- Wilson Gabriel da Silva
O presidente Lula marcou mais um gol contra o seu próprio time, em inconsistente entrevista sobre o conflito, por enquanto diplomático, entre a Colômbia e a Venezuela.
As declarações de Lula foram feitas após a denúncia do presidente colombiano Álvaro Uribe comprovando a presença de dezenas de acampamentos de guerrilheiros das Farc em território venezuelano, junto à fronteira com seu país.
Em longa e demagógica entrevista ao lado de Diego Maradona, o próprio presidente da Venezuela, Hugo Chavez, (foto acima) reconheceu a existência desses acampamentos em seu território… mas a culpa seria da Colômbia que deixou os guerrilheiros passarem a fronteira!
A resposta de Chavez à denúncia do presidente Uribe foi o rompimento das relações diplomáticas da Venezuela com a Colômbia e a mobilização de suas tropas junto à fronteira com o país vizinho.
Entretanto, o presidente Lula não vê nisso nenhum conflito sério. Apenas “conflito verbal”. “Temos (Lula e Chavez?) de ter paciência… até que Santos [o recém-eleito presidente da Colômbia] tome o poder”, declarou.
As palavras do presidente brasileiro soaram como um desaforo contra o presidente da Colômbia, que até a transmissão do mandato continua sendo Álvaro Uribe. Este deplorou que Lula apresentasse o caso como se fosse apenas uma briga pessoal entre ele. Uribe, e Hugo Chavez.
Sem dúvida, essa tática escamotearia aspectos mais importantes da questão: os crimes das Farcs e o envolvimento de forças ideológicas incrustadas em regimes latino-americanos.
O comentarista Alexandre Garcia destacou na "Globo" o mal-estar criado na América Latina pelas declarações de Lula. E viu aí mais uma derrota da “diplomacia” brasileira, depois das intromissões indevidas em Honduras, do apoio às reivindicações atômicas do Irã e de meter-se na briga entre árabes e judeus na Palestina. Uma verdadeira “catarse extemporânea de terceiro-mundismo”, conclui Alexandre.
Mais um gol contra de Lula. O problema é que o maior prejudicado é o Brasil.
Veja também em video o que diz Alexandre Garcia sobre esse assunto no portal da "Globo":
http://g1.globo.com/videos/bom-dia-brasil/v/alexandre-garcia-fala-sobre-o-clima-de-mal-estar-na-america-latina/1309764/












Mas o ponto importante da entrevista foi quando ela afirmou que as novas pesquisas científicas permitiram descobrir sobre o Sudário traços de texto escritos em grego, latim e aramaico. “O primeiro que viu esses traços sobre o negativo, em 1978, foi um professor da Universidade Católica de Milão, Aldo Marastoni — especialista em textos latinos do primeiro século —, suas pesquisas foram confirmadas por André Marion e uma equipe de físicos franceses do Instituto d’Orsay, em 1994. [...] Esses traços de texto escritos sobre papiros que foram colocados sobre o Sudário não são borrões, mas o resultado de uma reação química entre o ferro contido na tinta e uma matéria utilizada para embranquecer os tecidos. Comecei a estudar esses traços de texto em 1998 e descobri, após muita pesquisa e confrontações entre textos medievais e do primeiro século, que o texto era um certificado de sepultura de um homem, chamado Jesus, cidadão de Nazaré, sepultado à nona hora, quer dizer, no fim do dia, em conformidade com a lei na Jerusalém daquele tempo”. 











