segunda-feira, 20 de julho de 2009

Mestre, ensina-nos a rezar!

Pe. David Francisquini (*)

Os apóstolos, em certa ocasião, dirigiram-se a Nosso Senhor Jesus Cristo e Lhe pediram: “Mestre, ensinai-nos a rezar”. E Ele lhes ditou a oração do Pai Nosso. Não há oração mais bela, mais eficaz, mais agradável a Deus, mais rica em significado e com mais profundidade de conteúdo do que o Pai Nosso.

Com efeito, são inesgotáveis os pensamentos, as idéias ou os comentários que se possam tecer a respeito dessa singular prece. Chamada também oração dominical, pois provém da palavra latina dominus, que significa senhor, ela brotou dos sagrados lábios do nosso Salvador e Redentor.

Dentro do exíguo espaço de um artigo, é tarefa impossível discorrer sobre os ensinamentos contidos no Pai Nosso. Por isso, tratarei hoje de uma parte, deixando a outra para uma próxima ocasião.

Como é sabido, o Pai Nosso contém sete petições: as quatro primeiras pedem o bem, e as outras três, que sejamos livres do mal.

Começamos por invocar a Deus como ‘Pai nosso’ — e não ‘pai meu’, pois somos filhos do mesmo Pai, e, portanto, irmãos, obrigando-nos a rezar uns pelos outros. ‘Que estais no Céu’ — indica que Deus se manifesta em sua glória. Com isso, habituamo-nos a pensar em Deus, que um dia veremos face a face na bem-aventurança eterna.

  • 1ª petição: “Santificado seja o vosso nome”. Ela nos convida a pedir que Deus seja conhecido, honrado e servido por todos os homens, inclusive cada um de nós. Ao mesmo tempo, pedimos que os infiéis sejam batizados, os hereges se convertam e voltem ao seio da Santa Igreja, os cismáticos se reagrupem em torno da Igreja, os pecadores se convertam e os justos sejam perseverantes no bem.

  • 2ª petição: “Venha a nós o vosso reino”. Entendemos um tríplice reino espiritual, primeiramente em nós, com sua graça santificante e pelas virtudes teologais da fé, esperança e caridade, reinando sobre nossa inteligência, nosso coração e nossa vontade.
    Depois o reino de Deus na Terra, ou seja, que a Santa Igreja Católica se dilate cada vez mais e se propague pelo mundo inteiro para a eterna salvação do gênero humano e glória de Deus. Em seguida, o reino nos Céus, ou seja, para que um dia possamos ser admitidos na corte celestial, onde seremos plenamente felizes.

  • 3ª petição: “Seja feita vossa vontade, assim na Terra como no Céu”. Move-nos à obediência pronta e amorosa aos Mandamentos de Deus, como os anjos e santos no Céu. Pedimos ainda a correspondência a todas as luzes e graças divinas e de vivermos resignados com a vontade de Deus.

Isto é tão evidente que fazer a vontade de Deus é procurar conseguir a salvação eterna, pois ninguém entrará no Reino dos Céus se não tiver feito a vontade do Pai. A vontade de Deus está consignada nos seus Mandamentos, nos preceitos da Igreja e nos superiores colocados por Deus para nos guiar no caminho da salvação.

Nada daquilo que costumamos chamar mal acontece sem a permissão de Deus, que sabe tirar o bem do mal, e por isso o permite. Devemos ver em todos os acontecimentos bons e maus um desígnio de Deus, visando nossa salvação eterna.
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(*) Sacerdote da Igreja do Imaculado Coração de Maria –– Cardoso Moreira (RJ)

Índia recusa educação sexual com métodos da UNICEF

O senado da Índia recusou a aplicação de programas ocidentais de educação sexual nas escolas, argumentando que só exacerbam as gravidezes prematuras e incitam à promiscuidade sexual, informou “LifeSiteNews”. ONGs ocidentais queriam impor a educação sexual nas escolas com material imoral da UNICEF, órgão ligado à ONU. Para o senado hindu, caso fosse aplicado o programa proposto, ele “corromperia a juventude indiana e levaria ao colapso o sistema educacional”. Tal programa não é senão uma incitação à “educação para usar preservativos” que produz uma “sociedade imoral” e aumenta o número de famílias monoparentais, acrescenta a nota do senado. Com relação à Aids, o professor Pratibha Naitthani declarou ao comitê do senado encarregado de elaborar o relatório que “nada é mais seguro do que a abstinência até o casamento”.
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Agência Boa Imprensa

Doentes mentais trabalhavam como escravos na China

Mais dez empresários chineses foram presos por maltratar e escravizar doentes mentais em fábricas de tijolos do leste da China (foto), informou a agência oficial marxista “Xinhua”. O fato não é novo, é até corriqueiro, ocorrendo sob o olhar cúmplice das autoridades. A escravidão é um fato oficial e atinge milhões em fábricas-prisão, campos de reeducação pelo socialismo e até fábricas oficiais que trabalham para firmas ocidentais. O caso veio à tona quando as famílias denunciaram pela Internet que seus filhos foram seqüestrados e vendidos como escravos em Shanxi. Hoje o governo socialista se empenha para que denúncias dessas não apareçam mais na Internet.

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Agência Boa Imprensa

quarta-feira, 1 de julho de 2009

Onde está a felicidade?

Pe. David Francisquini (*)

Após termos meditado sobre a paixão e morte de Cristo durante a Semana Santa, é normal que gozemos de justa paz interior advinda das múltiplas celebrações litúrgicas. Tal paz é o reflexo da boa ordem infundida por Deus nos corações depois de uma confissão bem feita, de ter rezado e recebido Nosso Senhor na Eucaristia, acompanhado as procissões e convivido com cerimônias religiosas ricas em significados.

Não precisa muito discernimento para perceber nas pessoas que assistiram às cerimônias quanto mais sensíveis e abertas elas ficam para o sobrenatural e a vida cristã. As fisionomias recobram louçania, fruto da alegria advinda da liturgia da Igreja, quando bem celebrada. Mas de onde vêm esta felicidade e esta alegria a ponto de se desejar ao próximo uma santa e feliz Páscoa?
A palavra religião vem do latim religare, isto é, ela nos liga a Deus, fonte de toda alegria e de toda felicidade. Portanto, elas procedem de Deus, uma vez que A Igreja Católica Apostólica Romana, fundada e instituída por Nosso Senhor Jesus Cristo, tem os meios para nos comunicar a graça divina, o caminho para se chegar a Deus, a doutrina e os ensinamentos, os quais devemos acatar e acreditar.

Para ser feliz, é preciso estar na amizade de Deus. É preciso ser cristão, ser batizado, crer e professar a doutrina de Jesus Cristo, freqüentar os sacramentos, especialmente os da Confissão e da Comunhão, assistir às santas missas nos domingos e dias de festas. É preciso também o matrimônio religioso e não apenas a união civil, que consiste em viver em concubinato. É preciso praticar o bem e evitar o mal. O pecado é uma desobediência aos Mandamentos da Lei de Deus e da Igreja.

Para não pecar contra Deus, contra o próximo e contra si mesmo é indispensável a oração. “Quem reza se salva, quem não reza se condena”, disse Santo Afonso Maria de Ligório. Nosso Senhor nos manda amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a nós mesmos. E os autores de boa doutrina aconselham a ter uma entranhada devoção a Virgem Maria, para assim conseguir a graça de Deus e a salvação eterna.

Jesus Cristo nos veio por meio de Maria e é por meio d’Ela que devemos também ir a Ele. A Mãe cheia de misericórdia não permitirá, com sua poderosa intercessão, que caiamos na desgraça do inferno, lugar onde os condenados sofrem a ausência de Deus e são queimados por um fogo inextinguível. Concorrerá Ela empenhadamente para ganharmos o Céu, onde os justos e os anjos contemplam a Deus na felicidade eterna.

Ninguém ama aquilo que não conhece. Assim, é preciso que o verdadeiro cristão procure estudar a doutrina católica, é preciso tomar conhecimento das verdades ensinadas pela Santa Igreja. Caso contrário, a sociedade mergulhará ainda mais na crise religiosa e moral, encharcada que está em pecados de toda ordem, como, por exemplo, o roubo, o adultério, o homicídio, a impureza e os maus costumes. Se quiser ser feliz, procure ser amigo de Deus, fonte de todo o bem. Não procure a felicidade nas miragens que o mundo oferece.
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(*) Sacerdote da igreja do Imaculado Coração de Maria –– Cardoso Moreira (RJ)

Mosteiro inglês que revive tradições atrai vocações

Em Cornwall, Inglaterra, instalou-se nova ordem contemplativa: a das Irmãs Franciscanas da Imaculada (foto), noticiou “The Telegraph”. Elas ocuparam o antigo convento de Lanherne, abandonado pelas carmelitas. Trata-se do primeiro instituto feminino que adotou oficialmente o rito litúrgico tradicional, em latim, com a aprovação de Roma. Também foi aberta uma casa para o ramo masculino em análogas condições. A abertura de uma casa de contemplativas com disciplina, austeridade, observância litúrgica tradicional e muitas novas vocações trouxe vigoroso ânimo aos católicos ingleses, após décadas de desanimadoras notícias de mosteiros que fecham suas portas, que permanecem sem novas vocações, que abrigam escândalos, ou que disseminam tibieza.

Agência Boa Imprensa

quarta-feira, 24 de junho de 2009

Retorno de aulas em latim em Nova York

O diário “The New York Times” e a revista “U.S. News & World Report” noticiaram uma avançada tendência nas escolas de nível médio e secundário americanas: aulas de latim (foto).

A tendência cresceu nas últimas duas décadas na Igreja Católica, especialmente entre jovens sacerdotes, seminaristas e leigos. Grande número deles se entusiasma lendo, ouvindo, cantando e assistindo à liturgia em latim. Grupos organizados aprofundam o canto gregoriano e o estudo da gramática latina.

Um segmento importante dos jovens voltou-se para a Tradição do catolicismo, a adoração eucarística e o canto gregoriano –– comentou o site The Catholic Thing. É auspicioso esse interesse pela língua oficial da Igreja, genuína transmissora do esplendor da fé católica.

UE proíbe palavras correntes que discriminam o gênero

A União Européia (UE) aboliu o uso de palavras como “Senhor” ou “Senhora”, sob pretexto de combater o “machismo” –– informou o diário inglês “The Daily Mail”. Os burocratas de Bruxelas proibiram também as expressões inglesas sportsman (esportista), statesman (estadista), man-made (feito pelo homem), fireman (bombeiro), policeman (policial) entre outras, pelo fato de serem compostas com man (homem), fato que as tornaria eivadas de “discriminação” e “sexismo”. Os equivalentes em francês (Madame e Mademoiselle), alemão (Frau e Fraulein), espanhol (Señora e Señorita), etc., também foram banidos. A chefia da UE criou um opúsculo para conter todas as transformações. A decisão só se aplica aos órgãos da UE. Porém, foi encaminhada ao Parlamento Europeu (foto), na expectativa de que este a transforme em “lei” européia. A tal extremo chega a antidiscriminação, que na realidade é uma super-discriminação...

Aborto, droga e socialismo dizimam população russa

Mais de 2,5 milhões de russos com idades entre 18 e 39 anos são usuários de drogas ilegais, reconheceu Viktor Ivanov, chefe do serviço russo para o controle federal da droga. 140.000 menores estão em centros de recuperação para drogados, noticiou a agência russa “Novosti”. Segundo Ivanov, quase 30.000 russos morrem anualmente por excesso de droga. Só em 2008 foram apreendidas 38 toneladas de narcóticos, e cerca de 7.000 narcotraficantes foram presos ou mortos. Entretanto, a repressão policial é insuficiente. É necessária uma reforma moral profunda do povo, degradado por décadas de regime comunista. E isso só se obtém com a prática da Religião verdadeira, a católica. Entretanto, o governo russo de hoje, como na época do bolchevismo, empenha-se em persegui-la e eliminá-la.

domingo, 14 de junho de 2009

Renascimento de tradições em Detroit e Québec

Para o diário “The Detroit News”, cada vez mais católicos voltam-se para as tradições religiosas. Seja em Nova York ou em Québec (Canadá), eles procuram as indulgências que resgatam a pena devida pelos pecados. Também fazem cada vez mais peregrinações a santuários de Nossa Senhora, de santos, e adotam formas tradicionais de culto, incluindo a Missa em latim e a adoração do Santíssimo Sacramento. Sacerdotes e seminaristas estão voltando a usar batina e submetem-se a antigas normas de disciplina eclesiástica. O “The Detroit News” comenta o desafio que essa nova tendência significa para a modernidade inaugurada pelo Vaticano II há 45 anos. A arquidiocese de Detroit aprovou 14 horários de Missas no rito dito de São Pio V, rezado em latim. A maioria dos que participam da nova tendência contam entre 30 e 40 anos de idade.
(foto acima: Missa no rito São Pio V, na Igreja de Saint Josaphat, Detroit)
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Agência Boa Imprensa

Confirmado que preservativos não diminuem a AIDS

Edward C. Green (foto), diretor do AIDS Prevention Research Project do Harvard Center for Population and Development Studies, declarou que a evidência confirma que Bento XVI estava certo ao dizer que a distribuição de preservativos piora o problema da AIDS. Segundo a agência “Zenit”, os bispos camaroneses qualificaram de “desinformação” o procedimento de “certos meios de imprensa ocidentais” favoráveis ao preservativo. Também se pronunciaram nesse sentido os bispos diocesanos de Dakar, Gitega (Burundi) e Kinshasa (Congo). Os prelados da Índia, segundo LifeSiteNews, reafirmaram que esse recurso antinatural aumenta o risco de contrair a doença e qualificaram a mídia ocidental de insensata e irresponsável. Apesar desses taxativos desmentidos, a mídia, políticos, grupos homossexuais, laicistas e socialistas continuam afirmando que agem em favor dos pobres da África, insistindo no mesmo realejo anticatólico. Denigrem a Santa Igreja e seus preceitos morais, única tábua de salvação face à devastação produzida pela AIDS.
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Agência Boa Imprensa


segunda-feira, 8 de junho de 2009

“Discriminação” de cunho ideológico


Roger Vargas (*)
A propósito de um artigo da “Folha de São Paulo”, de 27 abril, sobre a discriminação e as cotas para estudantes universitários, veio-me uma recordação saudosa da época em que não havia quotas raciais nas universidades...

Discriminação é um termo que significa apenas ato de distinguir, separar, apartar. Porém, a palavra discriminação, como é entendida hoje em dia, tomou um sentido acentuadamente ideológico.

Não muito tempo atrás, recordo-me que quando pedíamos –– “Pode me dar uma nota discriminada?” –– isso significava tão somente classificar nela os produtos comprados.
Infelizmente, a significação da palavra mudou, e discriminação com sentido ideológico está atingindo, pouco a pouco, todos os setores da sociedade. No ensino, ela encontrou seu caminho através do sistema de cotas que obriga, por lei, ser reservada uma quantia de vagas nas universidades a alunos considerados “discriminados”.

Baseando-se no modelo de tribunais da Revolução Francesa, o candidato é entrevistado “por uma comissão que inclui professores, técnicos da universidade, estudantes e ativistas de organizações pró-direito dos negros: um autêntico e estapafúrdio tribunal racial”, comenta a “Folha”. Em tal entrevista, são feitas perguntas por essa “banca racial”. Dentre elas, a indagação se a pessoa alguma vez já se declarou negra ou parda, ou mesmo se já foi vítima de preconceito.

Na Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), no Rio Grande do Sul, uma caloura que afirmara nunca ter sofrido discriminação foi desqualificada pela comissão, por causa dessa afirmação!

Também na Universidade Federal de São Carlos (SP), segundo o matutino paulista, 25% dos alunos que haviam sido aprovados no vestibular por tal sistema tiveram suas matrículas canceladas, após serem questionados pela “banca racial”. E é clamoroso o fato de dois gêmeos univitelinos na UnB de Brasília, onde esse tipo de banca considerou um deles negro e o outro não...

Com a adoção de critério tão absurdo, quem é prejudicado? O próprio negro que, mais cedo ou mais tarde, não se orgulhará de não ter conquistado uma vaga por seu próprio esforço, mas sim por ter sido considerado “discriminado”...

E quem sai lucrando com tal situação? Os movimentos de esquerda que, cada vez mais vão incrementando no Brasil o espírito de revolta. Uma vez que falharam em seu intuito de levar o povo brasileiro à luta de classes, agora tentam induzi-lo à luta das raças. Num País universalmente reconhecido como modelo de miscigenação e de harmonia racial!

A pergunta que resta: até quando a opinião pública brasileira resistirá a esse ataque à ordem e à harmonia de raças vigentes? Quantos inocentes serão perseguidos ou mesmo encarcerados até que as normas da verdadeira justiça e o bom senso do povo brasileiro eliminem a tentativa de implantar maciçamente tal “discriminação” e a luta de raças em nosso País?
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(*) Roger Vargas é colaborador da ABIM

terça-feira, 19 de maio de 2009

Não seja incrédulo


Pe. David Francisquini
Os acontecimentos ainda recentes da Semana Santa impelem-nos a fazer uma reflexão sobre a Ressurreição gloriosa de Jesus e de fatos ocorridos logo após esta vitória fulgurante de Nosso Salvador.

Jesus repousou em seu sepulcro como outrora o profeta Jonas no ventre da baleia, mas seus inimigos O temiam. Cientes da profecia de sua Ressurreição, eles pediram a Pilatos que colocasse guardas junto ao jazigo, a fim de evitar que o corpo do Senhor fosse roubado. E eis que se deu um grande terremoto. O anjo do Senhor chegando à sepultura afastou a pedra, e sentou-se em cima dela. Seu aspecto era como de relâmpago, e os guardas quando o viram, ficaram apavorados e como mortos.

Ao recobrarem os sentidos, eles partiram céleres para o Templo, a fim de anunciar a Ressurreição do Redentor. Era a notícia que seus inimigos sequer queriam cogitar. Diante do fato, o que fizeram eles? Deram dinheiro aos guardas para espalhar a notícia de que o corpo do Redentor havia sido roubado enquanto eles mesmos dormiam. Santo Agostinho assim rebateu tal alegação: “Se dormíeis, como podeis ter visto os discípulos roubarem o corpo do Senhor?”.
Se os inimigos temiam a Ressurreição do Salvador, por que os seus discípulos –– testemunhas oculares de incontáveis milagres –– tiveram dificuldade em aceitar tal verdade? Quando as santas mulheres vieram trazer-lhes a boa nova, os Apóstolos foram tardos em crer na notícia. Por que agiram assim? Encontravam-se eles sucumbidos por tão profunda tristeza que, aparecendo Jesus aos discípulos de Emaús, estes não O reconheceram.

Para confirmá-los na fé, o Redentor lhes perguntou: “Que conversas são essas que mantendes pelo caminho, e por que estais tristes?”

Um deles disse-Lhe: “Só tu és forasteiro em Jerusalém, que não sabes o que ali tem passado nesses dias?”

E Ele disse-lhes: “Que é?”.

Responderam: “Sobre Jesus Nazareno, que foi um varão profeta, poderoso em obras e em palavras diante de Deus e todo o povo; e de que maneira os nossos príncipes e sacerdotes e os nossos magistrados o entregaram para ser condenado à morte e o crucificaram”.

E só o reconheceram quando Ele “tomou o pão, benzeu-o, partiu-o e lhes dava”.

Mesmo Jesus aparecendo e mostrando-lhes as chagas, os Apóstolos tiveram dificuldade em crer. Estavam obcecados pela idéia que lhes dominava o espírito, de que sua crucifixão e morte seriam a maior derrota para a causa do seu reino.

Ao lhes aparecer, foi necessário que Ele pedisse algo para comer. Trouxeram-lhe um favo de mel e uma posta de peixe. Para eliminar qualquer dúvida a seu respeito, Jesus comeu diante deles. Mesmo assim, Tomé, um dos onze não estava presente nesta aparição. Afirmou que só acreditaria se colocasse o dedo na chaga de Cristo ressurrecto: “Se eu não vir em suas mãos o sinal dos cravos, se não meter o meu dedo no lugar dos cravos, se não meter a mão em seu lado, não acreditarei”.

Dias depois, estavam os Apóstolos de Jesus no mesmo lugar e Tomé com eles. Veio Jesus, estando fechadas as portas: “A paz seja convosco”.

E dizendo isto, mostrou-lhes as mãos e o lado. E disse a Tomé: “Mete aqui o teu dedo e vê as minhas mãos; chega também a tua mão e mete-a em meu lado; não seja incrédulo, mas fiel”.

Tomé fez a profissão de fé: “Meu Senhor e meu Deus!”.

É oportuno consignar as palavras de Plinio Corrêa de Oliveira a respeito da Mãe do Salvador, por ocasião de sua crucifixão: “Mas há uma lâmpada que não se apaga, nem bruxuleia, e que arde só ela plenamente, nesta escuridão universal. É Nossa Senhora, em cuja alma a fé brilha tão intensamente como sempre. Ela crê. Crê inteiramente, sem reservas nem restrições. Tudo parece ter fracassado. Mas Ela sabe que nada fracassou. Em paz, aguarda Ela a Ressurreição. Nossa Senhora resumiu e compendiou em si a Santa Igreja, nesses dias de tão intensa deserção”.
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(*) Sacerdote da igreja do Imaculado Coração de Maria – Cardoso Moreira (RJ)

sábado, 16 de maio de 2009

Nova ameaça à soberania brasileira

O príncipe Charles, herdeiro da coroa inglesa, propôs no Itamaraty que os países desenvolvidos assumam a conservação das florestas tropicais brasileiras, emitindo títulos a serem comprados por investidores privados, fundos de pensão e seguradoras. Os proprietários dos títulos garantiriam recursos e impediriam que as matas fossem aproveitadas para cultivo pela população brasileira. Com essa proposta, a soberania nacional sobre as florestas ficaria gravemente atingida. E a soberania, ou é plena ou não é soberania. A ofensiva comunomissionária para expulsar brasileiros não-índios de imensas áreas do território nacional converge com planos ecologistas desse gênero, concebidos no exterior.
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Agência Boa Imprensa

China explora astutamente a crise mundial

O Banco Central da China comunista, por proposta do seu presidente Zhou Xiaochuan, sugeriu substituir o dólar por uma moeda internacional. A medida seria de difícil implementação em época de bonança, mas propô-la neste período de crise significou um duro golpe contra a moeda americana e tende a abalar a confiança na economia mundial. O regime de Pequim é o maior detentor de títulos do Tesouro americano. Ao que parece, a China pouco se importaria em perder cerca de um trilhão de dólares em títulos, caso conseguisse a esse preço derrubar a economia de seu maior adversário ideológico, os EUA. É oportuno lembrar que Mao-tsé-Tung instruiu seus continuadores a não hesitarem em sacrificar a vida de 300 milhões de chineses, se esse fosse o preço para estabelecer a hegemonia maoísta no mundo.
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Agência Boa Imprensa

domingo, 3 de maio de 2009

Entre a Mãe de Deus e a mãe da eugenia, para que lado pende a balança de Hillary Clinton?

Fotomontagem tendo no centro Chris Smith, à direita a Imagem de Na. Sra. de Guadalupe, à esquerda Margaret Sanger

Heitor Abdalla Buchaul (*)
O congressista republicano Chris Smith, em discurso pronunciado na Câmara de Representantes (constituída por deputados federais), no dia 3 de abril de 2009, salientou a atitude contraditória da Secretária de Estado americano, Hillary Clinton, que logo após visitar a Basílica de Nossa Senhora de Guadalupe, no México, onde ofereceu um buquê de flores em nome do povo americano, recebeu da organização abortista Planned Parenthood o Prêmio Margaret Sanger (fundadora da organização) ocasião em que se declarou impressionada pela figura de Sanger.

Questionou o congressista Smith em seu discurso: “Com todo respeito, pergunto a Hillary Clinton: Está brincando? ‘Impressionada’ por Margaret Sanger, que disse em 1921 que a 'eugenia é a via mais adequada e exaustiva para resolver a discriminação racial, política, e os problemas sociais”. E em 1922 asseverou que “o mais misericordioso que uma família pode fazer a um de seus membros é matá-lo”.

Smith assinalou também a declaração de Hillary (foto), de que Margaret Sanger empreendeu uma das maiores transformações “de toda a história da raça humana”.

“Transformação, sim. Mas não para bem se a pessoa for pobre, marginalizada, fraca, de cor, vulnerável, ou um dos muitos chamados indesejáveis que Sanger teria excluído e exterminado da raça humana”,
explicou ele.

Segundo o congressista, os dois atos públicos “na Cidade do México e em Houston nos apresentam duas irreconciliáveis visões do mundo”.

“Por um lado, o milagre da Virgem de Guadalupe durante cinco séculos trouxe uma mensagem de esperança, fé, paz, reconciliação e proteção dos mais débeis, os mais vulneráveis entre nós. Por outro lado, cada ano, a Planned Parenthood de Margaret Sanger mata 300 mil meninas e meninos em suas clínicas de aborto espalhadas pelos Estados Unidos".

"Nossa Secretária de Estado desconhece as crenças desumanas de Margaret Sanger? Não se informou sobre o cruel e temerário desprezo dela para com os pobres e as mulheres grávidas? No mínimo, a Secretária de Estado Clinton deveria devolver o Prêmio Sanger”.

No dia 22 de abril de 2009, a Secretária de Estado falou sobre o aborto, numa audiência na Comissão de Relações Exteriores da Câmara dos Representantes, sendo contestada pelo deputado republicano e opositor do aborto Jeff Fortenberry (na foto ao lado de Condoleezza Rice). Este acusou o governo americano de forçar os contribuintes a pagar políticas das quais discordam. Hillary Clinton respondeu-lhe nos seguintes termos: “Temos uma desavença essencial [...] eu defendo, fortemente, que você tem o direito de argumentar e que todo mundo que está do seu lado deve ter liberdade para argumentar em qualquer lugar do mundo. Nós também". E prosseguiu: “Só que nós consideramos o planejamento familiar uma parte muito importante da saúde das mulheres, e a saúde da reprodução inclui o acesso ao aborto que, a meu ver, deve ser seguro, legal e inusual”.

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O Departamento de Estado anunciou em março passado a doação de até 50 milhões de dólares ao Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) em 2009, a primeira contribuição no decorrer de sete anos para essa instituição, que financia principalmente campanhas a favor da contracepção.

Pelas palavras e pela política explicitamente desenvolvida pela Secretária de Estado, que acompanha a orientação do governo Obama, fica claro, realmente, qual é o tipo de mãe de sua preferência.
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(*) Heitor Abdalla Buchaul é colaborador da ABIM

sexta-feira, 24 de abril de 2009

MST e violência contra cadáveres

Paulo Henrique Chaves (*)
Junto com as narrativas da covarde execução de quatro colonos e vigias de uma fazenda em Pernambuco por integrantes do MST, chegou a nossas mãos farto material sobre a invasão da fazenda São Vicente, no município de Salgadinho, no mesmo Estado, onde a sanha revolucionária do MST não poupou sequer os cadáveres que jaziam em suas tumbas.

O macabro episódio teve seu início com a invasão em 18 de maio de 2003 da fazenda pertencente ao Dr. Raimundo Barbosa Braga, à Profa. Neuciene Souto Maior Braga e a mais dois outros herdeiros por uma horda do MST. O primeiro ato praticado pelos ditos sem terra foi o de trocar a placa da fazenda “São Vicente” por outra: “Assentamento Carlos Marighela”.

A fazenda de apenas 123 hectares era produtiva, e, quer pelo tamanho quer pela produtividade, não se enquadrava em nenhum dos requisitos que pudesse justificar a sua desapropriação para efeitos de Reforma Agrária, infelizmente contemplada pela espúria lei vigente no Brasil sobre a polêmica questão fundiária, que se arrasta por mais de meio século.

Quem narra a tragédia acima é Raymundo Wilsom Barbosa Braga, filho de um dos proprietários. “Sou mais uma das verdadeiras vítimas do terrorismo, junto com minha família. O MST invadiu e ocupou a fazenda São Vicente por quatro meses. Durante todo esse período os invasores não sofreram nenhuma ameaça ou agressão por parte de seus legítimos proprietários”.

E prossegue Raymundo sua narrativa: “Logo após a invasão, minha mãe, minha irmã e tia foram obrigadas a entrar na própria casa para fazer a remoção forçada de seus pertences [...] Meu pai foi obrigado a vender seus bois e cavalos sob ameaça de que se ele não os vendesse, simplesmente os perderia.

“Durante os quatro meses que permaneceram na fazenda, os invasores do MST ocuparam todas as suas dependências, arrasaram todas as suas plantações, arrombaram o escritório de meu pai e destruíram vários livros manuscritos que ele ainda não havia publicado. Roubaram centenas de objetos, destruíram a reserva florestal permanente”.

Era costume do Brasil de antigamente possuir cemitérios nas próprias fazendas. Sobretudo na zona canavieira do Nordeste, em quase todas as fazendas existe um pequeno cemitério. Pois bem, leitor, esses malfeitores chegaram a “violar a sepultura dos meus antepassados à busca de dentes e de outros possíveis objetos de ouro”, afirma Raymundo demonstrando desconsolo.

E justificando suas afirmações sobre esse assombroso acontecimento, Raymundo aponta para os autos do processo, cita – entre outros – o documento de número 4 que consta no livro de registro de queixas da Delegacia de Salgadinho, além de testemunhas que atestam a violação das sepulturas.

Causam pasmo tais monstruosidades que vêm se operando em nosso País. Não são apenas as leis que são desrespeitadas! Nem mesmo o “descanso dos justos que morrem na paz do Senhor”, como tão poeticamente nos diz a liturgia católica para o sepultamento de um fiel, é respeitado.

Com efeito, violam-se as leis civis que tipificam como crime profanar cadáveres. E violam-se também os ditames da Santa Igreja que considera tal prática uma grave profanação.
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(*) Paulo Henrique Chaves é colaborador da ABIM

Pílula anticoncepcional provocou “catástrofe demográfica”

O químico austríaco Carl Djerassi (foto), 85 anos, co-inventor da pílula anticoncepcional, agora deplora sua invenção como causa de uma “catástrofe demográfica”, segundo o diário “Der Standard” da Áustria. Para o químico, a limitação da natalidade gerou um “cenário de horror”: Na maior parte da Europa, deixou de haver “conexão entre a sexualidade e a reprodução. Na católica Áustria, país em que a média de crianças por família é 1,4, essa dissociação agora é completa”. Os jovens austríacos que deixaram de gerar filhos estão, segundo ele, cometendo um suicídio nacional.
(Agência Boa Imprensa –– ABIM)

quinta-feira, 9 de abril de 2009

“Lembra-te, ó homem, que tu és pó e em pó hás de tornar”

Pe. David Francisquini (*)

A Quaresma encerra em sua liturgia dois elementos primordiais. Primeiramente, os fiéis culpados devem reparar as suas faltas por meio da oração e da penitência. Em segundo lugar, este tempo litúrgico visa arrancar os fiéis das trevas do paganismo para a vida da graça, vivificando-os como filhos de Deus.

Enquanto o batismo nos transforma na vida divina, a penitência nos restaura essa mesma vida, perdida pelo pecado. Ao começar a Quaresma, a Igreja nos cobre de cinzas lembrando-nos que somos criaturas sujeitas ao sofrimento e à morte: “Lembra-te, ó homem, que tu és pó e em pó hás de tornar”.

Ao ensinar sobre a Quaresma, no século V, São Leão Magno concita os cristãos a elevar seus pensamentos para os grandes mistérios de nossa Redenção, e ao mesmo tempo desapegar-se dos laivos que os prende a satanás e ao mundo. E Bento XIV, no século XVIII, acrescenta: a observância da Quaresma é o vínculo da nossa milícia.

Ao estabelecer um tempo tão santo e rico de significado como a Quaresma, a Igreja ensina a seus fiéis que eles devem se purificar de seus pecados por meio das boas obras como a oração, o jejum e a esmola. Mas de nada adiantarão jejuns, abstinências e esmolas se os corações permanecerem apegados ao pecado.

Como um retiro espiritual, a Quaresma traz enorme bem para as almas. E a Igreja tem o método de como conduzir os fiéis a essa fonte inesgotável, em que todos beberão do coração chagado de Cristo, pela meditação, reflexão, oração, confissão e comunhão, como ainda pela vida de recolhimento que este tempo pede.

Tal retiro termina com a confissão e comunhão no tempo da Páscoa, verdadeira transformação espiritual em que o cristão ressurge com Cristo para uma vida nova. Tais práticas exteriores, além de desenvolver o espírito de Cristo, nos unem a Ele nos sofrimentos, na oração e no jejum.

Nesse tempo a Igreja estabelece jejum e abstinência de carne na quarta-feira de cinzas e na sexta-feira da Paixão. O próprio Nosso Senhor Jesus Cristo deu o exemplo de jejum e abstinência para começar sua vida pública, permanecendo durante quarenta dias no deserto em rigoroso jejum.

Pela oração entendemos todos os atos de piedade, como freqüência à missa, comunhão, leitura de bons livros, meditação sobre a Paixão de Cristo e a Via Sacra –– meditações acompanhadas de orações diante das catorze estações que representam os sofrimentos da Paixão e Morte de Nosso Senhor Jesus Cristo.

A Via Sacra deve sua origem à Virgem Maria. Segundo a Tradição, Ela –– após o sepultamento e a Ascensão de Jesus Cristo –– percorreu muitas vezes o caminho feito por seu divino Filho até o Calvário. A Via Sacra é um dos meios mais eficazes para converter os pecadores e tornar os justos mais perfeitos.
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(*) Sacerdote da igreja do Imaculado Coração de Maria – Cardoso Moreira (RJ)

Mais um ex-agente da KGB para dirigir a IO russa

Mais um ex-agente da KGB para dirigir a IO russa
A chamada Igreja Ortodoxa Russa (IO), velho cisma da Igreja Católica, elegeu novo chefe, que é o patriarca de Moscou. Do mesmo modo que o falecido patriarca Alexis II, o recém-eleito foi agente da KGB (foto) –– a antiga polícia encarregada da repressão política e ideológica sob a ditadura dos sovietes, hoje talvez mais poderosa que nunca. O verdadeiro nome do novo patriarca é Vladimir Gundiaiev. Seu nome oficial é Kirill, mas para a KGB é o agente Mikhailov, informou o diário “Il Giornale” de Milão. Era metropolita de Smolensk e Kaliningrado, além de “ministro do exterior” da IO. Possantes indícios sugerem que a verdadeira eleição não foi realizada no “conclave” da IO, mas na mesa de trabalho do ex-coronel da KGB e omniarca da Rússia, Vladimir Putin. Kirill promete ser um paladino do “diálogo” com o Vaticano.
Agência Boa Imprensa (ABIM)

Contradições do chamado “aquecimento global”

Em outubro a Câmara dos Comuns inglesa aprovou a chamada “Mãe de Todas as Leis”, que visa combater o contestado aumento de temperatura global devido a causas humanas. Enquanto se realizava a votação, Londres e o próprio Parlamento (foto) encontravam-se cobertos por uma nevada como não ocorria desde 1922. Em fevereiro último, mais um volume recorde de neve. Sem perturbar-se com essa contradição, a Câmara dos Comuns aprovou a mencionada lei, criando enorme aparato burocrático que invade inúmeras áreas da atividade humana, com mais controles estatais socializantes. A imprensa americana sublinhou o estranho descolamento entre a mídia e a maioria dos ingleses a respeito de “aquecimento global”. 60% deles duvidam dessa teoria, sendo cada vez mais numerosos os que julgam tal aquecimento “não ser tão ruim quanto estão dizendo”.
Agência Boa Imprensa (ABIM)

terça-feira, 7 de abril de 2009

Denúncia vinda do Leste europeu:o comunismo continua ativo

Representantes de 13 conferências episcopais da Europa do Leste realizaram em Zagreb sua 3ª reunião após a queda do Muro de Berlim (1989). Segundo a agência Zenit, para esses bispos a “estrutura [do comunismo] permanece na legislação e no Judiciário, na economia, educação e cultura”. No encerramento da reunião, afirmou o Cardeal de Zagreb: a verdade “é que o sistema comunista quebrou, mas seus restos são muito resistentes e se manifestam promovendo as mesmas falsidades, não somente por meio da política e no relacionamento com o passado, mas também na educação, ciência e ensino”. Para os prelados, a Igreja deve lutar “contra a tendência de calar sobre o que aconteceu realmente” sob o comunismo, e assestar um foco especial nos mártires causados por ele, em ódio à fé.

Agência Boa Imprensa – ABIM

Maioria dos ingleses abandona teoria de Darwin

Mais da metade (51% x 40%) dos ingleses julga que o evolucionismo não consegue explicar a complexidade da vida; e que, portanto, um projeto inteligente deve ter presidido o aparecimento de um universo ordenado. Além do mais, um terço dos britânicos acredita na criação divina. Os dados provêm de uma enquete da empresa ComRes e foram noticiados pelo diário “The Telegraph” de Londres. A imagem do evolucionismo piorou muito após um dos seus máximos apologistas, o biólogo Richard Dawkins, promover uma campanha de cartazes colados em ônibus, convidando os homens a esquecer Deus. Com isso ele pôs em evidência que o evolucionismo é um véu para difundir o ateísmo. Informado a respeito da pesquisa da ComRes, Dawkins respondeu que grande parte da população inglesa é “ignorante como um porco”, segundo “The Telegraph”. Sem comentários...
Agência Boa Imprensa – ABIM

Quantos hoje imitam Pilatos!


Pe. David Francisquini (*)

Por que Jesus Cristo padeceu e morreu pregado numa Cruz? Se Ele é a inocência por excelência, verdadeiro Deus e verdadeiro homem, por que os homens O cobriram de ultrajes, de ignomínias e de dores? Para entender o que se passou com o Filho de Deus, devemos remontar ao momento no qual Deus foi ultrajado pela desobediência e soberba de nossos primeiros pais.

Para reparar tamanha infâmia e suas conseqüências para a humanidade, Deus prometeu ao mundo um Redentor. O pecado original privara o homem da graça de Deus, as portas do Céu se fecharam para ele, a cegueira grassava em seu espírito, a inclinação para o mal o conduzia ao vício e à desordem dos sentidos, à doença, à morte, enfim, a todas as misérias deste mundo.

Se quem pecou foi o homem, não deveria ele pagar por esse medonho pecado? Mas como poderia ele, dotado de natureza limitada e finita, reparar uma ofensa infinita feita a um Deus infinito? A ofensa se mede pelo ofendido, e não só pela própria ofensa e pelo ofensor. Tão-só um Deus-homem seria capaz de remediar as conseqüências de tal pecado. Donde a Redenção prometida por Deus Pai e consumada por Deus Filho no alto do Calvário ao morrer crucificado entre dois ladrões. Se Jesus Cristo não tivesse se encarnado e morrido para pagar a dívida infinita dos pecados dos homens, todos seríamos escravos do demônio e excluídos da visão beatífica, do Céu para onde vão os justos após a morte.

A despeito da pregação da doutrina cheia de unção e de força do amor a Deus e ao próximo confirmada pelos mais portentosos milagres, o ódio e a perseguição ao Divino Redentor foram num crescendo até atingir o paroxismo. “É preciso que um homem morra para salvar o povo”, disse Caifás em sua casa, onde se encontravam sacerdotes, escribas e anciãos.

Vindo de encontro aos funestos desejos dessa assembléia, Judas Iscariotes foi a peça-chave para que Jesus Cristo fosse entregue nas mãos de seus algozes. Sua pergunta infame –– “Quanto me dareis se eu vo-lo entregar?” –– causou alegria e foi prontamente aceita. Depois da última ceia, quando celebrou a primeira Missa, Cristo dirigiu-se com seus Apóstolos para rezar no Horto das Oliveiras.

Não tardou Judas a chegar com uma turba portando archotes, lanças, espadas e varapaus. Jesus foi amarrado e arrastado até os tribunais de Anás e Caifás. O príncipe dos sacerdotes lhe disse: “Conjuro-te pelo Deus vivo, que nos diga se és o Cristo, o Filho de Deus”. Respondeu-lhe Jesus: “Sim, eu sou. Digo-vos, porém, que de ora em diante vereis o filho do homem sentado à direita do poder de Deus, e vindo sobre as nuvens do Céu”.
Então o príncipe dos sacerdotes rasgou suas vestes, dizendo: “Blasfemou, que vos parece?”. E os presentes bradaram: “É réu de morte!” Conduzido ao pretório de Pilatos, Jesus Cristo foi cruelmente açoitado, coroado de espinhos, vestido com um manto de irrisão e condenado à morte de cruz. Diante daquele populacho açulado, que preferiu a liberdade do criminoso à do Justo, foi cometido o crime mais hediondo de toda a História. E quantos hoje a seu modo imitam Pilatos, o proconsul romano, autor da iníqua sentença que condenou nosso Redentor!

Percorreu Jesus Cristo a Via dolorosa até o Calvário, onde Se deixou crucificar e morrer pela salvação dos homens, por este homem que sou eu. “Tudo está consumado” –– foram suas últimas palavras, e, inclinando suavemente a cabeça, entregou o seu espírito.

Aos pés da Cruz estava sua Mãe Santíssima acompanhada das santas mulheres. Por Eva, o pecado entrara no mundo. Por Maria, nos adveio o Salvador e Redentor da humanidade.
(*) Sacerdote da igreja do Imaculado Coração de Maria – Cardoso Moreira (RJ)

quinta-feira, 2 de abril de 2009

A sucuri pode comer o boi, mas depois não se move

A absurda demarcação da reserva indígena Raposa/Serra do Sol, em Roraima, foi confirmada pelo Supremo Tribunal Federal, com o voto contrário do ministro Marco Aurélio de Mello

Nelson Ramos Barretto (*)

Em artigo intitulado SÓ UM JUSTO, a socióloga Maria Lúcia Víctor Barbosa assim definiu: “O julgamento pelo STF [...] culminou naquilo que já se esperava: a continuidade da área de 1,7 milhão de hectares ou 12 vezes o tamanho da cidade de São Paulo. Isso significa que essa parte do território nacional [...] pertence agora a uma ‘nação indígena’ e nela não poderão viver ou sequer pisar os chamados ‘não índios’ (termo politicamente correto), como se todos nós, brancos, negros, pardos não fôssemos brasileiros.

“Segundo o ministro Carlos Ayres Britto, os arrozeiros devem ser expulsos imediatamente da reserva, como se bandidos fossem. Note-se que os ‘não índios’, que compõem 1,5% dos habitantes do local, produzem 70% do arroz de Roraima, ou 106 mil toneladas das 11,04 milhões que são produzidas em todo o Brasil.

“Só um justo, o ministro Marco Aurélio de Mello, votou contra a abstrusa demarcação. O ministro foi, além de justo, corajoso, coerente, clarividente, lúcido. Mas, só um justo não salva o Brasil. [...] Aos índios foi dado o direito de voltar ao atraso primitivo, de se aliar aos que vindo de fora quiserem se estabelecer nas terras de ninguém, ou seja, dos 18 mil índios, gatos pingados naquele ermo sem defesa. Que venham os ‘companheiros das Farc’, os ‘cobiçosos estrangeiros’, os madeireiros, os ‘predadores’ de todo o tipo que devastam a natureza e levam a riqueza que o País estupidamente não sabe usar. Ninguém vai tomar conhecimento”.(1)
* * *
Em seu voto de 120 páginas, o ministro Marco Aurélio apontou inúmeros vícios no procedimento administrativo para definir a área. Por exemplo, não se poderiam desconsiderar os títulos de propriedade reconhecidos como de “bom valor pelo Estado”. E foi além ao considerar as limitações à liberdade de ir e vir de brasileiros na área, qualificando-as de um “verdadeiro apartheid”, que sequer interessa aos índios já num adiantado aculturamento.

Ele alegou que o Brasil poderá até ser levado a responder perante entidades internacionais, se deixar de reconhecer a legalidade de títulos de determinadas terras por meio de processo judicial transitado em julgado. “Cumpre asseverar ser direito humano a proteção da propriedade privada”.
* * *
Marco Aurélio de Mello ressaltou a previsão acertada do inspirador da revista Catolicismo:

“Também vale registrar que, em 1987, o professor Plinio Corrêa de Oliveira, autor de ‘Tribalismo Indígena –– Ideal Comuno-Missionário para o Brasil no Século XXI’, diante dos trabalhos de elaboração da Carta de 1988, advertiu: ‘O Projeto de Constituição, a adotar-se em uma concepção tão hipertrofiada dos direitos dos índios, abre caminho a que se venha a reconhecer aos vários agrupamentos indígenas uma como que soberania diminutae rationis. Uma autodeterminação, segundo a expressão consagrada (Projeto de Constituição angustia o País, Editora Vera Cruz, São Paulo, 1987, p. 182; e p. 119 da obra citada).

“Proféticas palavras tendo em conta, até mesmo, o fato de o Brasil, em setembro de 2007, haver concorrido, no âmbito da Assembléia Geral da Organização das Nações Unidas, para a aprovação da Declaração Universal dos Direitos dos Indígenas”.

Quem assistiu à sessão do STF saiu perplexo: como pôde aquela Corte voltar-se contra a Nação e o povo brasileiro? A Câmara e o Senado formaram comissões especiais, analisaram essa demarcação e concluíram pela sua rejeição.

Por outro lado, a população indígena manifestou-se, em sua maioria, contrária à demarcação, e por isso não foi consultada. Prevaleceu a opinião do Conselho Indigenista de Roraima (CIR), ligado e financiado por ONGs e a esquerda católica.

Igualmente, as Forças Armadas rejeitaram essa política indigenista, com destaque para as declarações do General Augusto Heleno, Comandante da Amazônia, que a classificou de “caótica”.
Com essa decisão do Supremo Tribunal Federal, nem sequer foram cedidos os 5% da área pertencentes aos produtores com posse centenária, todos classificados pelo relator como míseros invasores.

Do Rio Grande do Sul, o jornalista Percival Puggina brada: “No norte do País, cidadãos brasileiros recebiam pela TV, viva voz e viva imagem, a notícia da expulsão imediata, emitida entre bocejos pelos senhores da Corte. Ao lixo os títulos de propriedade legítimos e os longos anos de árduo trabalho familiar nas terras que a União lhes vendeu. Ao lixo suas lavouras plantadas e seus rebanhos no pasto. Ponham-se na rua, todos, com suas famílias, moradias, máquinas e bens! A Corte decidiu e a Corte, visivelmente, está cansada. Isso é que é trabalho duro. Moleza é plantar arroz no trópico e discutir antropologia com padres que não evangelizam os índios e que desevangelizam os não-índios”.(2)

O que resultará dessa fatídica decisão? Como ficarão as inúmeras famílias de índios casados com não índios? Divididas? E os indígenas contrários à demarcação e de etnias diferentes reunidas nessa pequena torre de Babel, agora entregues à sua própria sorte? E se amanhã vier a faltar arroz em nossas mesas?

Diz a sabedoria do caboclo do nosso lendário Pantanal: “A sucuri pode comer o boi, mas depois não se move”.
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Notas:
(*) O autor é colaborador da Agência Boa Imprensa -- ABIM.
1. http://www.diegocasagrande.com.br/index.php?flavor=lerArtigo&id=1088
2. http://www.puggina.org

segunda-feira, 9 de março de 2009

Após 50 anos de castrismo, cubanos gemem na miséria

O 50º aniversário da revolução castrista exibiu uma Cuba desfeita, esfomeada, doente, miserável e escravizada. Para que a infeliz população comemorasse o nefasto aniversário, a Argentina doou carne, a qual foi moída — para render mais... — e distribuída aos açougues do Estado, únicos locais onde a população pode receber alimentos racionados. Durante pelo menos duas décadas não se via carne de boi nos açougues, e ninguém sabia quando haveria novamente –– explicou um açougueiro de Havana. 60% dos açougues não têm freezer para conservar a carne; onde ele existe, não funciona. Raúl Castro anunciou mais sacrifícios à população. Essa é a verdadeira face do país que a Teologia da Libertação e o esquerdismo tupiniquim apontam como modelo para o Brasil!
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Agência Boa Imprensa

A luz que ilumina (II)


Pe. David Francisquini (*)

“Eu sou a luz do mundo; o que me segue não anda nas trevas, mas terá a luz da vida”. (S. João, 8, 12). Essa luz que Cristo veio trazer ao mundo é Ele mesmo, visto ter a mesma natureza do Pai e do Espírito Santo. Ele veio a esse mundo para iluminar todos os homens, fazendo resplandecer a sua luz por meio da fé, esclarecendo nossa inteligência por meio das verdades que anunciou. Veio robustecer essa mesma fé, através dos retumbantes milagres que operou, os quais ficaram registrados nas páginas dos santos Evangelhos.

Cristo veio ainda ao mundo, através de seus ensinamentos e das verdades contidas nos Evangelhos, para guiar nossos passos: “Eu sou o caminho, a verdade e a vida”. Veio fortificar nossa vontade por meio da fé, da esperança e da caridade, porque ninguém luta por aquele que não conhece, não ama e não espera.

Além dessas três virtudes que nos são infundidas no santo Batismo, existem as virtudes cardeais: prudência, justiça, fortaleza e temperança, que concedem à alma os meios para enfrentar o maligno. As virtudes cardeais são as matrizes das outras virtudes morais: humildade, mansidão, obediência, generosidade temperança, castidade e o zelo do bem em oposição aos vícios capitais. Se cooperarmos com a graça de Deus e seguirmos as forças ou virtudes por Deus infundidas em nossas almas, o inimigo não nos prostrará na luta, e sairemos sempre vitoriosos.

Mas, para adquirir tais virtudes é necessário fazermos um esforço não pequeno, mas na certeza de contar sempre com o auxílio da divina graça, pois Deus não permite prova superior às nossas forças. Pelo Batismo, nossa vontade é inclinada ao bem moral. Não se pode deixar de lado o esforço, a habilidade no exercício do bem, por freqüentes atos repetidos, como as boas obras e a luta constante e persistente contra as más inclinações.
As virtudes morais estão em nossos corações como sementes introduzidas pelo Batismo, e devem vicejar rumo à perfeição e assim nos blindar contra os empecilhos que nos afastam de Deus e de nossa salvação. Amparados pelo auxílio do sal da terra e da luz do mundo, não será estéril nosso empreendimento no árduo caminho que nos levará ao Céu.
É ainda São João que nos adverte: “Não são 12 as horas do dia? Aquele que caminha de dia não tropeça, porque vê a luz desse mundo; porém o que anda de noite tropeça porque lhe falta a luz” (Jo 11 - 9, 10). O que Cristo Nosso Senhor quer dizer com isso? Ressaltar o tempo de sua vida terrena, estabelecido por Deus Pai, até que chegue sua hora, que é o tempo de sua paixão e morte.

Portanto, a morte de Cristo foi o marco da Redenção dos homens, aliás, anunciada com palavras eivadas de ódio, pronunciadas pelo pontífice Caifás: “Convém que morra um homem pelo povo, para que assim não pereça a nação”. Ele afirmou isso porque era pontífice, ressaltando que Jesus Cristo devia morrer pela nação, mas também tendo em vista unir num só corpo os filhos de Deus que se encontravam dispersos.
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(*) Sacerdote da igreja do Imaculado Coração de Maria –– Cardoso Moreira (RJ)

No Kosovo, crescem as conversões ao catolicismo

Nas cidades de Kosovo, nos Balcans, estão se edificando novas igrejas católicas. A quase totalidade dos kosovares se diz maometana. Porém, durante os séculos de opressão islâmica, e depois comunista, muitos kosovares continuaram cultivando costumes católicos. Agora, com a liberdade garantida por tropas ocidentais, eles estão voltando para a Igreja de seus antepassados. 65.000 já se professam católicos, e o número cresce bastante, segundo “The Economist”. Na noite de Natal, 38 pessoas foram batizadas na aldeia de Klina, e os pedidos de conversão multiplicam-se em “dezenas de cidadezinhas”. A catedral cismática de Pristina está abandonada. O passado de colaboração dos cismáticos com o comunismo é um fator a mais que afasta os kosovares dessa falsa igreja.
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Agência Boa Imprensa –– ABIM

terça-feira, 3 de março de 2009

A Terra está esfriando: cientistas corrigem dados falsos

A conceituada revista “National Oceanic and Atmospheric Administration” (NOAA) divulgou 115 recordes históricos de frio no mês de outubro último. O gelo polar ártico está se acumulando mais rapidamente que o habitual, e os especialistas concordam que o planeta não esquentou desde 1995, escreveu Wesley Pruden no “The Washington Times”. O meteorologista americano Anthony Watts e o analista em computação canadense Steve McIntyre denunciaram o Dr. James Hansen, do Goddard Institute for Space Studies, por apresentar os dados de setembro como se fossem de outubro, para poder afirmar que outubro foi o mais quente da História... A NASA reconheceu a falsidade, mas atribuiu-a a informações truncadas fornecidas pela Rússia. Também foram desclassificados os números para outubro fornecidos pelo contestado International Panel on Climate Change (IPCC) da ONU, outro dos centros que alimentam o pânico do “aquecimento global”.
(Agência Boa Imprensa –– ABIM)

Mais de um milhão rezam pela família em Madri

Multidão de espanhóis afluiu a Madri para participar da “Missa das Famílias” na grande Plaza de Colón, no centro da capital, por ocasião da festa da Sagrada Família. Desafiaram a neve e temperaturas gélidas para homenagear “o modelo da verdadeira família: a Sagrada Família de Nazaré”. E manifestaram seu repúdio às tentativas socialistas de ampliar as leis de aborto, divórcio e pseudo-casamento homossexual. A enorme manifestação repercutiu no “Washington Post” e no “Los Angeles Times” dos EUA, e até no “China Post” de Taiwan. Porém, como de costume, a imprensa brasileira fez silêncio sobre ela, pois os grandes espaços midiáticos estavam ocupados pelas arruaças promovidas por grupelhos anarquistas...
(Agência Boa Imprensa -- ABIM)

A luz que ilumina (1)










Pe. David Francisquini(*)


São João Evangelista é considerado um dos maiores santos da Igreja, merecendo o título de “O discípulo a quem Jesus amava”. Junto à Cruz, recebeu do Redentor Nossa Senhora como Mãe, e com Ela –– a fonte da sabedoria –– a segurança doutrinária que lhe mereceu dos Padres da Igreja o título de teólogo por excelência.

Ao receber a custódia da Mãe de Deus, obteve ele o maior legado que criatura humana jamais podia receber. Diz São Jerônimo: “João, que era virgem, ao crer em Cristo permaneceu sempre virgem. Por isso foi o discípulo amado e reclinou sua cabeça sobre o coração de Jesus. Em breves palavras, para mostrar qual é o privilégio de João, ou melhor, o privilégio da virgindade nele, basta dizer que o Senhor virgem pôs sua Mãe virgem nas mãos do discípulo virgem”.

Ensinam os Padres da Igreja que esse grande Apóstolo representava naquele momento todos os fiéis. E que, por meio de São João, Maria nos foi dada por Mãe, e nós a Ela como filhos. Mas João foi o primeiro em tal adoção. Com tal autoridade, o Apóstolo virgem ressalta a divindade de Nosso Senhor Jesus Cristo: o Verbo, isto é, o Filho de Deus, é Deus, juntamente com as outras duas pessoas da Santíssima Trindade, pois Cristo tem a mesma natureza divina, além de todos os atributos e perfeições.

Transportado em Deus, com um vôo de águia, ele começa o seu Evangelho de altura sublime: No princípio era o Verbo, e o Verbo estava em Deus, e o Verbo era Deus. Este Evangelho, dos mais sublimes textos jamais escritos, era tido em tanta veneração pela Igreja, que figura no ordinário da Missa promulgada por São Pio V, pela fundamental doutrina que contém. Segundo São João Crisóstomo, os próprios anjos ali aprenderam coisas que não sabiam.

Com Deus Pai e Deus Espírito Santo, o Deus Filho criou o Céu e a Terra, e todas as outras coisas que foram feitas, o foram por Ele. E sem Ele, nada foi feito. São João afirma categoricamente: “Nele estava a vida e a vida era a luz dos homens, e a luz resplandece nas trevas, e as trevas não o receberam”. (Jo 1, 4).

E prossegue: “O Verbo era luz verdadeira que ilumina todo homem que vem a esse mundo. Estava no mundo, e o mundo foi feito por Ele e o mundo não O conheceu. Veio para o que era seu e os seus não O receberam. Mas a todos os que o receberam deu o poder de torná-los filhos de Deus. Aos que crêem no seu nome; os quais não nasceram no sangue, nem na vontade da carne, nem na vontade do homem, mas de Deus”. (Jo 19, 13).

São João ressalta no texto a seguir, que além da divindade, Jesus Cristo assumiu hipostaticamente a natureza do homem: “E o Verbo se fez carne e habitou entre nós, e vimos sua glória, a glória que o Filho único recebe do seu pai, cheio de graça e de verdade” (Jo, 1-14).

(*) Sacerdote da igreja do Imaculado Coração de Maria –– Cardoso Moreira (RJ)


sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

“Rezem o terço todos os dias”

Oscar Vidal

A recitação do Santo Rosário foi ensinada pela própria Mãe de Deus a São Domingos de Gusmão, em 1214. De posse dessa devoção, ele alcançou vitórias prodigiosas e graças estupendas para sua época. Ao longo dos séculos, a Providência tem operado maravilhas por meio dessa incomparável arma espiritual.

Em Fátima, no dia 13 de outubro de 1917, data da última das aparições aos três pastorinhos, a Santíssima Virgem insistiu: “Rezem o terço todos os dias”. Entretanto, mesmo com tão importante pedido, os adeptos do progressismo dito católico menosprezam essa prática da piedade mariana. Na falta de argumentos convincentes, alegam que a recitação do Rosário é “devoção antiquada”, do tempo das Congregações Marianas, das procissões solenes, das Missas em latim, do uso do véu pelas senhoras nas Igrejas, etc. Aliás, formas de devoção excelentes, e muitas delas estão retornando.

As pífias alegações enunciadas, longe de nos desanimar, fornecem-nos motivos para nos empenharmos ainda mais na devoção ao Rosário. Como não recorrermos a um tão poderoso meio de salvação eterna?
“O ressurgimento do Rosário”
A respeito do crescimento da apetência pela recitação do Santo Rosário, o “National Catholic Register” publicou em 30-12-08 interessante informação, num artigo de Tom McFeely intitulado “O ressurgimento do Rosário”:

“A recitação do Rosário era largamente ridicularizada pelos que se chamavam católicos progressistas, durante os anos que se seguiram imediatamente ao Concílio Vaticano II.
De acordo com tais críticos, o Rosário era uma relíquia ultrapassada e sem sentido, de uma era mais antiga da fé católica. As pessoas que rezam com regularidade o Rosário sempre souberam que tal crítica é completamente improcedente.

Dados obtidos em buscas do Google confirmam que os leigos católicos através do mundo parecem concordar. O blog São Roberto Belarmino noticiou que o ‘Google Adwords Analytic Tool estima que mais de um milhão e meio de buscas mensais incluem o termo Rosário’.

O blog católico comenta essa grande procura pelo Rosário no Google: ‘Esta tendência choca a muitos, uma vez que os anos 60 assistiram a um forte impulso para tornar a Igreja mais moderna, e viam esta devoção antiquada como coisa do passado’. Observa ainda que o maior número de procuras por ‘Rosário’ ocorre em outubro, mês que a Igreja dedica de modo especial à sua promoção”.

(Agência Boa Imprensa – ABIM)

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

Atentado sacrílego na Venezuela

Atentado sacrílego na Venezuela


  • Hélio Viana

Na madrugada de quinta para sexta-feira última, um atentado sacrílego foi perpetrado contra uma imagem de Nossa Senhora que se venera na Plaza Altamira, em pleno centro de Caracas. A venerável imagem (foto) teve a cabeça e a mão direita decepadas.

O sacrilégio causou grande indignação nos católicos venezuelanos, que acusam os aliados do governo, que em outras ocasiões praticaram atos semelhantes naquele e em outros locais.
A Plaza Altamira tem sido palco de manifestações contra o regime socialista e totalitário de Hugo Chávez, que tenta eternizar-se no poder.

Na Venezuela – como também no Equador e, em menor escala, na Bolívia – não é a primeira vez que sob governos populistas prestigiados pelo presidente Lula, graves atropelos são cometidos contra a religião católica. Sobretudo na iminência de plebiscitos “populares”.

Como se recorda, o plebiscito de 2008, através do qual foi aprovada a nova Constituição “bolivariana” do Equador, foi precedido de uma série de atentados contra a Sagrada Eucaristia e ameaças contra membros da Hierarquia católica.

Além de desagravar Nossa Senhora pela inominável ofensa de que acaba de ser objeto na Venezuela, os católicos brasileiros devem abrir os olhos para as reais intenções desses governos de esquerda – radical ou moderada, pouco importa –, pois o ódio declarado ou velado à Igreja Católica é o denominador comum de todos eles.

Quando não são atentados diretos contra a Eucaristia ou símbolos religiosos – ódio declarado –, são leis ou iniciativas frontalmente contrárias ao Decálogo, demolidoras da família e da propriedade: ódio velado e, por isso mesmo, com maior possibilidade de êxito, como temos visto no Brasil.

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

O perfil do sacerdote na História (II)

Pe. David Francisquini (*)
Se no Antigo Testamento o sacerdócio encontrava-se sempre aliado à realeza –– como vimos no artigo anterior ––, com muito mais razão deveria estar no Novo Testamento. Isto porque Jesus Cristo, Deus e Senhor de todas as coisas, quis unir-se à natureza humana a partir da família real de Davi, nascer de Maria Virgem por obra do Espírito Santo e cumprir em Si tudo o que Moisés e os profetas anunciaram.
O sacerdócio eterno foi instituído por Jesus Cristo, verdadeiro Sacerdote e Rei, segundo a ordem de Melquisedec. Sob este aspecto, o sacrifício da Nova Lei ultrapassa de longe o de todas as religiões e os sacrifícios por elas oferecidos. Ao receber o sacramento da Ordem, o sacerdote católico torna-se para sempre indelevelmente caracterizado.
Em vista do exposto, podemos perguntar: qual é o tamanho da dignidade do sacerdote? Em vão busca-la-emos entre os profetas do Antigo Testamento, dos quais o maior foi aquele que teve a insigne graça de colocar as mãos sobre a cabeça do Salvador do mundo, no rio Jordão, no Batismo de Nosso Senhor Jesus Cristo: São João Batista!
Mas o sacerdote da Nova Lei tem a dita de consagrar a hóstia com suas palavras e de tê-la diariamente em suas mãos. Ao ministrar a Eucaristia, ele diz: “Eis o Cordeiro de Deus, eis Aquele que tira os pecados do mundo”. Este é um privilégio tal, que não é concedido nem mesmo aos anjos.
Malaquias chama os sacerdotes de anjos que falam em nome de Deus. Portanto, desprezá-los é desprezar o próprio Deus. Ao administrar os sacramentos –– pelo poder de que os reveste a ordenação sacerdotal ––, eles fazem as vezes do próprio Deus.
Consideremos que Nossa Senhora, ao conceber o Menino Jesus em suas entranhas puríssimas, concebeu-O uma única vez, o que não poderia ter sido de modo diferente. Com o sacerdote isso vai além: todas as vezes que celebra o Santo Sacrifício, ele traz Jesus Cristo sobre o altar, toma-O em suas mãos e O sacrifica misteriosa e incruentamente ao Pai.
Uma pessoa que sinta vocação para tal dignidade precisa examinar-se bem se foi mesmo chamada por Deus, e se está disposta a imolar-se por Ele; se está disposta a levar vida digna e santa, praticando as virtudes da ciência, prudência, mortificação, responsabilidade, castidade impoluta e amor de Deus; se é impelida por um ardente e desinteressado desejo de salvar almas, totalmente desapegada dos bens e dos prazeres do mundo.
Numa palavra, o sacerdote precisar estar disposto a ser santo, pois ele é como uma luz de candeeiro colocada sobre o mais alto de uma fortaleza. Ou ainda como um exército pronto para o combate. Um padre nunca se salva ou se condena sozinho, pois necessariamente levará consigo muitas das ovelhas que lhe foram confiadas.
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(*) Sacerdote da igreja do Imaculado Coração de Maria –– Cardoso Moreira (RJ)

Rússia tenta envolver Brasil e América do Sul

A aproximação em matéria nuclear civil, entre o Brasil do presidente Lula e a Rússia do onipotente Putin, será um dos maiores fatores de preocupação da nova administração americana, registrou o site Nuclear Power Daily. A Rússia possui tecnologias — aliás, bastante obsoletas e perigosas — e grandes jazidas de urânio, estando agora interessada nas reservas brasileiras. A visita ao Rio de Janeiro do presidente da estatal Rosatom, Sergei Kiriyenko, levantou suspeitas. A Rússia ofereceu tecnologia nuclear aos presidentes proto-comunistas Hugo Chávez da Venezuela e Rafael Correa do Equador. Mas a verdadeira intenção russa seria inserir a América do Sul numa frente anti-EUA, como parte de um plano mundial para restaurar o poder da antiga URSS. E esses presidentes esquerdistas estariam se prestando ao jogo russo.
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(Agência Boa Imprensa –– ABIM)

Lourdes: mais cinco curas inexplicáveis

O Comitê Médico Internacional de Lourdes (CMIL), a mais alta instância médica que analisa as curas no famoso santuário francês, deu a conhecer mais cinco fatos marcantes e inexplicáveis pela medicina. Os beneficiados têm entre 40 e 69 anos. Uma senhora, em 2004, foi pela 6ª vez a Lourdes em cadeira de rodas. Então ela constatou que nunca pedira sua cura em Lourdes, e decidiu pedir essa graça. Eis que sem nada sentir, pura e simplesmente levantou-se e começou a caminhar Outra senhora sofria invalidez quase total, resultante de um acidente de carro, mas não acreditava muito quando foi a Lourdes. Na hora de seu retornou para casa, lavou-se com água da fonte. No dia seguinte, ao acordar, já não tinha dor alguma, estava curada! A medicina constata os fatos, mas só os bispos diocesanos podem reconhecê-los canonicamente como milagres e propô-los enquanto tais aos fiéis.
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