama, no sentido de que a ONU deve ser “reinventada”. Obviamente, de modo a servir ao comunismo.
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Agência Boa Imprensa

Irlanda aprova Constituição Européia sob intimidação

Após a Irlanda dizer “não” ao projeto de Constituição Européia (com seu novo nome de Tratado de Lisboa), visceralmente anticristão, a União Européia obrigou o país a refazer o voto, e num segundo plebiscito venceu o “sim”. A revista alemã “Der Spiegel” registrou que muitas vozes na Alemanha “lamentaram que tivesse sido necessária uma campanha de intimidação para produzir o resultado desejado”. A unificação européia progride, atropelando os países que desejam defender sua identidade nacional e cristã. Só a Irlanda convocou plebiscitos, e nos demais países europeus a União Européia trabalhou para impedir que o povo fosse consultado, porque sabia que o projeto seria recusado. Dessa censurável pressão só poderão advir desastres. O presidente da República Checa ainda não aprovou o Tratado.
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Agência Boa Imprensa

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

O homem do campo

Pe. David Francisquini (*)

Como de costume, este ano já percorri a região rural de meu município no pastoreio das almas que me foram confiadas. Com alegria, pude notar que a paisagem contrastava com a do ano anterior. A terra ressequida, batida e nua deu lugar a vegetação, pois chovera praticamente o ano todo, o que deixa o homem do campo feliz da vida.

O ambiente acolhedor, calmo, distendido e aprazível foi sempre ocasião para boas e longas conversas, motivo de entretenimento e descanso, longe do frenesi, da agitação e da eletricidade que grassa nas megalópoles modernas, e que se estendem até as cidades de porte bem menor. Nelas, o prazer parece se encontrar ora nas altas velocidades das barulhentas motocicletas e carros, ora em permanecer horas a fio diante da TV e da internet ou dos jogos eletrônicos. Distanciados disso, há ainda os que se ajuntam nos botequins para se embriagarem, ocasião para desavenças e até homicídios.

É tal a saturação da cidade, que basta um feriadão para que as estradas fiquem insuportáveis, pois as pessoas procuram alívio para suas almas aflitas. Outrora era ocasião para freqüentarem as festas religiosas, assistirem às missas, participarem das procissões, pois aprendiam que a verdadeira felicidade só se encontrava em Deus.

Era ocasião também das visitas entre amigos e parentes para se irmanarem no seio das famílias constituídas e, ao matar saudades, gozarem de uma verdadeira felicidade que é calma e casta. Hoje, as pessoas procuram desenfreadamente as praias, e toda sorte de divertimentos neopagãos.

Na medida em que percorria a extensão geográfica de minha paróquia, foi vincando em meu espírito o seguinte pensamento: quantas almas se perdiam ali por não procurarem os sacramentos e a vida religiosa. Mas uma coisa era clara: a diferença entre o homem do campo e o da cidade. O camponês ainda pensa e conversa. Ele tem suas falhas, como a falta de freqüência aos atos religiosos e o relaxamento na indumentária. Mas ainda conversam sobre temas com certa profundidade e precisão, que surpreendem quer pela elevação quer pela sabedoria, lembrando o entretenimento de Nosso Senhor com temas como a semente lançada na terra, a ceifa, os lírios dos campos, a videira, a mostarda, os pássaros, o pastor de ovelhas, a serpente. E até a galinha com seus pintainhos.

Todo esse panorama em que o homem fica envolto no meio rural serve de lição para compreender e antegozar o Reino dos céus. Não precisa ser observador profundo para perceber quanto o camponês tira de seu ambiente lições para a vida. O contato com a terra tem seus momentos difíceis, mas leva com freqüência a meditar e a relacionar as coisas com Deus.
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Sacerdote da igreja do Imaculado Coração de Maria –– Cardoso Moreira (RJ)

Tradição é sinônimo de produtos de qualidade

Enquanto muitos produtores de vinhos mais ou menos industrializados pensam rever sua produção em função das pressões ambientalistas, a adega espanhola López de Heredia despreza tais pressões. Ela nunca abandonou os métodos tradicionais forjados sob o influxo da civilização cristã. Nas suas fidalgas instalações, usa pipas de madeira de até 132 anos de idade, que transmitem sabor especial ao vinho. As garrafas descansam cobertas pela poeira e teias de aranha, sinal sensível de sua nobre antiguidade. Para Maria José López de Heredia (foto), filha do patriarca proprietário, isso é absolutamente benéfico para os vinhos. Eles assim dormem imperturbados seu prestigioso sono, à espera de serem levados triunfalmente à mesa. No momento, aqueles que trocaram a tradição por marketing tentam imitá-la.
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Agência Boa Imprensa

80% das cédulas de real contêm resíduos de cocaína

Foi registrada presença de cocaína em 80% de um total de 10 cédulas brasileiras analisadas no mais exigente estudo, informou “National Geographic News”. Os resultados foram apresentados na sede da American Chemical Society, maior sociedade de cientistas do mundo. Aproximadamente 90% das notas que circulam nos EUA e no Canadá trazem também resquícios de cocaína. A droga fica nas notas porque os viciados as utilizam para envelopar o tóxico ou para inalá-lo. A extensão do consumo de drogas, patenteada neste fato, poderá eventualmente ser apontada no futuro como sinal de como e por que a civilização moderna ruiu no auge de seu gigantismo.
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Agência Boa Imprensa

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Direito de decidir? (II)

Pe. David Francisquini *

Como prometi no meu último artigo, volto a tratar do aborto, da eugenia e da eutanásia. Com efeito, os propugnadores do monstruoso pecado do aborto querem descaracterizar o seu aspecto criminoso e hediondo, afastando dele o aspecto religioso e moral, e induzir a população a aceitá-lo pelo lado sentimental. Nessa concepção, não há lugar para o Direito natural e divino.
Disse Deus: “Não matarás!” Dizem eles: “É um problema de saúde pública e as leis do Estado devem ser observadas acima das leis religiosas”. Assim, surgem as alegações de que o aborto legalizado evitará os clandestinos, ocasião de riscos, seqüelas e até mortes. Que as mulheres ricas usam clínicas especializadas enquanto as pobres sofrem as conseqüências do aborto clandestino.

Ora, a obrigação do Estado é favorecer a vida e nunca a morte! Qualquer que seja a razão da gravidez, a obrigação da mãe é levá-la até o fim, pois ela porta em seu seio um outro ser humano com direito fundamental à vida, o qual em hipótese alguma pode ser eliminado.

A única política pública aceitável é a de evitar o aborto, com assistência moral e material durante a gravidez e o parto. Quer a mãe seja rica, quer seja pobre, o problema é sempre o mesmo: o aborto é o assassinato de um ser inocente e indefeso. Ninguém tem o direito de tirar a vida do nascituro em nenhum momento, desde a sua concepção até o nascimento.
Quanto ao aborto no caso de gravidez indesejada, de crianças anencéfalas, portadoras de doenças genéticas ou não, ou do aborto fruto de estupro, costuma-se alegar o trauma da mãe. Contudo, não há maior trauma do que assassinar o fruto de seu próprio ventre. Como sacerdote, posso sentenciar que o trauma do aborto é terrível, muito mais do que o de estupro, por mais horrível que este seja, pois neste caso a mulher não carrega na consciência o peso da culpa.

Ela até poderá entregar sua criança para adoção de casais que sofrem por falta de filhos. O aborto — mesmo executado por profissionais — pode causar graves seqüelas físicas, psicológicas e morais, entre elas, hemorragia, angústia, depressão e remorsos.

Devemos amar a Deus sobre todas as coisas e, se quisermos ser fiéis a este amor, é necessário obedecer à sua santa Lei, que não permite o aborto. Termino com as palavras do Papa João Paulo II: “Declaro que o aborto direto, isto é, querido, constitui sempre uma desordem moral grave [...], nenhuma circunstância, nenhum fim, nenhuma lei do mundo poderá jamais tornar lícito um ato que é intrinsecamente ilícito, porque contrário à Lei de Deus, inscrita no coração de cada homem, reconhecível pela própria razão e proclamada pela Igreja”.
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* Sacerdote da igreja do Imaculado Coração de Maria –– Cardoso Moreira (RJ)

Novo tênis aproxima homem do animal

Em modelos de tênis como o FiveFingers (foto), os artelhos se encaixam em compartimentos individuais, como os dedos da mão na luva. Os pés ficam grotescamente parecidos com os de certos animais. Os fabricantes alegam competir com a moda (aliás, muito rara) de se correr descalço. Todas essas modas não são ingênuas, nelas está incubada uma filosofia ecológico-evolucionista. “O sapato possivelmente atrapalhou a evolução”, tentou justificar Galahad Clark, executivo-chefe da fabricante de calçados Terra Plana, de Londres. A invenção do sapato atendeu a uma necessidade do homem e o distingue do simples animal, mas a tendência ecológico-evolucionista visa reverter esse progresso da civilização.
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Agência Boa Imprensa

“Deus está ao nosso lado”, afirma comandante anti-FARC

O comandante em chefe das Forças Armadas colombianas, general Freddy Padilla de León (foto), foi recebido por S.S. Bento XVI. Segundo o “Diário Las Américas”, Padilla de León declarou: “Os esforços e sacrifícios das forças armadas colombianas estão sendo recompensados. [...] Não se pode esquecer que a fé católica é um dos principais suportes que nos acompanham na busca da paz e da ordem institucional na Colômbia”. Acrescentou que “as numerosas e arriscadíssimas” operações militares contra a guerrilha marxista-leninista das FARC são confiadas ao Sagrado Coração de Jesus. “Como se pode ver nos resultados da luta contra o terrorismo, está demonstrado que Deus está ao nosso lado, e a Ele pedimos todos os dias, com devoção, que nos dê ânimo para conseguir nossos objetivos pelo bem da Colômbia e da comunidade internacional”.
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Agência Boa Imprensa

Segunda-feira sem carne para “salvar o planeta”...

Foi recebida com incredulidade e de modo jocoso a notícia de que a prefeitura de São Paulo promove a campanha da Sociedade Vegetariana Brasileira (SVB) –– “Segunda sem Carne” –– para “salvar o planeta”. Entretanto, o que vem aí é muito sério, conforme noticiou a imprensa paulista. O movimento foi lançado nos EUA e quer limitar a produção mundial de bois, frangos e afins em 15%, e faz parte da campanha contra o “aquecimento global” promovida pela ONU. Esta campanha indicia a pecuária como principal culpada pelo pretenso aquecimento. Severas medidas coercitivas poderão começar a se manifestar na Conferência de Copenhague. A tendência é associada com yoga, esoterismo e religiões orientais, que visam reduzir a humanidade a uma vida miserabilista, tendo como única compensação as experiências “espirituais” de um iogui ou um fakir.
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Agência Boa Imprensa

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Direito de decidir? (I)

Pe. David Francisquini*

Imaginemos um pequeno país da Europa, da Ásia ou da Oceania ameaçado por uma seca que, segundo os especialistas, durará longo período. Os cientistas envolvidos na questão conclamam os dirigentes do país a tomar as medidas cabíveis diante da fome que se avizinha.

Entre os seus homens notáveis, o hipotético país conta — além dos cientistas — com médicos, políticos, professores, magistrados, militares, sacerdotes, e tantos outros. Uma reunião é fixada para as tomadas de decisão e distribuição de tarefas, pois os participantes traçarão um plano para enfrentar as conseqüências da seca e de suas vítimas.

A reunião ocorre num clima nervoso e cheio de expectativas. O debate já se inicia afanoso e acalorado. Os mais experientes e sensatos — entre eles um sacerdote católico — começam por sugerir boa provisão nos celeiros, como fez José durante a longa seca que se abateu sobre o Egito.

Outro sugere o envio de embaixadores pelo mundo anunciando a tragédia iminente, e, ao mesmo tempo, angariando víveres e remédios. Sem perda de tempo, um outro assesta o foco sobre a necessidade de se fazer reservatórios de água como açudes e represas. Não tardou vir à tona a proposição de alertar a população.

Quando a reunião rumava para seu fim, surge inusitadamente um personagem de aspecto sinistro, liderando um grupelho autodenominado “pelo direito de decidir”. Pelas caras, pelas palavras de ordem e pelos cartazes, era fácil perceber contestadores da ordem e da harmonia social.

O desgrenhado líder do grupelho, sem sequer esperar lhe fosse dirigida a palavra, urrou: “Companheiros, na perspectiva do enorme sofrimento do povo e tendo em vista os minguados estoques de alimentos do País, a solução é simples e de fácil solução. E falo em nome dos ‘direitos humanos’! Para salvar da catástrofe a nossa nação e os seus homens de bem, nosso ‘movimento social’ propõe a contratação de pistoleiros para eliminar desde já 50% de nossa população”. (Grande alarido do grupelho em sinal de aprovação).

E tal líder retoma ainda mais eloqüente: “Que nenhuma família a partir de hoje tenha mais filhos, e que o aborto seja geral e irrestrito. Tudo isso para o bem da nação. Tais pistoleiros começarão as execuções pelos hospitalizados, débeis mentais, deficientes físicos e inválidos. O restante será eliminado por sorteio”.

E concluiu a arenga para seu grupinho e jornalistas presentes: “Só assim evitaremos o sofrimento de nosso povo diante da fome que se aproxima! E para que o povo entenda tal medida de salvação pública, tais resoluções devem ser divulgadas pela imprensa escrita, falada e televisionada”. Em razão de tão maluca proposta, o personagem nem pôde terminar sua peroração: recebeu imediatamente voz de prisão.

Caro leitor, diz-se que a repetição é a melhor figura de retórica. Mas não é verdade que nessa pequena parábola estamos retratando a triste realidade de nossos dias? Em nome da saúde pública, da hipotética salvação do planeta, dos direitos humanos, da igualdade, do direito da mulher ao próprio corpo, vão sendo implantados o aborto, a eugenia e a eutanásia.
Prometo ao leitor continuar a matéria no próximo artigo.
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* Sacerdote da igreja do Imaculado Coração de Maria –– Cardoso Moreira (RJ)

Família brasileira sofre com decadência religiosa

Segundo informou o diário carioca “O Globo”, o igualitarismo e o espírito materialista no lar tiveram pesada responsabilidade na grave erosão que sofreu a família brasileira nos últimos 40 anos. De acordo com Ana Saboia, chefe da Divisão de Indicadores Sociais do IBGE, “a mulher passou a dividir a provisão da família. O tamanho do respeito dentro de casa passou pelo tamanho do contracheque”. Obviamente, as crianças ficaram relegadas. Nos anos 70, o casal tinha em média 5,8 filhos, hoje tem menos de dois, e o número prossegue em queda. A degradação não está ligada à pobreza, segundo as estatísticas. A sensação de solidão e abandono é palpável no número de mulheres que, sozinhas, sustentam uma família: 18% em 1991, 33% em 2007. A notícia afirma ainda que os agentes da degradação familiar querem mais igualdade, e esta só será exeqüível com uma maior intromissão do Estado na vida do lar.
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Agência Boa Imprensa

Cientistas recusam “prova” de que o Sudário é falso

Um inidôneo Comitê Italiano para Verificação de Alegações Paranormais, financiado por uma organização italiana de agnósticos e ateus, alega ter provado que o Santo Sudário de Turim é uma falsidade da época medieval. Luigi Garlaschelli (foto), professor de Química da Universidade de Pavia, descreveu ao jornal “La Repubblica” como confeccionou um sudário “idêntico” ao de Turim, com materiais baratos e métodos disponíveis no século XIV. David Rolfe, produtor de longos documentários sobre a relíquia, patenteou que as palavras de Garlaschelli depõem contra ele e mostram que mal conhece a relíquia. Diversos cientistas altamente qualificados desmontaram com facilidade a burlesca manobra publicitária. Porém alguns jornais, eivados de anticlericalismo, difundiram a falsa montagem.
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Agência Boa Imprensa