Causou espanto o livro oficial sobre a História do Partido Comunista Chinês, 1949-1978, publicado por ocasião dos 90 anos do partido. Ele silencia dezenas de milhões de assassinatos cometidos para a implantação da utopia socialista. “Não menos de 60 milhões”, disse Frank Dikötter [foto], da Universidade de Hong Kong. Entre dois e três milhões de proprietários foram mortos em 1949-51 em decorrência da reforma agrária e de reformas análogas. Na Campanha Anti-Direitista de 1957, mais de 550 mil intelectuais foram torturados e enviados para campos de trabalho onde muitos morreram. O novo livro ensina que esses morticínios foram “necessários e corretos”. Sobre o Grande Salto Adiante, de 1958-62, o livro só constata que a população caiu em 10 milhões de habitantes. O presidente da China, Hu Jintao, apadrinhou a equipe encarregada de suprimir fatos ou interpretações indesejáveis dessa história. Essa é a China que hoje tenta seduzir o Ocidente.
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Agência Boa Imprensa
sábado, 19 de novembro de 2011
China mascara passado de crimes em história oficial
domingo, 13 de novembro de 2011
“Como se fabrica uma revolução”
Heitor Abdalla Buchaul (*)
O conferencista externou a erudição de um laureado pela Academia Francesa e a incontestável segurança de quem viveu todo o processo da revolução iraniana, explicando com riqueza de detalhes como, de um país aberto à civilização ocidental, o Irã tornou-se o foco por excelência do terror islâmico que assola os nossos dias.
O público presente — composto de vários membros da nobreza europeia, intelectuais e políticos — ouviu com profundo interesse todo o desenrolar da trama que transformou o então desconhecido Khomeini em “líder” de uma revolução que acabaria por eliminar a milenar monarquia persa. Segundo o conferencista, com a ajuda da imprensa ocidental e de renomados intelectuais de esquerda, uma falsa biografia do aiatolá foi elaborada para “transformado-o em pai de mártir, filho de mártir e ele mesmo vítima do regime imperial”, o que era totalmente contrário à realidade.
Confortavelmente instalado em Paris, Khomeini recebeu todo o apoio estratégico e material que culminou com o seu retorno triunfal ao Irã. O Prof. Nahavandi salientou que nessa época foi inaugurada a prática do assassinato em massa como tática revolucionária para aterrorizar a população e desestabilizar o país, dando o exemplo concreto de um cinema que foi incendiado quando passava um filme dedicado ao público infantil, ocasião em que morreram mais de 472 pessoas, em sua maioria crianças.
Muitos fatos narrados na conferência lembram o momento em que vivemos, que quase todo mundo islâmico foi atingido pela chamada "Primavera árabe". Esta, sob o pretexto de instaurar a democracia, vem transferindo o poder de ditadores laicistas para islâmicos cada vez mais radicais. E assim como há mais de 30 anos no Irã, o apoio ocidental vem sendo novamente decisivo para a ascensão ao poder da teocracia muçulmana.
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(*) Heitor Abdalla Buchaul é colaborar da ABIM
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sábado, 29 de outubro de 2011
Líbia “libertada” adotará sharia como base do novo governo
Nilo Fujimoto (*)
O líder do Conselho Nacional de Transição (CNT) da Líbia, Mustafa Abdel Jalil, disse após a confirmação da morte do ditador Muamar Kadafi que a sharia (lei islâmica) deve ser a base para o novo governo da Líbia. “Qualquer lei que contradiga a sharia islâmica é nula e vazia, legalmente falando".
Irônicamente Jalil proclama a Líbia “oficialmente libertada”. Caiu o véu que escondia o verdadeiro rosto dos “Indignados” da “Primavera Árabe” contrariando o suposto movimento rumo à democracia propalado pelos governos do mundo inteiro – (ONU), OTAN e Obama que proporcionaram decisivo apoio militar – e , como não poderia deixar de faltar, pela mídia.
A nova era da “Líbia libertada”, democrática, pluralista e laica (sublinho laica) nasce sob a égide da execução sumária do ex-ditador sob o olhar complacente – e quem sabe cúmplice – do Ocidente. Sem julgamento, sem acusação, sem proporcionar os direitos basilares de qualquer democracia que preze caracterizar-se por tal: o Princípio do Contraditório e da Ampla Defesa.
Desse modo, – pelo dedo se conhece o gigante – os supostos defensores de uma “democracia” nascente expõem a substância de que são constituídos os elementos mais notórios dos rebelados: o islamismo radical.
Vai se delineando a figura de um gigante, que desde as gloriosas Cruzadas estava adormecido. Estará ele despertando numa “primavera”? “Qui vivra verá”, quem viver verá ou o tempo dirá.
(Fonte: CNT diz que lei islâmica será a base de novo governo da Líbia. (http://ultimosegundo.ig.com.br/revoltamundoarabe/cnt-diz-que-lei-islamica-sera-a-base-de-novo-governo-da-libia/n1597312909919.html)
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Nilo Fujimoto é colaborador da Agência Boa Imprensa
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terça-feira, 18 de outubro de 2011
Indignação contra a farsa dos “indignados”
O que está por detrás desse “espontâneo” movimento que
começa a se manifestar pelo mundo inteiro? Sua mais recente — e indignante — manifestação
em Roma foi principalmente voltada contra Deus e a Virgem Santíssima com a
profanação de imagens, revelando assim seu ódio contra a ordem católica das
coisas.
Abel de Oliveira Campos (*)
Ele mostra o sacrílego atentado contra
uma imagem de Nossa Senhora de Lourdes, levado a cabo durante as manifestações
dos tais “indignados” (foto). Houve também destruição de crucifixos. É
para manifestar ódio contra Deus que eles estão se aglutinando? Tudo leva a
crer que sim.
As suas manifestações “espontâneas” se
multiplicam, segundo a mídia, por quase todas as partes do mundo. E circularam
notícias — depois desmentidas — de que o grande financiador desse movimento
seria o Dr. George Soros, arquimilionário investidor mundialmente conhecido.
De fato, manifestações como essas têm
uma “espontaneidade” muito bem organizada. E muito bem financiada. É o que se
deduz do depoimento de Vanessa Zettler, jovem manifestante brasileira residente
nos EUA e que faz parte do movimento “Ocupe Wall Street” em Nova York
“O comitê de comida oferece alimentação de graça [...] As pessoas que doam
alimento e dinheiro são as que [...] não podem estar aqui”, disse ela
(“Folha de S. Paulo”, 12-10-2011).
Curioso, não? Talvez a nossa
compatriota tenha sido sincera demais... Primeiro ela fala da existência de um “comitê
de comida”, o que pressupõe organização. Do contrário cada qual levaria seu
lanche. E depois diz que os doadores “não podem estar aqui”? Por que
não podem aparecer? O que está sendo escondido de nós nessas manifestações? É
mais um enigma que fica no ar, à espera de explicação.
Nos recentes atos de vandalismo sacrílego em Roma, ao quebrarem
crucifixos e imagens de Nossa Senhora — como mostra o citado
clipe — os “indignados” se desmascararam.
As aspirações comunistas e anarquistas
dos organizadores do Fórum de São Paulo e dos chamados Fóruns Sociais não estão
tão distantes dessas manifestações. É a velha esquerda que tenta sair da tumba,
depois da depressão sofrida com a queda do Muro de Berlim e o rasgar da Cortina
de Ferro, acontecimento este considerado tanto por Gorbachov quanto
por Putin como “o maior desastre geopolítico do século XX”. Só que, para
reerguer-se e tentar tirar do letargo as suas bases desanimadas e desnorteadas,
a esquerda precisa se radicalizar e mostrar-se de corpo inteiro. Mas, ao
fazê-lo, ela assusta e afasta aquela imensa parcela do centro, indispensável
para a sua vitória.
Todo o mundo está realmente farto com o
que a esquerda tem feito. A começar por expoentes da política brasileira que
estão no cume do poder, passando pelos da União Europeia e terminando com Obama,
que com sua política ambígua favorece habilidosamente aquilo que parece atacar.
E agora, num golpe de mágica, os que
deveriam ser objeto da verdadeira indignação estão se apresentando como
“indignados”... É outra farsa da esquerda que surge no horizonte.
É bom negócio para eles tomar a
bandeira que deveria ser levantada contra si próprios por terem criado no mundo
a situação de absurdo socialista, corrupção e desordem na qual vivemos. Eles
canalizam assim, velhacamente, esse imenso DESCONTENTAMENTO pelo qual eles
foram os responsáveis. Sua atitude assemelha-se à do ladrão que, após o roubo,
grita “Pega ladrão”, a fim de desviar as atenções para outra direção...
Não excluímos que em meio a essas
manifestações possa haver pessoas enganadas e de boa fé, exasperadas com a
atual onda de corrupção que invade o mundo. Entretanto elas fazem o papel de inocentes
úteis, para fins que ignoram. E na medida em que forem esclarecidas, se de fato
estiverem de boa fé, deverão cair em si e retroceder.
Bom, não poderiam faltar alguns bispos
esquerdistas que já estão apoiando esse movimento. Não vou citar nomes, basta
ler os jornais.
Em 1990, quando caiu o Muro de Berlim e o mundo
se deu tardiamente conta do horror do regime comunista, o Prof. Plinio Corrêa
de Oliveira, na qualidade de presidente do Conselho Nacional da TFP, levantou a
bandeira da verdadeira INDIGNAÇÃO. E o fez por meio do manifesto — publicado em
vários jornais do País e do Exterior — intitulado Comunismo e
anticomunismo na orla da última década deste milênio. A TFP apresenta uma
análise da situação – no mundo – no Brasil.
O mesmo pode ser encontrado no seguinte endereço: http://www.pliniocorreadeoliveira.info/1990-02-14%20-%20Comunismo%20e%20anticomunismo%20na%20orla.asp
Convido-o, leitor, a fazer uma atenta
leitura desse memorável manifesto, que em sua época alcançou grande repercussão
no mundo inteiro. Publicado há mais de 20 anos, é mais atual do que nunca. Tire
bom proveito dele. E algumas lições para analisar o que estamos começando a
presenciar.
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(*) Abel Campos é colaborar da ABIM
(*) Abel Campos é colaborar da ABIM
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domingo, 9 de outubro de 2011
Meio século de espera
Meio século de espera
Nilo Fujimoto
Você gostaria de viver num paraíso onde liberdade é apenas um sonho, onde todos são iguais (na miséria e no infortúnio) exceto os “mais iguais que os outros” e a fraternidade é o conluio entre os dirigentes.
Cuba é esse paraíso, a ilha da fantasia do socialismo latino-americano para o qual alguns se dirigem apenas de passagem, óbvio, para prestigiá-la e privar com “el comandante” e receber seus “conselhos” e os “bons” influxos de um ambiente resultante da aplicação brutal do ideal comunista.
No outro extremo, a realidade dos “proletários unidos” é outra, como se pode deduzir da notícia publicada na Folha de São Paulo ( 29/9/2011), sob o título “Cuba autoriza comercialização de carros”. Diz o vespertino que, com a edição digital da Gazeta Oficial (www.gacetaoficial.cu) de 28 de setembro último, o pobre “endinheirado” cubano poderá – após um espera de meio século (!) – realizar o que qualquer pessoa nos países não comunista pode: a livre comercialização de um simples veículo.
Segundo a reportagem da Folha, a lei estabelece que “quem comprar ou vender carros na ilha deverá pagar um imposto de 4% sobre o valor do veículo. Os consumidores ainda deverão apresentar uma declaração de que o dinheiro usado para a compra foi obtido de forma legal. Até agora, apenas carros fabricados antes da revolução de 1959 — em sua maioria, americanos — podiam ser comercializados em Cuba. Com a mudança, não haverá restrição de ano ou modelo para a compra, e será permitido que cada cidadão adquira mais de um carro.”
Triste situação a de nossos infortunados irmãos cubanos. Se não há nada para invejar do paraíso cubano, devemos sim recear a ditadura anunciada pelos dirigentes de esquerda no Brasil. Num passado não muito distante houve grupos armados que justificaram seus atos de terrorismo e formação de guerrilha arguindo não suportar viver em regime ditatorial. Porém, o que hoje não querem confessar – e estão ocupando atualmente as mais altas esferas políticas e sociais – é que a derrubada daquele regime tinha como meta o estabelecimento de um regime nos moldes cubanos e houvera logrado realizar não fosse a atuação de forças vivas anticomunistas.
Ocupou o Prof. Plinio Corrêa de Oliveira um lugar de inegável destaque no panorama nacional e internacional como líder e orientador, intrépido na trincheira polêmica, paladino da luta anticomunista. Nossas homenagens pela passagem do décimo sexto ano de seu falecimento ocorrido em 3 de outubro de 1995. Maior homenagem, seguramente, é seguir defendendo os ideais por ele proclamado com tanta galhardia.
quinta-feira, 29 de setembro de 2011
Até que a morte os separe
Padre David Francisquini (*)
Ao criar o homem, Deus disse: “É bom que não viva só; façamos para ele uma companheira”. Estava constituído pelo Criador o primeiro casal, e assegurada, a partir desse núcleo social, a propagação da espécie humana. Vivendo em sociedade, os homens educariam retamente sua prole, preparariam os caminhos para a salvação, e gozariam por fim da eterna bem-aventurança na pátria celeste.Com efeito, este primeiro casal simbolizava a família monogâmica e indissolúvel criada por Deus, a qual se tornaria o fundamento indispensável e nobilíssimo da sociedade na qual os homens deveriam viver. E o próprio Cristo Nosso Senhor recordou aos judeus que, com a sua vinda, as coisas voltariam a ser como no início.
Se Moisés, à época, deu permissão ao libelo de repúdio dos homens às suas mulheres, foi em razão da dureza daqueles corações, pois “não separe o homem aquilo que Deus uniu”. Na verdade, a convivência entre um homem e uma mulher pelo matrimônio indissolúvel exige de ambos um completo domínio, pois o casamento é para sempre, ou seja, até que a morte os separe.
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| Bodas de Caná - Tintoretto (1518-1594) |
Com tais atributos, o matrimônio deve ser edificado sobre a rocha inabalável da fé, dos bons costumes, da prática de nossa santa religião, da frequência constante e persistente dos sacramentos — sobretudo da confissão e da comunhão —, e da devoção a Sagrada Família, modelo de virtudes para todos os membros da família.
Caso contrário, o casamento desmoronará no primeiro obstáculo que sobrevier ao casal, como vem acontecendo de maneira crescente em nossa sociedade neopagã, na qual ele passou a ser construído sobre a areia movediça do sentimentalismo romântico, uma paixão desordenada que priva a pessoa da visão clara e objetiva das coisas.
Em próximo artigo, pretendo falar sobre o papel de São José, modelo exímio de todas as virtudes que os pais devem admirar e assimilar em suas vidas no governo familiar. Enquanto as mães poderão encontrar na humilde Virgem de Nazaré, Mãe de Deus e Mãe das mães, o exemplo das mais sublimes virtudes para enaltecer o seu lar com dignidade e heroísmo de uma verdadeira mãe cristã.
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(*) Sacerdote da igreja do Imaculado Coração de Maria, Cardoso Moreira - RJ
sábado, 24 de setembro de 2011
CANSAÇO
Leo Daniele (*)
O suspense cansa.
Imaginemos um carro à beira do precipício. Um verdadeiro
abismo com todas as suas características, inclusive o convite gritante para a
ação da força da gravidade. O vazio sobe no nosso peito, nos incomoda, o
impacto do episódio nos impressiona. E se …? O motorista do carro, entretanto,
está despreocupado. Os passageiros também. Mas a tragédia é para dentro de
segundos.
Digamos que a cena seja a ilustração com a qual abrimos
todos os dias nosso computador (que mau gosto, não?). Ao cabo de um ano, a
ilustração só impressiona visitantes. Para nós, apenas causa bocejos. Ficou
rotineira.
Hoje, como numa dança macabra, a tragédia se repete sem
parar numa escala mundial. São desastres atrás de desastres. Filhos matam seus
pais, mães assassinam seus filhos (nem estou falando do aborto). Professoras
escandalizam seus alunos. A moralidade se precipita, como o carro do início
deste artigo. Os homossexuais pretendem “casar-se”. O mais alto edifício de
mundo é derrubado por terroristas (lembra-se?). Terroristas massacram 20 ou 50.
Em alguma parte do globo, a cada 5 minutos acontece o martírio de um católico,
segundo li neste mesmo site.
E as pessoas que deveriam dar brados de alerta, ter lágrimas
de pranto, soltar clamores de indignação, bocejam.
Contribuem para o cansaço geral, limitando-se a dizer de vez
em quanto: “É lamentável…” E ficam por aí. Eu também fico por aqui. A opinião
pública assiste, cansada.
“Quais as causas dessa ingenuidade obstinadamente cega, que
penetrou em tantos, grandes ou pequenos, cultos ou ignorantes, moços ou
velhos?”, perguntava, nas páginas da Folha de S. Paulo, Dr. Plinio Corrêa de Oliveira em 1968 (28
de agosto).
O fenômeno é o mesmo. Ele responde: “É o cansaço, o terrível
cansaço de ser lógico, sério, coerente e arguto”. Sim, estaremos cansados, o
excesso de informações na internet, imprensa, rádio, TV, continuando a produzir
esta estafa.
Mas convém ter presente que o autor afirma, no mesmo artigo:
“Pode-se dizer que em muitas guerras ou tensões internacionais, ganhou quem,
até o fim, não se deixou penetrar por esse amolecimento fatal”.
Sejamos um destes. Sacudamos o torpor. O momento presente
no-lo pede. Nossa Senhora nos ajudará.
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(*) Léo Daniele é colaborar da ABIM
sábado, 17 de setembro de 2011
Tradição conduz novamente o Colégio de São Bento (RJ) ao topo do Enem
Nilo Fujimoto (*)
Não é novidade. O primeiro no ranking do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) pela quarta vez em 6 anos do ENEM é o Colégio de São Bento, no Rio de Janeiro*.
Com 153 anos de existência, sempre sob a mesma orientação de princípios no ensino, a instituição vem mantendo a tradição admitindo apenas meninos em seus cursos. Certamente por entender que a desigualdade deve ser respeitada, meninos e meninas têm capacidades, interesses e aptidões diferentes.
Essa distinção possibilita a criação de um ambiente em que os homens podem desenvolver suas qualidades como confirma o ex-aluno Henrique Rondinelli, agora destacado aluno do curso de Direto da UFRJ: “Tínhamos mais liberdade para brincadeiras de garotos, o que fazia com que a gente se sentisse muito bem, inclusive com professores e funcionários. Acho que se entrar menina, esse encanto se quebra.”
A disciplina e a cobrança do cumprimento do regulamento interno é um dos elementos indispensáveis para a formação vitoriosa: nove aulas por dia, das 7h30 às 17h30 de segunda a sexta, e provas em todos os sábados. Somando-se a matérias comuns a todas as escolas, o Colégio de São Bento oferece aulas de conteúdo cultural, como história da arte, apreciação musical, cultura clássica e até mesmo teologia.
Pois, então, é o respeito às desigualdades entre os sexos – suas aptidões, qualidades e dinamismos –, a observação do equilíbrio na aplicação da disciplina e das cobranças e o primoroso conteúdo de matérias – inclusive religioso – que constituem os elementos para a boa educação e sucesso da instituição. (*) Cfr.: G1, 12/9/2011, “Colégio de São Bento, no Rio, volta ao topo do ranking do Enem no país”
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(*) Nilo Fujimoto é colaborar da ABIM
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quarta-feira, 14 de setembro de 2011
Stalinismo: fossa comum com os restos de 495 pessoas
Hélio Dias Viana (*)
Quando será estabelecida uma Nurenberg para julgar os casos das vítimas do comunismo? – Eis uma nova e estarrecedora descoberta.
Stalinismo: fossa comum com os restos de 495 pessoas
Giovanni Bensi, “Avvenire”, 17 julho de 2010
MOSCOU
A macabra descoberta ocorreu no corrente mês, mas sua confirmação só chegou agora: trata-se de esqueletos de nada menos 495 pessoas, a maioria com sinais de disparo na nuca, e de umas 3,5 toneladas de outros ossos, trazidos à luz numa fossa comum por operários empenhados em trabalhos na estrada.
O prefeito de Vladivostok emitiu um comunicado, no qual afirma que “a hipótese de que os restos pertencem a vítimas da repressão está confirmada”. As vítimas, segunda conclusão da perícia, foram mortas presumivelmente durante o “grande terror” dos anos 30 do século passado, quando milhões de cidadãos soviéticos foram fuzilados ou eliminados nos campos de trabalhos forçados siberanianos do Gulag, do qual Vladivostok era um centro de desova. Agora os restos serão sepultados num memorial.
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(*) Hélio Dias Viana é colaborar da ABIM
quinta-feira, 8 de setembro de 2011
Fará a Turquia justiça aos cristãos?
Heitor Abdalla Buchaul (*)
Devemos salientar, antes de tudo, que os católicos latinos não estão abrangidos pelo decreto-lei acima citado.
A Federação Armênia pela Justiça e Democracia comenta a decisão do governo Turco: “Não nos enganemos: se a Turquia quer devolver os bens outrora pertencentes às minorias, não é por um desejo brusco de Justiça, mas por uma injunção da Corte Europeia de Direitos Humanos e a pedido do Congresso americano [...]. Continuam em vigor as leis promulgadas por Ataturk [presidente turco que criou a Turquia moderna] logo depois do genocídio armênio, impedindo os refugiados armênios oriundos da Turquia de retornarem às suas cidades ou aldeias natais“.
A lei de 20 de abril de 1922 prevê o confisco na Cilícia de todos os bens pertencentes às pessoas que deixaram a região.
A lei de 25 de abril de 1923 estende o confisco a todos os armênios, quaisquer que fossem os motivos ou a data de sua saída do país.
A lei de setembro de 1923 proíbe em seu artigo 2o. o retorno dos armênios à Cilícia e a todas as províncias do oriente (Armênia Ocidental).
A lei de 23 de maio de 1927 exclui da nacionalidade turca todos aqueles que durante a guerra de independência não tomaram parte ou ficaram no estrangeiro entre 24 de julho de 1923 (Tratado de Lausanne) e a data da promulgação desta lei.
Se tais leis criminosas juntarmos as obrigações da Turquia em relação às minorias cristãs, frequentemente não respeitadas, fica claro que o gesto de Erdogan não é mais que uma gota d’água num oceano de reparações devidas ao povo armênio. Das 2000 igrejas da Comunidade Armênia até 1915, restam menos de 40 em atividade.
| Algumas
vítimas do Genocídio Armênio (1915-1916) |
O presidente da ANCA (Comitê Nacional Armênio da América) declara: “Menos de 1% das igrejas e das propriedades da Igreja confiscadas durante o genocídio armênio e as dezenas que se seguiram serão restituídas [...]. A ANCA vai garantir junto às instituições americanas que o governo turco se reconcilie efetivamente com seu passado brutal, respeitando a liberdade das comunidades cristãs sobreviventes e restituindo o fruto de seus crimes”.
Podemos concluir que com essas medidas o governo turco quis demonstrar que é “moderno”, “democrático” e está em condições de entrar na União Européia. Mas um passado não muito distante mostra o contrário: em 1998, o mesmo Erdogan recebeu uma condenação por incitação ao ódio, quando em um discurso seu mencionou o seguinte trecho de um poema turco: “Os minaretes serão nossas baionetas, as cúpulas nossos capacetes, as mesquitas são os nossos quartéis, os crentes os nossos soldados".
Será possível uma mudança tão radical? O futuro dirá.
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(*) Heitor Abdalla Buchaul é colaborar da ABIM
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terça-feira, 6 de setembro de 2011
Fazem falta verdadeiras elites
Leo Daniele (*)
Poucas coisas existem simples como a desigualdade. Poucas
complicadas, torcidas e equivocadas, como o igualitarismo.
Neste mundo sem dogmas e sem religião, o igualitarismo é uma
espécie de “dogma”. Para os igualitários, as desigualdades são como as doenças:
não se consegue evitá-las completamente, mas é preciso afastá-las o quanto for
possível.
Verdadeiro ou falso? Falso! Como se lê no livro Nobreza e
Elites Tradicionais análogas, de Plinio Corrêa de Oliveira (ao lado foto da capa) . E inclusive a
sabedoria imemorial de todos os povos rejeita essa concepção igualitária.
A falta de espaço impede uma explanação metódica e completa
sobre o tema das desigualdades, como a faria o ilustre autor, considerado “o teólogo
das desigualdades sociais”. Ouçamos, entretanto, em breves sentenças o eco da
sabedoria dos povos e dos milênios, sobre esse asssunto.
- O velho Eurípedes afirmava que a igualdade não tem outra existência que a de seu nome.
- Plutarco observava que a distância de animal a animal de espécies diversas não é tão grande quanto a que vai de homem a homem.
- Constatam os árabes que até os cinco dedos da mão não são iguais.
- Os alemães, de seu lado, recomendam a quem procura a igualdade, que vá ao cemitério.
- Dizem os indianos: “Entre os homens, uns são jóias, outros pedregulhos”.
- Com espírito, acrescentam os turcos: “Os cisnes pertencem à mesma família que os patos, só que eles são cisnes”.
- Os gregos sentenciam: “Se o sol não existisse, seria noite apesar da presença de todas as estrelas”.
- Vauvenargues remata: “A natureza nada fez de igual; sua lei soberana é a submissão e a dependência”.
E cada leitor pode acrescentar suas observações, pois até
duas gotas de água da chuva que caem numa vidraça são desiguais. Se isso é
assim, é porque Deus quis que assim fosse. Vamos, então, para as alturas! “Sede
perfeitos, como vosso Pai celeste é perfeito”, ensinava Nosso Senhor Jesus Cristo.
O que concluir? Deus é o autor de todas as desigualdades e,
respeitada a igualdade fundamental proveniente do fato de todos os homens terem
a mesma natureza e os mesmos direitos fundamentais, devemos amar as
desigualdades acidentais entre eles, se queremos amar a Deus.
Bem… se isto for visto assim por muitos, será natural a
formação de numerosas elites. Sim, de verdadeiras elites. De elites
tradicionais. De elites autênticas. De cuja ausência, hoje tanto se ressente a
sociedade brasileira.
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(*) Léo Daniele é colaborar da ABIM
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(*) Léo Daniele é colaborar da ABIM
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quinta-feira, 25 de agosto de 2011
Rússia e China aliam-se contra escudo americano
A Rússia, quatro repúblicas da ex-URSS e a China assinaram acordo em Astana, capital do Cazaquistão, contra o projeto defensivo americano de antimísseis, que deveria ser instalado na Europa. Na ocasião, o presidente russo, Dmitri Medvedev [na foto com Hu Jintao], ameaçou ressuscitar a corrida armamentista como ocorreu durante a Guerra Fria. Na verdade, a Rússia teme que o escudo antimíssil americano, oficialmente voltado contra a ameaça iraniana, neutralize os foguetes atômicos russos e impossibilite Moscou de lançar uma cartada decisiva contra o Ocidente num futuro — mas não tão improvável — conflito. E Pequim apressou-se a apoiar o Kremlin, como na trágica época de Stalin, Brejenev e Mao Tsé-tung.
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Agência Boa Imprensa
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“Cérebro de pipoca” — Internet estimula distúrbio mental
Segundo Gilberto Dimenstein, do Conselho editorial da “Folha de S. Paulo”, “começa a se disseminar entre psicólogos americanos a expressão ‘cérebro de pipoca’ para designar um distúrbio estimulado pela internet”. Um psicólogo da famosa Universidade de Stanford, um dos berços da revolução digital, constatou que muitos jovens que usam excessivamente a Internet se tornaram incapazes de interpretar o significado de expressões faciais de homens e mulheres, revelando uma espécie de analfabetismo emocional e dificuldades graves de relacionamento. É como se as pessoas tivessem dentro da cabeça a agitação do milho explodindo no óleo quente, resumiu Dimenstein.
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Crescente interesse pela cidade dos cruzados
Em Acre — cidade da Galiléia (Palestina) de 50 mil habitantes — a prefeitura vai abrir ao público um bairro inteiro da Idade Média, tempo em que a cidade era a porta de entrada dos cruzados que iam libertar ou proteger Jerusalém. Muitos turistas vêm sendo atraídos pelas construções medievais já conhecidas, como a fortaleza dos cavaleiros hospitalários, com salões e pilares suntuosos, calabouços e um túnel que comunica a fortaleza com a cidadela dos templários. A prefeitura de Acre julga muito vantajoso atrair mais visitantes interessados pelo passado medieval das cruzadas.
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sábado, 13 de agosto de 2011
Netas de Deus (final)
Pe. David Francisquini
Como nos ensina Plinio Corrêa de Oliveira, “em suas instituições, em sua universalidade, em sua insuperável catolicidade, a Igreja é um verdadeiro espelho no qual se reflete nosso Divino Salvador”.
Também na sua exterioridade — na arquitetura, na escultura, na pintura, na música, etc. — a Igreja deve refletir as perfeições de seu divino Fundador, impregnando com elas as almas dos fiéis. É por isso que as boas obras de arte são uma expressão da Verdade, do Bem e do Belo, cujo absoluto é Deus, e que as obras de arte extravagantes são o contrário disso...
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| Assunção de Nossa Senhora aos Céus (do pintor espanhol Joan de Joanes, séc. XVI) |
Portanto, negar as imagens é negar essa ação e a própria atuação do Espírito Santo. Ele conduz a Igreja a cumprir sua missão aqui na Terra. Ademais, elas servem também para assinalar a diferença entre a verdadeira Igreja de Jesus Cristo e as seitas protestantes. Não se trata de idolatria, mas de expressão visível do ensinamento do Divino Espírito Santo.
Romper com isso corresponde romper com a Igreja, uma, santa, católica, apostólica, romana. Por isso, São João Damasceno [pintura abaixo], polemista de renome e de grande cultura teológica, afirma que no Antigo Testamento Deus nunca fora representado em imagens, porque era incorpóreo e sem rosto.
Contudo — continua o santo oriental —, tendo Deus se encarnado e habitado entre nós, não só podemos, mas devemos representar aquilo que é visível em Deus. Fazendo-o não veneramos a matéria, mas o Criador da matéria. Na verdade, Ele se fez matéria por nossa causa e se dignou habitar na matéria e realizar nossa salvação através da matéria.
São palavras de São João Damasceno: “Não cessarei de venerar a matéria através da qual chegou a minha salvação. Não a venero de modo algum como Deus! Como poderia ser Deus aquilo que recebeu a existência a partir do não-ser? [...] Mas venero e respeito também a matéria que me propiciou a salvação, enquanto plena de energias e de graças santas”. (São João Damasceno, Contra imaginum calumniatores, I, 16, Ed. Kotter, pp. 89-90).
Não é por acaso matéria o madeiro da Cruz três vezes santa? E a tinta e o livro santíssimo dos Evangelhos não são igualmente matéria? E o altar da salvação que nos dispensa o pão de vida não é matéria? Não é verdade que a carne e o sangue do Nosso Senhor Jesus Cristo são da mesma forma matérias?
Portanto, não ofenda a matéria. Ela não é desprezível, porque nada do que Deus fez é desprezível.
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São João Damasceno
segunda-feira, 25 de julho de 2011
AS “NETAS DE DEUS” (II)
Pe. David Francisquini (*)
Sempre com fundamento na doutrina católica, damos hoje prosseguimento à matéria sobre a liceidade da veneração de imagens a partir da vinda à Terra do Filho de Deus, encarnando-se no seio virginal de Maria Santíssima. Segundo São João Damasceno, Aquele que era e é invisível para nós se torna assim visível.
Com efeito, prossegue o Padre oriental da Igreja, uma das grandes figuras do cristianismo não só da época em que viveu (séc. VII e VIII), mas de todos os tempos: “Aquele que é puramente espiritual se torna carne e vive entre nós. É o instrumento que Deus nos deu para nossa redenção e salvação”.
Esta nova aliança com o gênero humano, Deus a quis selar tornando-se Ele próprio membro integrante desse gênero pela união hipostática.
Cientistas analisaram a mortalha com que Cristo fora envolvido no Santo Sepulcro, conhecida como Santo Sudário de Turim [foto]. Nela se encontra portentosamente a figura do divino corpo. As chagas nele impressas são de tal modo visíveis, que escultores puderam talhar em madeira uma reprodução exata de Cristo morto e pregado na cruz.
Numa época como a nossa, adiantada em conhecimento técnico e científico, mas decadente e sem fé, as descobertas no Santo Sudário vieram confirmar tudo aquilo que fora narrado nas Sagradas Escrituras: Cristo padecendo e morrendo por nós, mostrou ao mundo inteiro que Ele quis nos deixar a sua figura sagrada impressa naquele tecido.
Ainda na Paixão, o gesto de coragem e dedicação de Verônica [pintura ao lado] ao enxugar o rosto de do Divino Redentor foi recompensado com a impressão miraculosa de sua santa Face na toalha. Todas as relíquias da Paixão — a Santa Cruz, os cravos, a coroa de espinhos — merecem atos de adoração por pertencerem ao Homem-Deus, a segunda pessoa da Santíssima Trindade.
O culto de latria, ou de adoração, é prestado somente a Deus. Aos santos são prestados cultos de dulia, ou seja, culto de veneração, de homenagem feita ao próprio santo por ser amigo de Deus. E o culto que se presta a Virgem Santíssima é o de hiperdulia, pelo fato de ser Ela a mãe de Deus por obra do Espírito Santo.
Lembramos mais uma vez que não existe na Igreja adoração de imagens de santos, da Santíssima Virgem, e nem mesmo de Nosso Senhor Jesus Cristo. Nós católicos as veneramos, as tratamos com respeito, rendemos-lhes as devidas homenagens, porquanto elas nos animam e nos incentivam na fé, na devoção e na piedade.
Se precisarmos falar com um chefe de Estado, o expediente mais simples consiste o mais das vezes em fazê-lo através de um de seus ministros, ou mesmo de um amigo próximo dele, para assim alcançarmos o mais rapidamente possível o almejado.
Analogamente, ao rezarmos diante de uma imagem de determinado santo, nós o focalizamos enquanto amigo e intercessor junto a Deus. No Ritual Romano, a Igreja tem bênçãos especiais para que tais objetos se tornem sagrados.
Deixo mais uma vez a promessa de voltar ainda ao assunto na primeira ocasião.
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(*) Sacerdote da igreja do Imaculado Coração de Maria, Cardoso Moreira - RJ
domingo, 10 de julho de 2011
Megalópoles de pesadelo planejadas por Pequim
Pequim visa criar até 2020 uma megalópole – o Delta do Rio Pérola – que fundirá nove cidades e ocupará 42.000 km². Essa gigantesca futura cidade será maior que a Suíça e terá 45 milhões de habitantes. O conjunto poderia ser superado pela megalópole que amalgamaria Pequim e Tianjin, atingindo 260 milhões de habitantes, 36% mais que a população brasileira. Nesses aglomerados o indivíduo ficará reduzido a um grão de areia, valor que o comunismo chinês atribui às pessoas. Os planejadores marxistas já construíram a megalópole interiorana de Kangbashi [foto], na fronteira com a Mongólia. Foram gastos mais de 160 bilhões de dólares em prédios futuristas, com avenidas, museus, teatros e até um autódromo. Mas em Kangbashi ninguém quer ir morar e hoje ela não passa de uma cidade fantasma...
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Onda de revoltas alastra-se pela China vermelha
A ditadura chinesa passou dificuldades para recuperar o controle das ruas de Cantão (Guangzhou), centro industrial do sudeste, após um fim de semana de protestos populares. Na semana precedente, enfrentamentos entre operários e a repressão socialista ocorreram também em Chaozhou, a 340 quilômetros de Cantão. “Uma pequena faísca pode fazer explodir tudo”, escreveu Geoffrey Crothall, analista do “China Labor Bulletin”, de Hong Kong. Apenas em 2010, os motins populares ultrapassaram 130 mil (em 2006 foram 60 mil). A população está revoltada devido às limitações impostas aos seus anseios pelo direito de propriedade particular e melhores salários.
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China: escravos explorados para jogos virtuais
Prisioneiros chineses são obrigados a jogar videogames até desmaiarem, a fim de angariar dinheiro para o regime, denunciou o diário britânico “The Guardian”. No Ocidente, o jogador crê estar jogando com outro cidadão que procura entretenimento. Na China comunista, por trás do nome fictício, há um escravo submetido às violências dos carcereiros. Liu Dali, prisioneiro numa mina de carvão, contou que os trabalhadores forçados que não atingiam a quota estabelecida sofriam sovas e torturas físicas. “Ficávamos jogando até não conseguirmos enxergar mais nada”, disse. Que contas prestarão a Deus aqueles que, no Ocidente, por um prazer passageiro contribuem para manter esse cruel sistema de exploração de seres humanos?
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quarta-feira, 6 de julho de 2011
PESADELO CHINÊS
Hélio Dias Viana (*)
Se os pesadelos fossem só um fenômeno individual, a vida não seria tão difícil; mas quando eles se tornam coletivos, aí a coisa de fato se complica.
Se a falta de trabalho pode causar insônia, trabalho em excesso geralmente causa pesadelo. Quanto mais se o excesso não for voluntário, mas exigência de um patrão desalmado, que mantém seus empregados em regime de trabalho escravo!
E, entretanto, somos obrigados a conviver cada vez mais com produtos de um país cuja população inteira vive em constante pesadelo: a China. Sem nos darmos conta de que tais produtos provêem do suor de pessoas que são privadas de trabalhar livremente, de receber justo salário, e cuja parcela católica – por exemplo – não goza de liberdade de culto!
Ao mesmo tempo, nossos governos tratam com os ditadores chineses com a mesma naturalidade com que se entendem com os dirigentes de qualquer país democrático. E vão permitindo que o dragão amarelo vá deitando cada vez mais seus tentáculos em atividades que freqüentemente comprometem a própria segurança interna de seus respectivos países.
É o que, por exemplo, acaba de suceder na Grécia. Para “salvá-la” da crise, a China literalmente aportou ali, adquirindo o importante Porto de Pireu (ela já comprara, bem próximo de nós e entre muitos outros, um porto no Peru. Só para falar de portos...). Ela já se ofereceu para “salvar” da crise outros países civilizados, entre eles a Espanha, que vão assim ficando na sua dependência.
É também sabido que no Brasil a cobiça chinesa se tem feito sentir de modo preocupante, tanto pela conivência de nossos dirigentes como pela falta de atenção da opinião pública, desinformada ou distraída, muitas vezes com coisas secundárias.
Precisamos estar vigilantes. Enquanto o mundo oficial de inúmeros países faz todo tipo de mesuras e concessões à China, nosso próprio direito de conhecer o que ali se passa está sendo cerceado pelo seu regime opressor; publicações que denunciam a verdadeira realidade chinesa são proibidas. É o caso, por exemplo, do blog Pesadelo chinês (www.pesadelochines.blogspot.com), cuja leitura recomendo vivamente. Conselho que infelizmente não pode ser dado às populações de Pequim, Shangai ou Guangzhou... O leitor entenderá por quê.
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(*) Hélio Dias Viana é colaborar da ABIM
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