terça-feira, 27 de agosto de 2013

Osteoporose religiosa e moral

Estátua do Papa Pio IX, venerada na Basílica de Santo Ambrósio (Milão), esculpida por Francesco Confalonieri em 1880 [foto: PRC]

Pe. David Francisquini (*) 

Fazendo um retrospecto não muito distante na História, emerge a figura ímpar, imponente e categórica de um grande Papa, o bem-aventurado Pio IX. Seu aspecto, sua personalidade firme e suas corajosas tomadas de posição perante os erros de sua época nos enchem de enlevo e veneração, sentimentos próprios a nos conduzir pelos caminhos da dedicação.

Mesmo sob os clangores das árduas batalhas que ele teve de travar, Pio IX sempre zelou pela feliz concórdia entre a Igreja e o Estado que, sendo sociedades perfeitas, devem conviver como aliados: a Igreja zelando pela salvação eterna das almas e formando em consequência homens obedientes às leis, e o Estado coadjuvando-a no seu escopo pelo incentivo e pela promoção de tudo quanto favoreça a virtude e, ao mesmo tempo, reprovando e combatendo tudo quanto a ela se opõe.

Infelizmente, pelo estabelecimento do relativismo religioso que estadeia hoje até dentro da própria Igreja Católica, esta passou a ser considerada apenas uma religião entre outras, e não mais a única religião verdadeira instituída e fundada por Nosso Senhor Jesus Cristo, fora da qual não há salvação. O que, aliás, ela continuará sendo, ainda que o mundo inteiro possa pretender o contrário.

Tal descaracterização se acentuou nas últimas décadas com a liberdade religiosa e o ecumenismo, como também pelo estabelecimento de um pacto com os protestantes que abalou não pouco a fé dos fieis.

Embora impulsionado muitas vezes por autoridades insignes, o colaboracionismo ecumênico chega a ser escandaloso, ao colocar o reluzente diamante que é a Igreja Católica no mesmo patamar das pedras falsas que são as demais igrejas. Vale lembrar aqui a admoestação de São Paulo, quando execrou quem quisesse ensinar um evangelho diferente do pregado por Jesus Cristo, ainda que fosse um anjo do Céu.

Quem agir de forma dúbia, além de violar o princípio dogmático de que a Igreja é o meio necessário para a salvação, põe em risco a própria alma e a dos fiéis. Para bem avaliar esse falso ecumenismo, basta recorrer à literatura de alguns anos atrás, como a do Pe. Júlio Maria e a do jesuíta Pe. Leonel Franca.

Tal estado de espírito colaboracionista pode ser comparado a uma osteoporose religiosa e moral que enfraquece e carcome o edifício monolítico da Igreja. É ainda São Paulo quem, ao orientar Timóteo, prevê tempos em que os homens, não suportando a sã doutrina, contratariam mestres conforme a seus desejos, atraindo assim os aplausos do mundo.

Nesse sentido, o publicitário Alex Periscinotto certa vez foi convidado pela CNBB para ministrar uma reunião aos bispos, a fim de lhes explicar como eles deveriam proceder para se comunicarem eficazmente com os fiéis. Em tempo oportuno me ocuparei de comentar com os leitores essa reunião.
______________ 
(*) Sacerdote da igreja do Imaculado Coração de Maria, Cardoso Moreira - RJ

domingo, 25 de agosto de 2013

Ainda os médicos cubanos


§ Helio Dias Viana (*)

De volta ao candente tema da importação de médicos cubanos, começo retificando um lapso sobre o custo aproximado deles para o contribuinte: não será de 250 milhões de reais, mas de dólares, uma vez que, além do salário de 10 mil reais, haverá um auxílio para moradia e refeição, sem falar dos gastos com passagens aéreas e outros eventuais.

Mais grave, contudo, é em primeiro lugar o fato de o governo — tão pressuroso em combater o suposto trabalho escravo no Brasil —, coadjuvá-lo de modo despudorado e ilegal recebendo escravos cujo salário será pago ao regime opressor, não lhes restando senão uma pequena quantia.

Depois há o fato de que sobre esses cubanos pesa a fundada suspeita de que não passam de agentes do regime comunista, como o são seus pares que atuam na Venezuela e na Bolívia. Sua presença aqui neste momento coincide com os ingentes esforços da esquerda católica para relançar as Comunidades Eclesiais de Base (CEBs) sob a batuta de Frei Betto.

Além do mais, o dinheiro a ser repassado pelo Brasil aos ditadores cubanos só servirá para perpetuar o regime de escravidão que eles exercem sobre os habitantes da Ilha-prisão, cuja miséria não advém do embargo econômico norte-americano, mas do regime socialista ali vigente, contrário à livre iniciativa e à propriedade privada. Quem quiser saber como é Cuba sob este ponto de vista, basta olhar para os nossos assentamentos de Reforma Agrária, verdadeiras “favelas rurais”.

Às recentes declarações do ministro da Saúde de que não se atemoriza com as ameaças contra a contratação desses médicos para atender à população de 701 municípios, redarguo dizendo que quem se sente ameaçada é a população brasileira diante do fundado temor de que, sob o pretexto de curar males menores, tais médicos terminem por espalhar metástases do câncer comunista de Cuba aos mais de cinco mil municípios de todo o Brasil.
_________  
(*) Hélio Dias Viana é colaborador da Agência Boa Imprensa (ABIM)

sexta-feira, 23 de agosto de 2013

Chegam os médicos cubanos

Médicos cubanos na Venezuela, controlados pelo governo comunista de Cuba, com o tempo passaram a atuar como agentes e espiões do governo chavista. E no Brasil? 
§ Helio Dias Viana (*) 

A insistência do governo brasileiro em contratar médicos cubanos — oficializada na última terça-feira, após ter sido desmentida mais de uma vez — é inquietante e revela que os atuais responsáveis pelo País parecem decididos a encaminhá-lo no mesmo rumo da Venezuela.

De um lado, como o Brasil tem 400 mil médicos, nosso problema não é a falta deles, mas de condições básicas para o exercício da medicina nas zonas periféricas e recônditas, conforme declararam os órgãos competentes da classe. E não deixa de ser curioso imaginar que um País com uma tal quantidade de médicos ainda precise de apenas de 15 mil, como se esse contingente não pudesse ser preenchido por nacionais.

De outro lado, o custo desses quatro mil cubanos — cujos contratos deverão ser de três anos prorrogáveis — será na ordem de 250 milhões de reais. Está previsto um salário mensal de 10 mil reais, além de ajuda de custo para moradia e refeição. Fica explicado por que esse invejável salário não é suficiente em lugares tão pobres, sendo necessária uma ajuda adicional: o mesmo não será pago aos médicos, mas ao regime cubano, que dele destinará algumas migalhas para seus escravos a serviço do governo brasileiro.

— Sim, deste mesmo governo que para perseguir a propriedade privada blasona a existência de trabalho escravo no Brasil... É só imaginar o que aconteceria com qualquer produtor rural ou empresário que se entregasse à prática absurda e injusta de não pagar o salário integral a seus empregados, mas que o destinasse a um órgão que os controlasse de modo despótico que depois lhes destinasse uma quantia irrisória.

A tais médicos cubanos — que enxameiam na Venezuela chavista e cujos 400 primeiros chegarão imediatamente ao Brasil, segundo se anunciou — não se exigirá a prova de aptidão para o exercício da profissão, justamente requerida pelos órgãos representativos da classe, beneficiando-os assim com uma espécie de cota preferencial. Nem tampouco o conhecimento do português, o que poderá dar azo a toda sorte de confusão na sua interlocução com pessoas mais simples.

E eles chegam no exato momento em que, em localidades com características semelhantes às descritas para a sua atuação, estão sendo rearticuladas — com o decidido apoio de várias dioceses — as famigeradas Comunidades Eclesiais de Base (CEBs), que constituem verdadeiros soviets para convulsionar o Brasil.

À vista disso, uma pergunta se impõe: não estarão esses médicos chamados a desempenhar — sob a batuta de Frei Betto, o principal articulador das CEBs e “muy amigo” de Cuba — uma ação conjunta com estas?

Por fim, esta decisão do governo brasileiro aproxima-o dos países onde se exerce uma democracia sui generis, baseada numa ideologia que a torna surda tanto aos clamores da opinião pública quanto das associações representativas de classe.
_________  
(*) Hélio Dias Viana é colaborador da Agência Boa Imprensa (ABIM)

quarta-feira, 14 de agosto de 2013

China: Comércio de órgãos humanos baseado em execuções capitais

São realizados anualmente na China 10 mil transplantes de órgãos, 65% dos quais extraídos de condenados à morte. O diretor de um grande hospital de Xangai fala em 80%. As execuções quase não são praticadas na presença de um médico, mas no próprio tribunal, e quando este “não está equipado” usa-se uma van parecida com viatura policial. A Jinguan Automobiles exporta essas vans-matadouro, jactando-se de que “nossos clientes incluem Varas Penais em todos os níveis da China”. A empresa oferece o modelo SLT 5040XZXE1, montado sobre um chassi Ford. O esquartejamento é feito às pressas, muitas vezes sem testes sanguíneos, e após receber o pagamento, o próprio médico leva os órgãos de avião até a cidade do interessado. Sobre o consentimento da vítima, “não se pergunta, não se sabe”. O governo marxista alega que a doação é voluntária, sem oferecimento de dinheiro pelo meio. Porém, ninguém arrisca doar voluntariamente algum órgão.
___________
Agência Boa Imprensa (ABIM)

Exploração do gás de xisto: fator de declínio do gás russo

A exploração no Ocidente do gás e do petróleo de xisto utilizando a tecnologia do fracking (fragmentação) está arruinando a estatal petroleira russa Gazprom, que controla 15% das reservas planetárias. Em 2007, ela era a terceira maior companhia do mundo, avaliada em cerca de US$ 360 bilhões, mas que desvalorizou quase 80% em 2013, caindo para US$ 77 bilhões. Além de a Gazprom ter perdido o mercado americano, sua frota de superpetroleiros ficou superdimensionada. Razão da decadência: sobra gás no mercado internacional, os preços despencam, e a Europa, sua grande cliente-vítima, dispõe atualmente de uma gama de possibilidades mais atraente do que o gás fornecido por Putin. Desta maneira, o gigante russo — que desejava realizar o sonho de Lênin de estrangular a Europa livre — enreda os próprios pés em imensos gasodutos e oleodutos que se tornam cada vez menos aproveitados.
___________
Agência Boa Imprensa (ABIM)

domingo, 11 de agosto de 2013

Outro milagre em Lourdes


§ Luis Dufaur (*)

Acaba de ser reconhecido o 69º milagre de Lourdes. A beneficiada Danila Castelli [foto acima], nascida em 1946 em Bereguardo, Itália, mãe de família e hoje residente em Pavia.

Ao completar 34 anos, ela começou a sofrer crises de hipertensão graves. Em 1982, exames radiológicos e ecografias revelaram a existência de um tumor para-uterino. O calvário de Daniela começara: sucessivas cirurgias não impediram que sua saúde fosse piorando sempre.

Em 1983 ela decidiu ir a Lourdes para banhar-se com a água da gruta, como Nossa Senhora pedira a Bernadette: “Vinde à gruta para beber a água e vos lavar”. Mas em 1989, pareceu ser sua última peregrinação e seu último banho, pois estava desenganada.

Ao deixar a banheira, no entanto, ela sentiu um bem-estar extraordinário, tendo ido se apresentar ao Escritório de Constatações Médicas para declarar o ocorrido, pois se sentia curada. Examinada, como de praxe, teve de fornecer os resultados dos exames anteriores, bem como responder a todas as perguntas médicas.

Apenas em 2010, depois de muitas análises e debates, os médicos declararam por unanimidade que a sua cura tinha sido completa, imediata, irreversível e inexplicável pela ciência, “sem relação com as intervenções e tratamentos médicos”.

O caso de Danila foi revisto pelo Comitê Médico Internacional de Lourdes – CMIL, espécie de segunda instância, composta por outras autoridades, muitas vezes estrangeira. Em 2011, o CMIL, confirmou “que a cura continua inexplicável no atual estágio dos conhecimentos científicos”. 

A ciência dera a sua última palavra. Era a hora de a Igreja falar, pois o milagre é acontecimento religioso. Dom Giovanni Giudici, Bispo de Pavia, cidade onde reside Danila, sem temer os céticos e os cristianófobos, declarou no dia 20 junho p.p., o caráter “prodigioso” da cura – a 69ª reconhecida oficialmente pelo CMIL de Lourdes e por um bispo de acordo com a lei da Igreja.

Danila hoje é voluntária em Lourdes, onde ajuda os doentes. Quem sabe se o leitor já passou ao seu lado e não percebeu, de tal maneira o sobrenatural impregna o ambiente desse santuário.
_________  
(*) Luis Dufaur é colaborador da Agência Boa Imprensa (ABIM)

quarta-feira, 7 de agosto de 2013

O pé da Luísa Carneiro e os 100 mil cristãos mortos a cada ano

Católicos nigerianos mortos pela sua Fé em dezembro de 2011
§ Leo Daniele (*)

Bem se vê a genialidade de um dos maiores literatos da língua portuguesa — Eça de Queiroz — pela maneira como ele nos introduz no cenário de um tema bizarro: o pé da Luísa Carneiro. Primeiramente, ele descreve o cenário.
Bem recordo uma noite em que, numa vila de Portugal, uma senhora lia, à luz do candeeiro, um jornal da tarde. Em torno da mesa outras senhoras costuravam. Espalhados pelas cadeiras e no divã, três ou quatro homens fumavam, na doce indolência do tépido serão de maio. 
Catástrofes em pontos longínquos do planeta enunciados pela senhora causavam indiferença ou sono. Até que se passou o seguinte:
A leitora, tão cheia de graça, virou a página do jornal doloroso, e procurava noutra coluna, com um sorriso que lhe voltara, claro e sereno… E, de repente, solta um grito, leva as mãos à cabeça: 
— Santo Deus!…Todos nos erguemos num sobressalto. E ela, no seu espanto e terror, balbuciando: 
— Foi a Luísa Carneiro, da Bela Vista… Esta manhã! Torceu um pé! 
Então a sala inteira se alvorotou num tumulto de surpresa e desgosto. As senhoras arremessaram a costura; os homens esqueceram charutos e poltrona; e todos se debruçaram, reliam a notícia no jornal amargo, se repastavam da dor que ela exalava!… A Luisinha Carneiro! Desmanchara um pé! Já um criado correra, furiosamente, para a Bela Vista, buscar notícias por que ansiávamos. Sobre a mesa, aberto, batido da larga luz, o jornal parecia todo negro, com aquela notícia que o enchia todo, o enegrecia. 
Dois mil javaneses sepultados no terremoto, a Hungria inundada, soldados matando crianças, um comboio esmigalhado numa ponte, fomes, pestes e guerras, tudo desaparecera – era sombra ligeira e remota. Mas o pé desmanchado da Luísa Carneiro esmagava os nossos corações… Pudera! Todos nós conhecíamos a Luisinha – e ela morava adiante, no começo da Bela Vista, naquela casa onde a grande mimosa se debruçava do muro, dando à rua sombra e perfume. 
Foi a essa altura que Eça de Queiroz chegou aonde queria chegar, o papel da distância em nossos sentimentos: um carro esmagando a pata de um cão, em frente à nossa janela, é um caso infinitamente mais aflitivo do que a heroica e adorável Joana d’Arc queimada na praça de Rouen!

Esta constatação feita, voltemos ao Terceiro Milênio, e veremos algo do mesmo gênero. Segundo levantamento consignado à ONU pelo embaixador do Vaticano, D. Silvano Maria Tomasi, mais de 100 mil cristãos – repetindo, cem mil cristãos – são mortos a cada ano em razão do fanatismo anticristão.[1] Ou seja, o massacre de 273 vítimas por dia – repetindo: por dia.

Será que alguém julgará que isto é menos digno de atenção que o pé machucado de uma menina? Talvez seja a explicação da pouca atenção que a mídia dá a esses números impressionantes!

Vejamos o julgamento de Plinio Corrêa de Oliveira a quem assim procede: É um homem de horizontes estreitos, de vontade acanhada, medíocre em toda a força do termo. Um egoísta que julga que está no centro do universo e acha legítimo que para ele as coisas só interessem enquanto forem próximas a si.[2]

Da mesma forma, uma pessoa ouve, por exemplo, que vai haver uma novena na própria paróquia e se interessa muito. Mas se lhe dizem que Nossa Senhora apareceu em Fátima. a pessoa se move menos, porque Fátima é longe e é um outro continente. Assim, ela não julga das coisas nem de acordo com a razão, nem de acordo com o espírito de fé. 

Não se trata de estremecer no sentido sensível, nervoso, da palavra. Não é isto! Mas é fazer um juízo a respeito da gravidade desse acontecimento, à vista das razões sobrenaturais e às vezes também materiais, que levam a conferir a ele toda sua gravidade. 
_____________________
[1] “O Estado de S. Paulo, 8-6-13 
[2] Tudo o que está em itálico foi extraído de conferência pronunciada por Plinio Corrêa de Oliveira, em 27-8-71.
_________  
(*) Leo Daniele é colaborador da Agência Boa Imprensa (ABIM)

terça-feira, 6 de agosto de 2013

Ar rarefeito na China

Por razões diferentes, lá como no Brasil, os habitantes optaram por contestar as autoridades que os intoxicam 

§ Luis Dufaur (*)

Na China, o nível de contaminação do ar, da terra e das águas atingiu níveis jamais vistos na história e começa a ficar intolerável para os seus quase um bilhão e meio de habitantes — escreveu o jornal “Clarín”, de Buenos Aires. A causa foi e continua sendo os brutais métodos socialistas.

Estudos independentes afirmam que até 70% das terras chinesas estariam contaminadas, provocando crescentes revoltas populares. Apesar de proibidos, os protestos se multiplicam nas ruas, enquanto se fazem milhares de denúncias pelas redes sociais.

Em Dalian, cidade situada no leste do país, um protesto multitudinário bloqueou a ampliação de uma petroquímica, e o sucesso da manifestação se difundiu em outras regiões. Pequim tenta ludibriar os descontentes com o anúncio de estudos para detectar o nível de contaminação do solo, que na China é “segredo de Estado”.

Para o Ministério de Meio Ambiente, as terras estão contaminadas com metais pesados e pesticidas proibidos desde os anos 80. Como os males andam atrelados, Zhuang Guotai, responsável pela pasta do Trabalho, disse que essa contaminação decorre da Reforma Agrária.

No Brasil, fizemos e continuamos a fazer críticas pertinentes à Reforma Agrária socialista e confiscatória, tão a gosto de nossos bispos progressistas e de todas as esquerdas. Pois ela conduzirá aos mesmos resultados desastrosos da China, cujos métodos dirigistas de produção obrigaram seus dirigentes a apelar para o Brasil e a Argentina em busca de alimentação saudável.

Desconhecem-se até o momento na China os resultados a que chegou o primeiro estudo nacional de contaminação do solo, iniciado em 2006. Os acadêmicos que dele participaram disseram que o governo apagou os dados colhidos desde o início, mas que a contaminação continua intoxicando toda a cadeia alimentar pelo uso indiscriminado de chumbo, arsênico ou cádmio.

E saber que apesar de tudo isso o Brasil acaba de trazer da China feijão duro, caro — e, ao que tudo indica, contaminado — para concorrer com o custo-Brasil imposto aos nossos heroicos ruralistas! Feijão importado de um país cuja população escravizada se intoxica ao respirar, comer, beber, ou até ao tomar banho.
________________
Por esta e por outras razões o Príncipe Dom Bertrand escreveu o livro Psicose Ambientalista — Os bastidores do ecoterrorismo para implantar uma “religião” ecológica, igualitária e anticristã. Formato 16 x 23 cm – 176 paginas – R$.23,90 – Distribuição Editora Petrus
_________  
(*) Luis Dufaur é colaborador da Agência Boa Imprensa (ABIM)

segunda-feira, 5 de agosto de 2013

Escolhendo entre a liberdade e a honra

Cel. Plazas concede entrevista por ocasião da invasão, perpetrada pelos guerrilheiros do M-19, do Palácio de Justiça de Bogotá (Colômbia), em 1985
§  Hélio Dias Viana (*)
Valor moral hoje cada vez mais raro e, por isso mesmo, digno de todo louvor por aqueles que o prezam, a honra acaba de ser enaltecida na Colômbia por um lídimo representante da classe militar. Enaltecimento que não poderia ser mais adequado, pois proveniente de alguém oriundo de uma classe que não se deve mencionar sem reverência, por sua afinidade intrínseca com esse valor, bem como com três outros valores correlatos de que nosso mundo está tão carente, a saber, a ordem, a hierarquia e a disciplina.

É por ser uma representação viva de tais valores, e não pelos seus excessos, aliás, que a classe militar é hoje tão criticada e acerbamente combatida pela grande mídia e pelos meios progressistas civis ou religiosos, arautos de contra-valores, que não contentes em vilipendiar e reduzir drasticamente sua capacidade de atuação pelo ardiloso manejo do decálogo laico e unilateral dos “direitos humanos”, sonham finalmente vê-la um dia substituída por milícias populares, como acontece em Cuba, na Venezuela ou na China comunista. Mas então os excessos não mais existirão para humanos cujos legítimos direitos devem ser respeitados.

É em nome desses malfadados “direitos humanos” que hoje na Colômbia mais de dez mil militares das três armas, mas especialmente do exército, de generais a soldados, encontram-se presos e condenados, vários a altas penas, por lutarem para defender sua pátria contra a agressão interna de guerrilheiros que querem subjugá-la para transformá-la em outra Cuba ou Venezuela.

Uma dessas vítimas é o coronel Alfonso Plazas Vega [foto], considerado pelos colombianos como um heroi, por ter evitado um provável golpe de estado por terroristas do M-19 que tomaram de assalto o Palácio da Justiça em Bogotá, em 1985 [foto abaixo]. Ele foi condenado a 25 anos de prisão. Sem falar das várias centenas de vítimas, militares e civis, que anualmente perdem um ou vários membros do corpo, quando não a própria vida, em decorrência de minas criminosas das FARC e do ELN; jovens soldados na sua imensa maioria, privados com frequência da visão, entretanto caminham eles resignados e altaneiros pelas ruas, por terem fé e compreenderem que diante de Deus seu sacrifício não foi em vão.
Mesmo perseguida, a honra não se altera, nem pode ser arrebatada em favor de outro valor tão falado e cada vez mais ameaçado: a liberdade, da qual, aliás, gozam hoje terroristas que protagonizaram o assalto de 1985. Mas o senso da honra não se alterou no coronel Plazas. Com efeito, através de seu advogado, Dr. Jaime Enrique Granados Peña, ele acaba de enviar uma carta ao fiscal geral da Colômbia, Dr. Eduardo Montealegre Lynett, dizendo-lhe que não deseja beneficiar-se do Marco Jurídico para a Paz e que pretende demonstrar sua inocência pelos meios legais vigentes no país.

De acordo com esse Marco, o atual o governo colombiano de Juan Manuel Santos, apoiado entre outros por Cuba e Venezuela, deseja anistiar os terroristas das FARC, para que eles possam participar da vida política do país. Ou seja, se o coronel Plazas fosse um oportunista, simplesmente aproveitaria para entrar no mesmo “pacote” com criminosos terroristas; mas isso não somente feriria seus princípios, como também importaria o não reconhecimento de sua inocência. Prevaleceu assim a honra, e com ela a verdade que o libertará na mais alta acepção do termo.
_________  
(*) Hélio Dias Viana é colaborador da Agência Boa Imprensa (ABIM)

domingo, 4 de agosto de 2013

Aborto — Infelizmente aconteceu-se o que se temia: o PLC 3/2013 foi sancionado

Da esq. para dir.: Gilberto Carvalho (Secretaria-Geral da Presidência da República), Alexandre Padilha (Ministro da Saúde), Eleonora Menicucci (Secretaria de Políticas para as Mulheres), concedem entrevista sobre o PLC 3/2013, sancionado pela Presidente Dilma Rousseff no dia 1º de agosto. [foto: José Cruz/ABr]
§ Paulo Roberto Campos

Mais um dia de luto na História do Brasil: 1º de agosto de 2013. Nesta data a presidente Dilma sancionou o PLC 3/2013 (Projeto de Lei da Câmara que amplia ainda mais os casos de aborto “legal” (sic) no Brasil), sem vetar qualquer artigo.

Dilma Rousseff não honrou a palavra dada por ocasião das últimas eleições, quando prometera que nada faria que facilitasse a ampliação da prática abortiva durante seu mandato. Lembrem-se que foi com tal promessa que ela obteve a vitória eleitoral...

Para aprovar o projeto abortista, a presidente não assinou com tinta extraída do sangue de inocentes abortados, mas perante Deus e a História ela ficou — assim como Herodes quando ordenou a “Matança dos Inocentes” — com suas mãos tintas de sangue. E com ela todos aqueles que favoreceram de forma sub-reptícia e na velocidade de um raio essa aprovação, principalmente o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, e os congressistas petistas, como a deputada petista por São Paulo, Iara Bernardi.

O que dizer daqueles congressistas que não promoveram diretamente tal projeto, mas acabaram emitindo votos favoráveis, alegando que não perceberam a manobra, pois o projeto não empregava o termo “aborto”? Não perceberam que o texto abusava de eufemismos justamente com o objetivo de enganar e de não levantar reações daqueles que desejam evitar uma nova “Matança de Inocentes”? — Deus, que conhece o mais íntimo de todos os corações, saberá!

E o que dizer da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil? — Não pressionou o governo pelo VETO INTEGRAL do PLC 3/2013, como milhões de brasileiros pleiteavam. A CNBB pediu apenas o VETO PARCIAL...

Com receio de não obter da presidente Dilma o veto total do herodiano projeto, a CNBB pediu a ela que vetasse somente dois artigos do PLC. Resultado: preferindo ceder para não perder, a CNBB acabou por perder tudo, pois a presidente sancionou totalmente o projeto.

Inclusive foram feitos abaixo-assinados, um dos quais com milhares de assinaturas entregue diretamente na Cúria Metropolitana do Rio de Janeiro, para que os bispos pedissem ao Papa Francisco, durante sua estadia no Rio, que exortasse a Presidente Dilma a VETAR TOTALMENTE o PLC.

Infelizmente aconteceu o que se temia: O pedido ao Papa Francisco não foi oficialmente transmitido pela CNBB e o Papa não falou com a Presidente sobre o tema.

Assim, a CNBB atuou nos meios católicos como “a voz que adormece e a mão apaga”. Ela trabalhou para “adormecer” e “apagar” a chama das boas reações que surgiram.

Se o Papa tivesse pedido à Presidente Dilma para não aprovar o projeto abortista, ela o teria sancionado? — Certamente não, pois não teria a ousadia de contradizer o Pontífice tão popular no Brasil. Se ele tivesse pedido o veto do projeto, a presidente não o teria assinado. “Roma locuta, causa finita” (Roma falou, a causa está encerrada) — ou seja, o veto total estaria garantido!

O pedido de milhões de brasileiros que defendem a moral e são contrários ao aborto não foi ouvido. Agora não se trata mais de um projeto. Tendo sido sancionado pela presidente, em 90 dias entra em vigor a lei: os hospitais da rede pública serão obrigados a “prestar atendimento emergencial e multidisciplinar às vítimas de violência sexual”; a encaminhar a mulher que alegar ser “vítima de violência sexual” a um serviço de “profilaxia da gravidez” (leia-se “aborto”); a aconselhá-la ao abortamento; bem como dar “informações às vítimas sobre os direitos legais e sobre todos os serviços sanitários disponíveis”, oferecendo-lhe, por exemplo, “contraceptivo de emergência” (leia-se "pílula abortiva"). A gestante sequer precisará provar que realmente sofreu “violência sexual”, ou ao menos apresentar um laudo do IML ou um BO.

Além de desonrar a palavra empenhada, Dilma Rousseff não quis “ouvir as ruas” — a voz de milhões de inconformados de todos os quadrantes do Brasil. O descontentamento desses inconformados em relação ao governo petista percorre o País, com manifestações alastrando-se por todas as partes sob o lema VEM PRA´RUA. Agora, com a nova e ignóbil lei imposta ocorrerá um aumento da “Matança de Inocentes” no Brasil. Devido a isso, seria bem o caso de novas manifestações, um de cujos slogans poderia ser o seguinte:
COM O ABORTO O PT QUER IMPEDIR BRASILEIROS DE NASCER / PORQUE SABE QUE COM O PT ELES NADA VÃO QUERER.

quinta-feira, 1 de agosto de 2013

Quando a utopia dos ecologistas tropeça na realidade

Os ecologistas que se cuidem, pois nem a natureza nem a ordem natural das coisas gostam de trabalhar ao lado de seus autoproclamados defensores. O gás de xisto está aí para desmitificar mais uma vez o fascínio europeu de reduzir 20% de suas emissões de CO2 para “salvar” o planeta.

Com efeito, a produção americana desse gás não convencional vem pondo de lado o uso do carvão, cujo excedente os EUA vendem a preço baixo. Para Kash Burchet, analista do IHS Energy, as empresas geradoras de energia vêm apanhando por operar centrais de gás, inclusive as de última geração, em decorrência do carvão barato.

Resultado: um número crescente de empreendimentos europeus geradores de energia elétrica fecha suas modernas plantas de ciclo combinado de gás, enquanto as termoelétricas à base de carvão fazem a festa, escreveu o "Wall Street Journal".

A geradora norueguesa Statkraft acabou de fechar uma central na Alemanha. Por sua vez, a empresa alemã E•ON considera hibernar mais centrais de gás, incluindo uma planta de última geração na Eslováquia, diante de uma queda de 94% nos lucros do primeiro trimestre de 2013.

A eletricidade gerada com o carvão americano é mais barata e alivia as precárias economias europeias. Os opositores argumentam que os países europeus se engajaram em utópicos planos e tratados internacionais para reduzir as emissões de CO2 e instalar fontes de energias renováveis.

Os europeus já não vinham respeitando esses tratados, cuja violação escancarou-se agora, imposta pela necessidade. Em 2012, as exportações americanas de carvão à Europa cresceram por volta de 23%, atingindo 66,4 milhões de toneladas, segundo o Departamento de Energia dos EUA.

No Reino Unido, o volume de eletricidade gerada pelo carvão atingiu seu nível máximo em 17 anos, enquanto o produzido com gás convencional caiu a um mínimo histórico equivalente. Também a geradora checa CEZ manterá fechada sua nova usina. A britânica SSE, além de fechar uma usina dessas, não pensa em construir mais nenhuma.

Por esta e por outras razões o Príncipe Dom Bertrand escreveu o livro – Psicose Ambientalista – Os bastidores do ecoterrorismo para implantar uma “religião” ecológica, igualitária e anticristã. Formato 16 x 23 cm – 176 paginas – R.23,90 – Distribuição Editora Petrus.
__________  
Contatos com o autor: 
Dom Bertrand de Orleans e Bragança: dom.bertrand@paznocampo.org.br

Exemplar de cortesia para jornalistas, contato e informações: 
Marcos Balthazar – 11-2765-4770 – marbalthazar@gmail.com

Vendas: 
www.livrariapetrus.com.br ou nas principais livrarias 

Release do livro: 
http://psicoseambientalista.blogspot.com.br

quarta-feira, 31 de julho de 2013

A decisiva classe média, último alvo do igualitarismo


Leo Daniele (*)
Ah! Famosa classe média! É difícil encontrar algo mais árduo de definir, pois se trata de um conjunto extremamente móvel, fluido e em grande crescimento, sobretudo agora que as classes sociais já não mais podem ser representadas com um triângulo como sempre, mas à maneira de um losango, como mostram os gráficos acima. Tendo ultrapassado em número a classe mais baixa, ela é o eixo do losango e da população deste País.

Possui bastante elasticidade. Num extremo, ela pode compor-se da famosa “burguesia de alto de morro” — de burgueses que decidiram morar em favelas, de tal maneira estava dura a vida aqui em baixo. Noutro extremo, podem pertencer a ela os que com um golpe de sorte ou de habilidade podem tornar-se pequenos — ou quem sabe, grandes — milionários. Entre estas pontas, está a classe média.

Triângulo ou losango, o que é certo é que ela é detestada, por dominar com seu número e sua posição, a figura das classes. Ela é o núcleo da opinião pública, e decisiva para as esquerdas, porque o pânico do burguês é indispensável para o triunfo dos subversivos.

Abaixo toda superioridade, dizem os igualitários. Não julgo que a classe média seja isenta de defeitos, mas nessa investida atual contra ela há um odor de sem-terra ou de reforma agrária indisfarçável e que incomoda.

Veja-se este brado de ódio: “A classe média é o atraso de vida, […] é estupidez. É o que tem de mais reacionário, conservador, ignorante, petulante, arrogante, terrorista”. Dir-se-ia que são palavras de um sans-culotte contra um aristocrata na Revolução Francesa ao pé da guilhotina, mas é a xingação de pessoa graduada das esquerdas para com a classe média, de hoje, e no Brasil. A autora destas palavras é a profa. Marilena Chauí [foto], e seu destempero vai adiante: “A classe média é uma abominação política porque ela é fascista, uma abominação ética porque ela é violenta, e uma abominação cognitiva porque é ignorante”.[1]

As forças contrárias à classe média nada seriam se não tivessem a seu lado um batalhão muito poderoso. Com muita dor, estou me referindo a uma parte dos eclesiásticos, que cerram fileiras com a esquerda em busca dos mesmos ideais anticlasse média.

Há já quarenta anos, Plinio Corrêa de Oliveira alertava: “Conseguiu [o comunismo] levar certo número de clérigos e de católicos leigos transviados a tentar com suas próprias mãos o estrangulamento da Igreja. Agora, tenta ele induzir a massa dos burgueses a estrangular com suas próprias mãos a classe [média] a que pertencem”.[2]

Surgem então os “igualitários de confessionário”, açulados pelo esquerdismo católico nivelador que se alimenta da inveja. Se quisermos saber para onde vai essa nova classe média como um todo, olhemos para a juventude de manifestações como a de 14 de março p.p, com 1,4 milhão de pessoas (a maior manifestação pública da história da França).[3] Todos contra o matrimônio homossexual. A juventude é o futuro e através de acontecimentos como estes poderemos saber para onde vai a classe média, que sob muitos aspectos é a medula da sociedade.

Exclama o conhecido jornalista francês Ivan Roufol: “A esquerda esfrega os olhos. Ela foi despojada do que lhe era mais querido!”[4] Realmente, a esquerda cheira a mofo depois de estar perdendo a juventude.
_____________ 
[1] “O Globo”, Merval Pereira, 23-7-13. 
[2] “Folha de São Paulo”, 15-3-70. 
[3] Recomendo a leitura do artigo de Alejando Ezcurra Naón, Estará nascendo a Contra-Revolução francesa? (Catolicismo, nº 750, junho 2013). 
[4] Alejando Ezcurra Naón (Catolicismo, nº 750, junho 2013).

_________  
(*) Leo Daniele colaborador da Agência Boa Imprensa (ABIM)

quarta-feira, 17 de julho de 2013

O doce armamento cubano


§  Hélio Dias Viana (*)

Os organizadores do “Brasil carinhoso” — carinho que dispensamos de bom grado, pois ao lado dessa máscara está a sanhuda “Comissão da Verdade” para perseguir todos os anticomunistas — devem se enternecer com o verdadeiro carinho com o qual as autoridades comunistas cubanas tratam seus armamentos; carinho tão grande que elas os protegem com açúcar! 

É o que acaba revelar a recente apreensão, no Canal do Panamá, do navio norte-coreano Chong Chon Gang (acima e ao lado), que transportava 10 mil toneladas de açúcar procedente de Cuba. Só que, tal como acontece com os contrabandistas de drogas, por debaixo desse carregamento havia 240 toneladas métricas de armamento defensivo, composto, segundo a imprensa, de dois complexos mísseis antiaéreos Volga e Pechora, nove foguetes em partes e peças, dois aviões Mig-21 Bis e 15 motores deste tipo de avião. 

As autoridades panamenhas apelaram à comunidade internacional para que enviassem técnicos ao país a fim de examinarem o armamento, descrito depois por Havana como sendo material bélico fabricado em meados do século XX e que necessitava de reparação. A Coreia do Norte está proibida pelos órgãos internacionais de importar e exportar armamentos, exceto armas leves.

Mas sobre esse escândalo envolvendo os dois países comunistas mais fechados do mundo a Irmandade Bolivariano-petista não se manifestou. Ela cujos sequazes ficaram tão assanhados pelo sucedido ao avião de Evo Morales, que sua gritaria foi semelhante à de um bando de macacos quando alguém pisa no rabo de apenas um deles: todos companheiros berram... 

Agora imagine o leitor o contrário, o que aconteceria se um carregamento americano análogo fosse apreendido nessas circunstâncias...
_________  
(*) Hélio Dias Viana é colaborador da Agência Boa Imprensa (ABIM)

sexta-feira, 12 de julho de 2013

Em crise profunda e duradoura a economia chinesa

Tem sido feita uma associação de ideias entre a crise econômica da China e o monstro Frankenstein. Veremos porque. 
Leo Daniele (*)

Iniciemos com a crise econômica da China. Não parece que seja coisa passageira. “Há preocupações com a China e há pouca coisa para as pessoas ficarem otimistas no momento. As coisas têm caído como uma pedra. Parece um pouco brutal demais para que seja apenas uma retração saudável”, disse o diretor de negociações da MB Capital, Marcus Bulius.[1]

Notícias econômicas veiculadas pela imprensa estatal da China provocaram uma queda generalizada nas bolsas de valores de todo o mundo. Um comentário publicado pela agência estatal de notícias Xinhua sugeriu que o governo não tomará qualquer ação em breve.

No passado, tais perdas foram acompanhadas pela entrada de investidores a fim de comprar ações na baixa, mas Bulius disse que ele não compraria ações nos níveis atuais. “Eu não iria querer pegar uma faca em queda”, afirmou.[2] Tais notícias derrubaram as bolsas de valores de todo mundo, inclusive do Brasil. A bolsa brasileira teve “um desempenho ainda pior que o das outras bolsas ao redor do mundo, [...] Notícias veiculadas pela imprensa estatal da China no fim de semana sinalizaram que essa crise de liquidez deve persistir”.[3]

Mas por que motivo comparar a economia chinesa com o terrível Frankenstein? Como se sabe, era um personagem criado pela romancista Mary Shelley. O romance relata a história de Victor Frankenstein, um estudante de ciências naturais que constrói um monstro em seu laboratório. O ser fantástico se volta contra seu criador. A história se desenvolve através de vários assassinatos.

É uma história de horror. Será de horror a história dessa economia, e do mundo paganizado que a deixou expandir-se acima de qualquer limite, e que é o cenário onde os acontecimentos se passam?

[1] "O Estado de S. Paulo", 25-6-2013. 
[2] OESP, 25-6-2013. 
[3] OESP, 25-6-2013.
_________  
(*) Leo Daniele colaborador da Agência Boa Imprensa (ABIM)

terça-feira, 9 de julho de 2013

Climatólogo deixa a NASA e profetiza o fim da vida na Terra

O climatólogo James Hansen abandonou o Instituto Goddard de Estudos Espaciais (GISS), da NASA, que presidia e de cujo cargo fazia estarrecedoras previsões climáticas. Mas “nestes últimos anos, ele esgotou suas ideias. Por vezes foi longe demais” — disse seu admirador, o climatólogo francês Jean Jouzel. Saindo da NASA, Hansen vaticinou que “se nós queimarmos todos os nossos combustíveis fósseis, certamente o nível dos mares subirá dezenas de metros... nós herdaremos o clima de Vênus, [...] os humanos não poderão sobreviver, [...]. A imagem da Terra será a de uma Antártida sem gelo e um planeta desolado sem habitantes”. Se essa não fosse a declaração de um “profeta” ambientalista, talvez Hansen tivesse sido transportado logo por uma ambulância. Mas não foi o caso. Pior do que problema psiquiátrico é sua ideologia neocomunista...
___________
Agência Boa Imprensa (ABIM)

Racha no consenso em torno de “aquecimento global”

Até há pouco tempo imperava um consenso jornalístico a respeito do aquecimento global. Mas agora esse consenso está rachando. O semanário britânico “The Economist” voltou atrás e classificou como improváveis ou forçadas e alarmantes notícias sobre o “aquecimento global antropogênico”. O diário londrino “The Telegraph” perguntou se já “chegou a hora de dar marcha à ré com tristeza e melancolia”. Colunistas e editores do “Wall Street Journal” (EUA), da revista “Der Spiegel” (Alemanha), do “The Australian” (Austrália) e do “National Post” (Canadá) também mudaram de opinião. Muitos outros jornalistas estão fazendo uma releitura das pífias assertivas alarmistas, porque não querem ficar do “lado errado”. E a opinião pública nos EUA e na Europa já não acredita no alarmismo do aquecimento global segundo as mais recentes pesquisas.
___________
Agência Boa Imprensa (ABIM)

quinta-feira, 4 de julho de 2013

A suntuosidade do Templo

Estátua do Rei David (obra de André-Jean Lebrun), venerada na Basílica dos Santos Ambrósio e Carlos Borromeu, na Via del Corso, em Roma. [foto PRC]
· Pe. David Francisquini (*)

O esmero aplicado na construção do Templo de Jerusalém não consistiu apenas no impulso inicial dado pelo Rei David para que a edificação fosse monumental e digna para abrigar a Arca da Aliança. Advertido pelo próprio Deus, ele sabia que a grandiosa empreitada caberia a seu filho Salomão, ao qual, como pai, quis facilitar e incentivar. Soube, todavia, encontrar forças suficientes para reunir a elite e movê-la com vistas àquela edificação, a fim de que o Templo representasse também poder, grandeza e autoridade.

Este, tampouco, poderia ser uma simples habitação, pois não se destinaria a abrigar pessoas, mas a cultuar o Senhor Deus dos Exércitos — o Deus vivo, criador de todas as coisas, transcendente, absoluto e perfeitíssimo. Lugar de paz, harmonia e bem-estar. Era, pois, imperativo para David empregar os mais talentosos artistas do reino para manusear o ferro, a prata, o ouro, a madeira, a pedra, o cobre, o bronze, e outros requintados materiais que seriam utilizados para ornar a Casa de Deus.

O próprio rei deixou soma considerável de recursos acumulados durante toda a sua vida: “100 mil talentos de ouro, um milhão de talentos de prata, além de diferentes vasos de ouro e de prata, de enorme quantidade de cobre, ferro, madeira, mármore e pedras de grande valor”. E ainda deixou — de seu tesouro particular — “três mil talentos de ouro de Ofir e sete mil talentos de prata para o revestimento das paredes do santuário. Como as necessidades serão grandes e os operários precisarão ter à mão o ouro e a prata exigidos por obras tão numerosas e tão importantes, se alguns dentre vós quiserem concorrer de boa vontade para a edificação da casa de Deus que abra generosamente as mãos e apresentem as dádivas ao Senhor”.

Nesse dia, as ofertas solicitadas pelo rei somaram o montante de “cinco mil talentos de ouro, dez mil talentos de prata, 18 mil de cobre e 100 mil de ferro, com todas as pedras preciosas que cada qual possuía. Essas ofertas, entradas no tesouro do Templo, foram confiadas à guarda do levita Jeiel. Foram dons espontâneos oferecidos de todo coração a Deus e que provocaram na assembleia uma autêntica vaga de júbilo” (1- Par 29,1-9).

Cheio de encanto, com a instituição e fundação da Santa Igreja Católica Apostólica Romana, o Antigo Testamento iluminou o Novo Testamento. Se Nosso Senhor ressalta que não veio destruir a Lei e os profetas, e instituiu a Igreja — fora da qual não há salvação —, é porque ela deveria superar a lei antiga, até mesmo na edificação de seus templos. É verdade que o requinte e o esplendor de nossas igrejas devem contribuir de modo ponderável para o cumprimento do primeiro e maior de todos os Mandamentos: “Amarás o teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma e de todo entendimento”. Esse máximo Mandamento nos leva a praticar este outro: “Amarás ao teu próximo como a ti mesmo” (Mateus 22, 34-46).

A melhor maneira de amar o próximo é fazer-lhe benefícios espirituais que o conduzam por sua vez a amar a Deus com todas as veras de sua alma. E para esse fim, nada é tão eficaz como a construção de templos sagrados cujo ambiente propicia a celebração de belas cerimônias religiosas, bem como o ensino da doutrina deixada pelo Divino Mestre. A propósito, comprometo-me com os leitores de voltar ao assunto tão logo me seja possível. Até lá.
______________ 
(*) Sacerdote da igreja do Imaculado Coração de Maria, Cardoso Moreira - RJ

sexta-feira, 21 de junho de 2013

Ter nojo é coisa boa?


Leo Daniele (*)

 Em matéria de asco, a barata parece exercer uma espécie de liderança incontestável. Que conclusões tirar dos assuntos conexos?

Caro leitor: já tomou conhecimento de uma campanha internacional incentivando a que se comam insetos? Vai além de todo limite. Parecia uma empreitada apenas mediática, quando a própria ONU a endossou, no relatório divulgado dia 13 de maio p.p. através da FAO, recomendando o aumento do consumo de insetos por ser “nutritivo, abundante e não-poluente”.

No mesmo sentido é expressivo o artigo de Alexandra Forbes [1]. Não publicaria o que nele vai, se não fosse necessário documentar minha matéria. Num restaurante mexicano o garçom lhe disse: “Coma os bichos primeiro, com as mãos. Eram dois, a passear por cima da comida e a tentar fugir da morte, escalando a borda branca de porcelana. [...] Capturei um chumil (seu nome em espanhol) e enfiei-o vivo na boca. Fechei o maxilar, respirei fundo para ganhar coragem e crac! Foi morte súbita. O suco das entranhas misturou-se aos pedacinhos da carapaça espatifada em uma só massa negra”.

Sem comentários. Mas há mais: o Nordic Food Lab se dedica ao estudo da entomofagia (alimentação de insetos), desenvolvendo receitas com baratas, cigarras e formigas, entre outros bichos.

Em parceria com o movimento Pestival (ou festival das pestes), um laboratório dinamarquês serviu em abril em um evento londrino tira-gostos feitos com insetos. O menu incluía mousse de larva de mariposa e caldo de gafanhoto.

Os jornais, ao menos os de São Paulo, têm consagrado páginas e páginas a esse repugnante assunto, qualificando de puritana e antiquada a sensação de nojo que muitos sentem. Pensei então em oferecer algumas linhas sobre o nojo. Trata-se de uma sensação válida nestes, e em outros casos? Ou é uma sensação errada, que deve ser reprimida? Que é o nojo?

Trata-se de uma emoção tipicamente associada com coisas que são percebidas
como sujas, incomestíveis ou infecciosas, ou dejetos de um organismo. O nojo é uma enfática reação de rejeição. Envolve uma expressão facial característica, e está também associado a uma queda nos batimentos cardíacos, em contraste, por exemplo, com medo ou raiva.

Um estudo recente descobriu que mulheres e crianças são mais sensíveis ao nojo do que os homens.

Muitos pacientes que sofrem da doença de Huntington, uma moléstia neurodegenerativa progressiva transmitida hereditariamente, são incapazes de reconhecer expressões de nojo em outrem e também não demonstram reações de nojo a odores e sabores nauseabundos. A incapacidade de reconhecer o nojo em outrem surge em portadores do gene Huntington antes que outros sintomas se manifestem.

Portanto, não é o nojo que é doentio , mas antes a ausência habitual dele.

Há ainda o nojo moral. Há certos pecados que além de produzir indignação por ofenderem a Deus, devem produzir nojo pela maneira como são cometidos.

Eis aí uma brevíssima explanação de por que o nojo é coisa boa e natural. Além disso, cada vez mais necessária, pois o nojo, o asco, a repugnância fazem parte da civilização. É um pouco complicado dizer isto, mas sem nojo não há civilização!
___________
[1] "Folha de S. Paulo", 5-6-13. 

sexta-feira, 10 de maio de 2013

Nhá Chica: virtuosa personagem do Brasil real

Beatificada no dia 4 último, a virtuosa mineira de Baependi se for canonizada  poderá  receber a honra dos altares
 §  Paulo Henrique Chaves (*)

Há certo tempo, passando por Caxambu, tive minha atenção voltada para vários estabelecimentos comerciais com um nome ao mesmo tempo antigo e popular, mas com o charme do Brasil real, do Brasil verdadeiro, bem diferente do Brasil falso apresentado nas novelas.

Satisfazendo minha curiosidade, perguntei ao proprietário da lanchonete Nhá Chica a razão daquele nome. Com a calma do montanhês, falou-me a respeito da personagem, cuja vida transcorreu quase toda ela na cidade de Baependi (MG), a poucos quilômetros de Caxambu.

Mostrou-me um livro que trazia a biografia de Francisca Paula de Jesus Isabel, de autoria de Helena Ferreira Pena. Abriu-o e mostrou-me um soneto dedicado à conhecida e venerada em toda região, Nhá (forma abreviada de Senhora) Chica (de Francisca).

Da lavra do Conselheiro João Pedreira do Couto Ferraz, tais versos, compostos nos idos tempos do Brasil Império (1873), prestam homenagem a Nhá Chica, cujo processo de beatificação foi instaurado no Vaticano, em 1992.
A humilde casa onde residiu Nhá Chica, em Baependi (MG)

Mas, afinal, quem foi Nhá Chica que acaba de ser beatificada? 
Nascida em 1810, em São João del Rei, ainda menina mudou-se com sua mãe para Baependi. Ali, numa modesta casa que ainda se conserva, no cimo de um morro onde se ergue hoje a igreja de Nossa Senhora da Conceição, por ela construída, viveu virtuosamente e morreu em odor de santidade no dia 14 de junho de 1895.

Sua certidão de Batismo fala-nos claramente de sua origem:

“Aos vinte e seis de abril de mil oitocentos e dez, na Capela de Santo Antônio do Rio das Mortes Pequeno, filial desta Matriz de São João del Rei, de licença, o Reverendo Joaquim José Alves batizou e pôs os santos óleos a FRANCISCA, filha natural de Isabel Maria. Foram padrinhos, Ângelo Alves e Francisco Maria Rodrigues. O coadjutor Manuel Antônio de Castro”.

Com efeito, por uma pintura, na qual ela é retratada e que se conserva na capelinha de sua casa, percebem-se claramente os traços de mestiça, tão frequentes em nosso Brasil real. Como afirmou o Conde Affonso Celso, os negros que vieram para o Brasil mostraram-se dignos de consideração por seus sentimentos afetivos, por sua resignação, coragem e laboriosidade. São dignos, pois, de nossa gratidão.

Segundo sua biógrafa, Nhá Chica era portadora de nobre missão: “Para todos tinha uma palavra de conforto e a promessa de uma oração”. Sua companhia diuturna era uma pequena imagem de Nossa Senhora da Conceição ainda hoje venerada na igreja, conhecida na cidade como igreja da Nhá Chica.

Diante da bela imagem esculpida por hábeis mãos de artista em cuja alma vicejava a fé, pude rezar a oração predileta de Nhá Chica, aliás, umas das mais belas preces compostas nos dois mil anos de cristianismo: a Salve Rainha.

Capela edificada por iniciativa de Nhá Chica,
em Baependi, obedecendo ordem
de Nossa Senhora
Um fato narrado por Helena Ferreira Pena descreve o perfil espiritual dessa alma de eleição. Certo dia, Nhá Chica recebeu manifestação da Mãe de Deus mediante a qual pedia que Lhe fizesse uma capela. Como isso requeria muito dinheiro, saiu Nhá Chica pelas vizinhanças em busca de auxílio, que não lhe faltou.

Providenciou logo os adobes. Quando havia certa quantidade pronta desse material de construção, recebeu Nhá Chica ordem de Nossa Senhora para dar início à edificação. Contratou então um oficial de pedreiro que pôs mãos à obra. Encontrando-se os serviços já em certo estágio, o oficial notou que iria faltar material e disse-lhe:

— “Nhá Chica, os adobes não vão chegar! 

— “Nossa Senhora é quem sabe”. Respondeu ela.

O pedreiro continuou o serviço e, ao terminar, não faltou e nem sobrou um só pedaço de adobe.

Fatos como esse se deram ao longo de toda construção até o seu término. Mas Nossa Senhora queria algo mais.

Manifestou a sua serva seu desejo: “Queria um órgão para a igreja”.

Nhá Chica, porém, na sua incultura, não sabia o que era aquilo. Foi consultar o
Órgão adquirido por Nhá Chica
vigário local, Mons. Marcos Pereira Gomes Nogueira, sobre o que era o órgão que Nossa Senhora desejava para a capela.

Segundo vai narrando sua biógrafa, Mons. Marcos lhe disse:

“Órgão é um instrumento até muito bonito que toca nas Igrejas, mas para isso precisa muito dinheiro!”...

— “Mas Nossa Senhora queria. Na Rua São José, casa 73, no Rio de Janeiro, chegou um assim”, disse ela.

Mal Nhá Chica manifestara o desejo de Nossa Senhora, as esmolas começaram a afluir às suas mãos. Foi encarregado da compra o Sr. Francisco Raposa, competente maestro, que partiu para o Rio de Janeiro. O órgão foi despachado até Barra do Piraí (RJ) por via férrea. De lá até Baependi foi levado em carro de boi.

Marcada sua inauguração numa quinta-feira às 15 horas, ela fez tocar o sino, convidando o povo.

Começam a chegar os devotos e a capela ficou lotada. O maestro subiu ao coro e, deslizando suas mãos sobre o teclado, qual não foi a sua surpresa: não se ouviu uma nota sequer! O que teria acontecido?

“Com certeza estragou-se com a viagem em carro de bois, diziam uns. — “Qual! Com certeza venderam coisa velha estragada”, diziam outros.

Nhá Chica chorava... De repente, acalma-se e diz: “Esperem um pouco”. E foi prostrar-se aos pés da Virgem, sua Sinhá.

O povo esperava ansioso. Ela voltou serena e sentenciou:

— “Podeis voltar para suas casas, porque o órgão não tocará hoje, mas amanhã às 15 horas". (Uma sexta-feira, dia da devoção de Nhá Chica). “Nossa Senhora quer que entoem a ladainha”.

E assim se fez. No dia seguinte, novamente o sino soava conclamando os fiéis, que, desta vez, foram em número maior, movidos pela curiosidade.

E às 3 horas da tarde em ponto, o maestro fez ecoar pela primeira vez por toda a igreja, ao som do órgão, a linda melodia da ladainha de Nossa Senhora! As lágrimas desciam dos olhos de Nhá Chica, mas desta vez lágrimas de alegria e felicidade.

Pude ver o órgão, infelizmente em mau estado de conservação, na casinha onde viveu esta personagem muito brasileira, carinhosamente chamada de Nhá Chica. Ele não toca mais.

Caro leitor: se a conselho médico ou para repouso for a Caxambu, não deixe de percorrer os cinco quilômetros até Baependi, para ouvir, no silêncio acolhedor daquela modesta casa, os conselhos que a graça certamente lhe inspirará na alma. E encontrará o único repouso verdadeiro, que é conhecer, amar e servir a Nosso Senhor Jesus Cristo – o Caminho, a Verdade e a Vida.
_________  
(*) Paulo Henrique Chaves é colaborador da Agência Boa Imprensa (ABIM)

sexta-feira, 3 de maio de 2013

Coação ambientalista, crime de lesa-pátria?


O Brasil vem sendo o principal alvo da constante pressão ambientalista internacional, tendo sempre a Amazônia nas manchetes. Há dois pesos e duas medidas nesse processo, pois a China, conhecida como a maior poluidora do universo, sintomaticamente é pouco cobrada.

No meio dessa zoeira ambiental, os brasileiros assistem perplexos a esse debate, e sentem medo, pois as trombetas apocalípticas do terrorismo climático não cessam de golpear as suas consciências a cada furacão, a cada tsunami, a cada cheia ou estiagem como vingança da natureza enfurecida.

Já durante a Eco-92, o Apelo de Heidelberg — hoje subscrito por mais de 4.000 cientistas —contestava atitudes irracionais de certos meios científicos, e, ao mesmo tempo, apelava para a absoluta necessidade de ajudar os países pobres a sair de um emaranhado de obrigações irreais que comprometiam suas independências.

Com efeito, o movimento ambientalista nacional e internacional, de orientação neocomunista, engendrou meios para engessar o agronegócio e as obras necessárias ao desenvolvimento nacional. Foram inseridas na legislação ambiental inúmeras proibições, restrições, punições destinadas a imobilizar o nosso progresso agropecuário.

Inexplicavelmente, muito disso passou a constar na legislação do novo Código Florestal, que aparentando beneficiar os brasileiros, na verdade os impede de desenvolver e de aplicar suas imensas potencialidades a fim de alimentar o Brasil e o mundo.

Para bem se inteirar dessa máquina de contrapropaganda de nossa agropecuária, não deixe de ler o livro "Psicose Ambientalista" (*), um verdadeiro best seller, já na terceira edição, de autoria do Príncipe Imperial do Brasil Dom Bertrand de Orleans e Bragança.

O autor aponta para tantas consequências funestas dessa maquinação que não seria exagero qualificá-la de crime de lesa-pátria.  _________________________________ 
(*) Contato e exemplar de cortesia para jornalistas: 
Marcos Balthazar - São Paulo - (11) 2765-4770 
marbalthazar@gmail.com
Adquira agora mesmo este livro indispensável em sua casa, por meio da Livraria Petrus