terça-feira, 20 de abril de 2010

Marcha Contra o Aborto em Bruxelas

Heitor Abdalla Buchaul (*)
No último dia 28 de março, em Bruxelas, cerca de 3000 pessoas, participaram da Marcha pela Vida, por ocasião dos 20 anos da nefasta lei que despenalizou o aborto na Bélgica.

A marcha silenciosa, em sinal de luto pelas milhares de vítimas do aborto, qualificado por um dos oradores, como o maior holocausto da História, estendeu-se da Place Royal até o Palácio da Justiça. [foto abaixo]

A Marcha foi iniciativa de um grupo de estudantes, cujos participantes contavam entre de 18 a 21 anos, notando-se uma presença maciça de jovens, enquanto uma pequena manifestação contrária ocorria ao longe, composta por vetustos esquerdistas.


O ponto alto da manifestação foi uma mensagem do novo arcebispo de Malines-Bruxelas Monseigneur André-Joseph Léonard [foto], que leu mensagem de apoio enviada por D. Cardoso Sobrinho, felicitando a todos os participantes e prometendo orações. Havia grande número de religiosos e religiosas, além de padres diocesanos.


A delegação da entidade francesa Droit de Naître [foto] juntou-se aos numerosos jovens vindos de outros países, notadamente da Alemanha, Áustria, Itália, Irlanda, Holanda, Polônia, Espanha, além de participantes dos Estados Unidos, Brasil e Congo.

No final da marcha, em frente ao Palácio de Justiça, o depoimento de uma jovem americana chamou a atenção: ela é fruto de um abuso de um pai em relação à própria filha, ou seja, filha do próprio avô, tendo afirmado: “Se alguém pensa que num caso assim deve haver direito à vida ou não, olhem-me...”.

No fim, discursou o jovem estudante e principal organizador Michel de Keukelaere, que incentivou a todos a lutarem em prol da vida em seus meios e países e a retornarem na próxima marcha, no dia 27 de março de 2011.

Mais de mil rosas foram distribuídas e depositadas nas escadas do Palácio de Justiça. Eram brancas e vermelhas, simbolizando pureza, honestidade, como também sangue derramado e combate!
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(*) Heitor Abdalla Buchaul é colaborar da ABIM

Ugandenses apóiam projeto que pune o homossexualismo

Projeto de lei contra os homossexuais, que tramita no parlamento de Campala (Uganda), prevê até pena de morte para o “homossexualismo agravado”, como a “violação” praticada por homossexuais e o “homossexualismo pedófilo”. Uma passeata de dezenas de milhares de pessoas em Jinja apoiou esse projeto de lei [foto]. Os participantes carregavam cartazes com os dizeres: “Não à sodomia, sim à família”; “Dizemos não aos homossexuais, o homossexualismo deve ser abolido”. Previsivelmente, alguns governos ocidentais e organizações que militam pelo que entendem como “direitos humanos” condenaram o projeto e ameaçaram impor sanções a Uganda, caso seja aprovado. No entanto a votação parlamentar segue a tramitação democrática, e os ugandenses parecem dispostos a defender corajosamente sua posição em prol da moral e da Lei natural.
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Agência Boa Imprensa

Nova Constituição da República Dominicana proíbe aborto

A nova Constituição da República Dominicana, que penaliza o aborto e “defende a vida desde a concepção até a morte natural”, entrou em vigor neste ano. Foi objeto de um debate de quase sete meses no parlamento, devido aos ataques dos abortistas à Constituinte. Mas os defensores da vida – militantemente contrários ao massacre dos inocentes e aos novos Herodes – souberam afirmar suas posições com inteligência e coragem. O artigo 37 da constituição inclui este tópico: “O direito à vida é inviolável desde a concepção até a morte”. Se a decisão tivesse sido favorável aos abortistas, a notícia provavelmente teria sido publicada com grandes manchetes em todo o mundo. Mas, como se trata de um país que adota em sua constituição a enérgica proibição do massacre de inocentes, grandes órgãos da mídia e da Internet preferiram calar-se e ignorar os fatos.
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Agência Boa Imprensa

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Parlamento europeu: debate o tema do trabalho no domingo


  • Heitor Abdalla Buchaul (*)
Mais ou menos 350 pessoas participaram da Conferência Por um Domingo sem Trabalho, realizada no Parlamento Europeu no dia 24 de março. Falaram representantes da Alemanha, Áustria, República Checa, Itália, Eslováquia e Portugal.

Representava a Igreja o prelado Dr. Ludwig Schwarz, bispo diocesano de Linz, que ressaltou a importância do descanso dominical, como prática milenar instituída pela Igreja Católica, com efeitos benéficos para a boa convivência entre as pessoas e repouso necessário, devido ao trabalho semanal.

Thomas Mann (EPP/CDU), vice-presidente da Comissão do Emprego e Assuntos Sociais no Parlamento Europeu [foto], foi quem propôs a realização da conferência, cabendo-lhe a abertura e também foi o moderador.

Estava presente o comissionario da E.U., Lázló Andor, que prometeu ouvir todos os lados envolvidos na questão, tendo afirmado anteriormente que cada país pode decidir o que desejar quanto à questão do domingo.

Foi interessante a exposição do Prof. Dr. Friedhelm Nachreiner, lente de psicologia experimental na Universidade de Oldenburg (Alemanha). Ele comprovou, baseado em estatísticas, a importância do repouso dominical para a saúde, produtividade e mesmo quanto aos acidentes de trabalho, muito mais numerosos entre os que trabalham aos domingos.

O deputado Elmar Brok (EPP/CDU) ressaltou a importância do repouso dominical como fator da indiscutível herança da tradição cristã na Europa.Vários representantes pronunciaram-se no mesmo sentido. Uma das deputadas salientou que o povo europeu é em sua maioria conservador no que se refere ao repouso dominical.

Martin Kastler tomou a iniciativa de recolher assinaturas no site http://www.freesunday.eu/ , contra o trabalho aos domingos.

Praticamente todos os discursos ressaltaram a importância das reuniões sociais e familiares aos domingos, como fator fundamental para a educação das crianças e estabilidade familiar.

Alguns poucos oradores abordaram o tema das minorias na Europa e as pontes que devem ser estabelecidas para a integração das mesmas, que é um dos objetivos da União Européia. Dentre essas minorias destacam-se os muçulmanos. Sendo o repouso dominical uma prescrição cristã, segundo tais oradores, deve ser ele abolido em nome da anti-discriminação de minorias. O que a Europa fará então em face dessa situação?
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(*) Heitor Abdalla Buchaul é colaborar da ABIM

Tribunais islâmicos clandestinos na Europa

A polícia espanhola desvendou o funcionamento de tribunais islâmicos clandestinos, que aplicam a sharia (lei islâmica não-escrita, que contém forte violação às leis ocidentais). Descoberto um desses tribunais em Tarragona, após julgar uma mulher, sete imigrantes muçulmanos foram presos, indiciados por cárcere privado, tentativa de homicídio e associação ilícita. A sharia inclui pena de morte, aplicada a cristãos ou a muçulmanos que mantenham certas relações, por exemplo por meio de casamentos, com pessoas que não sejam da religião de Maomé. Também na Grã-Bretanha, a lei secreta maometana é aplicada até pela Justiça inglesa, para resolver pequenas causas. A penetração muçulmana na Europa vai instalando estados maometanos subterrâneos dentro de estados outrora cristãos.
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Agência Boa Imprensa

Heróica resistência dos católicos na China

Em mais um ato público de fé e resistência ao regime comunista, 5.000 católicos chineses desafiaram a neve, o intenso frio (30ºC abaixo de zero) e a polícia, para dar digna sepultura [foto] a Mons. Leo Yao Liang, bispo coadjutor de Xiwanzi que passara 30 anos na prisão, por recusar a Associação Patriótica (igreja cismática submissa ao regime marxista). Desde 2006 a polícia manteve-o seqüestrado por causa do mesmo “crime”. As autoridades comunistas proibiram que ele fosse tratado como bispo, mas no momento da sepultura os fiéis inseriram clandestinamente as insígnias episcopais no caixão. AsiaNews lamentou que os fiéis não recebessem nenhuma mensagem de condolências do Vaticano, e que o jornal vaticano “L’Osservatore Romano” não publicasse em tempo uma necrologia do heróico mártir.
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Agência Boa Imprensa

quarta-feira, 31 de março de 2010

Que utilidade há no Meu sangue?

• Pe. David Francisquini *
Ao meditarmos o mistério da Paixão de Nosso Senhor Cristo cravado no madeiro da Cruz, salta-nos uma pergunta: por que Nosso Senhor — a própria inocência, que passou a vida fazendo o bem — tem morte tão cruel e é abandonado por todos, exceto por Nossa Senhora?

Ele não só disse, mas acompanhou com o exemplo de sua dolorosa Paixão que não se pode amar mais alguém do que dar a vida por ele. Assim, Nosso Senhor nos amou com infinito amor, e depois de nos ter amado, ofereceu-se a Si mesmo como vítima imaculada e resplandecente.

A divina oblação pelos nossos pecados nos remiu, abriu as portas do Céu e, ao mesmo tempo, nos concedeu os meios eficazes para aplicar sobre nós os frutos de sua Paixão: os sacramentos. Deus se compadece de nós mais do que nós mesmos. E infinitamente mais do que as nossas próprias mães, que nunca se esquecem do fruto de suas entranhas.

E, ainda que o fizessem, “Eu nunca me esquecerei de ti”, diz o próprio Deus. (Is. 49, 15). Outras figuras nos livros sagrados que nos mostram o desvelo de Deus pelos homens são os campos férteis, os prados ensolarados, os regatos, as fontes, os vinhedos e o pastor de ovelhas que com cuidado apascenta seu rebanho.

Jesus Cristo é o verdadeiro Pastor. Ele instituiu — qual rochedo inabalável junto às águas tempestuosas — a Santa Igreja Católica Apostólica Romana, com a promessa de que as portas do inferno nunca prevalecerão contra Ela. Cumulou-a da cura das almas, a economia da graça divina, das armas espirituais para combater o mal e promover o bem.

Tal como o pastor zeloso por seu rebanho, a Santa Igreja afugenta os lobos e os perigos que nos rondam. Infunde-nos pelo Batismo a vida sobrenatural e purifica nossas consciências das obras mortas; concede-nos o privilégio inaudito da Confissão, que restaura a graça perdida pelo pecado mortal; fortalece-nos com uma graça que sequer os anjos têm: a sagrada Eucaristia.

Ezequiel profeta diz: “Dar-vos-ei um coração puro, e um novo espírito porei no meio de vós; tirarei o coração de pedra de vosso corpo e vos darei um coração de carne. Colocarei o meu espírito em vosso interior, e farei que caminheis em meus preceitos, guardando e praticando meus mandamentos”. (Ez. 36; 26).

Devido ao pecado original e às nossas faltas atuais — sobre cuja malícia nunca é demais insistir —, seríamos incapazes de apetecer essa vida divina. Quem no-la proporciona é o próprio Nosso Senhor Jesus Cristo, pelos merecimentos de sua dolorosa Paixão e Morte de cruz.

Como um sol que se põe a brilhar no firmamento das almas, Ele abriu para o homem uma perspectiva cheia de esperança e de certeza. Nossa salvação — bem ao contrário do que sucedia no mundo antigo — tornou-se muito mais fácil com a Paixão. Com a Nova Lei, só se perde quem quiser.

Distante de Nosso Divino Salvador, o mundo neopagão de nossos dias vive inutilmente à procura do gozo da vida, da felicidade já, agora e para sempre... Com isso, de que adiantou Nosso Senhor ter sofrido e padecido a morte de cruz com padecimentos inenarráveis, a ponto de exclamar: “Deus meu, Deus meu, por que me abandonastes?”

Na morte de Nosso Senhor, os elementos da natureza se desencadearam: o sol se velou, a terra estremeceu, os sepulcros dos mortos se abriram e houve desolação em toda a parte. Por quê? — “Povo meu, que te fiz eu, em que te contristei? Como paga de todos esses bens, tu preparaste uma Cruz para teu Salvador? Que mais deveria fazer que não tivesse feito?”

A exemplo dos Apóstolos, também nós devemos procurar a Virgem das Dores, em quem encontraremos a bondade, a misericórdia, o perdão e a clemência. Arrependamo-nos sinceramente, confessemos com toda a confiança os nossos pecados diante de um sacerdote e aproximemo-nos da sagrada mesa da Eucaristia. Assim teremos aproveitado a Semana Santa, e, quiçá, a vida como peregrino nesta Terra.
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* Sacerdote da igreja do Imaculado Coração de Maria, Cardoso Moreira – RJ

Internet e celulares geram patologias psiquiátricas

Na Coréia do Sul, um casal viciado em Internet deixou sua filha de três meses morrer, por desidratação e desnutrição, devido a falta de cuidados. Enquanto isso acontecia, o casal passava o dia no cybercafé, era fanático do jogo online Prius e – pasmem! – “criava” uma “filha virtual” no cybercafé. Em outro cybercafé da cidade de Kwangju, um jovem de 24 anos morreu após passar 86 horas ininterruptas diante do videogame. Especialistas incluem fatos como esses no crescente número de patologias psiquiátricas ligadas à Internet, que se somam às decorrentes do uso excessivo de celulares por pessoas que interrompem o relacionamento normal com os vizinhos, preferindo manter contatos eletrônicos longínquos.
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(Agência Boa Imprensa)

China: enfrentamento católico à perseguição comunista

O Padre Giovanni Battista Luo foi preso pela polícia chinesa na diocese de Mindong (Fujian), junto com seis outros sacerdotes jovens, pelo “crime” de organizar um acampamento para 300 estudantes universitários pertencentes à Igreja Católica – dita “clandestina”, porque não obedece à cismática “Igreja Patriótica”, que é uma caricatura criada pelo Partido Comunista. A polícia invadiu o acampamento e ordenou seu fechamento, mas os sacerdotes recusaram-se a obedecer. Os religiosos deram liberdade para os estudantes voltarem às suas casas, mas só 20 deles o fizeram. A polícia ficou impressionada, e na ocasião não ousou prender ninguém. Por fim, em março o Pe. Luo foi encarcerado num “hotel” (prisão dissimulada) de Fuan. Ele havia declarado estar “pronto para ir à prisão”, e que estava “orgulhoso de ser um sacerdote católico, desejoso de professar a fé até com os atos”. E acrescentou: “Serei feliz se puder servir de testemunha de Cristo e imitar o exemplo de tantos santos mártires”.
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(Agência Boa Imprensa)

segunda-feira, 22 de março de 2010

Marcha contra o aborto e o PNDH-3

  • Paulo Roberto Campos
Organizada pelo Comitê Estadual do Movimento Nacional em Defesa da Vida – Brasil sem Aborto (São Paulo), a 4ª Marcha em Defesa da Vida ocorreu
no dia 20 p.p., com muito êxito, contando com aproximadamente 8 mil manifestantes.
Neste ano, houve também uma passeata desde a Câmara Municipal até a Praça da Sé da capital paulista, lugar da concentração. No percurso, os anti-abortistas fizeram desfilar um “tsunami” de faixas e cartazes contra o aborto (fotos abaixo) e bradaram slogans como este:
“Homens de Brasília
Prestem atenção!
Quem libera o aborto
O meu voto não tem não!”

Muitos manifestantes não portavam faixas e cartazes, mas usavam camisetas com dizeres anti-aborto, como esses nas fotos abaixo.







Na Praça da Sé, o grande ato público foi aberto pela Dra. Marília de Castro (foto ao lado), coordenadora estadual do Movimento. No palanque, diversos líderes anti-abortistas revezaram-se conclamando os presentes à luta contra a implantação do aborto no Brasil. Além alertar para o perigo da aprovação do Projeto de lei nº 1.135/91 (que permitiria o aborto até mesmo no 9º mês), muitos oradores enfocaram a questão do direito humano fundamental (o direito à vida), numa clara alusão ao Decreto 7037/2009, assinado pelo presidente Lula e seus ministros no dia 21 de dezembro último, o Programa Nacional de Direitos Humanos (PNDH-3).

Tal decreto ditatorial é um “pacote” disforme repleto de normas desumanas, no qual o governo tenta “embrulhar” os brasileiros incautos. Assim, ele visa abater uma série de valores morais; desagregar a instituição familiar (por exemplo, instituindo o “casamento” homossexual e defendendo a prostituição); abolir o direito de propriedade; proibir o direito de ostentar símbolos religiosos etc. Apenas um ser é destituído de todo e qualquer direito: o nascituro. Este, segundo os signatários do decreto — sobretudo o principal deles —, não tem sequer o direito de nascer, podendo ser arrancado do ventre materno e jogado no saco de lixo. Na foto abaixo, faixa da associação Nascer é um Direito com referência direta vinculando o PNDH-3 ao aborto e na foto seguinte, faixa com uma referência indireta.
Nem o forte calor desse último dia de verão afugentou os manifestantes anti-abortistas, que permaneceram até o fim do ato para não perder nenhum dos oradores. O último deles a fazer uso da palavra, foi o diretor da Human Life Internacional para países de língua portuguesa, Raymond de Souza (foto abaixo), que veio dos Estados Unidos especialmente para participar da Marcha. Ele contou que por ocasião do encontro do presidente Lula com seu “companheiro e aborteiro”, o presidente Obama, eles fizeram pactos não para defender a família — o que seria apropriado a chefes de Estado —, mas para implementar o aborto em países do terceiro mundo. A mesma coisa fez a Secretária de Estado americano, a Sra. Hillary Clinton, quando de sua recente vinda ao Brasil, tratando do “controle da natalidade” nesses países. Em seu discurso, o orador mandou uma contundente mensagem para Lula: “Senhor Presidente, o governo existe para proteger o bem comum, para proteger a vida de todos os cidadãos, e não para assassiná-los por meio do aborto”. E terminou bradando a plenos pulmões com toda multidão ali presente: “Um, dois, três, / quatro, cinco mil, / pra´ salvar nossas crianças nós paramos o Brasil!”
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(*) O autor é colaborador da ABIM

quinta-feira, 18 de março de 2010

Santa Maria Goretti — Parte II

Na urna, restos mortais da santa mártir da pureza

• Pe. David Francisquini*

Nessa época em que as praias são tomadas pelo neopaganismo que estadeia toda corrupção da civilização moderna, o caso de Santa Maria Goretti é modelar: uma pequena virgem entrega a sua vida a Deus para não perder aquilo que ela mais amava, mais do que a luz de seus olhos, mais do que a sua própria existência, aquela virgindade que se aprende a amar como o dom mais precioso da vida, quando se tem uma alma verdadeiramente eucarística.

Lendo sua vida, salta-nos uma pergunta: Como puderam seus pais analfabetos colher o inesperado tesouro de santidade em um de seus filhos? A Igreja usufruía naqueles tempos de uma situação na qual os homens regiam suas vidas sob a influência benfazeja das Leis de Deus.

Santa Maria Goretti nasceu num ambiente preservado, onde não havia evanescido a noção do bem e do mal. Seus pais ensinaram aos seis filhos o catecismo, ensinaram-lhes a rezar, a fazerem a primeira Comunhão. Reunidos, eles rezavam a oração da manhã e da noite.

Além de terem a vida muito ocupada na lida do dia, para proverem o sustento da casa, os pais eram exemplares. Aos domingos, caminhavam duas horas para assistir a Santa Missa, enfrentando as intempéries próprias de cada estação.

Com tal programa familiar, pode-se ainda perguntar: Como Santa Maria Goretti conseguiu trilhar a avenida da alta santidade sem a concorrência de nenhum sábio e experiente educador, a ponto de deixar perplexos os promotores de sua canonização?

Viveu ela num lar inteiramente cristão. Sua mãe, quando solteira, teve de trabalhar em casas de família para tirar o seu sustento, e com isso teve de tomar cuidado com os perigos de se perder. Possuía ela uma consciência reta e bem formada na noção do bem e do mal.

Soube ela transmitir à filha o senso do dever para com Deus que vê todas as coisas. Certo dia, a filha se escandalizou com conversas que ferem os ouvidos inocentes. Contudo, a mãe soube dizer à filha que se cuidasse para dominar suas expressões, a fim de não chocar as pessoas.

Seus pais a chamaram Maria para ter uma poderosa padroeira no Céu, e, cheios de zelo, levaram-na a pia batismal apenas 24 horas após o nascimento a 19 de outubro de 1890. E Maria foi crescendo em graça e santidade. Todos os olhares recaíam sobre sua beleza, sobretudo da alma.

O sobrenatural como um perfume se emanava dela. Daí o ódio do assassino que a todo custo queria fanar a beleza resplandecente de sua castidade. Gostava de estar sempre ocupada e serviçal. Pronta para qualquer empresa, não tendo medo de sacrifícios e de renúncias.

O próprio Nosso Senhor dirigia sua alma com inspirações, graças e dons. As primeiras palavras que aprendera ainda balbuciando foram os nomes de Jesus e Maria. Seus primeiros ósculos foram para a Santíssima Virgem. Sua primeira palavra pela manhã era Ave Maria!
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*sacerdote da igreja do Imaculado Coração de Maria, Cardoso Moreira - RJ

Muitas horas diante da TV encurtam a vida

Assistir demais à TV encurta a vida das pessoas, revelou estudo de especialistas australianos publicado em “Circulation”, revista online da Associação Americana do Coração dos EUA. Em média, cada hora diária diante da TV aumenta em 18% a mortalidade por doenças cardiovasculares, e em 11% a mortalidade por outras causas. O estudo acompanhou 8800 pessoas maiores de 25 anos durante seis anos e meio.
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(Agência Boa Imprensa)

televisão

Miséria cubana tornou-se indisfarçável

A miséria de Cuba atingiu dimensões abismáticas. A rede de água e esgotos não recebe manutenção há meio século. No aeroporto de Havana, telas ainda exibem clips de propaganda da companhia aérea AirComet, falida há anos, pois não há quem desligue o vetusto anúncio. Mais da metade da água potável não chega ao destino, devido à decrepitude da rede pública. O governo afirma consertar 18.000 vazamentos por mês, mas a situação é “insustentável”, confessou o próprio diário oficial “Granma”. As estradas estão intransitáveis, mas a produção local de asfalto é de apenas um milhão de toneladas, insuficiente para uma demanda de 19 milhões. 94% dos trilhos e das locomotivas estão inutilizáveis. A produção de coco em 2009 foi 80% menor que a de 1990. “Em Cuba perdemos até o costume de trabalhar”, comentam os frustrados habitantes da ilha-prisão. Eis algumas das mazelas inevitáveis do comunismo, agora faceiramente rebatizado como “socialismo do século XXI” por Chávez, outro ditador a caminho do colapso.
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(Agência Boa Imprensa)

quarta-feira, 3 de março de 2010

Santa Maria Goretti — Sagacidade e força


    • Pe. David Francisquini*

Na sua infinita sabedoria, Deus dotou a natureza com admirável perfeição: os mais fracos servem aos mais fortes e os inferiores aos superiores, resultando numa excelência que dá equilíbrio e grandeza à criação. Sabe-se que os coelhos se reproduzem muito para servir de alimento a outros animais. Encanta-nos observar os pássaros. Quando um deles é atacado pelo predador, surgem seus congêneres para defendê-lo.

Quem nunca se maravilhou com o lado pitoresco de um cachorro puxando um pequeno trenó que desliza sobre a neve, ou — versão nacional de nosso interior — de um cabrito puxando uma carrocinha com crianças? Ao cão, Deus lhe deu o faro aguçado, além de audição apuradíssima para perceber sons inaudíveis aos nossos ouvidos. O cachorro sente mais ele mesmo sob os cuidados do dono.

O gato gosta de agrado e sempre se manifesta de forma a cativar aqueles que habitam a residência onde ele vive. Ostenta-se de forma afetiva com o seu ronronar, com seus trejeitos no convívio da casa. Ele sempre se comporta bem dos embaraços que se lhe apresentam.

Se Deus assim favoreceu os animais irracionais, como Ele se esmerou quanto ao homem, criado à Sua imagem e semelhança, e, portanto, capaz de levar vida superior e excelente! Afinal, não somos todos beneficiados pela vida da graça, protegida e majorada pelos sacramentos?

Quem consegue analisar o olhar misterioso de um gato e saber o que ele planeja? Suas presas costumeiras tremem ao perceber seu olhar. Contudo, o gato e o cachorro não se suportam. Basta uma brincadeira de mau gosto entre eles para despertar seus instintos. A grande arma do gato é a sua pata dianteira em riste próxima ao focinho do cachorro...

Tais considerações me ocorreram ao analisar a vida de Santa Maria Goretti [pintura no alto]. Ela reúne em seu espírito uma agilidade pouco comum. Ainda menininha, ajudava os pais nos afazeres da casa e do campo. E fazia tudo isso com alegria contagiante.
Rezava contemplando as estrelas e as maravilhas criadas por Deus. Assim, aos poucos forjou seu caráter até o momento de sua grande prova. Aos 12 anos, enfrentou um homem devorado pela luxúria e por outros vícios — um monstro —, de cujas mãos ela escapou vitoriosa.

Maria Goretti soube edificar sua casa sobre a rocha firme. Veio a chuva, transbordaram os rios, sopraram os ventos que investiram contra aquela casa. Ela não caiu, porque estava fundada sobre a rocha. (Mt VII, 25). Foi sábia, forte, destemida e altaneira. Soube vencer a mais furiosa tempestade, a do enlouquecido homem que queria arruinar a sua vida.

Ela não demonstrou medo ante o perigo de perder a vida, pois sabia que nada poderia contra sua alma. Seu único temor era ofender a Deus. Ela colocou em prática as palavras do Divino Mestre: seguir o seu exemplo e trilhar o seu caminho. Sua fé e ousadia não são inferiores às das virtudes praticadas pelas primeiras mártires lançadas nas arenas e devoradas por feras.

Em razão de sua fé e de sua vida temperante, soube ela encontrar energia e confiança em Deus, não cedendo ao ataque do monstro. Quem consegue penetrar no olhar de uma menina com aquela sagacidade e força? Nada há de mais belo que o olhar dela. Quanta sabedoria, quanta contemplação, quanta visão da realidade! Diante do pecado sentiu-se cheia de força, preferindo morrer a se entregar.

Faz lembrar a leveza, o encanto e a sagacidade do gato — o faro, a coragem — e o ímpeto do cachorro. Guardou o que mais estimava: a inocência e a virgindade.

De onde lhe veio a força senão da Eucaristia e da Virgem Mãe, Rainha das virgens? Quando o punhal assassino penetrou desapiedadamente em seu corpo, a sua alma se elevou Àquela que é a Mãe de Deus.
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*sacerdote da igreja do Imaculado Coração de Maria, Cardoso Moreira - RJ

Cidades lituanas entronizam Jesus Cristo como Rei

A pequena cidade de Salcininkai, na Lituânia, entronizou “Jesus Cristo como rei de nossa cidade, e declarou solenemente que Ele é seu soberano e protetor” [foto]. As palavras são do prefeito da cidade, Zdzislav Palevic. “Durante este período difícil, quando a crise atinge todo o mundo, o papel de Jesus é importante não apenas para a vida das pessoas, mas também para a vida política e cultural”, proclama o ato de entronização, aprovado por unanimidade pela Câmara de Vereadores local. Salcininkai imitou Vilnius, a capital, primeira cidade do país a entronizar Cristo como Rei da cidade. A pequena nação lituana, que sofreu a opressão da tirania soviética, é agora hostilizada pela União Européia em virtude de sua catolicidade e de sua resistência a leis imorais, como a do chamado “casamento” homossexual.
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(Agência Boa Imprensa)

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Wadi Qadisha ou o Vale santo — Refúgio para os cristãos


Heitor Abdalla Buchaul (*)
O Brasil ao longo de sua história atraiu centenas de povos dentre os quais grande número de libaneses — em sua maioria cristãos. Vieram para este País-continental principalmente devido à perseguição religiosa que sofriam por parte do Império Otomano no final do século XIX e começo do XX.

Hoje existem mais libaneses e descendentes no Brasil (cerca de sete milhões) do que no próprio Líbano (com quatro milhões de habitantes).

Dentre os diversos grupos cristãos libaneses destacam-se os maronitas. Seguidores de um monge sírio do século IV, chamado São Maron, permaneceram ligados a Sé romana não obstante todas as heresias e cismas que grassavam na Igreja Oriental, o que lhes valeu o glorioso elogio do Papa Paulo V, reinante de 1605 a 1621: “Rosas do Carmelo, que pela Graça de Deus floriram no meio dos espinhos da infidelidade”.

Em consequência de tantas perseguições — acentuadas após a época das cruzadas, durante a qual os maronitas libaneses combateram bravamente ao lado dos francos, servindo-lhes muitas vezes como guias —, procuraram habitar lugares isolados e de difícil acesso no famoso Monte Líbano. Lá se situa o belo Vale de Qadisha (ou Vale Santo) [foto no alto]. “É ali que os chefes da Igreja maronita viveram, durante mais de dois séculos, continuando a manter, à sombra do seu claustro, a chama da fé e a lembrança dos francos, seus irmãos do Ocidente”, — afirmou Mons. Dib, bispo maronita do Cairo.

Este vale abre-se como uma larga fenda, de mil metros de profundidade, onde corre o Rio Kadicha (“rio santo”). Sobre as paredes verticais estão alojadas 800 grutas, dificilmente acessíveis, onde viviam piedosos eremitas.

Sendo considerado um dos mais importantes estabelecimentos monásticos cristãos primitivos do mundo, seus mosteiros, alguns muito antigos, estão localizados dramaticamente numa paisagem áspera. Entre os muitos mosteiros e estruturas religiosas que lá se encontram destacam-se os Mosteiros de Qannubin, de Santo Antonio de Qozhaya [foto acima], de Nossa Senhora de Hawqa, de Mar Lishaa (Santo Eliseu) e de Mar Sarkis (São Sérgio) .

Essa história nos move a uma reflexão: Os maronitas, descendentes dos fenícios — que na Antiguidade reinavam sobre os mares — após se converterem ao cristianismo desfrutaram poucos momentos de paz. E pior, são perseguidos pelo modo de vida que adotam, pela ortodoxia que seguem, pela fidelidade a Sé de Pedro. Contudo, a providência Divina não os abandona. São obrigados a deixar seu mítico litoral e naquelas belas montanhas encontram um vale, onde praticamente isolados do mundo, como que aguardam placidamente o dia de sua libertação. Vale santo, solidão oriental, cedros milenares, rios cobertos de espuma, uma espécie de Terra Prometida, onde guardam o tesouro mais importante: uma fé inabalável e uma fidelidade integral à Religião católica.
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(*) Heitor Abdalla Buchaul é colaborar da ABIM

Suprema Corte italiana esvazia decisões de tratados europeus

A Suprema Corte Constitucional da Itália julgou que “carecem de legitimidade” as decisões da Corte Européia para os Direitos Humanos que colidem com o ordenamento constitucional italiano. A sentença Nº 311 saiu pouco depois que esse último tribunal determinou que os crucifixos devem ser removidos das salas de aula italianas. A decisão também diminui a força da Constituição Européia, que entrou em vigor sob o disfarce de “Tratado de Lisboa”. O acórdão pode criar jurisprudência para julgamentos análogos que tramitam em outros países, como a Irlanda, onde os tribunais superiores devem decidir entre as leis nacionais e as decisões de órgãos da União Européia ou do Conselho da Europa.
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(Agência Boa Imprensa)

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

Stat Crux (II)

  • Pe. David Francisquini*
Em artigo anterior, escrevemos sobre a cruz ao longo da História; a cruz como sinal do cristão; a cruz que aponta os mistérios da fé católica, apostólica, romana; a cruz perseguida, diante da qual — genuflexos — adoramos o instrumento da Redenção do gênero humano pelo Homem-Deus.

É pela compreensão do papel do sofrimento e do mistério da cruz e sua aceitação que os homens poderão ser salvos da crise tremenda que se abate sobre a sociedade hodierna. E sua rejeição, por aqueles que permanecerem fechados até o último momento ao seu convite amoroso, poderá lhes acarretar as penas eternas.

Para os servos de Deus, a cruz é arma invencível e barreira que resiste a todos os esforços do inferno. É muito conhecido na História o acontecimento no qual Constantino — em luta contra Maxêncio pelo título de imperador — às portas de Roma viu nos céus uma cruz [pintura abaixo] junto à inscrição In hoc signo vinces (Com esse sinal vencerás).

Tendo colocado a cruz e essa inscrição em seu estandarte, ele triunfou. O local ficou conhecido como Saxa Rubra, pela abundância de sangue derramado. Tornando-se imperador, Constantino aboliu o suplício da cruz, o mais infamante e o mais terrível, no qual padeciam os piores criminosos. E, a partir daquela data — 28 de outubro de 312 —, ninguém mais seria crucificado.

Depois de Nosso Senhor Jesus Cristo ter sido morto no madeiro da cruz, esse símbolo tornou-se o mais nobre, o mais elevado e o mais precioso da História. Como de uma árvore veio o pecado de nossos primeiros pais Adão e Eva, de outra árvore veio a salvação. Ela representa o verdadeiro escudo contra as potestades infernais.

Ao abolir tais símbolos — como propõe o novo Programa Nacional de Direitos Humanos —, o Estado leigo afirma não professar religião e postula a vida social desvinculada do fator religioso. Trata-se na realidade de confessionalismo ideológico e agnóstico, pois equivale a dizer: “Como você tem uma convicção, uma religião, não pode impô-la a mim. Mas eu Estado, todo-poderoso, agnóstico e ateu, posso impor a minha a você. Nós divergimos, mas quem tem razão sou eu, pois tenho a mente livre e não atada por dogmas religiosos!”

Na verdade, parece tratar-se mais de um bizarro Estado dito democrático e pluralista, no qual só os ateus e agnósticos têm o direito de falar e modelar leis e costumes segundo seus princípios. Seria essa a nova ditadura na qual os “dogmas” do laicismo seriam impostos a todos?

Se hoje nas escolas, nas repartições, nos prédios e nos lugares públicos a cruz de Cristo não pode aparecer, amanhã, em nome do mesmo princípio, os pais não poderão ensinar a Religião, pois violariam a opção livre de seus filhos. Até aonde chegará a ousadia do Estado moderno? ________________
*sacerdote da igreja do Imaculado Coração de Maria, Cardoso Moreira - RJ

Católicos crucificados no Sudão

Bandos de guerrilheiros incursionam nas regiões cristãs do Sudão e crucificam católicos. Um deles foi cravado numa árvore e mutilado, outros seis foram pregados em madeiros, jogados no chão e mortos. Os cadáveres foram recuperados perto da aldeia de Nzara [na foto, católicos de tal aldeia]. Os guerrilheiros irromperam durante uma novena na igreja de Nossa Senhora da Paz, em Ezo, sul do país, profanaram a hóstia consagrada e o altar, e invadiram o prédio anexo, escravizando 17 pessoas, na maioria jovens. O ataque ocorreu na última festa da Assunção de Nossa Senhora. “Os atacantes claramente queriam fazer mal ao povo, porque sabiam que ele estava rezando, disseram as testemunhas”. Atacados por todos os lados, os católicos perseveram e se multiplicam, com o auxílio da graça divina. Rezemos por eles.
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Agência Boa Imprensa

Acadêmicos pleiteiam tirar Oscar de Al Gore

Dois membros da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood pediram que seja retirado de Al Gore o prêmio Oscar concedido pelo documentário An inconvent truth (Uma verdade inconveniente) de 2007. Roger L. Simon e Lionel Chetwynd sentiram clima favorável para desafiar Hollywood, após a revelação de fraudes científicas na Universidade de East Anglia (Inglaterra) visando provar a tese do “aquecimento global de origem humana”. Para os acadêmicos, o filme está fundamentado em erros sobre o clima. O documentário foi proibido nas escolas pela Corte Suprema da Inglaterra, porque contém pelo menos 11 erros graves que prejudicam os alunos. Segundo o Prof. José Carlos Azevedo, ex-reitor da Universidade Nacional de Brasília, os erros crassos chegariam a 35.
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Agência Boa Imprensa

domingo, 24 de janeiro de 2010

Diretora de “clínica da morte” renuncia após ver aborto

Abby Johnson [foto], diretora da clínica de aborto da Planned Parenthood no Texas (EUA), renunciou após certificar-se do assassinato de uma criança no seio materno, por meio de aborto, quando assistia um vídeo elaborado com ultrassom: “Quando vi, só pensei que não podia fazer mais isso. Eu não queria carregar essa culpa no coração. Passei por uma conversão espiritual”. A ex-diretora aderiu à associação pró-vida Coalition for Life. Shawn Carney, diretor do grupo, declarou: “Isto é de longe a coisa mais incrível que aconteceu à ‘Coalition for Life’ em toda sua história… graças a Deus!”. David Bereit, diretor nacional da campanha 40 Days for Life, afirmou que a conversão de Abby “demonstra a importância das orações e de uma presença ativa diante das clínicas de aborto”. A Planned Parenthood está fechando clínicas, por falta de “clientes” e dinheiro, sobretudo onde há campanhas como 40 Days for Life.
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Agência Boa Imprensa

Religião ambientalista substitui velho comunismo

“Foi inventada uma nova religião: o ambientalismo” –– afirmou Ian Plimer [foto] no “Independent Weekly”, semanário do sul da Austrália. E acrescentou que essa pseudo-religião preenche o vazio aberto pela crise do socialismo: “É uma religião fundamentalista, que pratica o culto da natureza. Tem seus sumos sacerdotes como Al Gore, e seus livros santos como os relatórios do IPCC. Como muitos adeptos religiosos, poucos deles leram alguma vez de ponta a ponta e entenderam o que dizem esses livros sagrados. Ela [a religião do ambientalismo] seduz, anunciando calamidades apocalípticas se não mudarmos de caminho. Seu credo é repetido interminamente, e uma nova linguagem foi inventada. São silenciados a lógica e os dados que a contradizem ou provocam dúvidas. E os heréticos são destruídos com métodos inquisitoriais”.
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Agência Boa Imprensa

Stat Crux


Pe. David Francisquini*
Para falar da cruz não vou remontar à árvore da graça no Paraíso, nem sua passagem através da ponte do rei Salomão para Jerusalém até a escolha desse lenho para a crucifixão de Nosso Senhor Jesus Cristo. Além de a tarefa ser árdua, seria muito longa.

Na linguagem moderna e quase irreverente do publicitário Alex Periscinotto, em palestra proferida aos bispos do Brasil (1977), a cruz se tornou o primeiro e o mais feliz dos ‘logotipos’. Sempre presente no alto das torres, a cruz permite identificar que ali existe uma igreja católica.

Como fora escondida depois do mistério da morte de Cristo, a História registra sua descoberta em Jerusalém no ano de 326, por Santa Helena (na pintura, à direita), mãe de Constantino (à esquerda). A partir de então, a devoção à cruz difundiu-se tão rapidamente, e antes de se encerrar o século, surgiu o hino Flecte genu lignumque Crucis venerabile adora (genuflexo, adora o venerável lenho da Cruz).

De alguns lustros para cá, vem surgindo aqui, lá e acolá um debate sobre a presença de símbolos religiosos, sobretudo da cruz, em lugares ou repartições públicas tais como escolas, hospitais, câmaras legislativas, prefeituras e mesmo no Judiciário.

Por exemplo, recente acórdão judicial obrigou a construção de uma sala-mesquita para alunos muçulmanos num bairro de Berlim, pois a Constituição alemã proíbe toda manifestação religiosa nas escolas. Em 1995, uma Corte anulara a legislação bávara que permitia fixar crucifixos nas escolas públicas.

Na Itália, a questão vem se repetindo. Como os Estados não se envolviam diretamente na proscrição e na retirada desses símbolos em tais lugares, a Corte Européia de Direitos Humanos de Estrasburgo decidiu contra o uso de crucifixos em salas de aula na Itália.

Quando a autoridade judicial determina a retirada dessas insígnias, costuma causar descontentamento geral, pois apesar de o Estado ser laico e defender a liberdade religiosa, a maioria dos cidadãos que compõem tais Estados, como na Itália, são católicos.

É muito estranho que um costume milenar arraigado na alma dessas nações, seja bombardeado por minoria perturbadora e intolerante ao querer impor suas idéias. Por toda a parte, como por exemplo em Roma, sede do cristianismo. Afinal, por que tanto ódio à cruz?

Nosso Senhor Jesus Cristo morreu pregado numa cruz, no alto do Monte Calvário, em Jerusalém. Nessa ocasião ocorreu a Redenção do gênero humano, ou seja, Ele imolou-se pela humanidade e abriu as portas do Céu, até então fechadas pelo pecado de nossos primeiros pais.

A partir de Jerusalém, os Apóstolos pregaram o Evangelho. E São Paulo afirmava alto e bom som: “Eu só sei pregar a Cristo e Cristo Jesus crucificado”. Os povos converteram-se ao cristianismo, da Europa e posteriormente das Américas, e o catolicismo hoje conta com mais de um bilhão de fíéis.

A Religião católica tornou-se oficial em muitas nações. Reis e imperadores carregaram a Cruz no alto de suas coroas, estamparam-na sobre seus estandartes e viveram séculos sob a influência benfazeja de nossa santa Religião. A cruz tornou-se o sinal do cristão, e indica os principais mistérios da nossa fé.
Pretendo dar continuidade ao já exposto num próximo artigo.
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*sacerdote da igreja do Imaculado Coração de Maria, Cardoso Moreira - RJ

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

“Isto é o meu corpo”


Pe. David Francisquini (*)
Instituições, cerimônias, manifestações de piedade surgidas misteriosamente pela ação da graça divina foram registradas na História da Igreja. A parábola evangélica que compara o Reino de Deus – a Igreja Católica – ao grão de mostarda pode-se aplicar aqui. A menor das sementes ao germinar e crescer torna-se a maior de todas as hortaliças, a tal ponto que as aves do céu podem fazer ninhos em seus ramos.

Com a vinda do Espírito Santo, a Igreja – minúscula comunidade em Jerusalém – difundiu-se por toda parte, à semelhança de imensa árvore que estende seus galhos. Um aspecto da ação do Espírito Santo na Igreja e nas almas é a devoção ao Santíssimo Sacramento. Com aquele grupinho reunido com Nosso Senhor Jesus Cristo no Cenáculo, na Quinta-feira Santa, passou-se algo de transcendental importância.

O Divino Mestre instituiu o Sacramento da Eucaristia, ao mesmo tempo em que tornou-se presente aos homens sob as espécies eucarísticas do pão e do vinho consagrados no sacrifício da Nova Lei, a santa Missa. Essa semente de vida teve tamanha força de expansão que a Eucaristia foi colocada no centro da vida cristã. E tendo Ela fecundado, fez desabrochar a civilização católica, cujo apogeu se deu na Idade Média.

A Igreja lançou raízes profundas nos povos e é inegável que a civilização cristã deitou benfazeja influência na Terra inteira. No momento mesmo em que seria traído, no ápice de sua aparente derrota, Nosso Senhor Jesus Cristo obtinha a vitória, pois ali o Homem-Deus nos cumulou com o Sacramento do divino amor: “Isto é o meu corpo”, “Este é o cálice do meu sangue”.

Para enriquecer o culto sagrado e preservar o Sacramento da Eucaristia de abusos, profanações e sacrilégios, surgiram costumes, leis e normas. O que transparece em torno de tais normas é o respeito, a compostura, o espírito de piedade e devoção, todo um modo de agir e de ser que atestam a nossa fé e o nosso amor na presença real de Nosso Senhor na Hóstia consagrada.

Tudo feito com precisão, dignidade e elevação, pois se trata do culto ao verdadeiro Deus. Exemplos de culto eucarístico são as genuflexões, os ricos e adornados sacrários, os ostensórios, os cálices, as âmbulas e as tecas para levar a comunhão aos enfermos. E até mesmo as patenas, utilizadas para evitar a queda de hóstias e de seus fragmentos no momento da distribuição da comunhão as fiéis.

Aspecto mais belo e tocante do culto divino é a bênção solene do Santíssimo Sacramento. Doze velas são acesas no altar, seis de cada lado do sacrário. A sagrada Hóstia é colocada num rico ostensório. O sacerdote usa paramentos solenes, como a sobrepeliz, a estola, o pluvial e o véu umeral. Ele sustenta o ostensório e traça grande cruz sobre os fiéis ajoelhados, e depois reza e canta hinos de adoração.

Enquanto isso, um acólito com o turíbulo incensa o Santíssimo Sacramento, enchendo o ambiente com um aroma perfumado que acaba por dominar suavemente todo o recinto. Aquela fumaça branca e odorífica se impregna na igreja inteira, podendo ser sentida até fora do edifício da Igreja.
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Sacerdote da igreja do Imaculado Coração de Maria –– Cardoso Moreira (RJ)

Polícia encontra cadáver de homem falecido há seis meses

A agência de notícias “APA” noticiou que um aposentado de Salzburgo, Áustria, foi achado morto diante de seu televisor ligado. “Ele estava no sofá da sala, com a TV ainda funcionando. Parece que morreu em março”, disse o policial Rudolf Feichtiger apontando para a programação da TV do dia 12 de março, ainda aberta sobre o sofá. O cadáver só foi descoberto porque o condomínio ligou para a polícia após todo esse tempo de sumiço. A polícia de Salzburg encontrou também o corpo de uma anciã, morta em seu apartamento um ano e meio antes. Cenas macabras típicas de uma sociedade em que a família está desagregada.
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Agencia Boa Imprensa

domingo, 17 de janeiro de 2010

Ecologistas radicais pedem o extermínio da humanidade

Grupos radicais anti-vida estão explorando o pânico gerado pelo alarmismo ecologista. Numa reunião de cúpula paralela em Barcelona, a humanidade foi transformada em réu, segundo as informações de “El País”. De acordo com Roger Martin [foto acima], da Optimum Population Trust, ONG que postula a limitação da população mundial, o planeta tem cidadãos demais “emissores de CO2”.

O teorizador Paul Ehrlich [foto à esquerda], da Universidade de Stanford, pediu uma radical diminuição da humanidade, apelando a controles planetários da natalidade. Defendeu ser “insensato que EUA tenha 280 milhões de habitantes. Não precisamos de mais que 140”. Afirmou ser muito difícil reduzir a população por “métodos humanitários”, e atacou os políticos que temem reduzir a população para não serem acusados de defensores do eugenismo nazista. Na ocasião, Ehrlich recebeu do governo da Catalunha o prêmio Ramon Margalef de ecologia. E Roger Martin defendeu a tese absurda de que “cada casal que decide ter um terceiro filho ameaça o equilíbrio ambiental”.

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Agencia Boa Imprensa

O submarino comunista

Pe. David Francisquini (*)


Como sabemos, em Cuba mantém-se o regime marxista-leninista clássico. Castro, depois de tomar o poder pelas armas e instalar o paredón, “reelegeu-se” desde 1959, até o momento em que problemas de saúde obrigaram-no a entregar o poder a seu irmão.

Por sua vez, o venezuelano Hugo Chávez e seus companheiros bolivarianos –– Correa no Equador, Morales na Bolívia, Lugo no Paraguai, Ortega na Nicarágua –– tornaram-se coadjuvantes de Cuba. Logo atrás, com variadas velocidades, caminham na mesma direção Lula, o casal Kirchner, Bachelet e outros dirigentes latino-americanos.

Assim, a América Latina –– continente de maior população católica do mundo, esperança da Igreja no futuro –– vê-se diante da triste e ameaçadora realidade do “socialismo do século XXI”, que não é senão uma adaptação do antigo comunismo ateu, materialista, violento, sanguinário e persecutório. O submarino comunista voltou à tona e ameaça tragar um continente inteiro.

Tudo ia caminhando, quando um pequeno país, Honduras, percebendo o rumo trágico que seu dirigente ia dando à nação, levantou-se como o pequeno David diante do gigante Golias. E com o apoio de todas as forças vivas daquela nação, suas autoridades puseram para fora do governo o presidente “chavista” Manoel Zelaya. Pois este, com o apoio escancarado de Hugo Chávez, violara gravemente a Constituição do país.

Embora se intitulem democratas e promovam constantes eleições e referendos para mascarar suas tiranias e se perpetuarem no poder, os “chavistas” reprimem tudo o que se lhes oponha. Ao mesmo tempo eles estatizam a economia, promovem a “idolatria” de seus chefes, amordaçam a imprensa, perseguem seus opositores e implantam leis cada vez mais atentatórias à moral cristã e ao Direito natural, numa ruptura com o passado de seus povos. São leis como o divórcio, o aborto, a eutanásia, o pseudo-casamento homossexual, além de pesquisas com células-tronco embrionárias. E, no campo sócio-econômico, luta de classes, Reforma Agrária confiscatória, estatização das empresas, atiçamento dos índios contra os brancos, discórdias raciais, impostos extorsivos, descriminalização das drogas, sem falar do controle do Estado em todos os campos, como na educação e na saúde.

Assim como a Áustria, ocupada pelos soviéticos no fim da II Grande Guerra mundial, só conseguiu expulsar os invasores mediante a recitação do santo rosário, numa verdadeira cruzada de oração à Maria Santíssima, rezemos também Àquela que é “terrível como um exército em ordem de batalha” para que nos liberte da presente ameaça que nos circunda.

Que Nossa Senhora de Guadalupe, Padroeira das Américas, proteja Honduras e todo nosso continente de tal perigo.
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* Sacerdote da igreja do Imaculado Coração de Maria –– Cardoso Moreira (RJ)